domingo, 28 de fevereiro de 2021

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Já Nasceu!!!

 Olá a todos,

É verdade, a minha menina já nasceu!! 

Como tinha falado, ela estava em posição pelve (ou seja sentada) e tinha que ser cesariana, pelo que a minha obstetra agendou-a para dia 15/02 (momento que já teria 38 semanas e 5 dias).

No início deste mês, para além das pequenas contrações, comecei a perder o rolhão mucoso. Comecei, por causa disso, a fazer consultas semanais. A médica recomendou-me repouso absoluto para que conseguíssemos aguentar até dia 15. 

Não deu! lol

Fonte : https://www.doutora-cegonha.com/cuidados-na-gravidez/rebentar-as-aguas-o-que-fazer-e-o-que-e-a-amniotomia/

No dia 8 de Fevereiro, com 37 semanas e 5 dias fui à consulta com a obstetra, onde foi feita uma avaliação, com CTG e tal. Estava tudo tranquilo, continuava a perder o rolhão mucoso, precisava de descanso e chegaria a dia 15.
Pois.... No dia seguinte, dia 9/02, o meu marido levantou-se como sempre para ir trabalhar. Eu costumo levantar-me sempre para ir ao WC, mas naquele dia deixei-me estar mais uns minutinhos. Já passava das 8h30 (e o meu marido já tinha ido trabalhar), quando acordei e senti que estava a perder mais rolhão mucoso. Mas... de repente, não parava. Levantei-me a correr para ir para o WC, e era só água a escorrer-me pela pernas abaixo... rebentaram as águas! 
Fiquei mega nervosa, estava sozinha... liguei logo para o meu marido, que felizmente atendeu logo. Só lhe disse: "Anda para casa que rebentaram-me as águas", ao que ele responde: "ok"! Em 10 minutos estava em casa (normalmente demora mais, desta vez veio a voar). Enquanto esperei por ele, vesti-me, tentei ligar para a minha obstetra, mas ela não atendeu. Lembrei-me que no Hospital da CUF me tinham dado o numero de telemóvel 24hrs por dia da enfermeira parteira. Liguei, ela fez algumas perguntas e mandou-me para lá que iam ligar com a médica e preparar tudo.

Fonte: https://demaeparamae.pt/artigos/que-que-se-sente-quando-aguas-rebentam


Mal cheguei ao Hospital da CUF no Porto (hospital onde decidi ter a minha filha e onde fui sempre seguida - tenho seguro de saúde, portanto tive esta possibilidade felizmente), já estavam à minha espera. Eu e o meu marido fomos encaminhados para um quarto, onde vesti a famosa bata e onde me colocaram o CTG para monitorizar a bebé e as contrações. Entretanto, apesar de haver uma ou outra contração no CTG, eu não tive qualquer dor ou senti qualquer contração. Fizeram-nos o teste ao covid, claro (felizmente, este custou-me menos que o primeiro que fiz) e disseram que iria demorar cerca de 2hrs a sair os resultados. Uma vez que a minha bebé estava bem e eu estava sem qualquer dor, aguardou-se. Colocaram-me a soro (eu cheia de fome, já não comi desde das 23h do dia anterior), vieram trazer o almoço ao meu marido e eu continuava esfomeada xD

Fonte: http://maternarr.blogspot.com/2017/06/saiba-quais-sao-os-riscos-do-parto-por.html

Entretanto, por volta das 14h saiu o meu resultado do teste, que deu negativo e passado meia hora saiu o do meu marido (negativo também). Começaram a preparar-me para o bloco. Apesar de achar que me ía passar completamente, por causa de sofrer de ansiedade, incrivelmente, consegui manter num nível de calma aceitável - obviamente que há sempre nervosismo, até porque queria conhecer a bebé.

Quando entrei no bloco foi muito estranho, estava lá tanta gente a preparar tudo. Falavam para mim de forma animada, tranquila e carinhosa, o que ajudou a manter-me calma. De seguida, a famosa epidural. Estava com receio que me doesse muito... o que doeu foi completamente suportável. Primeiro, o anestesista, um médico espetacular e super divertido, pediu para me virar de lado. Primeiro sentiu a coluna e conforme foi fazendo o procedimento, ia-me explicando tudo o que estava a fazer, para que não fosse apanhada de surpresa. Passado nem 2 minutos de ele ter dado a medicação, comecei a sentir tudo dormente da barriga para baixo. O medico e as enfermeiras viraram-me de barriga para cima, e no bloco entrou o meu marido e ficou apenas o anestesista, a minha médica e a enfermeira parteira, um pediatra e outra enfermeira que me dava medicação no cateter na mão.

Fonte: http://www.clinicachazan.com.br/gravidez/quem-escolhe-o-melhor-momento-para-o-bebe-nascer/

A partir daqui, foi tudo muito rápido! A sensação que tinha? Que era um frango churrasco na grelha ahahaha
Entretanto, o anestesista disse ao meu marido para se levantar e quando ele o fez ouvi a minha bebé berrar pela primeira vez :D
O meu marido diz que viu a tiraram-na de dentro da barriga e que ela tinha 3 voltas de cordão umbilical à volta do pescoço. Dali mostraram-me logo a bebé. Confesso que tive um misto tão grande de emoções! O amor por aquele ser já era tão grande, que nem dá para quantificar. Nasceu eram 16h08! E depois fiquei tão maravilhada que nem sabia se estava a chorar ou a rir (ou até as duas coisas). A menina foi com a pediatra para ser avaliada e o meu marido foi com ela, enquanto me cosiam. Aí comecei a sentir-me muito enjoada e comecei a ter vómitos. Disse à enfermeira que não estava bem e ela logo me deu outro "cocktail" e os enjoos desapareceram. 
Como disse, foi tudo muito rápido e dali já estava no recobro, com o meu marido ao lado e a minha bebé a mamar pela primeira vez.

