quarta-feira, 27 de novembro de 2019

domingo, 24 de novembro de 2019

Loucuras e Bizarrias de Reis, Rainhas e Fidalgos Infames


"Reis, rainhas, fidalgos – coroas, tiaras, títulos? Não! Mortes, roubos, loucuras e muito mais.

Se alguém cruel não tiver poder, pode passar a vida sem fazer mal a ninguém. Mas se por um acaso do destino se tornar poderoso, muitas vidas acabarão destruídas. Ao longo da história, inúmeros exemplos nos surgem de gente mal-intencionada que se dedicou a infernizar as vidas dos outros. Entre a Antiguidade e os nossos tempos, viaje do Império Romano até Lisboa e conheça a face da infâmia e da loucura. Descubra que, por trás destes grandes nomes da história, estão pormenores incríveis e alguns até impensáveis.

Descubra as vidas de:

- Leonor Teles, cuja infidelidade por pouco não destruía a independência de Portugal;
- Afonso VI, deposto por impotência sexual pelo irmão, D. Pedro II, que depois casaria com a cunhada;
- Isabel Bathóry, condessa húngara, a maior assassina em série da história;
- Henrique VIII, o rei que casou seis vezes e matou duas das mulheres;
- Dipendra, o príncipe nepalês que matou a família real;
- E muitas outras histórias de reis, rainhas e fidalgos – todas loucas ou bizarras."


Li este livro por pura curiosidade. Há factos que não nos ensinam nas aulas de história..
O livro está dividido em duas partes: uma com histórias dos Reis e fidalgos portugueses e outra com os estrangeiros.
Confesso que do que já sei e li da história de Portugal, o livro não me trouxe nada de novo ou escandaloso que já não se saiba. Desde de D. Afonso Henriques que lutou contra a sua mãe, D. Teresa; a rainha D. Leonor Teles, a aleivosa; D. Pedro II que destronou o irmão do trono e casou com a cunhada e D. João V que adorava as freiras do convento de Odivelas. Nada de novo para quem conhece minimamente a história de Portugal. 
Para mim, o mais interessante foi ler as histórias dos estrangeiros, embora algumas já não sejam assim tão desconhecidas, como a história de Henrique VIII e de Mary, rainha da Escócia. Mas histórias como as do império romano e de Isabel Bathóry, etc.. essas sim, eram-me mais desconhecidas e adorei saber mais.
Dá para reflectir em como a crueldade e a falta de escrúpulos esteve sempre presente ao longo dos tempos. 

Um livro muito fácil de ler, dividido por nomes, e com muita informação!

By Lum
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quarta-feira, 20 de novembro de 2019

domingo, 17 de novembro de 2019

São Bento da Porta Aberta e Terras de Bouro - Maravilhas no Gerês

Olá,

Hoje venho mostrar-vos duas maravilhas no Gerês! Passamos uns dias em Terras de Bouro, e descansamos imenso. Um sitio altamente recomendado para relaxar!

Vista sob o Gerês


  • Terras do Bouro
Terras do Bouro é uma vila pertencente ao distrito de Braga. Ficamos alojados cá, numa quinta de turismo rural muito agradável. O sítio é super calmo, ideal para relaxar. 

Vista sob o Gerês


Apesar de termos aproveitado para descansar e não tanto para conhecer, acabamos por visitar algumas coisas. 

Mosteiro de Santa Maria do Bouro

Não se conhece a origem do Mosteiro de Santa Maria de Bouro, mas hoje é aceite que teve início num mosteiro habitado por eremitas, já antes da nacionalidade, em homenagem a São Miguel. Só nos finais do século XII, é que os cistercienses instalaram-se no local, e alteraram da invocação a Santa Maria do Bouro.

Interior da Igreja do Mosteiro de Santa Maria do Bouro

No mosteiro, está localizado uma igreja de arquitectura religiosa, maneirista e barroca e está decorada no estilo barroco joanino.

Mosteiro de Santa Maria do Bouro

Não é possível visitar o mosteiro, apenas a igreja e os jardins. O Mosteiro é agora hotel.


  • Santuário de São Bento da Porta Aberta
Enquanto lá estivemos, fomos visitar o santuário de São Bento da Porta Aberta, situado em Terras de Bouro. 

