domingo, 16 de junho de 2019

Livros

Hello,

Como já devem ter reparado, tenho uma enorme colecção de livros (que continua a crescer...). 
Quando fui a Londres, comprei uma data de livros, em inglês. Li 3 deles, mas os outros não. Acabei por comprar a versão portuguesa de algum deles, por ser mais fácil... Parece que não, ler em inglês exige mais um bocadinho de atenção do que ler em português.

É por esta razão que quero vender os seguintes livros:

The Red Queen, Philippa Gregory - 8€

The Other Queen, Philippa Gregory - 8€

The Queen's Fool, Philippa Gregory - 8€

The Boleyn Inheritance, Philippa Gregory - 8€

Wolfskin, Juliet Marillier - 5€


Caso alguém esteja interessado, é só contactarem pelo email do blog.

By Lum
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quarta-feira, 5 de junho de 2019

sábado, 1 de junho de 2019

A Filha do Conspirador, de Philippa Gregory


""Perdi o meu pai numa batalha, a minha irmã às mãos de uma espia de Isabel Woodville, o meu cunhado às mãos do seu carrasco e o meu sobrinho às mãos de um seu envenenador, e agora o meu filho foi vítima da sua maldição…"

A apaixonante e trágica história de Ana Neville e da sua irmã Isabel, filhas do Conde de Warwick, o nobre mais poderoso da Inglaterra durante a Guerra dos Primos. Na falta de um filho e herdeiro, Warwick usa cruelmente as duas jovens como peões, mas elas desempenham os seus papéis de forma previdente e poderosa.

No cenário da corte de Eduardo IV e da sua bela rainha Isabel Woodville, Ana é uma criança encantadora que cresce no seio da família de Ricardo, Duque de Iorque, transformando-se numa jovem cada vez mais corajosa e desesperada quando é atacada pelos inimigos do seu pai, quando o cerco em seu redor se aperta e quando não tem ninguém a quem possa recorrer, a quem possa confiar a sua vida."

Philippa Gregory não desilude! Este livro é o Volume IV da serie The Plantagenet and Tudor Novels e foi um dos 3 livros que inspirou a serie The White Queen.
Esta é a história de Ana Neville, a filha mais nova do Conde de Warwick, conhecido por Fazedor de Reis e responsável pela subida ao trono de Eduardo IV. Após o casamento relâmpago por amor com Isabel Woodville sem o seu conhecimento, Warwick revolta-se e declara guerra ao rei, usando as suas filhas como peões, casando a mais velha com o irmão do rei, George, Duque de Clarence. O objetivo era faze-lo rei e colocar a filha no trono. Tudo correu mal, e decide casar Ana com o filho da rainha má, da linhagem dos Lancaster. Não viu meios para atingir os fins, mas tudo correu mal e morreu a defender o trono para Lancaster e para a sua filha Ana. É nesta altura que Ana fica viúva e dependente da sua irmã e marido que ela começa a mostrar a sua força. Luta pelo seu futuro, passa provações, sofre com a morte da irmã, mas casa com a pessoa que ama e torna-se rainha de Inglaterra, tal como o pai queria. No entanto, a sua vida como rainha não é feliz: a morte do seu único filho e o marido tomar a sobrinha como a amante, foi matando-a aos poucos. 
Um livro apaixonante da primeira à última página!

O livro e a série

Richard III e Ana Neville na série The White Queen

Vi primeiro a série e só depois li o livro, mas devo dizer que a série está bastante fiel ao livro, pelo menos relativamente à história de Ana Neville.
As diferenças são poucas:
- Apesar da boa relação entre Ana e a sua irmã Isabel, elas chateavam-se muito uma com outra (o normal entre irmãos), sendo Isabel muito ambiciosa (coisa que foi perdendo com o tempo e com a vida complicada que foi levando, nada como ela imaginava) e gostava imenso de "picar" a irmã. Na série não vimos estas situações, embora entenda pois não é muito relevante para a história e iria aumentar a série sem necessidade;
- Isabel, irmã de Ana, no livro teve 4 filhos: o primeiro que morreu à nascença - parto no barco, a Maggie, o Teddy e um 4º, sendo que, após o nascimento deste, acabou por morrer. O seu último filho morreu pouco tempo depois. Na série, tem apenas 3, e logo a seguir ao nascimento de Teddy, Isabel morre;
- Após a morte de Isabel e George, Ana vai buscar os sobrinhos para os criar e educar juntamente com o seu filho no Castelo de Warwick. Eles permanecem lá e o filho morre nesse mesmo castelo, enquanto Ana se encontra na corte. Sabe posteriormente, por uma missiva enviada pelo seu médico. Na série, aquando a morte do filho, este encontra-se na corte com Ana e morre com Ana e Ricardo, o pai, junto a ele.