Fonte: https://b-emigrante.com/certidao-de-nascimento-qual-a-sua-funcao

O Pós-operatório é mais complicadito! Continuei a levar medicação para as dores pelo cateter da epidural. Sempre que sentia dores, lá estava a enfermeira pronta a ajudar. As primeiras 24hrs, estive deitada, sem me mexer muito, com argália para ir mantendo a bexiga vazia. Aqui era o meu marido que fazia tudo, eu limitava-me praticamente a dar de mamar. Ao fim de 24horas, tiraram-me a argália e ajudaram a levantar-me. Foi um pouco complicado, porque me senti muito zonza. Mas depois o corpo lá se habituou. Doía-me ainda bastante a caminhar por causa dos pontos.  Nesse dia, pude também tomar uma banhoca (com ajuda) e vestir a minha camisa de dormir. Comecei também a ir ao wc sozinha. As refeições ao início foi complicado. Parecia que tudo que comia ía vomitar em seguida, e andei os dois primeiros dias à base de sopa (que era maravilhosa lá). 48hrs depois já poderia ter alta, mas a minha bebé era muito preguiçosa para mamar, dormia na mama, e não acordava por nada. Pedimos para ficar mais uma noite, para termos um pouco mais de ajuda das enfermeiras. Nesse dia tirei o cateter da epidural e comecei a fazer medicação oral para as dores.

No dia seguinte, sexta feira, foi dia da alta. Estávamos ambas bem, apesar de eu sentir ainda algumas dores e me sentir ainda meia combalida. O meu marido foi e continua a ser, ainda agora, a minha grande ajuda. Com isto do covid, não quero visitas cá em casa. Só os avós vieram vê-la, mas de mascara e com distância. Esta tudo a correr bem e estamos ambos apaixonados pela nossa linda filha! :D

Quanto a todo este processo, devo dizer que se voltasse atrás, voltava a fazer cesariana. Apesar de eu não ter grande hipótese de fugir: a bebé sentada, o cordão umbilical à volta do pescoço, rebentar as águas sem entrar em trabalho de parto, etc... Correu tudo bem, todo o pessoal no hospital (desde de enfermeiras, enfermeiras estagiárias, médicos, auxiliares, empregadas de limpeza, etc), foram todos impecáveis.


E pronto, a aventura já começou, agora é usufruir de todos os momentos com a nossa filha!

By Lum





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terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Sissi - Coragem até ao fim, de Allison Pataki

 


"Sissi foi a imperatriz mais marcante no imaginário popular, imortalizada no cinema por Romy Schneider. Este romance, inspirado em acontecimentos reais, recorda uma das mulheres mais fortes e desafiadoras de todos os tempos. Em meados do século XIX, a imperatriz Isabel da Áustria-Hungria — carinhosamente conhecida pelo povo como Sissi — já não é a menina ingénua e inocente de 15 anos que casou com o imperador Francisco José, mas a mãe do príncipe herdeiro e a mulher do líder de um poderoso império. Sissi vive, no entanto, sufocada pelas regras do protocolo real e por um casamento turbulento, e por isso viaja com frequência para a sua propriedade na Hungria, o refúgio onde vive segundo as suas próprias regras e onde pode receber as visitas do conde Andrássy, por quem se apaixonou. Contudo, trágicas notícias que chegam de Viena vão obrigá-la a regressar e a enfrentar a realidade que tanto a afugenta. Conseguirá Sissi vencer as inúmeras adversidades, as provações do amor e o sentimento de perda e continuar a ser uma imperatriz dedicada? Estará ela à altura do desafio de manter a sua família unida e o seu direito ao trono?"

Cá está, o segundo e último livro da Sissi desta autora. Conta-nos a vida de Sissi desde do ponto em que ficou o livro anterior até à sua trágica morte. Este livro presenteia-nos com uma Sissi mais adulta e cooperante, no entanto, ainda sufocada por todo o protocolo rígido de Viena. Por isso, passa uma grande parte do seu tempo a viajar por todo o mundo. Sofre com a morte da sua sogra (quem diria), começando a estar mais presente nos eventos reais ao lado do seu marido, o imperador. O comportamento do seu filho herdeiro é um motivo de preocupação constante, a decisão da sua filha adorada Valéria casar deixa uma marca dolorosa em Sissi. No entanto, o pior estava para vir. Em pouco tempo, morrem pessoas importantes da sua vida: o seu primo Luís, rei da Baviera, os seus pais, a sua irmã Nené, a sua irmã Sofia- Carlota e o seu amigo de longa data, o conde Andrássy. Mas o golpe maior acontece quando o seu filho herdeiro morre de forma trágica (suicídio), deixando-a inconsolável por nunca ter interferido para o tentar tirar da melancolia em que vivia. 
Morre de forma trágica, assassinada, aos 60 anos em Genebra. A sua morte foi um dor demasiado grande para o seu marido, uma vez que o imperador sempre foi um homem que não mostrava os seus sentimentos, mas naquela ocasião chorou e deixou-se levar pela dor.

No fim, a autora deixa umas pequenas notas sobre o que é ficção e realidade e a verdade é que a maior parte do livro é baseado em factos reais.

Vale a pena a leitura de ambos os livros!

By Lum




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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

domingo, 14 de fevereiro de 2021

Sissi - Imperatriz por amor, de Allison Pataki


" Sissi foi a imperatriz mais marcante no imaginário popular, imortalizada no cinema por Romy Schneider. Este romance, inspirado em acontecimentos reais, recorda uma das mais bonitas histórias de amor de todos os tempos.

