domingo, 19 de maio de 2019

Catarina de Aragão - A Princesa Determinada, de Philippa Gregory


"Catarina de Aragão nasce Catarina, Infanta da Espanha, de pais que eram reis cruzados. Aos três anos foi prometida ao príncipe Artur, filho e herdeiro de Henrique VII da Inglaterra, e é educada para ser princesa de Gales. Sabe que o seu destino é reinar sobre aquela terra distante, húmida e fria. A sua fé é posta à prova quando o futuro sogro a recebe no seu novo país com uma grande afronta; Artur parece ser pouco mais do que uma criança; a comida é estranha e os costumes vulgares. Lentamente, adapta-se à sua primeira corte Tudor, e a vida como mulher de Artur vai-se tornando mais suportável. Inesperadamente, neste casamento arranjado começa a nascer um amor terno e apaixonado. Mas, quando o jovem Artur morre, ela tem de construir o seu próprio futuro: como pode agora ser rainha da Inglaterra e fundar uma dinastia? Só casando com o irmão mais novo de Artur, o alegre, mas mimado Henrique. O pai e a avó de Henrique são contra e os poderosos progenitores de Catarina revelam-se de pouca utilidade. No entanto, Catarina possui um espírito lutador é indomável e fará qualquer coisa para alcançar o seu objectivo; mesmo que tal implique contar a maior das mentiras e mantê-la."

Gostei bastante deste livro e da forma como a autora descreveu toda a história. 
Já tinha visto algumas series em que Catarina de Aragão aparecia, mas nenhuma mostrou as provações pelo que passou desde de que chegou a Inglaterra. 
A história começa com uma episódio da infância de Catarina, junto com os seus pais, os reis católicos, na sua guerra pela conquista de Granada. A partir daí, a história segue para Inglaterra e o seu casamento com Artur, o príncipe de Gales. Apesar de não estar bem claro na história se o casamento de ambos foi ou não consumado, no livro a autora explora a história assumindo que o casamento foi consumado. Conta a curta história de amor dos príncipes de Gales, até à morte de Artur, muito sofrida por Catarina e pela promessa feita no leito da morte daquele que era o amor da sua vida.
Foi com esta promessa que ela seguiu em frente, passou provações sem nuca baixar os braços, até se tornar rainha de Inglaterra. 
O livro não termina com a sua morte, como habitualmente os romances históricos terminam, mas sim com a sua luta pela não dissolução do casamento entre ela e o rei Henrique VIII.

Um livro que vale a pena a leitura!

Irá estrear em breve uma serie (que já falei dela), chamada The Spanish Princess, e que se basei neste livro da Philippa Gregory. Estou curiosa com a série. Enquanto a espera não termina, deixo-vos com o trailer.


By Lum
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segunda-feira, 13 de maio de 2019

Belver - Sentinela do Tejo

Olá,

À uns tempos atrás, visitamos Belver.
Belver é uma freguesia situada no concelho de Gavião, Alentejo. É o único concelho do Alentejo cujo território se estende acima do Rio Tejo.

Belver - vista sob o Rio Tejo


História

As suas origens confundem-se com o povoamento da região, no tempo da Reconquista Cristã.
D. Sancho I doou os territórios à Ordem do Hospital. Esta Ordem, no final do século XII deixa de desempenhar apenas um papel assistencial, para passar a desempenhar um papel militar.

Belver


O Castelo de Belver

O Castelo de Belver fica situado no topo de um penhasco sobre o Tejo. A vista do castelo é fantástica.
Este foi o primeiro castelo construído pelos Hospitalários em território português, por decisão de D. Sancho I. No documento de doação, em 1194, atribuiu um vasto território na margem norte do Rio Tejo à Ordem do Hospital.