Ana Neville e a sua irmã Isabel Neville, na série The White Queen

Estas foram as diferentes que vi em relação ao livro, no entanto penso estas diferenças foram para encortar a série e para dar mais drama à mesma. Não penso que estas diferenças tenham alterado em nada a história. Foi das séries mais fiéis que vi, pelo menos relativamente a este livro. Logo veremos em relação aos outros dois.

Ana Neville e Ricardo III, na série The White Queen

By Lum
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domingo, 26 de maio de 2019

domingo, 19 de maio de 2019

Catarina de Aragão - A Princesa Determinada, de Philippa Gregory


"Catarina de Aragão nasce Catarina, Infanta da Espanha, de pais que eram reis cruzados. Aos três anos foi prometida ao príncipe Artur, filho e herdeiro de Henrique VII da Inglaterra, e é educada para ser princesa de Gales. Sabe que o seu destino é reinar sobre aquela terra distante, húmida e fria. A sua fé é posta à prova quando o futuro sogro a recebe no seu novo país com uma grande afronta; Artur parece ser pouco mais do que uma criança; a comida é estranha e os costumes vulgares. Lentamente, adapta-se à sua primeira corte Tudor, e a vida como mulher de Artur vai-se tornando mais suportável. Inesperadamente, neste casamento arranjado começa a nascer um amor terno e apaixonado. Mas, quando o jovem Artur morre, ela tem de construir o seu próprio futuro: como pode agora ser rainha da Inglaterra e fundar uma dinastia? Só casando com o irmão mais novo de Artur, o alegre, mas mimado Henrique. O pai e a avó de Henrique são contra e os poderosos progenitores de Catarina revelam-se de pouca utilidade. No entanto, Catarina possui um espírito lutador é indomável e fará qualquer coisa para alcançar o seu objectivo; mesmo que tal implique contar a maior das mentiras e mantê-la."

Gostei bastante deste livro e da forma como a autora descreveu toda a história. 
Já tinha visto algumas series em que Catarina de Aragão aparecia, mas nenhuma mostrou as provações pelo que passou desde de que chegou a Inglaterra. 
A história começa com uma episódio da infância de Catarina, junto com os seus pais, os reis católicos, na sua guerra pela conquista de Granada. A partir daí, a história segue para Inglaterra e o seu casamento com Artur, o príncipe de Gales. Apesar de não estar bem claro na história se o casamento de ambos foi ou não consumado, no livro a autora explora a história assumindo que o casamento foi consumado. Conta a curta história de amor dos príncipes de Gales, até à morte de Artur, muito sofrida por Catarina e pela promessa feita no leito da morte daquele que era o amor da sua vida.
Foi com esta promessa que ela seguiu em frente, passou provações sem nuca baixar os braços, até se tornar rainha de Inglaterra. 
O livro não termina com a sua morte, como habitualmente os romances históricos terminam, mas sim com a sua luta pela não dissolução do casamento entre ela e o rei Henrique VIII.

Um livro que vale a pena a leitura!

Irá estrear em breve uma serie (que já falei dela), chamada The Spanish Princess, e que se basei neste livro da Philippa Gregory. Estou curiosa com a série. Enquanto a espera não termina, deixo-vos com o trailer.


By Lum
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segunda-feira, 13 de maio de 2019

Belver - Sentinela do Tejo

Olá,

À uns tempos atrás, visitamos Belver.
Belver é uma freguesia situada no concelho de Gavião, Alentejo. É o único concelho do Alentejo cujo território se estende acima do Rio Tejo.

Belver - vista sob o Rio Tejo


História

As suas origens confundem-se com o povoamento da região, no tempo da Reconquista Cristã.
D. Sancho I doou os territórios à Ordem do Hospital. Esta Ordem, no final do século XII deixa de desempenhar apenas um papel assistencial, para passar a desempenhar um papel militar.

Belver


O Castelo de Belver

O Castelo de Belver fica situado no topo de um penhasco sobre o Tejo. A vista do castelo é fantástica.
Este foi o primeiro castelo construído pelos Hospitalários em território português, por decisão de D. Sancho I. No documento de doação, em 1194, atribuiu um vasto território na margem norte do Rio Tejo à Ordem do Hospital.