Em 1853, os Habsburgos são a família governante mais poderosa da Europa. O seu império estende-se da Áustria à Rússia, da Alemanha à Itália, e no trono está o imperador Francisco José — jovem, rico e ainda solteiro.

Com apenas 15 anos, a Duquesa da Baviera, Isabel, mais conhecida como Sissi, acompanha a sua irmã, que está prometida em casamento ao jovem imperador. Mas Sissi apaixona-se pelo noivo da irmã e rapidamente se embrenha num difícil dilema: o seu amor é correspondido! Francisco José renega a prometida noiva e decide casar com Sissi.

No trono da corte imperial mais traiçoeira da Europa, a jovem imperatriz acidental irá perturbar lealdades políticas e familiares no seu empenho por ganhar, e manter, o amor do seu imperador, do seu povo e do mundo."


Foi o primeiro livro que li, tanto sobre a Imperatriz Sissi, como da autora Allison Pataki. Já conhecia algumas coisas da sua história, para o qual as férias na Áustria em 2019 (ver aquiaqui e aqui) tanto contribuíram. A verdade é que os palácios mais famosos de Viena tem alas completamente dedicadas a Sissi e à sua vida. O livro só veio complementar. É claro que é um romance, que há ficção envolvida, mas no seu geral, os acontecimentos são reais. Há acontecimentos que são romanceados, tal como em qualquer romance que é bom. O livro foca bem o quanto ela foi incompreendida, e o quanto sofreu na corte. Não foi preparada para tal missão, casou por amor, e viu-se afastada dos filhos pela sua sogra (e tia). As queixas constantes e pedidos para ver os filhos ao seu marido, o imperador, nunca davam em nada, uma vez que ele próprio era "um pouco controlado" pela mãe. Tudo isto levou ao afastamento do casal imperial, especialmente após os rumores de traição do imperador. 

O livro começa com uma Sissi jovem, na Baviera com a sua família e termina com a autorização do seu marido para ficar na Hungria, na cidade de Budapeste que tanto gostava, e a criar a sua filha recém nascida, Valéria. 

O livro é enorme, mas eu li-o numa semana, pois a autora conseguiu torna-lo cativante. Já saltei para o volume 2.

Recomendo a leitura!

By Lum

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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

Arévalo - Na rota da história de Espanha

 Olá,

Isto de estar em confinamento e não podermos sair e passear, traz uma saudade enorme. Portanto, decidi fazer um post sobre a nossa visita a Arévalo, antes da vinda do Covid. Sempre dá para matar uma saudade. eheheh

Arévalo situa-se na província de Ávila, em Espanha, na zona de Castela e Leão. A primeira menção a esta cidade ocorre em 1090, durante o repovoamento na Reconquista Cristã. No entanto, só adquiriu importância mais tarde, durante o reinado de Henrique IV de Castela. Foi aqui que a rainha Isabel, a Católica viveu na sua juventude e também foi aqui que sua mãe, D. Isabel de Portugal, esteve em reclusão, quando ficou doente.


O que ver 

- Arco ou Puerta del Alcocer e estátua de Isabel, a católica


Iniciamos a nossa visita pelo Arco ou Porta de Alcocer, onde se situa o posto de turismo.

Arco ou Puerta del Alcocer

Era a principal entrada da cidade velha de Arévalo, separando as praças del Real e del Arrabal. É a única das cinco portas que ainda se conserva nos dias de hoje. Tem a forma de torre e estaria à altura da fortaleza (agora desaparecida). Durante o século XVI, a sua parte superior serviu de prisão, sendo também conhecida por Arco da Prisão. 
Antes de passarmos o Arco, temos uma estátua da rainha Isabel, a Católica, colocada de 2004 em comemoração do quinto centenário da sua morte. 

Estátua da rainha Isabel, a Católica


- Plaza del Real

Após passar o Arco de Alcocer, encontramos a Plaza del Real. Tem o estilo arquitetónico tradicional de uma praça castelhana, com arcadas e varanda, sendo completamente diferente da praça do século XVI.
Era nesta praça que se situava o antigo palácio de Juan II, conhecido como Casa Real de Arévalo, e foi onde a Rainha Isabel passou a infância com o irmão Alfonso. Esta Casa Real já não se encontra ali desde de 1978.

Plaza del Real

Nesta praça também se situa a Casa da Câmara, um dos edifícios históricos de Arévalo.

- Igreja de Santa María la Mayor

A Igreja de Santa María la Mayor foi construída no século XII e o seu exterior é magnífico: constituído por uma secção semicircular decorada com arcos semicirculares e uma torre sineira, que é a mais alta da cidade. 

Torre sineira da Igreja de Santa María la Mayor

É possível visitar a igreja por dentro, no entanto, quando lá fui estava encerrada. Infelizmente, os horários espanhóis para visitas são terríveis, estando tudo fechado quase toda a tarde.

- Igreja de São Miguel

A Igreja de São Miguel data do século XII, mas foi reconstruída pela família Montalvo nos séculos XV e XVI.

Igreja de São Miguel

Outra igreja que não foi possível visitar, devido aos horários. 


- Palácios de Ronquillo e Sedeños

No caminho entre o Arco de Alcocer e o Castelo, encontramos as ruínas dos Palácios Ronquillo e Sedeños. O Palácio de Ronquillo foi construído no século XVI, e apenas sobrou uma parede de fachada onde se vê um arco trabalhado à volta da porta. Mesmo ao lado, encontra-se o Palácio de Sedeños, construído no século XV e onde se pode ver a torre e fachada principal.

Ruínas do Palácio de Ronquillo

- Ponte e Arco de Medina

Perto do Castelo, encontra-se o Arco de Medina e a Ponte Medieval. A ponte foi construída sobre o rio Arevalillo e continua a ser usada como uma das entradas em Arévalo. O arco foi contruído em 1976, como acção comemorativa. 