Santuário de São Bento da Porta Aberta

O actual santuário é do final do século XIX. A sua reconstrução iniciou-se em 1880 e foram concluídas em 1895. A designação deve-se ao facto da ermida ter sempre as suas portas abertas, com objectivo de servir de abrigo aos viajantes.

Interior do Santuário

É o segundo santuário mais visitado em Portugal, depois de Fátima, recebendo 2,5 milhões de peregrinos por ano. 
O santuário é lindíssimo, tem uma vista fantástica sob o Gerês e a Caniçada.

Vista sob a Caniçada


Infelizmente, não conseguimos visitar a Caniçada, pois estava repleta de gente. Passamos de carro, no meio de um trânsito infernal. 

Adorei visitar o santuário, é um sítio muito calmo com uma vista maravilhosa. Um local de visita obrigatória! :)

Caniçada


By Lum


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segunda-feira, 11 de novembro de 2019

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Refeição rápida - Receitas

Hello,

Já vai algum tempo que não posto uma receita no blog, portanto, hoje é dia de receita :)

E hoje é um receita para um almoço ou jantar rápido. Quem nunca teve que fazer algo à pressa para o jantar? Pois...





Ingredientes (para 2 pessoas):
Massa de conchas (usei conchas grandes);
150g de espinafres
100g de cogumelos frescos (ou podem usar em lata (1 lata));
Meia cebola picada
1 dente de alho
2 tomates maduros
Azeite q.b.
2 Ovos escalfados
Pimentão doce q.b.
Sal q.b.
Pimenta preta q.b.

Preparação:
1. Cozer a massa de acordo com as instruções de embalagem e reservar;
2. Num tacho, colocar a cebola picada, o dente de alho picado e azeite e deixar alourar. Quando a cebola ficar transparente, adicionar os tomates cortado em cubos e temperar com pimentão doce e sal e deixar apurar;
3. Adicionar os espinafres e os cogumelos e deixar cozinhar - rectificar os temperos, se necessário;
4. Assim que os espinafres estiverem cozinhados, desligar o lume e adicionar a massa cozinha. Envolver bem;
5. Servir com o ovo escalfados por cima e temperar com pimenta preta a gosto.

Enjoy!

By Lum
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sábado, 2 de novembro de 2019

D. Maria I, de Isabel Stilwell


"Num tempo extraordinário, este romance, feito de personagens apaixonantes, leva-nos a um cenário de conspiração e intriga na Lisboa do século XVIII. Assistimos pelos olhos de D. Maria ao terramoto que abalou a capital, ao fim do poder do Marquês de Pombal que tanto a perturbava, aos conflitos com Espanha, ao longo processo dos Távora que marcou o seu reinado. Uma época onde lá fora despertava a Revolução Francesa e a independência dos Estados Unidos.

A sua querida Rosa, sempre a saltitar à sua volta cheia de colares e pulseiras, bem tentou protegê-la de tanta dor, mas aos poucos D. Maria deixa-se dominar pela agitação que sempre tentou ocultar, por uma melancolia profunda num longo processo de depressão que culminou na loucura. Um medo que acalentou em silêncio."



Mais um romance histórico de Isabel Stilwell, desta vez sobre D. Maria I. Confesso que ainda não tinha lido nada sobre a primeira rainha reinante de Portugal, e o que sabia era mais pelo que aprendi nas aulas de História. Portanto, foi um absorver de informação enquanto lia este livro. O livro inicia quando D. Maria I sobe ao trono, após a morte do seu pai, o rei D. José I. 
Sempre se conheceu esta rainha como sendo louca, mas a verdade é que as coisas não seriam assim tão lineares. Adorei a forma como a autora abordou os medos e as angústias de D. Maria, permitindo compreender um pouco mais da sua "loucura". A verdade é que era uma mulher aterrorizada e devota, que não tinha os melhores conselheiros em seu redor. Tudo isto lhe fazia muito mal.
Não esquecer todas as personagens do livro, em especial D. Rosa de Jesus, a anã negra e a dama preferida de D. Maria. Uma mulher directa, mas muito engraçada e com um espírito alegre, que trazia sempre imensa alegria e consolação a D. Maria.
Após a morte do seu tio e marido, D. Pedro, as coisas complicaram. Mas na minha opinião, o pior de tudo foi a morte, no mesmo ano, do seu filho mais velho, D. José e da sua filha, D. Mariana. Após a morte de Rosa, e sem o seu amparo, as coisas complicaram e a rainha acabou por cair na loucura.
Adorei a forma como a autora também explorou a personagem de D. Carlota Joaquina e a sua rebeldia. As cenas caricatas envolvendo D. Carlota e Rosa são hilariantes.
Fiquei bastante surpreendida  com a história por detrás desta mulher e Isabel Stilwell soube explora-la muito bem.
Um romance de leitura obrigatória, tal como já nos habituou Isabel Stilwell!