Castelo de Belver

A localização deste castelo era estratégica, pois prevenia novas invasões para norte, quando o Rio Tejo era fronteira entre cristãos e muçulmanos. Na sua construção foram usadas as mais inovadoras soluções da arquitectura militar da época, o que não era de estranhar, uma vez que os Hospitalários tinham imensa experiência na arte de construção de castelos e fortificações.

Torre de Menagem do Castelo de Belver

A segurança do castelo e a capacidade de organização dos Hospitalários, fez com que D. Sancho I destinasse Belver como um dos locais para o depósito do tesouro real português no seu testamento de 1212.

Vista sob o Tejo - Castelo de Belver

No paralelo entre a história e a lenda, por este castelo terão passado a Princesa Santa Joana (irmã de D. João II) e o poeta Luís Vaz de Camões, no seu exílio de 1546.


Capela de S. Brás

Capela de S. Brás e Torre de Menagem - Castelo de Belver

 No interior do Castelo de Belver, é possível visitar a Capela de S. Brás, que fica situada mesmo ao lado da Torre de Menagem. Foi construída no século XVI e no seu interior exibe um bonito retábulo/relicário.

Retábulo/ Relicário - Interior da Capela de S. Brás

Era nesta capela que era guardado um conjunto de relíquias que foram trazidas da Terra Santa pelos Cavaleiros Hospitalários.

Capela de S. Brás


A Lenda

O nome dado a este castelo, Belver, e que posteriormente estendeu-se à povoação, não deixa de ser relacionado com o conhecido Castelo de Belvoir, também erguido pelos Hospitalários, a partir de 1168, no reino de Jerusalém.

Muralha do Castelo de Belver - Vista para o Rio Tejo

No entanto, há uma lenda em torno do nome deste castelo: esta conta que houve uma bela princesa que um dia, ao chegar à janela da torre de menagem e descobrindo a bela paisagem que ali se podia desfrutar, terá exclamado "Oh, meu pai, que belo ver!".

Interior do Castelo de Belver


Fonte do texto: ArqueoHoje


Como Chegar

Do Porto - A1 em direcção a Sul, seguir pela saída para A13 em direção a Lousã/Tomar, sair na saída para a A23 em direção a Abrantes, seguir pela saída 13 em direção a Gavião e seguir na  N244 até Belver;

De Lisboa - A1 em direcção a norte, seguir pela A23 saída em direção a Abrantes/C.lo Branco/T.res Novas, sair pela saída 13 em direção a Gavião e seguir na N244 até Belver.


By Lum
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segunda-feira, 6 de maio de 2019

quarta-feira, 1 de maio de 2019

sábado, 27 de abril de 2019

Maria Francisca de Saboia, de Diana de Cadaval


"As mãos estão fechadas em posição de oração. Fechada no Mosteiro da Esperança, Maria Francisca de Sabóia suplica a Deus que a proteja, olhe por si neste momento de aflição e lhe perdoe os seus mais terríveis pecados. Está em marcha, na corte portuguesa, um plano imparável e de consequências imprevisíveis. E ela é a personagem principal desta história de intriga, desamor e traição. A decisão estava tomada. Não poderia voltar atrás. Terminaria o casamento com D. Afonso VI, rei de Portugal, um homem deformado, gordo, de personalidade irada que nunca a havia procurado no leito conjugal. O próximo passo deste plano minuciosamente traçado seria pedir a Roma, com a ajuda do seu bom amigo e conselheiro, o duque de Cadaval, a anulação deste casamento falso que a havia tornado infeliz durante um ano e meio. Por fim, deposto o marido, casaria com o infante D. Pedro, seu cunhado e assim veria concretizados os seus desejos de poder. Uma afronta nunca antes vista, um pecado que pedia, sem piedade, o castigo divino. Mas Maria Francisca de Sabóia não havia nascido para ser um fantoche. Nasceu para ser rainha. Contudo, a vida reservava-lhe ainda algumas surpresas. Diana de Cadaval regressa à escrita com um romance que nos leva até à corte portuguesa do século XVII, num momento em a ameaça espanhola é uma realidade, para nos contar a história de Maria Francisca de Sabóia, uma princesa francesa que, aos 20 anos, se torna rainha e protagoniza um dos episódios mais curiosos da História de Portugal."