Arco de Medina


- Castelo Arévalo - Museu do Cereal

O castelo continua a ser um ex libris em Arévalo. Actualmente alberga o Museu do Cereal. Foi mandado construir no século XV por Álvaro de Zuñiga, e durante o reinado dos Reis Católicos sofreu uma remodelação, onde as suas defesas foram melhoradas.

Castelo de Arévalo

No castelo, destaca-se a torre de menagem semicircular, numa planta quadrada. Não sobrou praticamente nada da construção original, uma vez que ficou em ruínas quando foi transferido para o Ministério da Agricultura e foi usado como silo de cereais. Por essa razão, se situa hoje em dia o Museu do Cereal. 

Castelo de Arévalo

O castelo já foi prisão, pedreira, silo e cemitério. Mais um edifício que não conseguimos visitar, devido aos horários terríveis dos monumentos em Espanha. 


Como Chegar

Do Porto - Seguir pela A1 até à saída 16 para convergir para a A25 em direção a Viseu, seguir até Vilar Formoso e seguir pela N322, passar a fronteira e seguir pela A-62 até à saída 244 em direção a E-803/Cáceres/A-66/A-50/Madrid/Salamanca(Sur)/CL-517/Vitigudino, de seguida seguir indicações para A-50/Madrid/E-803/A-66/Cáceres, seguir pela A-50 até à saída  46 para N-501 em direção a Salvadiós/AV-800/Fontiveros/Narros del Castillo, seguir indicações até Arévalo.

De Lisboa - Seguir pela A1,  até à saída em direção a Abrantes/C.lo Branco/T.res Novas para a A23, até convergir com a A25 para Vilar Formoso e seguir pela N322, passar a fronteira e seguir pela A-62 até à saída 244 em direção a E-803/Cáceres/A-66/A-50/Madrid/Salamanca(Sur)/CL-517/Vitigudino, de seguida seguir indicações para A-50/Madrid/E-803/A-66/Cáceres, seguir pela A-50 até à saída  46 para N-501 em direção a Salvadiós/AV-800/Fontiveros/Narros del Castillo, seguir indicações até Arévalo.

By Lum


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terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

O Desejado, de Aydano Roriz

 


"Quando anoiteceu, no dia 4 de Agosto de 1578, nove mil soldados portugueses jaziam mortos nas areias de Alcácer Quibir. Mais de 16 000 foram feitos prisioneiros. No ar paira a pergunta: onde está D. Sebastião?
D. Sebastião é uma figura histórica envolta em mistérios: suspeita-se que teve uma juventude excessivamente dedicada ao amor pela guerra e ao fervor religioso. Foi coroado aos 3 anos de idade, e os seus apetites por batalhas e torneios arruinaram os cofres do reino. Há quem defenda que foi homossexual, andrógino e que tinha um lado do corpo ligeiramente maior e deformado. Das inúmeras versões da história, sabe-se que a sua arrogância era do tamanho dos seus sonhos: tinha a inabalável convicção de que Deus lhe guardara um destino de grandes feitos, o que o terá levado a combater os mouros em Alcácer Quibir. Conforme reza a história, desta batalha só sobrou sangue. Uns crêem D. Sebastião morto, outros crêem-no prisioneiro. Outros sonham com o seu regresso numa manhã de nevoeiro para salvar Portugal. E assim se criou o mito que perdura até aos nossos dias. Com mestria, criatividade e minúcia, Aydano Roriz relata neste romance a história do Desejado, na sua versão enlevada à categoria de um romance sublime. Eis uma obra fundamental para quem quer conhecer outra faceta da História de Portugal."


Foi o primeiro livro que li deste autor. E gostei do que li, gostei da sua forma de escrever. O livro conta a vida de D. Sebastião, o desejado, desde do seu nascimento até à sua morte. Ficou sem pai ainda antes de nascer, herdou um reino quando ainda era pequeno, após a morte do seu avô. Como regente, teve a sua avó, rainha D. Catarina, e o seu tio Cardeal D. Henrique. Gostei da forma como o autor explorou a história, atribuindo uma educação extremamente religiosa, crescendo a pensar em guerra com os muçulmanos. Recusou-se sempre a casar, chegando a dizer-se que era homossexual (algo que nunca iremos saber). Apesar de todo os contras que os seus conselheiros alertaram, decidiu ir para África combater os muçulmanos. Acabou por ser uma derrota terrível para os portugueses, em que o próprio rei desapareceu, criando o mito que regressará para salvar Portugal numa manhã de nevoeiro. O seu desaparecimento, levou o cardeal D. Henrique ao trono, e, após a sua morte, a uma guerra de sucessão, acabando o trono nas mãos do rei Filipe de Espanha. Vários impostores apareceram posteriormente, dizendo ser D. Sebastião, o que nunca se verificou.

Aconselho este livro para quem quer ler um pouco mais sobre D. Sebastião!

By Lum

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sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

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O 3º Trimestre de gravidez + oferta Nestlé

 Olá,

Cá estou eu aqui de novo para falar da minha experiencia com a minha primeira gravidez. Não, a cachopa ainda não nasceu. Neste momento estou de quase 36 semanas e com um pipo gigante.

O 3º trimestre é um dos mais complicados, dizem. Apesar de tudo, acho que o meu primeiro foi o pior (aquelas náuseas e vómitos... brrr), mas este 3º está a ser mais complicado que o 2º trimestre.

Fonte: https://lucaglaser.com/exercicio-no-primeiro-trimestre-da-gestacao/

Ora, a barriga começa a estar enorme, a ponto de nem os pés conseguir ver. A parte fixe e que eu mais gosto, é ver a barriga mexer com os movimentos da minha bebé! É o momento alto do trimestre, tanto para mim como para o meu marido.