Castelo de Belver

A localização deste castelo era estratégica, pois prevenia novas invasões para norte, quando o Rio Tejo era fronteira entre cristãos e muçulmanos. Na sua construção foram usadas as mais inovadoras soluções da arquitectura militar da época, o que não era de estranhar, uma vez que os Hospitalários tinham imensa experiência na arte de construção de castelos e fortificações.

Torre de Menagem do Castelo de Belver

A segurança do castelo e a capacidade de organização dos Hospitalários, fez com que D. Sancho I destinasse Belver como um dos locais para o depósito do tesouro real português no seu testamento de 1212.

Vista sob o Tejo - Castelo de Belver

No paralelo entre a história e a lenda, por este castelo terão passado a Princesa Santa Joana (irmã de D. João II) e o poeta Luís Vaz de Camões, no seu exílio de 1546.


Capela de S. Brás

Capela de S. Brás e Torre de Menagem - Castelo de Belver

 No interior do Castelo de Belver, é possível visitar a Capela de S. Brás, que fica situada mesmo ao lado da Torre de Menagem. Foi construída no século XVI e no seu interior exibe um bonito retábulo/relicário.

Retábulo/ Relicário - Interior da Capela de S. Brás

Era nesta capela que era guardado um conjunto de relíquias que foram trazidas da Terra Santa pelos Cavaleiros Hospitalários.

Capela de S. Brás


A Lenda

O nome dado a este castelo, Belver, e que posteriormente estendeu-se à povoação, não deixa de ser relacionado com o conhecido Castelo de Belvoir, também erguido pelos Hospitalários, a partir de 1168, no reino de Jerusalém.

Muralha do Castelo de Belver - Vista para o Rio Tejo

No entanto, há uma lenda em torno do nome deste castelo: esta conta que houve uma bela princesa que um dia, ao chegar à janela da torre de menagem e descobrindo a bela paisagem que ali se podia desfrutar, terá exclamado "Oh, meu pai, que belo ver!".

Interior do Castelo de Belver


Fonte do texto: ArqueoHoje


Como Chegar

Do Porto - A1 em direcção a Sul, seguir pela saída para A13 em direção a Lousã/Tomar, sair na saída para a A23 em direção a Abrantes, seguir pela saída 13 em direção a Gavião e seguir na  N244 até Belver;

De Lisboa - A1 em direcção a norte, seguir pela A23 saída em direção a Abrantes/C.lo Branco/T.res Novas, sair pela saída 13 em direção a Gavião e seguir na N244 até Belver.


By Lum
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segunda-feira, 6 de maio de 2019

quarta-feira, 1 de maio de 2019

sábado, 27 de abril de 2019

Maria Francisca de Saboia, de Diana de Cadaval


"As mãos estão fechadas em posição de oração. Fechada no Mosteiro da Esperança, Maria Francisca de Sabóia suplica a Deus que a proteja, olhe por si neste momento de aflição e lhe perdoe os seus mais terríveis pecados. Está em marcha, na corte portuguesa, um plano imparável e de consequências imprevisíveis. E ela é a personagem principal desta história de intriga, desamor e traição. A decisão estava tomada. Não poderia voltar atrás. Terminaria o casamento com D. Afonso VI, rei de Portugal, um homem deformado, gordo, de personalidade irada que nunca a havia procurado no leito conjugal. O próximo passo deste plano minuciosamente traçado seria pedir a Roma, com a ajuda do seu bom amigo e conselheiro, o duque de Cadaval, a anulação deste casamento falso que a havia tornado infeliz durante um ano e meio. Por fim, deposto o marido, casaria com o infante D. Pedro, seu cunhado e assim veria concretizados os seus desejos de poder. Uma afronta nunca antes vista, um pecado que pedia, sem piedade, o castigo divino. Mas Maria Francisca de Sabóia não havia nascido para ser um fantoche. Nasceu para ser rainha. Contudo, a vida reservava-lhe ainda algumas surpresas. Diana de Cadaval regressa à escrita com um romance que nos leva até à corte portuguesa do século XVII, num momento em a ameaça espanhola é uma realidade, para nos contar a história de Maria Francisca de Sabóia, uma princesa francesa que, aos 20 anos, se torna rainha e protagoniza um dos episódios mais curiosos da História de Portugal."


