segunda-feira, 20 de novembro de 2017

No teu Olhar, de Nicholas Sparks


"Colin Hancock é jovem mas já viveu mais violência e abandono do que a maioria das pessoas. Foi perante o abismo que tomou a corajosa decisão de começar de novo. Agora, o emprego num restaurante da moda pode não o satisfazer, mas o sonho de se tornar professor parece cada vez mais perto de se concretizar. Dar às crianças o carinho e a atenção que ele próprio não teve é o seu grande e único objetivo… mesmo que o preço a pagar seja a solidão.

Maria Sanchez também deseja, acima de tudo, uma vida calma. Filha de imigrantes mexicanos, aprendeu desde cedo o valor do trabalho árduo, da ética e da lealdade. Para ela, bastam-lhe o emprego num prestigiado escritório de advogados e uma noite tranquila em casa para repôr as energias. Nem a insistência da sua irmã surte efeito. Com uma profissão tão arriscada, Maria aprecia a segurança que o isolamento lhe dá.

Colin e Maria não foram feitos um para o outro. Ele representa tudo aquilo que ela despreza, é o típico meliante que ela está habituada a ver atrás das grades. E quando se cruzam numa noite de tempestade, o fosso que os separa é profundo e evidente. Mas, a partir desse momento fortuito, as suas vidas não voltarão a ser as mesmas.

Conseguirão eles ver para além das aparências? Ler nos olhos do outro o que de mais profundo lhe vai na alma? Ceder à persistente memória daquela noite?"


Bem, ao ler este livro, saí do meu tipo de leitura preferido. O Nicholas Sparks tem alguns livros mais "melosos", que não são tanto a minha praia, mas este até surpreendeu! 
Duas personagens que não tem nada a ver um com o outro, mas que começam um romance. 
Colin é um rapaz que já teve imensos problemas, mas que actualmente tenta levar a sua vida de forma tranquila, fazendo imenso desporto, treinando MMA com afinco, controlando assim os seus impulsos mais violentos, e quem sabe, mais tarde retomar uma relação com os seus pais. 
Maria é uma rapariga atinada, advogada que trabalha numa firma de advogados respeitada, e que adora a família. Ambos se apaixonam! 
No entanto, a história não se centra só no romance deles. Maria começa a ser perseguida de uma forma doentia e Colin tudo faz para a ajudar. Um suspense, que torna este livro diferente!
Várias peripécias, que fazem a história ser muito interessante e chegar a um ponto de se querer ler até ao fim de uma assentada só. O fim não é assim tão previsível quanto se espera, e daí ser um livro que vale mesmo a pena ler.

Recomendo!

By Lum


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sábado, 18 de novembro de 2017

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Cidade de Coimbra

Já estou a dever este post à bastante tempo! Na altura da Páscoa, fomos passar uma noite a Coimbra, à Quinta das Lágrimas. Bem, espectacular!

Cidade de Coimbra - Universidade de Coimbra

A cidade é rica em história, e apesar de já ter ido lá imensas vezes, só desta vez consegui visitar tudo o que tinha a ver com história :)

Quinta das Lágrimas Residence

Ficamos hospedados uma noite na Quinta das Lágrimas! O hotel é soberbo! O próprio hotel em si é quase um museu! Tem uma capela, biblioteca, para não falar dos jardins. O quarto era excelente!

Quinta das Lágrimas Residence

O documento mais antigo referente a esta quinta, data de 1326, e pertencia à rainha Santa Isabel.

Jardins da Quinta das Lágrimas

Os jardins da Quinta são magníficos, com imensas espécies de árvores e plantas, com centenas de anos. Vale a pena só pela riqueza nestas espécies raras de vegetação. 

Árvore do jardim + Biblioteca do hotel

A árvore na foto acima é simplesmente imponente, quase mágica! Adorei!

Esta quinta é bastante famosa: nela ficam a Fonte dos Amores e a Fonte das Lágrimas.

A Rainha Santa Isabel mandou fazer um canal para levar água de duas nascentes para o convento de Santa Clara, sendo o local onde saía esta água chamado de Fonte dos Amores. Este nome deve-se ao facto desta fonte estar ligada ao amor entre D. Pedro, neto da rainha Santa Isabel, e D. Inês de Castro. Segundo consta, este canal era usado por ambos para trocar juras de amor, através de cartas, quando estes estavam separados por ordem do rei D. Afonso IV.