A barriga impede-me de fazer algumas coisas simples que antes fazia, como por exemplo, calçar os sapatos, lavar os pés no banho, limpar a casa. Aspirar tornou-se algo quase impossível, pois a dor nas costas são terríveis. 

Fonte: https://www.todopapas.com.pt/gravidez/semanas-a-semanas/o-seu-terceiro-trimestre-de-gravidez-1917

Dormir é mais complicado! Tive que comprar daquelas almofadas gigantes em forma de "U" (a minha é igual à da imagem abaixo) e mesmo assim, há noites em que não há mesmo posição. Tenho sorte apesar de tudo, a minha menina é calma durante  noite, e deixa-me dormir. Mas acordo de 1h a 1h para ir ao wc... a bexiga está super hiper pequena. No entanto, a almofada tem sido o meu ninho confortável. 


Outra coisa, é que durante a noite parece que entro numa sauna, porque acordo sempre encharcada em suor. Todos os dias é um pijama diferente. 

Nas últimas semanas, as minhas pernas e pés tem inchado imenso. Os meus pés, especialmente o direito (não o que tive a lesão), que mais parece uma cabaça. Coloco os pés elevados quando estou sentada, mas não aguento muito tempo... não tenho posição e começa a doer-me as costas. Esse inchaço impede-me de calçar a maior parte do meu calçado (só mesmo sapatilhas de verão, que alargam). 

Fonte: https://bebemamae.com/gravidez/saude-gravidez/confira-5-dicas-praticas-para-diminuir-o-inchaco-na-gravidez

Entretanto, desde das 30 semanas que a minha mão direita fica constantemente dormente, a médica diz que é normal na gravidez. 
Neste trimestre, o habitual é o bebé dar a volta e ficar com a cabeça para baixo, pronto a nascer. A minha cachopa não deve gostar de estar contra a gravidade, e portanto, continua sentadinha. Por essa razão, o meu parto será cesariana. Neste momento, já tenho tudo agendado. =)
Não tenho o problema do bebé colocar os pés nas costelas, mas mesmo assim, ela volta e meia coloca-se numa posição que me faz doer as costelas. A azia também é diária, e tenho quase sempre à noite.

Os diabetes gestacionais que fui diagnosticada no 2º trimestre estão mais controlados, não precisei de de tomar medicação. Felizmente, estou a conseguir controlar com a alimentação. Continuo a ter que me picar 4x ao dia e medir a glicemia, mas já começo a estar habituada. 

Também já tenho aquelas contrações de preparação. Por vezes são mais fortes, outras mais leves, mas não são ritmadas. Mais uma vez, a minha médica diz ser perfeitamente normal, só tenho que controlar e assegurar-me que não são ritmadas. Aí terei que ir ao hospital. Por agora tudo calmo, e espero que ela espere pelo dia agendado. 
As malas estão prontas, só falta mesmo chegar ao dia.

Fonte: https://maemequer.sapo.pt/estou-gravida/como-cresce-o-bebe/por-trimestre/gravidez-trimestre-a-trimestre-3-trimestre/

Com tantas coisas que andam por aí para bebé, descobri o Clube Bebé Nestlé e inscrevi-me. Recebo semanalmente informação sobre a semana de gestação em que me encontro, assim como posso encontrar toda a informação sobre os produtos Nestlé para bebé, e até descontos.
Como miminho pela inscrição, recebi em casa esta babete super fixe:


O site está super completo, aconselho as futuras mamãs e recém mamãs a darem uma vista de olhos. Podem aceder aqui.

By Lum


 

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terça-feira, 19 de janeiro de 2021

FEUERSCHWANZ ft. Melissa Bonny - Ding (SEEED Cover) | Napalm Records


A banda não conheço, só cheguei a ela por causa da participação da Melissa Bonny. Esta música é uma cover e, como já disse, conta com a participação da Melissa dos Ad Infinitum. A música é toda em alemão, salvo as partes da Melissa. Adorei a música, está super divertida e vale a pena conferir a banda!



By Lum
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quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

D. Beatriz de Portugal - A Infanta Esquecida, de Ana Isabel Buescu

 


"«Ler esta obra é um convite a percorrer as cortes europeias do século XVI. Ler esta obra é um desafio a conhecer, resgatada do passado, a biografia de uma mulher. Ler esta obra é deixar-se seduzir por uma narrativa histórica plena de cientificidade, mas nem por isso menos sedutora, que nos vivifica a memória do passado.»
Maria Helena da Cruz Coelho, in Prefácio.

Quem foi Beatriz de Sabóia, a infanta esquecida?
A historiadora Ana Isabel Buescu traça o retrato da terceira filha do rei D. Manuel I e de D. Maria, nascida em 31 de Dezembro de 1504, em Lisboa. Cresceu na opulência da corte do pai. o seu nome rapidamente entra no mercado de casamentos das cortes europeias. a proposta de união com Beatriz partiu do duque de Sabóia, Carlos II, que vivendo sob a ameaça francesa e com graves dificuldades financeiras pretendia, com esta aliança matrimonial, o apoio do rico e prestigiado rei português.

