domingo, 1 de setembro de 2019

A Arte Subtil de Saber Dizer Que Se F*da, de Mark Manson



"Uma abordagem que nos desafia os instintos e nos força a questionar tudo o que sabemos sobre a vida

Durante décadas convenceram-nos de que o pensamento positivo era a chave para uma vida rica e feliz. Mas esses dias chegaram ao fim. Que se f*da o pensamento positivo! Mark Manson acredita que a sociedade está contaminada por grandes doses de treta e de expectativas ilusórias em relação a nós próprios e ao mundo.

Recorrendo a um estilo brutalmente honesto, Manson mostra-nos que o caminho para melhorar a nossa vida requer aprender a lidar com a adversidade. Aconselha-nos a conhecer os nossos limites e a aceitá-los, pois no momento em que reconhecemos os nossos receios, falhas e incertezas, podemos começar a enfrentar as verdades dolorosas e a focar-nos no que realmente importa.

Recheado de humor e experiências de vida, A Arte Subtil De Saber Dizer Que Se F*da é o soco no estômago que as novas gerações precisam para não se perderem num mundo cada vez mais fútil."


É um livro de auto-ajuda, mas com uma forma peculiar de demonstrar os pontos de vista.
Este autor é directo e não anda com "falinhas mansas". O que o torna a leitura deste livro interessante é o facto de ele contar algumas situações da vida real, para sustentar os seus pontos de vista. Muitas das vezes faz-lo com humor, deixando o livro divertido. Gostei também a forma mais pessoal que o autor fala no livro, é como se tivesse a ter uma conversa com o leitor.

Quem quiser ler o livro, recomendo! Mas é preciso entender que não é um livro de romance, ou ficção, é um livro de auto-ajuda.


By Lum

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terça-feira, 27 de agosto de 2019

As nossas férias na Austria

Olá,

Este ano as nossas férias foram passadas na Áustria. Foi a primeira vez que fizemos umas férias assim, e valeu muito a pena.

Quero mostrar-vos o que visitamos e o que vimos (e que vale mesmo a pena), por isso, farei 5 posts sobre estas férias: 

  • 3 posts sobre Viena - 1º, 2º e 3º dias;
  • 1 sobre Melk e Vale Wachau e;
  • 1 sobre Hallstat e Salzburgo.


Schloss Belvedere - Viena


Neste post, vou dar apenas algumas dicas, pois infelizmente falta muita informação, especialmente no que se refere a conduzir um carro na Áustria.


Planear a Viagem

Áustria é um país lindíssimo e que vale a pena visitar, não só Viena, como outras cidades.
Penso que é essencial planear o que quer fazer durante a sua estadia lá. A própria cidade de Viena tem tanta, mas tanta coisa para ver, que aconselho mesmo a fazer um plano. Foi isso que fizemos. Acabei por questionar alguns colegas que já tinham visitado Viena sobre o que valia mesmo a pena visitar, fiz alguma pesquisa e acabei por comprar um guia da cidade (que muito jeito deu). 

 Karlskirche - Viena

Como planeei? 
Primeiro fiz uma lista do que gostaria de ver e visitar. Fui ver ao Google Maps o local onde ficaríamos hospedados e depois vi onde ficava cada ponto que queria visitar. Aqui pude estabelecer o que queria ver e organizar por dias. 
Depois vi o que queria ver fora de Viena. Obviamente que havia muitos mais sítios que queria visitar, mas infelizmente não iria dar para tudo, portanto tive que fazer opções. As opções recaíram sobre Melk e Vale Walchau (cerca de 90km de Viena) e Hallstat e Salzburgo (cerca de 390km de Viena). 

Stephansdom - Viena


Opções para deslocação
Na decisão do que quer visitar fora de Viena, tem que pesar como se vai deslocar. Existem várias opções: automóvel, comboio, autocarro, excursões. Nós optamos por alugar um automóvel, pois o comboio/ autocarro não ía a todos os sítios que queríamos visitar e ficaríamos dependentes dos horários; e as excursões, pelo que li, por vezes não passavam o tempo que pretendiam nos sítios, tornando-se muito cansativo. Obviamente que também pesou o valor a pagar: para duas pessoas, o que ficava mais barato era alugar o automóvel.

Jardins de Schloss Belvedere - Viena

Em Viena, andamos sempre a pé - faz-se muito bem a pé, principalmente com tantos edifícios lindíssimos espalhados pela cidade. No entanto, pode-se comprar um passe e andar de metro (vão praticamente a todo lado), pode-se alugar uma bicicleta - toda a cidade tem pista própria para as bicicletas andarem; pode-se alugar trotinetes eléctricas; e eles tem um sistema tipo Take&Go de carros espalhados pela cidade, em que através da aplicação, "aluga-se" carro e paga-se ao km.  

Não aconselho a alugar carro para se deslocarem dentro de Viena - paga-se estacionamento até às 22h (e acredite, é uma porcaria para o pagar) e é muito caro.

Retrato da Imperatriz Sissi - Viena


Conduzir na Áustria

Para começar, ninguém dá informações sobre limites de velocidade (sim, porque eles tem imensos sinais de proibição de estacionar, mas limites de velocidade, está quieto!), sobre estacionamento, multas, portagens, nada! Para nós foi um quebra cabeças e acabamos por sofrer as consequências logo no primeiro dia que alugamos carro.

1. Dá um jeito enorme o carro ter GPS pois informa todos os limites de velocidade, mas basicamente dentro de localidades é igual a Portugal: velocidade máxima permitida é 50km/h. Eles tem vários radares, portanto não abusar da sorte. Fora das localidades é 100km/h e nas auto estradas é 130km/h, embora em algumas zonas identificadas se possa andar a 140km/h. Os austríacos cumprem as velocidades ao "milímetro".

2. O estacionamento é pago em todo o lado no país (sim, todas as cidades que visitei, o estacionamento em todo lado é pago). Se estacionar na rua, há locais que mesmo a pagar, não pode estar mais de 3horas estacionado. Convém estar muito atento ao ticket de estacionamento, se estacionar na rua - se passar uns minutos, leva logo multa (yap, primeira multa de sempre foi lá). O ideal é estacionar nos parques - é caro, mas paga apenas o tempo que está estacionado no fim. Em Viena, o estacionamento é pago até às 22h, mas não existem máquinas para tirar tickets (e zero informação de como funciona). Nós perguntamos à policia local e lá nos ajudaram. Tem que se comprar o ticket numa tabacaria - eles preenchem o papel até que horas está pago o estacionamento e depois é só colocar no carro.