Este foi um livro que gostei muito de ler. Já não é o primeiro que leio desta autora, mas este tem algo diferente do outro: não põe a Rainha Maria Francisca como uma heroína, mas sim como uma mulher ambiciosa que tudo fez para tentar ser feliz. A forma como foi retratada a corte portuguesa da época, trouxe ao livro um grande realismo.
Esta é uma parte da nossa história que chocou bastante na época: uma mulher que pede a anulação do casamento dizendo que nunca foi consumado, chegando a humilhar o seu marido e rei de Portugal. Trabalhou em segredo para destronar esse rei e colocar o irmão deste no trono. Apesar de chocante, entende-se que ela não era muito bem tratada pelo marido, e o amor que cresceu pelo infante e irmão do rei, fez o resto.
Não creio, pelo livro, que tenha sido muito feliz. Após a anulação do casamento, casou-se com o infante D. Pedro, e achou que tinha encontrado a felicidade. No entanto, tal como o irmão Rei D. Afonso VI, D. Pedro era um boémio, tinha imensas amantes, levando Maria Francisca a uma tristeza profunda, que só o nascimento da sua filha veio atenuar.

Um livro de leitura obrigatória parra amantes de história!

By Lum
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quinta-feira, 25 de abril de 2019

Simplificar - Uma receita fácil, saborosa e saudável

Olá,

Hoje trago-vos uma receita muito fácil e saborosa, e claro, saudável.


Ingredientes (2 pessoas):
1 Peito de frango
Meia Abóbora pequena
4 Batatas
Rúcula
Tomate cereja
Azeite
Sal, Pimentão-doce, tomilho e manjericão q.b.

Preparação:
1. Cortar o peito de frango em bifes e temperar a gosto. Reservar;
2. Cortar a abóbora em cubos e as batatas em palitos;
3. Colocar a abóbora já cortada numa tigela e temperar com um fio de azeite, pimentão-doce e tomilho. Fazer igualmente com as batatas já cortadas, temperar com fio de azeite, pimentão-doce e tomilho;
4. Dispor a abóbora e as batata já temperadas num tabuleiro e levar ao forno cerca de 30 minutos (dependendo da temperatura), até ficarem cozidas;
5. Numa frigideira previamente aquecida e com um fio de azeite, grelhar os bifes de frango;
6. Servir o bife com a abóbora e batatas, e com rúcula e tomate cereja temperados a gosto.

E voilá, está pronto a comer!

By Lum
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domingo, 21 de abril de 2019

quarta-feira, 17 de abril de 2019

domingo, 14 de abril de 2019

Vila Viçosa, a Vila-Museu no Alentejo

Olá,

No ano passado fomos visitar terras mais a sul: Vila Viçosa!

Vila Viçosa - Paço Ducal

Vila Viçosa é uma vila localizada no distrito de Évora. O seu nome deve-se à fertilidade dos solos e aos seus encantos. É uma vila cheia de história, com um património riquíssimo criado ao longo de vários séculos. É também a terra de uma das mais ilustres poetisas Portuguesas, Florbela Espanca.

Casa onde nasceu e viveu Florbela Espanca - Vila Viçosa

Para além disto, Vila Viçosa é rica em mármore, é aqui que se situam as pedreiras de mármore, que são cerca de 160. Daí o nome de capital da mármore.

História

Nos primeiros séculos, Vila Viçosa foi ocupada por romanos e muçulmanos. Foi conquistada em 1217 por D. Afonso II e em 1270 recebeu o foral de D. Afonso III, que lhe atribuiu a categoria de vila.
No século XIV, o rei D. Dinis mandou construir o Castelo de Vila Viçosa.

Castelo de Vila Viçosa

No século XV, mais precisamente em 1461, a vila passou a fazer parte do Ducado de Bragança. Em 1500, D. Manuel convidou D. Jaime I a regressar à corte, restituindo-lhe os títulos anteriores.
Em 1502, a mando do Duque Jaime I de Bragança, deu-se início à construção do Paço Ducal de Vila Viçosa. A partir de então, a vila passou a ser a sede do Ducado de Bragança.

Paço Ducal visto das muralhas do Castelo de Vila Viçosa

Em 1640, D. João II, Duque de Bragança subiu ao trono de Portugal como D. João IV, finalizando a dinastia Filipina e dando início à dinastia de Bragança. Assim,  Vila Viçosa passou a ser a residência de férias da família real. 