Em 7 de Abril de 1521 realizou-se, no paço da Ribeira, o casamento por procuração entre Carlos II e Beatriz de Portugal, portadora de um valioso dote em dinheiro, jóias, alfaias de prata e tapeçarias. no dia 10 de Agosto, com os seus oficiais, damas e muitos acompanhantes, Beatriz disse um derradeiro adeus a Lisboa e partiu rumo a Nice. Duquesa de Sabóia no dramático período das guerras entre Carlos V e Francisco I, Beatriz, conhecida pelo seu porte altivo e dotada de grande inteligência, teve um importante papel no governo do ducado. Mãe por dez vezes, morreu no parto aos 33 anos. Sobreviveu-lhe apenas o varão Emanuel Filiberto, que herdou o nome do seu avô materno e a determinação da mãe. Já duque de Sabóia, após a morte de D. Sebastião em 1578, Emanuel Filiberto foi um dos vários candidatos ao trono português, que veio a ser ocupado por Filipe I."


Este livro não é um romance, mas sim uma biografia exacta sobre Beatriz de Portugal. Neste livro podemos imaginar as cortes de antigamente e a vida que lá se tinha. Mas gostei principalmente do retrato fidedigno que a autora faz de D. Beatriz. Praticamente não se fala dela (nem nas aulas de História), pelo que me deu especial gosto ler o livro que nos dá a conhecer esta personagem verdadeira da história de Portugal. 

A autora começa pelo inicio da sua vida, na corte portuguesa, filha de um dos reis mais ricos e prestigiados, neta dos reis católicos. Aqui conhecemos um pouco do seu temperamento e também da sua educação. Ficamos a saber como foi negociado o seu casamento com o Duque de Saboia e até do seu dote (detalhadamente). Percebemos como foi a sua adaptação à nova corte, tão diferente da sua corte portuguesa. Era uma pessoa activa e o marido tinha em conta o seu conselho. Infelizmente morreu muito jovem, aos 34 anos.

Recomendo vivamente o livro.

By Lum

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quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

Crónicas de um 2020 estranho

 Olá,

2020 foi um ano estranho!

Por esta altura, no ano passado, já todos nós tínhamos ouvido falar do Covid-19. O vírus que andava pela China e encerrava as cidades todos, para tentarem conter o contágio. Mal sabíamos nós o que o ano de 2020 iria ser só Covid...

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Em Janeiro começamos a ouvir que havia alguns casos na Europa, mas estava tudo tranquilo. Nós ainda conseguimos passear. Aproveitamos o fim de semana prolongado (trabalhamos no concelho da Feira, portanto temos direito ao feriado das Fogaceiras), para visitar uma cidade que já à muito queria visitar, Mérida em Espanha (depois faço o post sobre essa maravilhosa cidade). Ainda foi tranquilo! O trabalho decorria normal.. no fundo, a vida ía normal. Foi neste mês que decidimos que estava na altura de termos um filho e foi neste mês que tudo começou :) 

Fonte: https://lavembebe.com.br/blog/6-dicas-para-controlar-a-ansiedade-na-gravidez/
 
O mês de Fevereiro foi aquele último que foi normalito. Lá começaram a aparecer os primeiros casos de covid em Portugal, mas como já foi mais no final do mês, estivemos bem. Foi, no fundo, o último mês normal. Mal sabíamos nós como iria ser o resto do ano....

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Lá veio o mês de Março! Este foi o mês do início do pânico com toda a gente a querer fechar-se em casa. No trabalho, as encomendas começavam a escassear, uma vez que na Europa muitos países estavam a encerrar tudo. Foi durante este mês que tivemos o primeiro caso de covid na empresa e foi-nos imposto usar máscara durante o trabalho (abençoada regra!). Infelizmente, nos últimos dias do mês, a DGS encerrou a fábrica por causa de mais dois casos de covid. Devo dizer que fiquei assustada, estive em contacto com os casos positivos (embora sempre de máscara). E posso dizer que foi o que me valeu. Fiz o teste (horrível horrível horrível!!!) e deu negativo. 

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E lá veio o estado de emergência, fecho de lojas, etc... Chegamos ao mês de Abril! A Páscoa foi estranha, sem se sair do concelho. A minha fábrica foi para lay off, portanto vim para casa. E foi, foi casa casa casa, só saía para ir às compras e pouco mais. Foi um mês estranho! Aproveitei para ler muito e descontrair. O primeiro mês até foi passando bem.

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E lá veio o mês de Maio, mais um mês em Lay off, mais um mês em casa. Neste mês ainda se aproveitou uns diazitos de praia, sempre com muita distância, para não haver perigo. Foram dias de muito calor. Mas o Covid continuava aí e não queria ir embora. E assim passou Maio....

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O mês de Junho, meu querido mês de Junho.... Para além de ser o mês de aniversário, e apesar do Covid e de mais um mês em lay off, foi aquele mês maravilhoso e o início de uma jornada fantástica. Foi o mês que descobri que estava grávida. 

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O mês de Julho foi mais calmo em termos de covid, mas não para mim. Como já comentei aqui, o primeiro trimestre foi terrível para mim, e o meu mês de Julho foi sempre enjoada e com vómitos. Também foi o mês de regresso ao trabalho, mas só aguentei 2 semanas e depois tive que vir para a baixa. Passar o horário de trabalho todo enjoada e a com vómitos não dava, não me conseguia concentrar em nada, foi mau. Enfim... aguenta futura mamã!

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Meu querido mês de Agosto! A meio deste mês os enjoos começaram a melhorar lentamente. Um mês mais normal, visto que o pessoal aproveitou todo para ir de férias. Não fui, não só por não me sentir bem, mas também porque tive medo do covid. Sim, fui à praia, mas ficamos sempre à distância. 

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Setembro não trouxe nada de novo! Tempo em casa, covid, alguns enjoos ainda...  Só mesmo 2020 a continuar a ser 2020!

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Ah, Outubro... Mês de ainda mais Covid! Eu cá continuei em casa, com a barriguinha a crescer eheheheh e foi só!