3. As portagens lá não funcionam da mesma forma que as nossas. Lá funciona por vinhetas. Passo a explicar: são vinhetas que compra e coloca no vidro do carro de forma visível (tal como a via verde). Existem várias vinhetas: Vinheta para circular durante 10 dias - custa 8,8€ e é a mais usada pelos turistas; vinheta para dois meses; e vinheta para 1 ano. Ou seja, compra a vinheta e pode andar por onde quiser durante o tempo em que está válida. Estas vinhetas compram-se em Postos de gasolina ou Tabacarias. Se alugar carro, confirme com a empresa de aluguer se o carro já tem esta vinheta ou se necessita de comprar. No nosso caso, o carro já tinha e não precisamos comprar. Atenção, as multas são de 240€ (ou mais) para quem não tiver a vinheta.

4. Pagar multas na Áustria não é fácil... Para dizer a verdade, é um inferno e devo dizer que tivemos vontade de não pagar a que apanhamos em Melk (certamente era isso que tínhamos feito se fosse o nosso carro, mas como era alugado, ía sair caro)! Basicamente é quase impossível pagar multas a partir de sexta feira à tarde e todo o fim de semana! Porquê? Porque está tudo fechado e ninguém quer receber de um turista. Yap.... Primeiro, passam a multa, vêem que é um carro alugado (e que somos turistas e que muito provavelmente não falamos a língua deles), mas metem a multa com as instruções todas em alemão e zero de inglês. Andamos à procura do posto da polícia para podermos pagar e qual não foi a nossa surpresa: não recebem dinheiro de multas de estacionamento. Disseram-nos para nos deslocarmos à município (ou junta de freguesia, deviam querer eles dizer) - sorte das sortes, os serviços à sexta-feira fecham às 12h30 e só voltam a abrir na segunda. Estava lá gente, pedimos para nos deixar pagar, na qual nos foi negado "pois estavam encerrados" e disseram para irmos ao banco pagar. Tivemos que esperar que o banco abrisse, e lá fomos. Qual não foi o nosso espanto, quando nos disseram que não podíamos pagar lá, pois não tínhamos conta lá. Começamos a entrar em desespero! Até que nos disseram para irmos aos correios pagar. E começou a saga "em busca dos correios". Após muitas voltas, encontramos o correio e finalmente, aceitaram receber o dinheiro da multa, mas como íamos pagar lá, tinha um acréscimo de 7€. Digo-vos, para um país tão desenvolvido, tem uns serviços de m*#$#!!!!! Conseguem ter mais burocracia e conseguem ser mais chulos que aqui, enfim... NÃO APANHEM MULTAS NA ÁUSTRIA!!!

Abadia de Melk - Melk


Almoçar/ Jantar

Achei o preço das refeições bastante elevado na cidade de Viena (um café custa 3€...!).  Felizmente, ficamos num estúdio e lá podíamos fazer as nossas refeições. Para o almoço acabávamos por fazer sandes ou saladas e comíamos nos jardins (Viena tem jardins maravilhosos onde nos podemos sentar a e fazer a nossa refeição). Em vários pontos da cidade, tem locais para encher a sua garrafa de água. Fazíamos as compras no Spar ou no Lidl, pois os preços são muito idênticos aos daqui. 
Outra coisa importante, se beber água, peça "Tap Water". Sim, água da torneira, mas lá a água da torneira é igual à engarrafada. A diferença: nos restaurantes, não paga a "Tap Water", enquanto que uma garrafa de água de 0,5L custa 3 euros. 

Schloß Schönbrunn - Viena

Fora de Viena, já é outra coisa. Quando visitamos Melk, almoçamos num restaurante lá e foi super barato e a comida era boa. Também almoçamos em Hallstat e a comida era excelente e pagamos cerca de 35€ para os dois. Portanto, fora de Viena, é mais acessível para fazer refeições.


Entradas nos Museus/ Monumentos

Principalmente em Viena, comprar bilhetes para museus e monumentos pode ser desesperante - Filas e filas intermináveis. Tanto, que eles incentivam a compra os bilhetes pela internet e confesso que foi o que fiz. Todos os museus/ monumentos que visitei e que tinham venda de bilhetes online, comprei. Assim, quando se chega ao local, é só mostrar o bilhete e entrar, evitando perdas de tempo em filas. Mas mesmo assim, alguns tinham filas enormes para entrar, mesmo já com bilhete. Por isso, alguns além da compra do bilhete online, a visita é agendada, ou seja, só entra na hora marcada. Isto foi a forma de evitar gente em demasia em filas e dentro dos museus. Nestes casos, é mesmo melhor comprar bilhete online, senão não vai ter vaga.

Cidade de Salzburgo

Resumindo e concluindo, planeiem bem a vossa viagem, cuidado com a multas, comprem os bilhetes para museus online e desfrutem do país que é lindíssimo.

By Lum
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segunda-feira, 19 de agosto de 2019

A Rainha Vermelha, de Philippa Gregory


"Herdeira da rosa vermelha de Lancaster, Margarida vê as suas ambições frustradas quando descobre que a mãe a quer enviar para um casamento sem amor no País de Gales. Casada com um homem que tem o dobro da sua idade, depressa enviúva, sendo mãe aos catorze anos. Margarida está determinada em fazer com que o seu filho suba ao trono da Inglaterra, sem olhar aos problemas que isso lhe possa trazer, a si, à Inglaterra e ao jovem rapaz. Ignorando herdeiros rivais e o poder desmedido da dinastia de York, dá ao filho o nome Henrique, como o rei, envia-o para o exílio, e propõe o seu casamento com a filha da sua inimiga, Isabel de York. 
Acompanhando as alterações das correntes políticas, Margarida traça o seu próprio caminho com outro casamento sem amor, com alianças traiçoeiras e planos secretos. Viúva pela segunda vez, Margarida casa com o impiedoso e desleal Lorde Stanley. Acreditando que ele a vai apoiar, torna-se o cérebro de uma das maiores revoltas da época, sabendo sempre que o filho, já crescido, recrutou um exército e espera agora pela oportunidade de conquistar o prémio maior."