Este foi um livro que gostei muito de ler. Já não é o primeiro que leio desta autora, mas este tem algo diferente do outro: não põe a Rainha Maria Francisca como uma heroína, mas sim como uma mulher ambiciosa que tudo fez para tentar ser feliz. A forma como foi retratada a corte portuguesa da época, trouxe ao livro um grande realismo.
Esta é uma parte da nossa história que chocou bastante na época: uma mulher que pede a anulação do casamento dizendo que nunca foi consumado, chegando a humilhar o seu marido e rei de Portugal. Trabalhou em segredo para destronar esse rei e colocar o irmão deste no trono. Apesar de chocante, entende-se que ela não era muito bem tratada pelo marido, e o amor que cresceu pelo infante e irmão do rei, fez o resto.
Não creio, pelo livro, que tenha sido muito feliz. Após a anulação do casamento, casou-se com o infante D. Pedro, e achou que tinha encontrado a felicidade. No entanto, tal como o irmão Rei D. Afonso VI, D. Pedro era um boémio, tinha imensas amantes, levando Maria Francisca a uma tristeza profunda, que só o nascimento da sua filha veio atenuar.

Um livro de leitura obrigatória parra amantes de história!

By Lum
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quinta-feira, 25 de abril de 2019

Simplificar - Uma receita fácil, saborosa e saudável

Olá,

Hoje trago-vos uma receita muito fácil e saborosa, e claro, saudável.


Ingredientes (2 pessoas):
1 Peito de frango
Meia Abóbora pequena
4 Batatas
Rúcula
Tomate cereja
Azeite
Sal, Pimentão-doce, tomilho e manjericão q.b.

Preparação:
1. Cortar o peito de frango em bifes e temperar a gosto. Reservar;
2. Cortar a abóbora em cubos e as batatas em palitos;
3. Colocar a abóbora já cortada numa tigela e temperar com um fio de azeite, pimentão-doce e tomilho. Fazer igualmente com as batatas já cortadas, temperar com fio de azeite, pimentão-doce e tomilho;
4. Dispor a abóbora e as batata já temperadas num tabuleiro e levar ao forno cerca de 30 minutos (dependendo da temperatura), até ficarem cozidas;
5. Numa frigideira previamente aquecida e com um fio de azeite, grelhar os bifes de frango;
6. Servir o bife com a abóbora e batatas, e com rúcula e tomate cereja temperados a gosto.

E voilá, está pronto a comer!

By Lum
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domingo, 21 de abril de 2019

quarta-feira, 17 de abril de 2019

domingo, 14 de abril de 2019

Vila Viçosa, a Vila-Museu no Alentejo

Olá,

No ano passado fomos visitar terras mais a sul: Vila Viçosa!

Vila Viçosa - Paço Ducal

Vila Viçosa é uma vila localizada no distrito de Évora. O seu nome deve-se à fertilidade dos solos e aos seus encantos. É uma vila cheia de história, com um património riquíssimo criado ao longo de vários séculos. É também a terra de uma das mais ilustres poetisas Portuguesas, Florbela Espanca.

Casa onde nasceu e viveu Florbela Espanca - Vila Viçosa

Para além disto, Vila Viçosa é rica em mármore, é aqui que se situam as pedreiras de mármore, que são cerca de 160. Daí o nome de capital da mármore.

História

Nos primeiros séculos, Vila Viçosa foi ocupada por romanos e muçulmanos. Foi conquistada em 1217 por D. Afonso II e em 1270 recebeu o foral de D. Afonso III, que lhe atribuiu a categoria de vila.
No século XIV, o rei D. Dinis mandou construir o Castelo de Vila Viçosa.