Fonte dos Amores

A outra fonte já tem uma história mais triste: Luís de Camões fala da mesma n'Os Lusíadas, em que a apelidou de Fonte das Lágrimas, uma vez que foi ali que D. Inês de Castro terá sido assassinada. Consta que o vermelho que se vê nas pedras desta fonte é o sangue derramado por D. Inês e que lá permanece ao longo dos anos.

Fonte das Lágrimas

É possível visitar os jardins da Quinta das Lágrimas, sem estar hospedado no hotel. O valor do bilhete de entrada é de 2,5€.

Mas Coimbra tem mais para ver...

Fomos visitar o Museu Nacional de Machado de Castro. O museu tem várias colecções: Arqueologia, Escultura, Ourivesaria, Joalharia,  Pintura, Têxteis, entre outras.

Museu Nacional de Machado de Castro

O museu está super bem organizado, com colecções simplesmente espectaculares, incluindo a colecção de jóias e peças da rainha Santa Isabel.
O valor da entrada é de 6€.

Visitamos o Mosteiro de Santa Clara-a-Velha. Este mosteiro albergava a ordem de clarissas de Santa Clara, fundada por Mor Dias. Em 1283, obteve licença para erguer um mosteiro na margem esquerda do rio Mondego. A rainha Santa Isabel sempre se interessou por este convento, financiando a construção de um hospital para os pobres, assim como a construção de um paço, onde se recolheu quando o seu marido, o rei D. Dinis faleceu.

Mosteiro de Santa Clara-a-Velha

Foi neste mosteiro que a Rainha Santa Isabel desejou ser sepultada. O valor da entrada é de 5€.

No entanto, como este mosteiro era sucessivamente inundado pelo Rio Mondego, e no século XVII outro mosteiro foi construído para albergar as clarissas da ordem: Mosteiro de Santa Clara-a-Nova.

Mosteiro de Santa Clara-a-Nova: Claustro, Igreja, com o túmulo da Rainha Santa, e zona exterior

O túmulo da Rainha Santa Isabel foi levado para o novo mosteiro, e seus restos mortais colocados numa urna de prata que se encontra no junto ao altar da igreja.
O valor de entrada é variável e depende do que é pretendido visitar. Para visitar o Claustro, a igreja e miradouro (que foi o que visitamos) o valor da entrada é de 2€.

Também fomos visitar o Mosteiro de Santa Cruz. Foi fundado ainda durante o reinado de D. Afonso Henriques. É aqui que ele e o seu filho, o rei D. Sancho I se encontram sepultados.

Mosteiro de Santa Cruz: fachada exterior e claustro

Túmulo de D. Afonso Henriques à esquerdo e Túmulo de D. Sancho I à direita

Não há valor estipulado para a entrada no mosteiro, apenas nos é pedido para contribuir com o que pudermos.

O post não dá para mostrar tudo o que vimos na cidade, mas já dá para se ficar com uma ideia.
Vale mesmo a pena!

By Lum


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sábado, 4 de novembro de 2017

A Tentação de D. Fernando, de Jorge Sousa Correia

"Quais os vícios de D. Fernando e da sua época? Como governou o reino e permitiu a devassa da corte? Que alianças ameaçaram Portugal? Por que razão o povo saiu à rua para se revoltar?

Neste livro, Jorge Sousa Correia partilha com os leitores as intrigas e os escândalos que levaram D.Fernando a cair em tentação.
No registo que já conhecemos, o autor apresenta um novo romance pleno de ritmo e emoção, e uma escrita verdadeiramente empolgante. Ao longo das suas páginas, acompanhamos o fim da 1ª Dinastia, resultado, em boa parte, da ambição e grande predileção do Rei pelos prazeres amorosos (e pouco gosto pelas batalhas) e a ascensão do Mestre de Avis."