Este é o 3º livro que inspirou a série The White Queen (ver aquiaqui e aqui). É mais um livro excelente de Philippa Gregory, desta ver sobre Margaret Beaufort, a Mãe da Dinastia Tudor. Uma mulher devota, que aos 12 anos acaba casada com Edmundo Tudor, por imposição da mãe, tendo sido logo consumado (apesar de ser contra os padrões da época consumar casamento antes dos 14 anos). A mãe de Margaret quase a obrigou, devido à desesperada necessidade de um herdeiro masculino. Margaret engravida praticamente logo, e aos 13 anos torna-se viúva e sobrevive a um parto muito complicado, dando à luz o tão esperado herdeiro, Henrique. É obrigada a deixar o seu filho bebé entregue ao seu cunhado Jasper Tudor, para se casar novamente, por imposição da mãe, com Henrique Stafford. Sempre aspirou a coisas grandiosas, dizendo ser guiada por Deus, tendo visões que o seu filho seria Rei de Inglaterra. E é esta ambição que a vai fazer viver: tornar o seu filho Rei de Inglaterra. 
Confesso que por mais que ache esta mulher muito corajosa e lutadora, não consigo simpatizar nada com ela. Acho-a extremamente ambiciosa e cega por ver o seu filho no trono, não olhando a meios para atingir esse fim. Pior, diz ser guiada por Deus! Apesar de nada estar provado, a ser assim na realidade, acredito que tenha sido ela a mandar assassinar os príncipes na Torre, com objectivo de eliminar 2 nomes na linha de sucessão.
Vale a pena a leitura!


O livro e a série

Margaret Beaufort na série The White Queen


Este livro, como já disse, foi um dos que inspirou a série The White Queen. A série até se manteve fiel ao livro, embora o livro pareça ter um decorrer de tempo diferente da série. Mas é normal, pois este livro acelera mais no tempo, comparado com os outros dois e na série tinham que enquadrar todos os livros.


Margaret Beaufort, Jasper Tudor e Henrique Tudor na série The White Queen


As principais diferentes que vi entre a série e o livro foram:
- Henrique Tudor viveu 9 anos com Herbert, na série foram só alguns meses;
- Na série, Margarida convence o irmão a lutar pela casa de Lencastre, mas antes da batalha desiste e vai ter com Eduardo, morrendo aos mãos dele como traidor. No livro não acontece nada disto;
- Margarida visita a mãe quando esta está a morrer, estando por lá quando morre; no livro ela está em casa e recebe uma carta a dizer que a mãe morreu;
- Margarida e o marido Thomas Stanley ficam em prisão domiciliária, estando ele ferido; na série só Margarida fica presa;
- Stanley, marido de Margarida, declara logo apoio a Henrique Tudor e encontra-se com ele antes da batalha, no entanto só aparecerá em batalha quando o filho fugir das mãos do Rei Ricardo III. Na série, ele nunca se encontra com Henrique e nunca declara qualquer apoio, só em plena batalha é que se alia a ele;
- No livro, Jasper não se encontra com Henrique, aquando da batalha. Na série lutam lado a lado;
- No livro, Margarida não se encontra com o filho Henrique antes da batalha, nem está presente durante e no fim da batalha - recebe a notícia em casa, dada por uma dama de companhia, que o seu filho é rei.


Margaret Beaufort e o seu marido, Henrique Stafford, na série The White Queen

Dos 3 livros, A Filha do Conspirador é o que a série mais se assemelha. Entendo que neste livro não seja fácil, visto que a sucessão de eventos é diferente, tal como já tinha dito. No entanto, é uma série que vale muito a pena ver.

Margaret Beaufort e Thomas Stanley, na série The White Queen


By Lum
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sexta-feira, 9 de agosto de 2019

A Pericoronarite

Olá,

Hoje trago-vos mais um tema sobre saúde. Penso que é sempre interessante falar, principalmente quando é algo que nos acontece e podemos dar o nosso testemunho.

Á cerca de um mês atrás, começou a doer-me junto ao dente do ciso e a garganta. Pensei que fosse uma amigdalite, mas como era algo soft, podia ser que não fosse nada. No dia seguinte, não conseguia abrir a boca o suficiente para comer como devia de ser - tinha imensas dores ao tentar abrir. No dia a seguir, as dores tornaram-se insuportáveis, mesmo a engolir, e por isso, fui à farmácia comprar algo para a garganta e brufen. Não adiantou de nada, pois nessa noite não dormi nada com as dores e com o dia, ainda pior.

Fonte: https://www.tuasaude.com/pericoronarite/

Como as dores não passavam e nem o brufen fazia efeito, falei com o dentista que me disse que o meu quadro se encaixava numa Pericoronarite.

O que é uma Pericoronarite?

A pericoronarite é uma inflamação, acompanhada ou não de infecção, num dente que está parcialmente coberto pela gengiva, resultando em dor, inchaço local e, muitas vezes, mau hálito. Por norma, acontece durante a sua erupção. Pode iniciar como uma inflamação ligeira e evoluir, posteriormente para uma infecção (causada por bactérias).

Esta reacção é habitualmente aguda, ou seja, de aparecimento súbito e desenvolvimento rápido, mas pode ter também carácter crónico e durar bastante. No meu caso, foi aguda.

Pode acontecer em qualquer dente, mas é mais frequente no dente do siso. Ocorre principalmente nos sisos inferiores, pois o espaço entre a coroa destes dentes e a gengiva é uma área ideal para acumulação de restos de comida, sendo muito difícil de remover durante as escovagens ou limpeza dos dentes. No meu caso, aconteceu no dente do siso inferior do lado esquerdo.

Pericoronarite
Fonte: Saudebemestar.pt

Apesar de não ser de carácter grave, quando negligenciada, pode passar para as estruturas adjacentes, podendo dar início a processos infecciosos mais severos e mais difíceis de tratar.


Quais as causas?

Pode haver várias causas para a pericoronarite:

- Dente parcialmente erupcionado ou retido;
- Colonização de bactérias entre a coroa do dente e a gengiva que a recobre, devido ao acumular de alimentos;
- Dificuldade de higienização do local em questão, ou higiene deficiente;
- Trauma dos tecidos moles que recobrem, ou pela própria mastigação.

Durante a gravidez, como existe maior propensão para a inflamação das gengiva devido às alterações hormonais, a pericoronarite é também muito habitual em grávidas.

Fonte: Blog A Minha Saúde Bucal


Quais os sintomas?