E chega Novembro, um mês mais perto do fim de 2020 lol Mês de regresso ao estado de emergência e recolher obrigatório, portanto, ainda mais tempo em casa. A barriga continua a crescer... Ah, e com tanto tempo em casa, começamos a fazer um puzzle de 3000 peças. 

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E lá chegou Dezembro, o último mês do ano e o mês do Natal. Fazer a árvore de Natal com este barrigão foi muito engraçado! Confesso que covid's à parte, o Natal este ano tinha outro toque, só por ter a minha menina na barriga. Estivemos um mês a fazer o puzzle, mas lá acabamos no dia 24. MAS... 2020 não se podia ir embora sem deixar mais um rastinho de m****, e infelizmente entre o Natal e o fim de ano, faleceu a avó do meu marido e um tio meu. Uma caquinha!!! 

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Conclusões de 2020? Uma porcaria de ano, cuja a única coisa boa foi a minha gravidez (que é a melhor coisa do mundo para mim). De resto, uma caca! Só não digo para apagar, por causa da minha bebé

Espero mesmo que 2021 traga saúde a toda a gente, e já agora, que o covid vá com o c*****o! Não faz falta nenhuma!

Para nós, vai-nos trazer a nossa cachopa, portanto já tem tudo para ser um bom ano!


Quanto a todos vós, UM FELIZ ANO NOVO!!!

By Lum


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quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

D. Manuel I - Duas irmãs para um rei, de Isabel Stilwell

 


"Uma história fascinante de um homem que não nasceu para ser rei, que chegou ao trono depois de ver morrer o sobrinho e ver assassinar o irmão e o cunhado.

Isabel, viúva de Afonso, filho de D. João II, resistiu ao casamento. Mas Manuel era determinado. Desde aquele dia em que os seus olhares se cruzaram em Moura, sabia que Isabel havia de ser sua.

Por ela faria tudo, inclusive expulsar os hereges de Portugal, e depois os judeus. Mas mais uma vez a roda da fortuna girava e a sua felicidade durou pouco. Isabel morria no parto, e o seu único filho não sobreviveria. Era preciso garantir a descendência. Maria, irmã de Isabel, esperara, apaixonada, e o seu tempo tinha chegado. Seria rainha de Portugal e mãe de dez filhos, entre eles seis varões.

Um dos reis mais importantes da nossa História, construtor do império global português, numa época fascinante dos Descobrimentos, em que Lisboa se enche de espiões e especiarias."


Mais um romance histórico de Isabel Stilwell que vem provar o enorme talento neste tipo de livro. Já li todos os romances históricos dela, e para mim, é das melhores escritoras do género, e a minha preferida.

Desta vez a personagem central não é uma rainha, mas sim D. Manuel, mas dando sempre um lugar privilegiado às suas rainhas. O livro começa ainda no reinado de D. João II, casado com D. Leonor, irmã de D. Manuel. No livro podemos seguir toda a história de como D. Manuel I, tão longe na linha de sucessão, veio a tornar-se rei de Portugal. Da dificuldade em sobreviver às conspirações e a morte do irmão mais velho. Esteve em Terçarias de Moura, onde também estavam D. Afonso (filho dos reis e herdeiro do trono) juntamente com D. Isabel, filha dos Reis Católicos, e estavam a cargo da duquesa D. Beatriz (mãe de D. Manuel I). D. Manuel apaixonou-se por D. Isabel, mas sabia que esta seria a esposa do seu sobrinho, D. Afonso. E assim foi, D. Isabel casou com D. Afonso, mas infelizmente, passado uns meses, D. Afonso morreu, deixando a viúva inconsolável. Voltou para Espanha, para junto dos pais, jurando nunca mais casar.

Sem herdeiro directo ao trono, D. João II tentou legitimar o seu filho bastardo, D. Jorge, com objetivo de o colocar no trono. No entanto, não teve aprovação da rainha, sua esposa, nem do papa. Assim, após a morte de D. João II, D. Manuel I sobe ao trono. O venturoso, como ficou conhecido, logo decidiu que se casaria com D. Isabel, acatando os pedidos da mesma para expulsar os judeus do reino. Com a morte de D. Juan, irmão de Isabel, D. Manuel e D. Isabel tornaram-se também herdeiros dos tronos de Castela e Aragão. Por essa altura, D. Isabel estava grávida, dando à luz a D. Miguel da Paz em Castela, morrendo logo de seguida.

Infelizmente, D. Miguel da Paz morreu pouco tempo depois, deixando a rainha de Castela de rastos e D. Manuel sem herdeiro ao trono de Portugal e de Castela. Depois de muito negociar, casou com D. Maria, irmã de D. Isabel, e o inesperado aconteceu, uma vez que foi um matrimónio extremamente feliz. D. Maria deu 10 filhos a D. Manuel, 3 raparigas e 7 rapazes, deixando a descendência assegurada. 

D. Manuel construiu um império, conseguindo chegar à India e descobrindo o Brasil, entrando no comércio das especiarias, que enriqueceu em muito o reino, tornando-o numa metrópole. 

Infelizmente, D. Maria viria a morrer após o seu décimo parto, deixando D. Manuel e o reino numa tristeza profunda.

Aconselho vivamente a leitura!!!


Outros livros da autora:

D. Teresa - Uma mulher que não abriu mão do poder - Aqui
Isabel de Aragão - Entre o céu e o inferno - Aqui
Filipa de Lencastre - A rainha que mudou Portugal - Aqui
Ínclita Geração - Isabel de Borgonha - Aqui
D. Catarina de Bragança - A coragem de uma Infanta Portuguesa que se tornou rainha de Inglaterra - Aqui
D. Maria I - Uma rainha atormentada por um segredo que a levou à loucura - Aqui
D. Maria II - Tudo por um Reino - Aqui
D. Amélia - A Rainha exilada que deixou o seu coração em Portugal - Aqui
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segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

SIRENIA - Addiction No. 1 (Official Video) | Napalm Records


Sirenia lançou o seu novíssimo single "Addiction No. 1", o primeiro do novo álbum  "Riddles Ruins & Revelations", a ser lançado dia 12 de Fevereiro 2021. A música é engraçadinha, mas acho que o som está um pouco diferente do habitual. Está engraçadinha, mas não despertou aquele "Uau".