Castelo de Vila Viçosa

No século XV, mais precisamente em 1461, a vila passou a fazer parte do Ducado de Bragança. Em 1500, D. Manuel convidou D. Jaime I a regressar à corte, restituindo-lhe os títulos anteriores.
Em 1502, a mando do Duque Jaime I de Bragança, deu-se início à construção do Paço Ducal de Vila Viçosa. A partir de então, a vila passou a ser a sede do Ducado de Bragança.

Paço Ducal visto das muralhas do Castelo de Vila Viçosa

Em 1640, D. João II, Duque de Bragança subiu ao trono de Portugal como D. João IV, finalizando a dinastia Filipina e dando início à dinastia de Bragança. Assim,  Vila Viçosa passou a ser a residência de férias da família real. 

Em 1640, D. João IV ofereceu a coroa de Portugal à Nossa Senhora da Conceição, em forma de agradecimento pela vitória na Guerra da Restauração. Assim, a Nossa Senhora da Conceição tornou-se Rainha e Padroeira de Portugal. Mais nenhum rei de Portugal usou coroa a partir desta data.

Ruas de Vila Viçosa

No século XVIII, a vila também sofreu com o Terramoto de 1755 e no início do século XIX a vila foi pilhada durante as Invasões Francesas.

Estátua de D. João IV - Paço Ducal

Com a proclamação da República, Vila Viçosa entrou em declínio, muito por culpa da vontade dos republicanos em fazer desaparecer todos os vestígios da Monarquia. No entanto e felizmente, na década de 1930, com a exploração dos mármores e da abertura do Paço Ducal aos turistas, por vontade expressa de D. Manuel II, Vila Viçosa ganhou uma nova vitalidade.


O que ver
Vila Viçosa é realmente uma vila museu, com ruas cheias de história. Há muito para ver e visitar...

Paço Ducal

Paço Ducal de Vila Viçosa e Estátua de D. João IV

O paço Ducal é um edifício verdadeiramente espectacular, um exemplar esplendoroso da nossa arquitectura. A visita a este Paço é obrigatória!
A sua fachada é totalmente revestida a mármore proveniente da região e tem cerca de 110 metros de comprimento.

Jardins do Paço Ducal

O Paço dispõe de mais de 50 salas abertas os público, e onde é possível aprender-se muito sobre a história local e nacional. A visita é realiza-se em grupos de cerca de 30 pessoas e são acompanhadas por um guia que nos vai contando a história de de cada sala. O guia que nos acompanhou na visita era impecável e fez-nos sentir como se fizéssemos parte da própria história. Claro que as fantásticas salas contribuíram e muito para isso.

Cozinha do Paço Ducal de Vila Viçosa

Em todas as salas existem colecções de pintura, escultura, mobiliário, tapeçaria, cerâmica e ourivesaria. Infelizmente não se pode tirar fotos no Paço. Numa visita, não é possível visitar todas as salas do Paço, no entanto, as salas a visitar vão sendo trocadas, para que sempre que o visitemos, não vejamos sempre as mesmas. 

Interior do Paço Ducal

Para além das salas, no interior dos muros do Paço, existem diferentes núcleos museológicos:
  • a Armaria, que estão as várias colecções de armas da Dinastia de Bragança;
  • o Tesouro, com várias peças de ourivesaria e exemplares  de pinturas e tapeçarias, bordados a ouro e peças de cerâmica;
  • a Porcelana Azul e Branca da China, a mais importante colecção particular de porcelana chinesa da Península Ibérica;
  • os Coches e Carruagens pertencentes à Família real, incluindo também viaturas de gala dos séculos XIX e XX;
  • a Tapada Real, transformada pelos sucessores do 4º Duque de Bragança no maior espaço natural amuralhado do país, com uma fauna e flora onde se realizavam as caça dos monarcas desta Dinastia.
Claustro no interior do Paço Ducal


De todos estes núcleos museológicos, apenas visitamos o dos coches, situado nas antigas cavalariças do Paço. Também aqui a visita é guiada e feita em pequenos grupos. Este é daqueles museus que não podemos perder. Os coches são incríveis e lindíssimos. Também é lá que se encontra o coche onde foram assassinados o rei D. Carlos e o príncipe real D. Luís Filipe. É possível ver os buracos das balas cravados no coche. 