Os sintomas são horríveis, a dor insuportável. Os sintomas são:
- Dor local que pode ir de moderada a forte;
- Existência de mau-hálito (halitose);
- Inflamação da gengiva  ou “inchada”, causada por edema ou abcesso;
- Sangramento gengival / tecidos moles que circundam a área afetada;
- Limitação da abertura da boca (trismo), principalmente ao acordar;
- Dificuldade e dor durante a mastigação;
- Dificuldade de deglutição;
- Possível difusão da dor para o ouvido e cabeça, assim como dor de garganta;
- Adenopatias ou hipertrofia (aumento de volume) dos gânglios do pescoço;
- Presença de pus na área afetada, e eventuais episódios de mal-estar e febre baixa, principalmente nos casos de pericoronarite severa disseminada.


Eu tive quase os sintomas todos, para mal dos meus pecados. A dor era bastante forte, eu tinha um sabor horrível na boca, pelo que tinha a noção de que tinha mau hálito, tinha a gengiva super inchada e, como já disse, não conseguia abrir a boca; mal conseguia mastigar (só me apetecia fruta madura ou líquidos e sopa), tinha dor de cabeça e uma dor super forte de garganta e tinha os gânglios inchados. 



Qual o tratamento?
A ida ao dentista é obrigatória nesta situação e será ele a indicar qual o tratamento após avaliar o caso.
Nos casos mais ligeiros, é prescrito analgésicos, como paracetamol, e anti-inflamatórios, como ibuprofeno. Também podem ser prescritos analgésicos a nível tópico, como sprays bucais.

Quando a infecção é a nível dos tecidos moles na zona do dente, poderá ser prescrito um antibiótico, como por exemplo a amoxicilina. Ora, eu cheia de sorte... precisei de tomar antibiótico, mas sou alérgica à amoxicilina (ver aqui). Pelo menos, há alternativas. Foi-me dado outro antibiótico, sem ser esse. Para além do antibiótico, tomava ibuprofeno de 8h em 8h, mas nos primeiros dias de antibiótico, o ibuprofeno fazia efeito umas 3 horas, de resto era só dores. Ao 3º dia de antibiótico a dor começou a abrandar.
Para além disto, o dentista disse para eu aplicar gelo para ajudar a aliviar a inflamação.




Só após o tratamento da infecção, será feita uma avaliação para verificar se é necessário alguma intervenção. As intervenções podem ser:

- Gengivectomia - consiste no corte e remoção da gengiva "em excesso" na zona da pericoronarite;
- Extracção dentária -  geralmente é do dente do siso. Consiste em "tirar o dente do siso".


Tenho consulta amanhã para fazer esta avaliação. Vamos ver no que dá. Wish me luck!

By Lum

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quarta-feira, 7 de agosto de 2019

domingo, 4 de agosto de 2019

Elvas, Badajoz à vista!!

Olá,

Quando visitamos Elvas, aproveitamos para dar um saltinho a Badajoz, pois, tal como se costuma dizer: Elvas Elvas, Badajoz à vista!!! E não é que se vê mesmo!! ehehehe

Alcazaba - Badajoz

Badajoz é uma cidade espanhola situada na fronteira com Portugal, na província de Badajoz. Durante muitos anos, os alentejanos atravessaram a fronteira, a partir de Elvas, para fazer contrabando. Também muitos espanhóis fizeram o caminho contrário. Ambas as cidades, Elvas e Badajoz, tem uma grande história em comum, feita tanto de batalhas como de solidariedade, sendo exemplo disso o facto dos portugueses terem dado abrigo a espanhóis durante o período da guerra civil espanhola.

História

Badajoz foi uma cidade muito importante durante o período muçulmano. Do século VIII até ao início do século XI, esta região fez parte do Califado de Córdova. No entanto, a primeira taifa sucumbiu perante as invasões Almorávidas, vindas do norte de África a partir de 1067. Em 1086, Afonso VI de Leão, conquistou por algum tempo a cidade. Foi invadida por Almóadas em 1147. Foi temporariamente dominada pelos portugueses em 1168, mas voltaria a ser independente pouco depois. O domínio dos mouros terminou definitivamente em 1230, quando Afonso IX de Leão a conquistou. Durante o reinado de Afonso X, foi criada uma diocese e foi iniciada a construção da catedral.
Em 1336, durante o reinado de Afonso XI, as tropas do rei Afonso IV de Portugal cercaram a cidade, mas foram derrotadas em batalha, forçando o rei de Portugal a abandonar o cerco.

Cidade de Badajoz

Em 1640, Badajoz foi atacada durante a Guerra da Restauração portuguesa, tendo continuado até 1660. No verão de 1703, durante a Guerra da Sucessão Espanhola, o rei D. Pedro II de Portugal passou a fazer parte da aliança anglo-austríaca que apoiava as pretensões de Carlos, filho de Leopoldo I, ao trono espanhol, sendo que em troca eram cedidas a Portugal, algumas praças na Galiza e Estremadura, entre as quais Badajoz. No entanto, em 1715, Portugal assinou um acordo de paz na qual renunciava às suas pretensões sobre Badajoz.


O que visitar

Existem vários locais de visita obrigatória em Badajoz...

1. Alcazaba

Situa-se na zona mais alta de Badajoz e foi construída em 875 por Abd-al-Ramman Ibn Marwan “El Yilliqui”, tendo sido modificada e completada pelos governos sucedidos na cidade. A configuração actual é o resultado da reforma maior que sofreu no século XII pelos Almóadas. O período do seu maior esplendor foi no século XI durante a dinastia Aftásida. É constituído por 3 portas principais: Porta del Capitel e Porta del Alpendiz, ambas Almóadas; e a Porta de Carros ou de Yelbes. Existe também um postigo chamado La Coracha ou Del Rio.


Alcazaba - Badajoz

É ainda constituído por vários torreões de reforço das cortinas amuralhadas e de torres de vigilância.

No interior da Alcazaba, manteve-se todo o casario que constituía a cidade, excepto no importante subúrbio do noroeste. Existiram três mesquitas, convertidas posteriormente em igrejas. Também foram mais tardes construídos palácios no interior da Alcazaba. 


2. Praça Alta

A Praça Alta situa-se mesmo ao lado da Alcazaba, onde se pode ter uma vista privilegiada sobre ela. Foi, até recentemente, o coração da cidade e centro de todas as actividades da sua vizinhança.
Tem um aspecto peculiar, mas muito bonito.