Em 1640, D. João IV ofereceu a coroa de Portugal à Nossa Senhora da Conceição, em forma de agradecimento pela vitória na Guerra da Restauração. Assim, a Nossa Senhora da Conceição tornou-se Rainha e Padroeira de Portugal. Mais nenhum rei de Portugal usou coroa a partir desta data.

Ruas de Vila Viçosa

No século XVIII, a vila também sofreu com o Terramoto de 1755 e no início do século XIX a vila foi pilhada durante as Invasões Francesas.

Estátua de D. João IV - Paço Ducal

Com a proclamação da República, Vila Viçosa entrou em declínio, muito por culpa da vontade dos republicanos em fazer desaparecer todos os vestígios da Monarquia. No entanto e felizmente, na década de 1930, com a exploração dos mármores e da abertura do Paço Ducal aos turistas, por vontade expressa de D. Manuel II, Vila Viçosa ganhou uma nova vitalidade.


O que ver
Vila Viçosa é realmente uma vila museu, com ruas cheias de história. Há muito para ver e visitar...

Paço Ducal

Paço Ducal de Vila Viçosa e Estátua de D. João IV

O paço Ducal é um edifício verdadeiramente espectacular, um exemplar esplendoroso da nossa arquitectura. A visita a este Paço é obrigatória!
A sua fachada é totalmente revestida a mármore proveniente da região e tem cerca de 110 metros de comprimento.

Jardins do Paço Ducal

O Paço dispõe de mais de 50 salas abertas os público, e onde é possível aprender-se muito sobre a história local e nacional. A visita é realiza-se em grupos de cerca de 30 pessoas e são acompanhadas por um guia que nos vai contando a história de de cada sala. O guia que nos acompanhou na visita era impecável e fez-nos sentir como se fizéssemos parte da própria história. Claro que as fantásticas salas contribuíram e muito para isso.

Cozinha do Paço Ducal de Vila Viçosa

Em todas as salas existem colecções de pintura, escultura, mobiliário, tapeçaria, cerâmica e ourivesaria. Infelizmente não se pode tirar fotos no Paço. Numa visita, não é possível visitar todas as salas do Paço, no entanto, as salas a visitar vão sendo trocadas, para que sempre que o visitemos, não vejamos sempre as mesmas. 

Interior do Paço Ducal

Para além das salas, no interior dos muros do Paço, existem diferentes núcleos museológicos:
  • a Armaria, que estão as várias colecções de armas da Dinastia de Bragança;
  • o Tesouro, com várias peças de ourivesaria e exemplares  de pinturas e tapeçarias, bordados a ouro e peças de cerâmica;
  • a Porcelana Azul e Branca da China, a mais importante colecção particular de porcelana chinesa da Península Ibérica;
  • os Coches e Carruagens pertencentes à Família real, incluindo também viaturas de gala dos séculos XIX e XX;
  • a Tapada Real, transformada pelos sucessores do 4º Duque de Bragança no maior espaço natural amuralhado do país, com uma fauna e flora onde se realizavam as caça dos monarcas desta Dinastia.
Claustro no interior do Paço Ducal


De todos estes núcleos museológicos, apenas visitamos o dos coches, situado nas antigas cavalariças do Paço. Também aqui a visita é guiada e feita em pequenos grupos. Este é daqueles museus que não podemos perder. Os coches são incríveis e lindíssimos. Também é lá que se encontra o coche onde foram assassinados o rei D. Carlos e o príncipe real D. Luís Filipe. É possível ver os buracos das balas cravados no coche. 

Interior dos muros do Paço Ducal

É realmente uma pena não se poder tirar fotos. Digo, valeu a pena a visita, mesmo! Adorei!!!

As visitas podem ser efectuadas:
De Outubro a Maio - De quarta-feira a Domingo das 10h às 13h (ultima entrada às 12h) e das 14h às 17h (última entrada às 16h); encerrados às segundas e terças de manhã;
De Junho a Setembro - De quarta-feira a Domingo das 10h às 13h (ultima entrada às 12h) e das 14h às 18h (última entrada às 17h); encerrados às segundas e terças de manhã.

Todos os museus encontram-se encerrados nos feriados nacionais.