Já é conhecida a tracklist de "Riddles Ruins & Revelations" :


01. Addiction No. 1
02. Towards An Early Grave
03. Into Infinity
04. Passing Seasons
05. We Come To Ruins
06. Downwards Spiral
07. Beneath The Midnight Sun
08. The Timeless Waning
09. December Snow
10. This Curse Of Mine
11. Voyage Voyage



By Lum


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terça-feira, 8 de dezembro de 2020

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Resultado da PTGO e o diagnóstico de Diabetes Gestacional.

 Hello,

A 13 de Novembro fiz aqui um post sobre o teste da PTGO - Prova de Tolerância à Glicose Oral (Ver aqui), onde expliquei o que era, como era efetuado e a minha experiência.

Entretanto, chegaram os resultados e não foram o que esperava. Um dos valores estava alto. Fiquei meia em pânico, mas já tinha a consulta marcada na semana seguinte.

Fonte: https://www.mgfamiliar.net/blog/mgd/

Mas vamos por partes.
Primeiro, é necessário falar dos intervalos de valores normais para cada ponto: jejum, 1ª hora após ingestão da glicose e 2ª hora após ingestão da glicose.


Valores de referência de PTGO: 
(Se o resultado da PTGO for inferior aos resultados de referência descritos no quadro, a prova é considerada negativa)
Fonte: https://controlaradiabetes.pt/entender-a-diabetes/diabetes-gestacional


Os meus resultados e diagnóstico

Os meus resultados não foram dos piores (creio eu). 

Em jejum, o meu nível de glicose estava bastante normal. O problema foi o valor da 1ª hora, em que o valor que tive foi de 194, quando o máximo é 180. N 2ª hora, o meu valor foi 151, muito próximo do máximo 153.

O diagnóstico foi fácil: diabetes gestacional.

Foi uma "pancada" daquelas, saber os riscos que podia acarretar... puuff.


Tenho diabetes gestacional, e agora?

E agora começa uma nova etapa. 

Primeiro fui à minha nutricionista, falei-lhe do diagnóstico e ela lá me fez um plano (felizmente não foi mazinha... já vi pessoas em que o plano envolvia fazer menos refeições), não me retirou nenhuma refeição, substituiu-me várias coisas assim como as suas quantidades. Fruta, só acompanhada por uma bolacha marinheira ou algum fruto seco, massa e arroz tudo integral, pão só integral, cereais ou centeio e, obvio, cortar no chocolate, doces, açúcar, etc. E eu que só me apetece chocolate e Nestum - estão a imaginar o açúcar que aquilo tem hahahaha Mas faço o esforço e ela diz que posso comer volta e meia um quadradinho de chocolate preto após as refeições. Já dá para ir "matando o bicho".


Entretanto, para além de ter que ter um grande controlo com a minha alimentação, também tenho que controlar os meus níveis de glicémia. A minha médica quer que faça o controlo 4x por dia - em jejum, e 1h depois de todas as principais refeições (pequeno-almoço, almoço e jantar) e apontar todos os valores. Daqui a 15 dias, terei nova consulta para avaliar a situação.


Como é efetuado o controlo da glicémia?

O controlo é feito através de picada no dedo e colocada uma gota de sangue numa tira que vai ser inserida numa máquina que fará a leitura e indicará o valor.

Na farmácia, a maquina é gratuita (pelo menos a minha foi) e incluiu uma caneta, lancetas, tiras e a máquina. Começa-se por ver qual a intensidade que queremos para picar o dedo: a minha tem 5, a primeira é para quem tem pele muito muito sensível e fina e a 5 para quem tem a pele muito grossa, eu escolhi a intensidade 2 e escolhi a certa. Logo de seguida colocamos a lanceta na caneta e preparamos para a picada. Convém lavar sempre as mãos antes. 

Exemplo de caneta para picagem do dedo

Antes de picar, coloco a tira na máquina. Pico o dedo, e coloco a gota de sangue na tira que está na maquina. 10 segundos depois tenho o resultado.

Exemplo da colocação da gota de sangue na tira que vai ser medida pela máquina

Eu comecei hoje ao jantar a fazer o controlo e confesso que pensei que seria bem pior. Agulhas e afins nunca foram o meu forte, mas a picagem é super rápida. Para a primeira picada, o meu valor estava normalíssimo. Fiquei super feliz e só espero que continue assim.

E agora será a minha sina até ao parto, dietazinha que é bom e picadinhas lol

Espero que os valores se mantenham bem, torçam lá por mim! =)

By Lum


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sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

AD INFINITUM - Demons (Acoustic) (Official Video) | Napalm Records



Ad Infinitum lançou hoje "Chapter I: Revisited", com versões acústicas de todas as músicas do seu álbum de estreia. Aqui fica a versão acústica da "Demons", que ficou top. =)


Este álbum saiu hoje e tem a seguinte tracklist:


1. Infected Monarchy (Acoustic)
2. Marching on Versailles (Acoustic)
3. Maleficent (Acoustic)
4. See You in Hell (Acoustic)
5. I Am the Storm (Acoustic)
6. Fire and Ice (Acoustic)
7. Live Before You Die (Acoustic)
8. Revenge (Acoustic)
9. Demons (Acoustic)
10. Tell Me Why (Acoustic)

By Lum
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