Praça Alta - Badajoz

No final do século passado, instalaram no meio da praça uma estrutura de ferro moderna de grandes proporções para acolher um mercado, onde actualmente se encontra instalado o Campus da Universidade. Até 1799, quando se edificou a actual Praça de San Juan, a Câmara Municipal esteve nessa zona. A Praça é quadrangular, plana e ampla. 


3. Torre de Espantaperros

Esta Torre resulta na mais monumental e destacada das Torres albarranas da Alcáçova. Era antigamente chamada de Atalaya e é actualmente conhecida por Torre de Espantaperros, devido ao som do sino que existia anteriormente. É considerado um dos monumentos mais representativos da cidade. Tem uma estrutura monumental que faz lembrar a sevilhana Torre del Oro.

Torre de Espantaperros - Badajoz

A torre tem 30 metros de altura e uma planta octogonal, coroada por uma estrutura quadrangular e situa-se a 25 metros sobre a cerca principal. Serviu noutros tempos para vigiar e dominar os arredores de La Galera, edifício que serviu como câmara municipal, paiol, hospício, prisão, e até de museu arqueológico.


4.  Museu Arqueológico

O Edifício onde se encontra o Museu foi construído no século XIV-XV no interior da Alcáçova por Lorenzo Suárez de Figueroa, para estabelecer a sua residência quando se tornou alcaide da cidade. É um exemplar muito representativo e notável do modelo de mansão senhorial. Posteriormente passou a ser posse dos Condes de la Roca.


Museu Arqueológico - Badajoz


5.  Ponte de Palmas


A ponte actual foi construída sobre outra ponte que foi construída em 1460 e foi destruída por uma forte cheia do rio em 1545. A actual ponte foi construída em 1596, quando o Rei da Espanha era D. Filipe II e o governador de Badajoz era D. Diego Hurtado de Mendoza. Até à sua construção no século XV, a cidade tinha uma carência de pontes, pelo que a travessia se fazia maioritariamente em barcos.

Badajoz - Ponte de Palmas

Devido aos estragos ocasionados pelo rio em diferentes épocas, foi preciso submeter a ponte a sucessivas reparações para a manter em funcionamento. Em 1603, já no reinado de D. Filipe III, uma grande cheia no Guadiana destruiu 16 dos seus 24 mananciais.
Á frente desta ponte, está a Porta de Palmas, um dos monumentos mais representativos da cidade.


6. Convento de las Adoratrices

O Convento de las Adoratrices (ou Convento das Adoradoras) também é conhecido como Convento de São José. É um convento feminino da ordem das Adoradoras Escravas do Santíssimo Sacramento e da Caridade. Fica situado no centro histórico, na praça de São José, junto à Praça Alta e à Alcazaba. Foi construído em 1917 sobre as ruínas de uma ermida dedicada a São José, datada do século XIII. São José  foi padroeiro da cidade de Badajoz durante vários séculos devido à conquista da cidade aos mouros pelo rei Afonso IX de Leão ter acontecido no dia deste santo.

Convento de las Adoratrices

Por volta de 1550 foi fundada a Confraria de São José. No início do século XIX, durante a Guerra Peninsular, o edifício foi bombardeado e esteve praticamente abandonado até ser reconstruído em 1917. O interior da igreja continua a ter a imagem antiga do santo, juntamente com outras imagens, no retábulo barroco do altar-mor.

7. Outros locais para visitar

 Fortificações de Vaubán - foi erguida na segunda metade do século XVII para reforçar as defesas de Badajoz pelas guerras entre Portugal e Espanha, entre 1640 e 1668;

Ermida La Soledad - É nesta ermida que se encontra a Padroeira de Badajoz. Foi erguida pelo Duque de San Germán no final do século XVIII, mas não no local onde se encontra actualmente, mas sim em frente, onde se encontra actualmente o edifício da Giralda;

Catedral de São João Baptista - É a Catedral de Badajoz e situa-se na Praça de Espanha, no centro da cidade. É a Sé da Arquidiocese de Mérida-Badajoz;

La Giraldilla - Foi construído na década dos anos 30 do século passado, reproduzindo em uma das partes a Giralda de Sevilha;

Museu de Badajoz - Este é o Museu da cidade e surgiu com o objectivo de ser um guia para o conhecimento, divulgação e interpretação do passado, presente e futuro da cidade de Badajoz.



Como Chegar

Interior da Alcazaba de Badajoz

Do Porto - A1 em direcção a Sul, seguir pela saída 11 em direcção a N342/Lousã/Soure/Condeixa; seguir pela A13 em direcção a Lousã/Tomar; seguir pela saída em direcção a N3/Abrantes Oeste/Rio Moinhos na A23, seguir pela A6 em Portalegre para a BA-20 em Extremadura, España, em direcção a Badajoz;

De Lisboa - Seguir pela A2 até à IP7 e seguir as direcções para A6/A13/A15/A1/Espanha/Évora/Santarém; seguir pela A6 até à saída para BA-20 em direcção a Badajoz.

By Lum
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sábado, 27 de julho de 2019

Lacuna Coil - Layers Of Time (OFFICIAL VIDEO)


Lacuna Coil vai lançar o seu novo álbum Black Anima no dia 11 de Outubro. Já é conhecida a capa e a tracklist:


01. "Anima Nera"
02. "Sword Of Anger"
03. "Reckless"
04. "Layers Of Time"
05. "Apocalypse"
06. "Now Or Never"
07. "Under The Surface"
08. "Veneficium"
09. "The End Is All I Can See"
10. "Save Me"
11. "Black Anima"
12. "Black Feathers" (deluxe edition only)
13. "Through The Flames" (deluxe edition only)
14. "Black Dried Up Heart" (deluxe edition only)

Entretanto, já lançaram o primeiro single Layers Of Time e só tenho a dizer: Well done, Lacuna, well done!



By Lum
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terça-feira, 23 de julho de 2019

A Rainha Branca, de Philippa Gregory


"A Rainha Branca é a história de uma plebeia de grande beleza, que ascende à realeza, servindo-se dos seus trunfos e que casa com o rei Eduardo IV. Embora de origens humildes, ela mostra estar à altura da sua elevada posição social e que luta tenazmente pelo êxito da sua família.
Uma mulher cujos filhos estarão no âmago de um mistério que há séculos intriga os historiadores: o misterioso desaparecimento dos dois príncipes encarcerados na Torre."