Interior dos muros do Paço Ducal

É realmente uma pena não se poder tirar fotos. Digo, valeu a pena a visita, mesmo! Adorei!!!

As visitas podem ser efectuadas:
De Outubro a Maio - De quarta-feira a Domingo das 10h às 13h (ultima entrada às 12h) e das 14h às 17h (última entrada às 16h); encerrados às segundas e terças de manhã;
De Junho a Setembro - De quarta-feira a Domingo das 10h às 13h (ultima entrada às 12h) e das 14h às 18h (última entrada às 17h); encerrados às segundas e terças de manhã.

Todos os museus encontram-se encerrados nos feriados nacionais.

Jardins do Paço Ducal

Os preços das entradas são os seguintes:
Paço Ducal - visita de cerca de 1 hora - 7€;
Armaria - visita de cerca de 1 hora  - 3€;
Colecção de Porcelana Chinesa - visita de cerca de 30 minutos - 2.50€;
Museu de Carruagens - visita de cerca de 30 minutos - 3€;
Tesouro (Paço Ducal) - só dias úteis - visita de cerca de 30 minutos - 2.50€.

Igreja e Convento dos Agostinhos

Igreja e Convento dos Agostinhos

Situada em frente ao Paço Ducal, é aqui que estão sepultados os duques de Bragança em túmulos de mármore, chamado Panteão da Memória. 
Foi construída em 1267 por D. Afonso III em honra da Nossa Senhora da Graça. Foi entregue à Ordem dos Eremitas Calçados, sendo o primeiro convento a ser instituído em Vila Viçosa.
Quando se iniciou a construção do Paço, o convento foi reestruturado e a sua fachada ficou virada para o Terreiro do Paço.

Não foi possível visitar quando lá estivemos, pois encontrava-se encerrado.

Castelo de Vila Viçosa

Castelo de Vila Viçosa

É no castelo que se situa o museu da Caça e Arqueologia. 
No Museu da Caça é possível encontrar uma colecção que inclui espécies relativas à caça, tanto de origem europeia como asiática. Pode-se ver ainda, troféus de caça africanos e uma colecção de cerca de 200 armas. No Museu de Arqueologia é possível visitar peças arqueológicas de diferentes épocas. Destaca-se ainda o espólio de peças romanas encontradas na região e alguns artefactos pertencentes à colecção pessoal do rei D. Luís I.

Vista do Castelo sobre a Vila

A visita aos dois museus são de cerca de uma hora e o preço do bilhete é de 3€. O horário é o mesmo do Paço Ducal.

Santuário de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa

Capela da Nossa Senhora do Castelo

Dentro das muralhas do Castelo, encontra-se a antiga capela da Nossa Senhora do Castelo, onde está o Santuário da Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa com a sua imagem original.

Não é possível precisar a data em que foi construída, no entanto pensa-se que já existia na época medieval. O edifício actual resultou de uma reforma em 1569, durante o reinado de D. Sebastião. Na construção do seu interior foi utilizado predominantemente o mármore da região.

Interior da Capela da Nossa Senhora do Castelo

Uma curiosidade acerca da imagem da padroeira de Portugal é que desde de 1820 são as vestes das rainhas e outras damas da Casa Real que vestem a imagem da Nossa Senhora da Conceição.

Interior da Capela da Nossa Senhora do Castelo

A igreja é lindíssima no seu interior. 