Este é um livro que adorei! Nas aulas de história do meu tempo de escola, pouco se falou sobre D. Fernando, aliás, fala-se mais da sua mulher D. Leonor Teles e do seu amante Conde Andeiro, do que dele. E num instante, dá-se um golpe e D. João Mestre de Avis é rei. Portanto, mal saiu este livro, fiquei super curiosa para o ler.
E mereceu a curiosidade, pois encheu todas as expectativas. O livro conta bem a história do rei D. Fernando, da sua relação com os irmãos, filhos de D. Inês de Castro e também o Mestre de Avis, mantendo-os por perto, mas também de como começou a sua relação com D. Leonor Teles de Menezes: Uma mulher fria, calculista, sedente de poder. Tudo fez para casar com o rei e tudo fez para "comprar" os seus súbitos e governou como quis. O rei era super apaixonado por ela. D. Fernando, deixando-a fazer o que queria. Era, pelos vistos, uma rei bonito, mas não era lá grande governante: colocou o país várias vezes em guerra, colocando o povo muitas vezes a morrer à fome; tentou fazer alianças, com Castela e Aragão, prometendo casar com as suas infantas, mas acabou escolhendo um nobre portuguesa. 
No entanto, não deixou de ser um rei que o povo gostava, o povo odiava era D. Leonor Teles, a rainha Aleivosa. 
O livro, em paralelo, também conta a história de como vivia o povo, neste caso, relatando o dia-a-dia de uma taberna, que também era uma casa de prostituição; onde o povo bebia e contava tudo o que ouvia sobre o rei e a rainha.

O livro é super fácil de ler, a escrita do autor é excelente.. adorei o seu tom irónico no livro!
Aconselho vivamente a leitura!!!

By Lum
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terça-feira, 31 de outubro de 2017

domingo, 29 de outubro de 2017

Castelo de Montemor-o-Velho

Hoje venho dar-vos a conhecer mais um castelo: Castelo de Montemor-o-Velho.
Quando fomos a Penela, à vinda para casa, aproveitamos para conhecer esta zona e principalmente o castelo.


O castelo é enorme, embora seja só quase a muralha, os jardins no seu interior são espectaculares.


Este castelo foi construído, ao que tudo indica, após a conquista de Montemor-O-Velho por al-Mansur no ano de 991. Na altura era apenas uma fortificação com uma mesquita, que na actualidade já nada resta. Em 1064, Afonso VI de Castela conquistou Coimbra e reedificou esta estrutura defensiva. 


A estrutura foi reforçada com D. Afonso Henriques e, posteriormente, D. Sancho I, mantendo uma grande importância estratégica. O paço do castelo foi remodelado por ordem das infantas Teresa e Mafalda, transformando-o num paço senhorial. 

Este castelo foi alvo de várias disputas, quando D. Afonso II não concordou com o testamento do pai, em que este doava o castelo às suas irmãs Teresa e Mafalda. 


Mais tarde, voltou a ser centro de novas disputas, primeiro entre D. Sancho II e D. Afonso III e depois entre D. Afonso IV e seu pai, o rei D. Dinis. Mais tarde, D. Pedro fez deste castelo o seu passo pessoal.


Foi neste castelo que D. Afonso IV se deixou convencer que D. Inês de Castro era uma ameaça à independência de Portugal e ditou a sua sentença de morte.

O castelo tem jardins magníficos e tem ainda uma capela.


É um castelo que vale a pena visitar! A muralha e a capela estão em excelente estado de conservação e a vista é estupenda.
A entrada no castelo é gratuita.

By Lum
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quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Ainda não foi desta...

...que sei o que tenho no pé e o porquê de ter tantas dores!

Já fiz raio X e ecografia que disse que tinha inflamação dos tendões e ligamentos. Fui ao ortopedista e como ele não conseguia ver o porquê da inflamação, mandou-me fazer uma ressonância magnética.
E lá fui eu fazer a RM, quase uma hora metida na máquina, já estava com cãíbras na perna.. puufff

E o que acusou a RM?! Nada! 


Tenho a inflamação, sim.  Mas não tenho "qualquer problema ortopédico!", diz o ortopedista.

Conclusão: diz ele "Está, muito provavelmente, a desenvolver uma doença reumática. Aconselho-a a marcar consulta num reumatologista!". E ainda me receitou uma medicação de "cavalo" para tomar em SOS, quando tiver muitas dores e o pé muito inchado.


Bem, 'bora lá mais um médico, mais uma consulta, mais exames! Segunda lá vou eu para o reumatologista. A ver se é desta que sei o que tenho :/

By Lum
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quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Castelo de Penela

Hoje venho dar-vos a conhecer o Castelo de Penela!

Quando fui descansar para o hotel em Penela (ver post aqui), aproveitei para visitar o castelo. Como amante de história, não podia perder a oportunidade de o voltar a visitar.


Esta zona sempre teve uma ocupação militar, remontando aos tempos da ocupação romana em Portugal. Posteriormente foi conquistado pelos árabes e mais tarde retomada, já no séc. XI pelo Conde D. Sesnando, primeiro governador de Coimbra, por ordem do Rei D. Afonso Henriques.