A Rainha Branca é um dos livros que inspirou e deu nome à serie The White Queen. Adorei o livro e adoro como a autora conta a história da plebeia que ascendeu a Rainha de Inglaterra. A verdade é que a sua vida, desde de que se tornou rainha não foi nada fácil: o pai e o irmão foram assassinados por Warwick; teve que se refugiar várias vezes em santuário pois ameaçaram várias vezes o reinado do seu marido, tendo inclusive dado à luz o seu primeiro príncipe em santuário. Após a morte do seu marido, o rei, viu os seus filhos príncipes (embora se diga que ela trocou o príncipe Ricardo por um Pajem) lhe serem retirados por o seu próprio cunhado e colocados na Torre para nunca mais os ver; viu a coroa do filho ser usurpada pelo seu cunhado que tinha sido nomeado Lorde Protector pelo irmão, o rei Eduardo; e ainda viu o seu irmão favorito Anthony e o seu filho mais velho (filho do primeiro casamento) serem assassinados pelo seu cunhado.

Dizem ter sido uma das rainhas mais odiadas de Inglaterra, no entanto, devo dizer que, apesar de ter elevado a sua família ao máximo na corte e no país por ser rainha, não teve uma vida fácil: perdeu vários membros da família, incluindo o filho mais velho do primeiro casamento, ás mãos de inimigos; perdeu os seus filhos na Torre e nunca soube o que lhes aconteceu. Teve apenas a simples alegria de ver a sua filha mais velha no trono. Acabo por admirar a sua inteligência e coragem para aguentar o que aguentou. 

Recomendo a leitura!

O livro e a série

Cartaz da Serie The White Queen

Já falei sobre esta serie em dois posts, um sobre o que achei da série (aqui), baseada nos 3 livros de Philippa Gregory - A Rainha Branca, A Rainha Vermelha e A Filha do Conspirador; e também quando falei sobre o livro A Filha do Conspirador (aqui).
Confesso que esta série se manteve bastante fiel, tanto ao livro A Filha do Conspirador como ao da Rainha Branca

Isabel Woodville, a Rainha Branca, e a sua mãe Jacquetta Rivers na série The White Queen

As principais diferenças que encontrei entre o livro e a série foram:
- Penso que esta é aquela diferença mais flagrante em relação ao livro e que influencia a própria história: na série eliminaram a personagem de William Hastings, uma grande amigo de do rei Eduardo. No livro ele está sempre presente nas mais diferentes situações e acontecimentos importantes;
- No livro, a mãe de Isabel Woodville, Jacquetta, diz que está a morrer quando estão ambas no jardim; na série estão no quarto e antes de uma festa na corte;
- No livro, Jacquetta morre juntamente com a neta recém nascida depois de já estar à uns dias de cama e Isabel não está com ela, sabendo da morte de ambas depois de ouvir o canto da deusa Melusina - na  série Isabel e o seu marido, rei Eduardo, estão no quarto quando ambas morrem - penso que aqui não há influência na história e serviu para dar mais drama à série;
-  No livro, Anthony, o seu irmão, é casado, ficando mais tarde viúvo. Na série é solteiro;
- Após a morte do rei Eduardo, Anthony e o filho de Isabel, Richard Grey são presos quando Ricardo, o Lorde Protector vai buscar o príncipe Eduardo; na série são presos mais tarde acusados de conspiração e traição;
- Elizabeth Shore, após a morte do rei, torna-se amante de William Hastings (a personagem retirada da série). Na série, ela torna-se amante de Anthony;
- O príncipe Ricardo, regressa no fim a casa da sua mãe, Isabel Woodville pela mão do afilhado do seu marido, o rei Eduardo (e fiel amigo); na série é o seu filho, Thomas Grey que o entrega à mãe.

Isabel Woodville, o Rei Eduardo e os seus filhos, na série The White Queen

Estas foram as diferenças que encontrei entre livro e série. Penso que simplesmente apagarem William Hastings da série veio influenciar um pouco a história (mesmo relativamente a Elizabeth Shore), as restantes pensam que são pequenas alterações que não alteraram a história.

Isabel Woodville e a sua filha, Princesa Cecília, na série The White Queen

By Lum
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domingo, 14 de julho de 2019

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Santa Maria da Feira - Terras de Santa Maria

Olá,


Já apresentei aqui no blog vários locais espectaculares para visitar, mas não falei sobre o que está mais perto de mim: Santa Maria da Feira.

Castelo de Santa Maria da Feira


Santa Maria da Feira é uma cidade do distrito de Aveiro, cheia de história e locais belos para se visitar. O seu Ex-Libris é o Castelo, considerado um dos mais bonitos do país.



História
A história da Terra de Santa Maria é muito antiga, tendo o seu povoamento iniciado em IV-V antes de de Cristo. Prova disso são os monumentos funerários já encontrados nesta zona, assim como os castros pré-romanos. Durante o império romano, várias vias foram construídas, por necessidades militares e comerciais, sendo comprovado pela existência de vias romanas que ligavam Lisboa a Braga (marco milenário encontrado em Ul) e o Porto a Viseu. Estas vias de comunicação continuaram a ser usadas durante a Idade Média, sendo ainda visivéis várias destas vias e pontes.

Castelo da Feira


Durante a Idade Média, várias construções de arquitectura militar foram construídas, sendo o Castelo da Feira o mais imponente. Este era um local de pagamento e de comércio de vários produtos, pelo que a população foi-se instalando em seu redor.

Castelo da Feira


Também foi na Idade Média que a arquitectura religiosa teve o seu auge: foram construídos conventos, igrejas e cruzeiros, do românico ao barroco.

Foi conhecida com Vila da Feira, até à sua elevação a cidade em 14 de Agosto de 1985.



O que visitar
No concelho da Feira existem vários locais a visitar....

1. Castelo

O Castelo é sem dúvida o Ex libris de Santa Maria da Feira, sendo um dos mais notáveis monumentos militares portugueses. 
O castelo apresenta uma planta oval irregular, em estilo gótico, tendo sido incorporado vários estilos ao longo dos séculos. Na porta é visível o brasão dos Pereira e no seu interior, é constituída por duas torres: a Torre da Casamata, local onde os soldados estavam alojados; e a Torre do Polo, que protegia uma nascente de água à qual se acede por uma escada em caracol.