By Lum
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quarta-feira, 30 de outubro de 2019

domingo, 27 de outubro de 2019

Leonor de Habsburgo, de Yolanda Scheuber


"Talavera de la Reina (Espanha), 1558. Leonor de Habsburgo está a morrer. De nada servem a opulência e o esplendor que a rodeiam. A sua vida ficou marcada por um dever maior do que os seus desejos, o amor ou a felicidade. Um dever imposto pelo seu irmão Carlos V, que a conduziu à condição mais elevada a que uma mulher podia aspirar, mas que a afastou dos seus entes mais queridos.

Destinada a fazer hastear a divisa dos Habsburgo, foi primeiro rainha de Portugal e depois de França, mas isso já não importa nestes derradeiros momentos. A sua vida desvanece-se, gasta pelos anos de obediência e, sobretudo, porque a sua única filha, Maria de Portugal, a rejeita, incapaz de lhe perdoar os anos de abandono.

Leonor agoniza com a asma que toma conta dos seus pulmões enquanto a sua mente regressa ao passado, até ao período conturbado - de paixões turvas, interesses políticos desmedidos e ambições descontroladas - que selou o seu destino"

Não conhecia a autora e nunca tinha lido nada dela, mas gostei bastante da sua escrita.
Gostei muito da forma que a autora descreveu a vida de Leonor, desde da sua infância até à data da sua morte - sendo este relato feito pela Leonor que recorda a sua vida toda no leito da morte. 
Por vezes, a autora romanceia, mas independentemente disso, o livro é muito bom e dá-nos o perfeito relato de como era a vida na altura e de como era complicada a vida de uma princesa - Leonor teve de abdicar do amor da sua vida e da sua filha bebé para acatar as ordens do seu irmão, rei e imperador Carlos. 
A história da vida da mulher que foi rainha de Portugal e França, um livro que vale muito a pena ler!


Em comparação com a série Carlos Rey Emperador

Na altura que estava a terminar de ler este livro, também assisti à série espanhola Carlos Rey Emperador. Uma série que conta a vida de Carlos, Rei de Espanha e Imperador do Império Romano-Germânico e irmão de Leonor, mostrando, em segundo plano (até porque é impossível separar) a vida de Leonor. E é impossível não fazer comparação entre a vida de Leonor na série e a vida dela contada neste livro.

Marina Salas como Leonor de Habsburgos na série Carlos Rey Emperador

A série inicia com a chegada de Carlos e Leonor a Espanha e mostra uma Leonor rebelde e arrogante que enfrenta o irmão, o que em nada se parece com a Leonor do livro (e acredito que o livro esteja mais correcto, uma vez que naquela altura as princesas eram peões para os reis e obedeciam sem reclamar - obviamente que poderia haver uma ou outra excepção).

Leonor, quando a informam que tem que deixar Portugal e deixar a sua filha, em Carlos Rey Emperador

As diferenças não ficam só por aí. Ela começou por primeiro ser prometida ao principe D. João, mas acabou por casar com o pai, o rei D. Manuel. Na série ela mostra-se apaixonada pelo príncipe D. João e, inclusive, dá a entender que a sua filha é dele e não do seu marido, D. Manuel. No livro, D. Leonor quase não fala com D. João, e mantém-se fiel a D. Manuel de quem tem 2 filhos: um rapaz que morre pouco antes do seu marido, e uma filha, D. Maria, que é obrigada a deixar em Portugal após enviuvar e quando o irmão a chama novamente a Espanha.

Leonor e o seu irmão Carlos, em Carlos Rey Emperador

Mais, ela quer ficar em Portugal e casar com D. João, enquanto no livro, é D. João que lhe propõe casamento e ela rejeita. Também ali existem discussões com a sua futura cunhada, Isabel de Portugal, dizendo que o irmão não tem coração. No livro, ela sempre disse bem do irmão a Isabel, e mantém um relação excelente com ela.