D. Sesnando mandou então erguer este castelo medieval, em que a muralha varia entre os 7 e os 19 metros de altura, e pertencia à linha defensiva do Mondego na época da Reconquista cristã, seguindo-se ao castelo de Montemor-o-Velho. 
Dentro das muralhas, existiam casas, ruas e igrejas. Nas zonas mais desprotegidas do castelo, foram  construídas torres para permitir a defesa do castelo. Eram 12 torres no total até ao século XVIII, pelo que na actualidade apenas se mantém algumas com formas.


O castelo fica no topo da vila de Penela (vale a pena visitar a vila, é muito bonita), praticamente só tem a muralha, onde se pode andar em volta, sempre com jardins. No interior das muralhas, tem também a Igreja de São Miguel de Penela, que é muito bonita.

Este castelo foi palco de várias lutas com os mouros, pelo que até ao reinado de D. Fernando, foi alvo de várias ampliações e reconstruções. No entanto, posteriormente, foi perdendo importância defensiva, e a sua manutenção foi praticamente abandonada, levando a população a utilizar as pedras noutras construções, ficando o castelo cada vez mais danificado. 


Vale a pena visitar, tanto o castelo como a vila. A entrada no castelo é gratuita!

By Lum

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sexta-feira, 22 de setembro de 2017

domingo, 17 de setembro de 2017

Inês, de Maria João Fialho Gouveia

"Esta é a história apaixonante de Inês de Castro, a bela aia galega que arrebatou o coração do príncipe D. Pedro, futuro rei de Portugal. Bisneta ilegítima do rei D. Sancho IV de Castela, tinha chegado a Portugal no séquito da princesa Dona Constança, futura mulher do príncipe. Apesar dos laços do matrimónio, acabou por ser Inês e não Constança quem incendiou o coração de D. Pedro. Perdidamente apaixonado, o casal viveu então um amor proibido, até que, após a morte de Dona Constança, passou a partilhar o mesmo tecto. 

Dando largas à paixão que por tanto tempo haviam escondido, Pedro e Inês viveram dias idílicos, de paço em paço, até se instalarem em Coimbra, já casados e com três filhos. Certos de ali terem descoberto o seu jardim do Éden, amaram-se a cada dia sem medo do pecado, cedendo à paixão que lhes ardia no corpo e lhes completava a alma. 

Esta ligação desagradou ao rei D. Afonso IV, pai de D. Pedro, que odiava Inês de Castro. As intrigas políticas com que os conselheiros reais o sobressaltavam, alegando que os irmãos de Inês alimentavam pretensões à cora portuguesa, contribuíram para que o rei não descansasse enquanto não libertasse, da forma mais trágica e terrível, o filho do jugo da bela galega.

O amor de Pedro e Inês foi maior do que a vida, pulsando outrora, como hoje, no peito da própria alma lusitana, que o elevou a símbolo da paixão em Portugal."

Este livro conta a história de Inês de Castro. Uma mulher bela que veio no séquito de D. Constança. O livro que li antes deste contava a história de Constança, no entanto, existem várias diferenças relativamente a este livro. Começando pela forma como Inês passou a ser aia de Constança. Segundo este livro sobre Inês, ela começou a passar tempo com Constança em Albuquerque, sua cidade natal, quando a família de Constança lá ía passar o Verão, ficando de vez como aia antes desta se tornar noiva do infante D. Pedro. Ficou com Constança até ao nascimento de D. Luís, sendo posteriormente enviada para Albuquerque onde só saiu após a morte de D. Constança, por ordem de D. Pedro. No livro Constança, Inês nunca voltou a Albuquerque. No entanto, a ideia central era Constança e neste livro é Inês, portanto não me admira estas diferenças.
Inês sempre foi objecto de algum ódio por parte do Rei Afonso IV, pois foi criada pelo seu meio-irmão Afonso Sanches e sua mulher. Um ódio igualmente fomentado pelos conselheiros que levaram posteriormente à morte de Inês em frente aos seus 3 filhos.
É um livro que conta a sua história ao pormenor, desde de criança. 

É uma história de amor bonita. Quando à cerca de 16-17 anos fiz uma visita de estudo ao mosteiro de Alcobaça, onde se encontram sepultados Inês e D. Pedro, encontramos lá o grande historiador José Hermano Saraiva, que nos contou esta história e que nos disse "Qual Romeu e Julieta, qual quê? Esta história é bem mais bonita e sobretudo verdadeira, real...". E realmente concordo com ele, é uma verdadeira história de amor.

Aconselho o livro!
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