Castelo da Feira

O Conde D. Henrique recebeu as terras do Condado Portucalense, onde estavam incluídos os castelos da Feira, Guimarães, Faria e Neiva. Após o seu falecimento, e com a ascensão de Fernão Peres de Trava sobre a viúva, D. Teresa de Leão, os senhores a sul do Rio Minho, insatisfeitos, organizaram-se em torno de D. Afonso Henriques.

Entrada do Castelo

Toda esta política terá tido lugar nas terras e Castelo de Santa Maria, sob o domínio do nobre Ermígio Moniz, culminando na batalha de S. Mamede, razão pela qual se afirma que ser este o monumento o verdadeiro berço da independência de Portugal. 

Exposição no Castelo da Feira

No testamento de D. Sancho I, redigido em 1188, este foi o principal dos cinco castelo eleitos para servir de refúgio da rainha, quando viúva.
Em 1282, D. Dinis incluiu-o entre os 12 castelos assegurados como arras da sua esposa, Rainha Santa Isabel. Mais tarde, foi tomado pelo infante D. Afonso, aquando da luta contra o seu pai. Quando foi celebrada a paz entre ambos, o domínio do castelo passou a ser de D. Afonso. Em 1357, o seu alcaide era o nobre Gonçalo Garcia de Figueiredo.

Sala no piso 2 do Castelo

D. Fernando I fez a doação das Terras de Santa Maria e seu castelo a D. João Telo de Menezes, conde de Barcelos, que instituiu como alcaide D. Martim Correia.

Sala do Peso 3 do castelo

Com a crise de 1383-1385 em Portugal, o conde de Barcelos tomou o partido por Castelo, atitude também seguida pelo alcaide do castelo. Em 1385, o castelos e seus domínios foram conquistados pelo alcaide do Castelo de Penedono, Gonçalo Vasques Coutinho, para serem entregues a D. João I, que por sua vez o entregou a D. Álvaro Pereira (primo do Condestável D. Nuno Álvares Pereira. Posteriormente, o rei doou o castelo e seus domínios a João Rodrigues de Sá.

Poço do Castelo

No século XVII construiu-se dentro das muralhas do castelo, o Palacete dos Condes da Feira, tendo sido demolido em 1929, restando apenas algumas paredes, a escadaria e o fontanário.


Ruínas do Palacete dos Condes da Feira

Quando a representação dos condes da Feira foi extinta em 1700, o conjunto passou para o património da Casa do Infantado. Em 15 de Janeiro de 1722, um violento incêndio destruiu o palácio, deixando ao abandono e em ruínas durante um longo período.

Calabouços do Castelo

No século XIX iniciou-se um recuperação do monumento. Com o fim da Guerra Civil, o Palacete e as terras foram adquiridas em hasta pública pelo general Francisco Xavier da Silva Pereira. Durante esse período, vários membros da família real portuguesa visitaram o monumento. Também neste período, a câmara municipal limpou o antigo poço do castelo.

Interior do castelo

No início do século XX, o interesse pelo castelo voltou e uma campanha de subscrição pública angariou fundos para as suas obras de restauração, tendo as ruínas passado a ser vigiadas por um guarda. Neste período, foram descobertas por 3 inscrições epigráficas.

Terraços do Castelo


As obras de recuperação iniciaram-se em 1907 e foram visitadas por D. Manuel II no ano seguinte. O Castelo foi classificado como Monumento Nacional em 1910.



Terraços do Castelo

As visitas ao castelo funcionam no seguinte horário:

  • inverno (outubro a março) - de terça a domingo e feriados: 9h00 › 12h30 / 13h00 › 17h30
  • verão (abril a setembro) -  de terça a domingo e feriados: 10h00 › 12h30 / 13h30 › 18h30 
  • Encerrado: segundas-feiras

As visitas ao castelo tem um custo de 3€, no entanto, existem preços mais acessíveis para reformados, grupos e para famílias.
Por vezes existem eventos mais privados dentro do castelo (não se trata de feiras medievais, nem nada parecido). Não concordo muito, mas a câmara lá sabe... Não aconselho a visitar quando esses eventos vão acontecer: disturbam imenso a visita e condicionando-a.


2. Capela de Nossa Senhora da Encarnação

Interior da Capela

A Capela de Nossa Senhora da Encarnação, foi construída no século XVII, sobre outra mais antiga, por iniciativa de D. Joana Forjaz Pereira de Menezes e Silva, Condessa da Feira. Foi inaugurada em 1656.



Encontra-se ao lado do castelo e a sua visita está incluída no bilhete da visita ao castelo.



3. Museu Convento dos Lóios e Igreja Matriz do Espírito Santo

O Museu Convento dos Lóios apresenta uma exposição permanente de Arqueologia, História e Etnografia, onde explica a origem do Homem, a evolução e o desenvolvimento do território administrativo da outrora Terra de Santa Maria.

Museu Convento dos Lóios e Igreja Matriz do Espírito Santo
Fonte: Turismo de Portugal

Para além das exposições permanentes, o Museu tem o propósito de divulgar testemunhos e memórias  da herança histórica e cultural do concelho e da região, promovendo várias actividades. Foi inicialmente criado como biblioteca Museu em 1938, mas em 1992 a biblioteca é instalado noutro local.

As visitas ao museu funcionam no seguinte horário:
  • inverno (outubro/abril) - de terça a sexta: das 09h30 às 17h00;
  • verão (maio/setembro) - de terça a sexta: das 09h30 às 18h00; sábados e domingos: das 14h30 às 17h30;
  • encerrado: segundas-feiras e feriados

Existem várias modalidades de bilhetes, mas o preço do bilhete para visita é 1€ e vista + oficina são 2€.

A Igreja Matriz fica ao lado do Convento e é de visita livre.


4. Museu do Papel Terras de Santa Maria


O Museu do Papel é daqueles museus de visita obrigatória! Está instalado em duas fábricas antigas de papel do início do século XIX, e está dedicado à história do fabrico do papel, desde da sua fase manufatureira de produção "folha a folha", apresentada no espaço oitocentista do Engenho da Lourença, à produção de papel em contínuo.


Museu do Papel Terras de Santa Maria
Fonte: Site Oficial do Museu

A visita é guiada e todo o processo explicado de forma interessante. Para além disso, ainda é possível conhecer a colecção de marcas de água.