Leonor e Francisco, Rei de França e seu esposo, em Carlos Rey Emperador

A partir daqui, o que se vê na serie e o que se lê no livro é muito idêntico. Ela tenta ajudar os filhos do rei de França, quando estes estão prisioneiros do seu irmão e acaba por se tornar rainha de França. Não foi feliz de todo, mas na série ela interferiu em algumas situações de estado, enquanto no livro tentou manter-se à parte com uma corte à parte. Após a morte do rei, ela volta à Espanha, e passa a viver com a sua irmã Maria.

Leonor, quando está a morrer, e a sua irmã Maria ao lado, em Carlos Rey Emperador

Quando volta à Espanha, pede para ver a filha que deixou a Portugal. No livro (e na realidade) ela está com a filha, mas esta rejeita viver com ela e volta para Portugal, deixando Leonor num desgosto e sofrimento enormes; na série, a filha nunca a vem ver, deixando, obviamente, Leonor num sofrimento terrível. Morre alguns dias depois.

Em conclusão, a série tem bastante diferenças e não gostei da Leonor inicial, por achar que não é fiel à realidade, mas em geral, é idêntica ao livro.

By Lum
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quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Férias na Áustria - Hallstatt e Salzburgo

Olá,

Hoje será o nosso último post sobre as nossas férias na Áustria. Vamos mostrar-vos a zona de Hallstatt e Salzburgo.

Hallstatt
Hallstatt é uma aldeia em Salzkammergut, na região da Alta Áustria.
Mal começou a aparecer as indicações para Hallstatt, entramos na zona dos lagos, tivemos logo uma vista fenomenal, sem dúvida cartão de visita:

Vista da estrada para os lagos

Infelizmente não conseguimos parar para visitar o centro de Hallstatt. É uma aldeia pequena e estava completamente inundada de turistas. Portanto, vimos apenas as vistas e vale tantoooo a pena!!

Zona de Hallstatt - Vista para os lagos

Esta zona tem paisagens inacreditáveis! Acho que nunca vi algo tão bonito! Infelizmente não consegui parar para tirar a fotografia digna de postal de Hallstatt.

Zona de Hallstatt - os lagos

Ao chegar a esta zona, a estrada fica sempre a par dos lagos, onde podemos contemplar paisagens de cortar a respiração.

Aussichtspunkt Hallstatt

Ao chegar à Hallstatt, entra-se numa zona de túneis.. São uns quantos quilómetros dentro de túneis, e os parques para estacionar o carro estavam todos ocupados num raio de mais de 6km. Não conseguimos portanto visitar Hallstatt.

Hallstatt

Antes de chegar a Hallstatt, passa-se por uma zona de jardim, onde a paisagem do lago parece um quadro pintado. Espectacular, mesmo!

Bad Goisern am Hallstättersee

Acabamos por almoçar num restaurante muito bom e com uma vista ainda melhor!

Sankt Wolfgang im Salzkammergut

Sankt Wolfgang im Salzkammergut é um município da Áustria localizado no distrito de Gmunden, na Alta Áustria.

Sankt Wolfgang im Salzkammergut

Não tivemos muito tempo para visitar, mas vale muito a pena a paragem! As paisagens são fantásticas!

Salzburgo - O que ver

Salzburgo está localizada às margens do Rio Salzach, muito próxima da fronteira com o estado alemão da Baviera. Significa Fortaleza do Sal e é a cidade onde nasceu Mozart.

 Cidade de Salzburgo


  • MozartPlaz
MozartPlaz

Sendo a cidade onde Mozart nasceu, obviamente que tem que haver uma praça com o seu nome. É uma praça muito agradável, com vários cafés à volta para relaxar. A estátua de Mozart no centro foi alvo de grande polémica, uma vez que não se parece em nada com o compositor.

  • Palácio Mirabell
O Palácio Mirabell é um edifício histórico na cidade de Salzburgo. Tanto o palácio como os seus jardins faz parte do Centro Histórico da Cidade de Salzburgo, Património Mundial da UNESCO.

Palácio Mirabell e os seus jardins

O palácio foi construído por volta de 1606, às margens do rio Salzach. A actual aparência neoclássica é do ano de 1818, quando o local foi restaurado após um incêndio. 

Palácio Mirabell


  • Fortaleza Hohen Salzburg
A Fortaleza de Hohensalzburg é um castelo localizado na cidade de Salzburgo, Áustria, no topo do Festungsberg. É um dos maiores castelos medievais na Europa.