Jardins do Paço Ducal

Os preços das entradas são os seguintes:
Paço Ducal - visita de cerca de 1 hora - 7€;
Armaria - visita de cerca de 1 hora  - 3€;
Colecção de Porcelana Chinesa - visita de cerca de 30 minutos - 2.50€;
Museu de Carruagens - visita de cerca de 30 minutos - 3€;
Tesouro (Paço Ducal) - só dias úteis - visita de cerca de 30 minutos - 2.50€.

Igreja e Convento dos Agostinhos

Igreja e Convento dos Agostinhos

Situada em frente ao Paço Ducal, é aqui que estão sepultados os duques de Bragança em túmulos de mármore, chamado Panteão da Memória. 
Foi construída em 1267 por D. Afonso III em honra da Nossa Senhora da Graça. Foi entregue à Ordem dos Eremitas Calçados, sendo o primeiro convento a ser instituído em Vila Viçosa.
Quando se iniciou a construção do Paço, o convento foi reestruturado e a sua fachada ficou virada para o Terreiro do Paço.

Não foi possível visitar quando lá estivemos, pois encontrava-se encerrado.

Castelo de Vila Viçosa

Castelo de Vila Viçosa

É no castelo que se situa o museu da Caça e Arqueologia. 
No Museu da Caça é possível encontrar uma colecção que inclui espécies relativas à caça, tanto de origem europeia como asiática. Pode-se ver ainda, troféus de caça africanos e uma colecção de cerca de 200 armas. No Museu de Arqueologia é possível visitar peças arqueológicas de diferentes épocas. Destaca-se ainda o espólio de peças romanas encontradas na região e alguns artefactos pertencentes à colecção pessoal do rei D. Luís I.

Vista do Castelo sobre a Vila

A visita aos dois museus são de cerca de uma hora e o preço do bilhete é de 3€. O horário é o mesmo do Paço Ducal.

Santuário de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa

Capela da Nossa Senhora do Castelo

Dentro das muralhas do Castelo, encontra-se a antiga capela da Nossa Senhora do Castelo, onde está o Santuário da Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa com a sua imagem original.

Não é possível precisar a data em que foi construída, no entanto pensa-se que já existia na época medieval. O edifício actual resultou de uma reforma em 1569, durante o reinado de D. Sebastião. Na construção do seu interior foi utilizado predominantemente o mármore da região.

Interior da Capela da Nossa Senhora do Castelo

Uma curiosidade acerca da imagem da padroeira de Portugal é que desde de 1820 são as vestes das rainhas e outras damas da Casa Real que vestem a imagem da Nossa Senhora da Conceição.

Interior da Capela da Nossa Senhora do Castelo

A igreja é lindíssima no seu interior. 

Convento das Chagas de Cristo

Convento das Chagas de Cristo

Actualmente é a Pousada Dom João V, mas já foi um convento onde as duquesas tinham o seu próprio mausoléu.  Construído no século XVI, este convento situa-se mesmo ao lado do Paço Ducal. Sofreu remodelações durante o reinado de D. João V. Em 1905, o convento foi encerrado após a morte da última freira.

Apenas é possível visitar os jardins, uma vez que o hotel fica no edifício do convento.

Igreja de São Evangelista

Praça da Republica e Igreja São Evangelista

A Igreja de São Evangelista - também conhecida como Igreja de São Bartolomeu - foi construída no século XVII e situa-se na Praça da Republica. É uma igreja lindíssima.
Desta praça tem-se uma vista espectacular para o Castelo.

Vista para o Castelo - Praça da Republica


Para além destes locais de eleição, Vila Viçosa tem outros locais belíssimos para visitar, como:
  • Museu do Mármore
  • Igreja de São João Evangelista
  • Igreja da Lapa
  • Cruzeiro de Vila Viçosa
  • Igreja e Convento dos Capuchos
  • Casa Museu Bento de Jesus Caraça
  • Museu Agrícola e Etnográfico
  • Porta do Nó
  • Porta da Vila
  • Pelourinho
Ruas de Vila Viçosa


Como Chegar

Do Porto - A1 em direcção a Sul, seguir pela saída para A10 em direção a Benavente/Algarve, convergir com A13 em direção a A2/A6/A12/Algarve, seguir pela A6 em direção a Évora/V.das Novas e sair na saída 8 para N255 em direção a N4/Borba até Vila Viçosa

De Lisboa - A2 até bifurcação da IP7, seguir as direções para A6/A13/A15/A1/Espanha/Évora/Santarém, seguir pela A6 e sair na saída 8 para N255 em direção a N4/Borba até Vila Viçosa.

By Lum
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