As visitas ao museu funcionam no seguinte horário:

  • De terça a sexta: das 09h30 às 17h00 - Visitas guiadas às 10h30 e às 15h30;
  • sábado e domingo: das 14h30 às 17h30 - Visita guiada às 15h30;
  • encerrado: segundas-feiras e feriados.

Os bilhetes custam 3€, mas existem vários descontos, como por exemplo, apresentando o cartão de estudante.


5. Museu de Santa Maria de Lamas


O Museu de Santa Maria de Lamas é popularmente conhecido como o Museu da Cortiça situa-se numa das freguesias de Santa Maria da Feira. Está centrado na figura de um coleccionador, Henrique Amorim, sendo como se fosse um museu privado. 


Museu de Santa Maria de Lamas


O Museu foi recuperado e reorganizado a partir de 2004, exibindo várias colecções de Arte Sacra (talha dourada, imaginária, pintura, mobiliário e objectos litúrgicos), Etnografia, Iconografia do Fundador, Mobiliário Civil, Estatuária Nacional e Internacional, Ciências naturais, Tapeçaria, Azulejaria, Estatuária em Cortiça/ Aglomerado de cortiça e Arqueologia industrial.

Interior do Museu


As visitas ao museu funcionam no seguinte horário:

  • inverno: das 09h30 às 12h30 e das 14h00 às 17h00;
  • verão: das 09h30 às 12h30 e das 14h00 às 17h30;
  • encerrado: domingo de páscoa, 1 de maio, 24 a 26 de dezembro, 31 de dezembro e 1 de janeiro.

O preço do Bilhete é de 3€, no entanto existem vários descontos ao valor, como por exemplo com cartão de estudante.

6. Castro de Romariz


O Castro de Romariz situa-se numa das freguesias de Santa Maria da Feira e é uma das estações arqueológicas mais expressivas da regias Entre Douro e Vouga. Foi um povoado fortificado datado do século V a.C., com níveis de ocupação até ao século I d. C..

Os trabalho arqueológicos já realizados permitiram identificar as diversas fases de ocupação proto-histórica e romana deste povoado.


Castro de Romariz


No seu espólio, pode-se encontrar numerosas espécies de de cerâmicas, vidros, metais, moedas e epigrafes, sendo a de maior destaque o conjunto de cerâmica indígena, punica, grega e romana e dois tesouros monetários.



Castro de Romariz


Para visitar o castro, é necessária marcação prévia de 48hrs de antecedência quando a visita é de segunda a sexta; e 8 dias de antecedência para visitar ao sábado e domingo.

É possível fazer visita guiada a partir dos seguintes locais:

  • Museu Convento dos Lóios - de terça a sexta, das 9h30 às 16h;
  • Voltado a Poente - Associação Cultural - Sábado, Domingo e segunda das 9h ás 12h e das 14h às 17h.


7. Zoo de Lourosa


O Zoo de Lourosa é um centro zoológico e particularidades singulares a nível nacional - é o único parque ornitológico do país. É dedicado exclusivamente a aves, com uma colecção de cerca de 500 exemplares de 150 espécies diferentes, distribuídas por 80 habitats de cativeiro. 




Zoo de Lourosa


Situado em Lourosa, cidade com grande dinâmica industrial no sector corticeiro, o Zoo de Lourosa está situado a cerca de 15 minutos da cidade do Porto, tendo ligações aos nós da A1, A29 e A41 e fica a poucos metros da EN1.


Zoo de Lourosa


As visitas ao zoo funcionam no seguinte horário:
  • De segunda a sexta: das 9h30 às 18h00 (última entrada dos visitantes até 1h antes do fecho);
  • Sábado, domingos e feriados - das 14h às 18h;
  • encerrado: dia de páscoa, natal e ano novo.


 O bilhetes para visita são 4€ para adultos, sendo mais barato para crianças entre os 5 e os 12 anos e idosos e gratuito para crianças até aos 5 anos.


8. Outros locais de interesse

Existem outros locais de interesse no concelho, como:

  • Termas de São Jorge - Situada na freguesia de Caldas de São Jorge, as termas estão especialmente vocacionadas para as afecções respiratórias, músculo-esqueléticas e da pele. É possível fazer tratamentos, sempre seguido por médicos;
  • Parque das Ribeiras do Rio Uíma - situada nas freguesias de Fiães e Lobão, combina vários sistemas de zonas húmidas, terrestres e ocupação humana, formando uma extensa várzea. É uma zona excelente para se fazer uma caminhada;
  • Porto Carvoeiro - situado no extremo norte do concelho, junto ao Rio Douro, o Porto carvoeiro é, pela sua envolvência de grande beleza natural, um local de lazer e descontração onde se praticam alguns desportos;
  • Jardins do Europarque - O Europarque é um complexo constituído pelo Centro de Negócios, Centro de Ciência, Centro de Congressos e um jardim magnífico onde é possível caminhar e aproveitar a Natureza;
  • Quinta do Castelo - esta quinta é o retrato de um certo gosto romântico que inclui um lago e grutas artificiais. Foi aqui que fiz a sessão do "Trash the Dress" qunado me casei e tenho fotos lindíssimas. 
  • Praia fluvial da Mâmoa - situada na freguesia de Milheirós de Poiares, esta praia fluvial é um grande atracção nos meses de Verão.

Os eventos

Durante o ano, existem vários eventos na zona histórica e que valem muito a pena:

Viagem Medieval 


É o ex libris de Santa Maria da Feira. Já falei sobre uma aqui no blog (ver post aqui).
Todos os anos tem um tema diferente - este ano é:

Os preços dos bilhetes são os seguintes:

Perlim
Todos os anos, na altura do Natal, abrem as portas do Maior Parque Temático de Natal de Portugal.


Castelo durante Perlim

Perlim decorre na Quinta do Castelo durante os dias 30/11 e a 5/01. Os preços variam entre os 6€ e os 7€.

Imaginarius
É um festival internacional de teatro de rua. Decorre sempre em Maio, havendo várias teatros de rua ao longo da zona histórica.


Este festival é gratuito, pelo que aconselho vivamente.


Como chegar

Castelo da Feira

Do Porto - A1 em direcção a Sul e sair na saída saída 18 em direção a Feira/Ovar;

De Lisboa - A1 em direcção a Norte e sair na saída saída 18 em direção a Feira/Ovar.

By Lum
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