Fortaleza de Hohensalzburg 

É um monumento com mais de 900 anos e é umas das maiores fortalezas do século XI na Europa, sendo o cartão de visita da cidade de Salzburgo. Visitando a fortaleza, fica-se a conhecer a vida quotidiana passada passada deste local, que foi o centro político na época em que os arcebispos mandavam na região.

Interior da Fortaleza de Hohensalzburg 

A fortaleza começou a ser construída em 1077 pelo príncipe arcebispo Gebhard I von Helffenstein durante a tentativa controversa entre o imperador alemão Henrique IV e o Papa Gregório sobre o direito de nomear os bispos. Como Gebhard foi leal ao papa, foi forçado ao exílio em 1085, pelo que teve que abandonar a cidade de Salzburgo, deixando-a inacabada.

Interior da Fortaleza de Hohensalzburg 

Nos séculos XV e XVI, durante a Guerra Húngara e Guerra dos Camponeses, os arcebispos refugiaram-se nesta fortaleza. Durante todo este tempo, a fortaleza foi ampliada pelo arcebispo Burkhard von Weisspriach, reforçando a muralha externa e criando quatro torres redondas: Glockenturm, Trompeterturm, Krautturm e Schmiedturm.

Interior da Fortaleza de Hohensalzburg 

Os arcebispos que se seguiram ampliaram a fortaleza, aumentando o perímetro da muralha e construindo o arsenal e o celeiro. No armazém ainda se pode encontrar o brasão de armas de Johan Beckenschlager von Gran, responsavél por essa construção.

Interior da Fortaleza de Hohensalzburg 

O arcebispo que se seguiu, Leonhard von Keutschach, ampliou ainda mais a fortaleza e deixou-a com a aparência exterior que se vê nos dias de hoje. Construiu ainda a cisterna, uma padaria e aumentou as torrer existentes e fez mais duas novas. Criou também um sistema de transporte da cidade para a fortaleza.

Salas no interior da Fortaleza

Nesta altura, a fortaleza passou a ser o lugar de administração do seu governo. Foi também nesta altura que foram construídos os espectaculares aposentos dos príncipes.

Interior da Fortaleza de Hohensalzburg 

O financiamento para a construção da fortaleza vinham em parte das minas de ouro no Tauern. Foi em 1557, no auge  da produção de ouro, que os mineiros começaram a revoltar-se contra os bispos. No entanto, a Fortaleza nunca foi invadida.

Igreja no interior da Fortaleza

Na época das invasões francesas, a fortaleza perdeu muita da sua importância e foi entregue aos franceses sem luta. Em 1816, a cidade de Salzburgo é integrada na monarquia dos Habsburgos, passando a ser utilizada como um quartel e uma prisão. Em 1861, o Imperador Franz Joseph anulou o status de fortificação militar e abriu as portas ao publico.

Interior da Igreja da Fortaleza
.
Em 1900, iniciou-se a construção do eléctrico, que ainda hoje funciona. A subida à fortaleza é muito acentuada e ingreme em algumas zonas. Nós fizemos a subida a pé e custou horrores, principalmente porque, estando eu a recuperar da lesão no pé, chegou lá acima feito num 8. Apesar de ter muita fila, aconselho a subida e descida de eléctrico.

Entrada na Fortaleza

No seu interior, para além da história da fortaleza, também encontra-se um museu militar muito completo. Uma das torres, infelizmente, não estava visitável, pois sofreu graves danos durante uma tempestade.
O custo da entrada na fortaleza é de 12,40€ e tem incluída a descida de eléctrico.


Descida de Eléctrico desde a Fortaleza - Video by Lum&Nightmare


Fortaleza de Hohensalzburg - Video by Lum&Nightmare


Vista da Fortaleza - Catedral de Salzburgo e Igreja dos Franciscanos


  • Catedral de Salzburgo & Complexo DOM Quartier
A Catedral de Salzburgo foi construída no século XVII e fica situada no centro da cidade.

Catedral de Salzburgo

Infelizmente, ía haver um festival qualquer, pelo que estava tudo vedado e com um palco em frente.

Complexo DOM Quartier

No meio da praça, é possível ver uma escultura: uma bola dourada com uma estátua em cima. Achei super engraçada.