Convento das Chagas de Cristo

Convento das Chagas de Cristo

Actualmente é a Pousada Dom João V, mas já foi um convento onde as duquesas tinham o seu próprio mausoléu.  Construído no século XVI, este convento situa-se mesmo ao lado do Paço Ducal. Sofreu remodelações durante o reinado de D. João V. Em 1905, o convento foi encerrado após a morte da última freira.

Apenas é possível visitar os jardins, uma vez que o hotel fica no edifício do convento.

Igreja de São Evangelista

Praça da Republica e Igreja São Evangelista

A Igreja de São Evangelista - também conhecida como Igreja de São Bartolomeu - foi construída no século XVII e situa-se na Praça da Republica. É uma igreja lindíssima.
Desta praça tem-se uma vista espectacular para o Castelo.

Vista para o Castelo - Praça da Republica


Para além destes locais de eleição, Vila Viçosa tem outros locais belíssimos para visitar, como:
  • Museu do Mármore
  • Igreja de São João Evangelista
  • Igreja da Lapa
  • Cruzeiro de Vila Viçosa
  • Igreja e Convento dos Capuchos
  • Casa Museu Bento de Jesus Caraça
  • Museu Agrícola e Etnográfico
  • Porta do Nó
  • Porta da Vila
  • Pelourinho
Ruas de Vila Viçosa


Como Chegar

Do Porto - A1 em direcção a Sul, seguir pela saída para A10 em direção a Benavente/Algarve, convergir com A13 em direção a A2/A6/A12/Algarve, seguir pela A6 em direção a Évora/V.das Novas e sair na saída 8 para N255 em direção a N4/Borba até Vila Viçosa

De Lisboa - A2 até bifurcação da IP7, seguir as direções para A6/A13/A15/A1/Espanha/Évora/Santarém, seguir pela A6 e sair na saída 8 para N255 em direção a N4/Borba até Vila Viçosa.

By Lum
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sábado, 6 de abril de 2019

O Dia dos Milagres, de Francisco Moita Flores


"O Dia dos Milagres é uma viagem apaixonante aos últimos dias do regime filipino que haveria de baquear no golpe de Estado que iniciaria a dinastia de Bragança.
O autor centra a acção em Vila Viçosa, onde viviam os Duques de Bragança, e conduz-nos pelos dias de ansiedade, dias terríveis, vividos entre crenças e superstições, marcado por revoltas e sofrimento, num Portugal pobre e cansado, traumatizado pela tragédia de Alcácer Quibir, de onde espera que chegue o Rei Sebastião.
O Dia 1 de Dezembro de 1640 foi um momento único da História de Portugal. Uma data que foi desprezada, até deixou de ser feriado, decisão que enxovalha a memória portuguesa. Um punhado de fidalgos, apoiado pelo Povo de Lisboa, enfrentou o mais poderoso Império do mundo. E devolveu a dignidade a Portugal. São os preparativos dessa saga extraordinária que percorrem as páginas deste romance apaixonante, terno, para que a memória colectiva não esqueça, aquilo que os novos servos do nosso tempo esqueceram, julgando Portugal do tamanho de um mero livro de contabilidade."

Cá está um livro que gostei de ler pela história e simplicidade com que o autor a conta. É um romance puro sobre o renascer de Portugal como País.
A acção do livro é curta, uns meses, em que conta toda a preparação da "conspiração" que acabou com a dinastia filipina e iniciou a de Bragança. Adorei todos os detalhes que o autor usou em toda a narrativa, das personagens, mesmo as fictícias e a forma como as enquadrou com as personagens reais.
Achei que o autor iniciou o livro da melhor forma, começando a acção quando D. Sebastião era rei, contando a batalha sangrenta onde se perdeu o rei e tantos outros portugueses, mesmo os que sobreviveram e que nunca mais foram os mesmos. Foi o enquadramento ideal para explicar as raízes de D. João IV. Depois deste episódio, vamos directos para Vila Viçosa, ao Paço dos Duques de Bragança, onde D. João IV e os conjurados planearam o golpe de estado que iria derrubar o regime filipino.