  • Igreja dos Franciscanos
Igreja dos Franciscanos

A Igreja dos Franciscanos não tem uma origem muito conhecida. Enquanto a catedral era a igreja da nobreza, a igreja dos Franciscanos era a da classe média. Infelizmente, estava encerrada e não pudemos visitar o seu interior.


E assim termina os posts sobre as nossas férias na Áustria. Isto foi só uma parte do que se pode ver neste belíssimo país, mas muito mais há para ver. Esperamos lá voltar e ver mais!

By Lum
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sábado, 12 de outubro de 2019

Floor Jansen & Henk Poort - Phantom Of The Opera | Beste Zangers 2019


Já sabia que a Floor Jansen tem um vozeirão e é um animal de palco, que é versátil e canta todo o tipo de música. Este programa holandês assim o tem mostrado. E depois existem duetos épicos como este que nos fazem ir vibrar!!!




By Lum
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segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Férias na Áustria - Melk e Vale Wachau

Olá,

Hoje continuamos com as nossas férias na Áustria, mas saindo de Viena. Hoje vamos mostrar Melk e Vale Wachau.



Melk - O que ver

Melk é um cidade situada na Baixa Áustria, a cerca de 90km de Viena, na beira do Rio Danúbio. É famosa pela sua imponente abadia beneditina de 1089.

Abadia de Melk e Rio Danúbio

Aqui vimos paisagens maravilhosas. A cidade é pequena, com ruas apertadas no centro. Ponto negativo, o estacionamento aqui é pago em todo o lado. 

  • Abadia de Melk
Abadia de Melk



A abadia, de estilo barroco, é o ex libris de Melk e serve de entrada ao Vale Wachau. Situado numa colina sobre o Rio Danúbio, a Abadia é vista de praticamente toda a cidade. Era, anteriormente, um antigo palácio dos Badenbergs, tendo a abadia sido fundada em 1089.

Edifício da Abadia

Durante toda a sua existência, sofreu vários percalços: vários incêndios, incluindo na famosa biblioteca. Por milagre, não sofreu muito durante as duas grandes guerras, tenho sido protegida pelos seus monges.

Exterior da Igreja da Abadia

Á entrada da Abadia, a visita começa no Museu onde é possível admirar relíquias, quadros e outros objectos. Mas antes, faz-se uma subida por umas escadas imperiais indo dar a um corredor com os quadros dos soberanos austríacos, incluindo os Habsburgos ao último imperador da Áustria. 

Largo da Abadia

Após o Museu, segue-se para a Biblioteca, onde se encontram mais de 100 mil volumes e livros antigos. É realmente maravilhosa.

Biblioteca da Abadia

A Biblioteca deixou-nos de "queixos caídos". Repleta de livros antiquíssimos, um tecto com pinturas absolutamente fantásticas. 
Da Biblioteca, seguimos para a Igreja.

Interior da Igreja da Abadia

A igreja, ou Stifskirche, tem como padroeiros os apóstolos S. Pedra e S. Paulo. Vale a pena parar por uns minutos e contemplar a beleza da igreja, de estilo barroco. 
Saindo da Igreja, vai dar-se a uma escada em caracol com um beleza estonteante.

Escada em caracol

A entrada na Abadia custa 12,5€ e inclui também os jardins privados. Pode ir de automóvel até à abadia, onde existe um parque de estacionamento pago ou pode fazer a subida a pé, que apesar da valente subida, faz-se bem pois as escadas foram feitas para subir de forma confortável.

Uma das principais salas da Abadia

  • Os Jardins da Abadia


Pavilhão do jardim Barroco

Este jardim é lindíssimo, e o interior do pavilhão é fantástico.

Interior do Pavilhão

No interior do pavilhão é possível observar exposições temporárias.

Interior do Pavilhão

No pavilhão, vale a pena observar as paredes pintadas, que são magnificas.
Para entrar neste jardim, vai necessitar do bilhete para a Abadia.

Jardim Barroco

Aconselho o passeio por este jardim para desfrutar do sossego e vistas fantásticas sobre o Danúbio.

Vista sobre o Rio Danúbio

No entanto, há mais jardins para ver.

Escadaria nos jardins da Abadia

Esta zona, onde fica a escadaria, é livre e pode encontrar restaurante e café para relaxar um pouco.

Vista para o jardim, do topo das escadas

  • Centro da cidade


Aconselho a visita pela cidade, para desfrutar das vistas e sua beleza.

Praça em Melk, com vista para a Abadia

Adorei as casas decoradas com flores, todas no mesmo estilo.. aquele estilo austríaco que costumamos ver na tv e nos filmes.

Largo no centro, onde se encontram os cafés

Esta é a zona de cafés e restaurantes. As refeições aqui são acessíveis. 

  • Stadtpfarrkirche Maria Himmelfahrt


Vista sobre a cidade - Igreja Maria Himmelfahrt

É  a Igreja Paroquial e é de uma simplicidade e beleza maravilhosas....

Interior da Igreja

Vale muito a pena visitar Melk! As paisagens, os edifícios, são lindooos!

Vista sobre a cidade de Melk


Vale Wachau - O que ver


  • Emmersdorf an der Donau

Emmersdorf an der Donau

É uma pequena cidade no distrito de Melk. Do jardim da Abadia é possível ter uma fantástica vista sobre a cidade.  Situa-se do  outro lado do Rio Danúbio e é uma cidade muito simpática para se visitar.



  • Castelo Medieval


Castelo Medieval perto de Melk

Pode aproveitar para fazer um passeio no Danúbio, saindo de Melk. Assim, pode desfrutar das paisagens maravilhosas, e ainda um castelo Medieval.




  • Castelo de Schönbühel


Castelo de Schönbühel

Ainda perto de Melk, pode-se encontrar o Castelo de Schönbühel. Este castelo fica junto ao Rio Danúbio. Quando lá fomos, a zona estava em obras, pelo que não nos foi possível apreciar a paisagem e o castelo. No entanto, o castelo não se pode visitar, pois é de privados.



  • Castelo de Aggstein, Burgruine

Castelo de Aggstein

O Castelo de Aggstein situa-se em Burgruine Aggstein, num penhasco alto a 300 metros acima do Rio Danúbio. Tem uma vista fantástica sobre o rio e os vales em redor.


Vista do Castelo

O castelo está em bom estado de conservação, apenas com alguns restauros para o tornar visitável. A informação mais antigas deste castelo datam ao ano de 1181. Terá sido construído pela poderosa família Kuenrings, possuidora de vários domínios do Vale Wachau. Foi mencionado oficialmente em documentos em 1256.


O Castelo

O último membro da família Kuenring a possuir o castelo, foi Leopold II, de 1348 a 1355. Depois da sua morte, o castelo acabou por deixar de ser usado. Em 1469, Jörg Scheck vom Wald foi derrotado pelo futuro imperador Albrecht II. Nesta altura, o castelo estava em ruínas, mas o futuro imperador reconstruíu-o. A maioria das partes ainda estão preservadas, tal como a Frauenturm ("Torre das Mulheres") de três andares e a capela de estilo gótico. Foi também neste restauro que foi criado o conhecido "Rosergärtlein". Foi tembém nesta altura que vários navios foram assaltados no Danúbio, ganhando assim o nome de Floresta do Terror, devido à crueldade que ali acontecia.


Capela do Castelo

Em 1529, o castelo foi incendiado pelos Otomanos durante o primeiro cerco de Viena pelos turcos. Foi posteriormente reconstruído e equipado com fendas para flechas para a sua defesa.


Interior do Castelo

 Em 1606, Anna von Polheim-Parz tornou-se a primeira mulher a ser proprietária do castelo e realizou várias reformas no estilo renascentista. No entanto, morreu sem ter filhos e os seus herdeiros não estavam interessados em pagar os custos da preservação do castelo.


Interior das muralhas do Castelo

Em 1819, o Castelo de Aggstein passou a ser propriedade do conde Franz von Beroldingen. Foi ele que tomou as primeiras medidas de protecção para o preservar da ruína. Em 1930, o conde Oswald von Seilern e Aspang comprou o Castelo e iniciou as primeiras obras de preservação.



Interior do Castelo.

O acesso ao castelo não é mau, a estrada é boa, mas apertada, portanto convém ter cuidado. Subir a pé ao castelo é demasiado, é muita distância a subir a pique, pelo que de todo não aconselho. No topo, junto ao castelo, tem lugares de estacionamento. O preço para entrada no castelo é de 6€ por pessoa.


No regresso a Viena, antes de entrarmos na autoestrada, viemos numa estrada (que deduzo ser nacional) junto ao Rio Danúbio. Deixo-vos uma foto para terminar o post.


Estrada de regresso a Viena


By Lum
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