Um livro obrigatório para os amantes de romances históricos!

By Lum
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quarta-feira, 3 de abril de 2019

domingo, 31 de março de 2019

Eu e a saga do pé...

Olá,

Lembram-se das dores que tinha no pé e a saga toda em torno do que tinha? E que supostamente estava resolvido, tal como falei neste post?

Não...!


À cerca de 3 semanas, a dor no pé voltou. Lá fui eu à fisioterapia, que me disse que o ideal era repetir a ressonância magnética, pois a outra não lhe parecia muito bem feita. Disse que a injeção de cortisona tira as dores, mas que os seus efeitos podiam ir até 2-3anos... durou ano e meio.


E pronto, lá fui eu, de volta ao ortopedista... E ele lá me mandou fazer a ressonância novamente. Como é óbvio, não fui ao mesmo sítio fazer... 4 dias, e saíu o resultado.. e...



.. Ora, estiramento de ligamentos, lesão do deltóide com derrame, tendinose e um esporão no calcanhar! Basicamente, tenho o pé esquerdo todo f#*$#!!

E a outra ressonância tinha um pé perfeito, enquanto a ecografia acusava uma "major" inflamação... Não sei que diga, mas fiquei chateada.....


Voltei ao ortopedista para saber o veredicto! Parece que o que eu tenho é nada mais nada menos que uma entorse (apesar de nunca a ter notado que a fiz) e que levou também a uma tendinose por ter forçado demasiado o pé. Bah!!

Agora, o que se segue? Repouso (not in my work, folks!), fisioterapia, tomar suplemento para fortalecer as cartilagens e.... infiltrações de ácido hialurónico.


E pronto, que os tratamentos comecem e resolvam esta porcaria de vez!!!!!
Wish me luck!

By Lum
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quarta-feira, 27 de março de 2019

O Mosteiro da Batalha

Olá,

Quando visitei Leiria, fiz uma paragem para voltar a visitar o Mosteiro da Batalha (sim, já o tinha visitado várias vezes, mas só fiz a visita paga dentro quando era muito pequena e já não me recordava).


Mosteiro da Batalha


A História

O Mosteiro da Batalha, ou Mosteiro de Santa Maria da Vitória, situa-se na vila de Batalha. Foi mandado construir por D. João I em agradecimento à Virgem Maria pela vitória na Batalha de Aljubarrota. A sua construção prolongou-se por mais de 150 anos. Foi doado por D. João I à ordem de São Domingos, pelo que em 1388 já lá viviam os primeiros frades dominicanos. 

Mosteiro da Batalha - Capelas Imperfeitas

D. Filipa de Lencastre, esposa de D. João I e rainha de Portugal, envolveu-se bastante nos projectos de construção. Foi aqui que D. João I e D. Filipa, os primeiros reis da nova dinastia, a de Avis, decidiram fundar o seu próprio panteão, dando uma nova dimensão ao mosteiro. 

Panteão da dinastia de Avis - na 1ª foto os túmulos de D. João I e D. Filipa de Lencastre; na 2ª e 3ª fotos estão os túmulos dos seus filhos, com excepção de D. Isabel de Borgonha, e dos retantes reis da dinastia de Avis; na 4º foto o túmulo do Soldado Desconhecido.

Todos os reis portugueses até D. João III, com excepção de D. João II, fizeram várias obras no mosteiro, concluíram o sistema hidráulico do Panteão e encerraram os vãos com vitrais. Durante o reinado de D. Afonso V, fez-se a primeira ampliação do convento, com a construção de um claustro de dois andares, em que o piso térreo albergava dependências destinadas ao armazenamento de provisões e o piso superior destinava-se à cela dos frades.

Mosteiro da Batalha - Claustro Real

A partir do ano de 1551, o mosteiro sofreu uma profunda alteração, devido à reforma da Igreja Católica e ao aumento dos estudos teológicos, pelo que foi construído mais dois novos claustros. Os frades passaram a estar em clausura rigorosa. No entanto, os claustro quinhentistas e os seus anexos foram demolidos durante as obras de restauro no século XIX.

Mosteiro da Batalha - Claustro

A história do mosteiro torna-se menos conhecida desde do século XVI até 1834, data em que foi extinto o convento.
Após a extinção, os edifícios ficaram na posse do estado e foram posteriormente vendidos a um particular. Em 1840, o mosteiro voltou a receber atenção do Governo, muito por causa do rei consorte D. Fernando II, que conferiu um orçamento anual para restauro.

Mosteiro da Batalha - Capelas Imperfeitas e Capela do Fundador

O interesse do rei D. Carlos I levou a que os túmulos de D. Afonso V, D. João II e do príncipe D. Afonso fossem renovados. No entanto, a função memorial do mosteiro foi ampliada, pois foi escolhido para receber, a partir de 1921, a homenagem a todos os portugueses que perderam a vida na I Grande Guerra Mundial - o túmulo do Soldado Desconhecido.

Mosteiro da Batalha - Espaço destinado à loja e a um pequeno museu sobre o exército militar Português

Pontos de interesse no Mosteiro 

O Mosteiro é de facto um edifício imponente, tendo vários pontos que merece uma atenção especial. Alguns dos pontos já se encontram nas fotos acima, no entanto, fica aqui em mais pormenor.
  • Capela do Fundador ou Panteão de Avis - No Mosteiro da Batalha estão sepultados D. João I, D. Filipa de Lencastre, o infante D. Henrique, o infante D. João, D. Isabel, D. Fernando, D. Afonso V, D. João I e D. Duarte .
Capela do Fundador
  • Igreja da Santa Maria da Vitória - Nave Central 
Nave Central da Igreja da Santa Maria da Vitória
  • Casa do Capítulo - Onde se encontra o Túmulo do Soldado Desconhecido. As Abóbadas e a porta são bem trabalhadas, chegando a ser inacreditáveis. 
Casa do Capítulo

  • Claustro Real
Claustro Real

  • Vitrais - Os Vitrais são magníficos, o da foto é o mais simples
Vitral
  • Capelas Imperfeitas
Capelas Imperfeitas

Video filmado por Lum&Nightmare


Horários das Visitas

Os mosteiro pode ser visitado:
  • 16 de Outubro a 31 de Março - Das 09h00 às 18h00 (última entrada 17h30)
  • 1 de Abril a 15 de Outubro - Das 09h00 às 18h30 (última entrada 18h00)

O Mosteiro encontra-me encerrado: 1º de janeiro, domingo de Páscoa, 1 de maio e 25 de dezembro.

Existem 2 modalidades de bilhetes: o bilhete individual com o preço de 6€ e o bilhete conjunto Rota do Património (Alcobaça, Batalha, Convento de Cristo): 15 €.

Existem depois bilhetes especiais para pessoas com mais de 65 anos, para quem tem cartão jovem ou é estudante e o bilhete família.

Mosteiro da Batalha - Detalhes da sua arquitectura

Pode ainda aproveitar para visitar o Planalto de São Mamede, as Grutas da Moeda em São Mamede, a Ponte da Boutaca, Pia de Urso, o Museu da Comunidade Concelhia da Batalha e o Museu Etnográfico Casa da Madalena.

Como Chegar

Do Porto - Pela A1, sair na saída Fátima/Batalha;  ou IC2 e sair na Saída Batalha

De Lisboa - A1 em direcção a Norte, saída em direção a Fátima/ Batalha; ou A8 saída Leiria; ou IC2 e sair na saída Batalha.


 By Lum
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