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domingo, 18 de outubro de 2020

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Lucrécia Bórgia - A Princesa do Vaticano, de C. W. Gortner

 


"A infâmia é um veneno que nos corre no sangue…
É o preço a pagar por sermos Bórgias.

C. W. Gortner revela-nos a história fascinante de uma das mais poderosas famílias do Renascimento, que dominou a política e a sociedade da época. Movidos por uma sede desenfreada de poder, os Bórgias cometeram os pecados mais cruéis, tornando-se sinónimo de intriga, perfídia e delito.

Com a controversa eleição de Rodrigo Bórgia como papa Alexandre VI, os Bórgias alcançam uma posição privilegiada na corte papal, dando início a uma nova era na cidade eterna. Mas Roma acaba por revelar-se tão encantadora quanto perigosa.

Perante a ameaça de uma invasão francesa, Rodrigo, pai da jovem e inocente Lucrécia, é obrigado a casá-la com um adversário poderoso, tornando-a um mero peão num perigoso jogo de poder. Contudo, quando as acusações escandalosas de assassinato e incesto de que Lucrécia é alvo ameaçam aqueles que ama, somente a sua astúcia e inteligência a poderão salvar.

Conseguirá a jovem princesa fugir ao destino fatal que lhe foi imposto à nascença pelo seu sangue Bórgia?"


É o 3º livro que leio deste autor e mais uma vez, não desiludiu. 

Lucrécia é considerada uma mulher infame, pertencente à família Bórgia, mais especificamente, filha do papa Alexandre VI. É acusada de múltiplas coisas, incluindo incesto. Este livro abre-nos os olhos para uma realidade completamente diferente. Claro que acredito que haja momentos de ficção no livro, mas acredito que ela tenha sido um peão nos jogos de poder do pai e irmãos.  E é o que este livro demonstra.

Teve um primeiro casamento mau, nunca consumado, foi violada e engravidou, sendo obrigada a dar à luz escondida num convento... não foi um início de vida muito agradável. Conheceu alguma felicidade ao lado do 2º marido, Afonso de Aragão, de quem teve um filho, mas mais uma vez teve um final infeliz quando o seu marido foi assassinado. 

Um livro com um enredo fantástico, que recomendo vivamente!


Os Bórgia e as séries

- Os Bórgia

Jeremy Irons como Papa Alexandre VI, Holliday Grainger como Lucrécia Bórgia e François Arnaud como César Bórgia

Esta é talvez a série mais conhecida dos Bórgia, contando com actores de renome no elenco. No entanto, confesso que vi alguns episódios da 1ª temporada e depois perdi um pouco de interesse no enredo e deixei de ver. Mas nos episódios que vi, há muitas diferenças quando comparado com o livro. De qualquer maneira, agora que li o livro, vou dar uma chance e vou voltar a ver a série.


- Bórgia - Faith and Fear

Stanley Weber como Juan Bórgia, John Doman como Papa Alexandre VI, Mark Ryder como César Bórgia e Isolda Dychauk como Lucrécia Bórgia

Confesso que ouvi falar desta série à pouco tempo, apesar de ter saído no mesmo ano da outra. Creio que não deve ter tido tanto sucesso. Nunca vi, já ouvi dizer que era mais fiel à realidade, mas terei que ver para tirar as minhas conclusões. Irei ver e depois irei fazer um post sobre as duas séries.

Entretanto, recomendo a ver as duas!


By Lum








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quarta-feira, 16 de setembro de 2020

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A Outra Rainha, de Philippa Gregory

 


"Um romance dramático de paixão, política e traição, da autora de "Duas Irmãs, Um Rei".Com a sua característica combinação de magnífica narrativa com um contexto histórico autêntico, Philippa Gregory dá vida a esta época de grandes mudanças, numa fascinante história de traição, lealdade, política e paixão. Maria Stuart, Rainha dos Escoceses, está em prisão domiciliária em casa de Bess de Hardwick, recém-casada com o Conde de Shrewsbury, mas continua a lutar para recuperar o seu reino."

Este livro de Philippa Gregory, mostra-nos o outro lado da história de Mary Stuart.
Normalmente, no que toca a filmes ou series, Mary Stuart ou é uma vitima ou é uma conspiradora. Neste livro é ambos, acho que a autora conseguiu captar essa essência, embora, claro, com alguns elementos ficcionais. 
O livro foca-se no cativeiro da rainha dos escoceses, ficando sob a guarda do Conde de Shrewsbury e da sua mulher, Bess. É em cativeiro que Mary Stuart conspira para ser libertada e regressar ao seu trono na Escócia, mas os seus planos não correm bem. A rainha Elizabeth, sua prima, apesar das conspirações e pressões de que ela conspira pelo trono de Inglaterra, tenta sempre evitar a sua execução, mas mantém-na sempre em cativeiro. Durante este tempo de cativeiro, é prometido a Mary que irá regressar ao trono na Escócia, o que tarda, sendo obrigada a conspirar novamente para conseguir a sua libertação. Já sabemos como a história acaba, mas durante o tempo de cativeiro de Mary, o casamento do Conde de Shrewsbury e Bess termina, devido à devoção do conde pela Mary Stuart.
Adorei o livro, recomendo vivamente!

Mary Stuart em Filmes e Séries

- Reign
Rachel Skarsten como rainha Elizabeth, Adelaide Kane como Mary Stuart e Megan Follows como rainha Catarina de Medicis

Esta série é das mais conhecidas sobre a vida de Mary Stuart. O elenco é bom, devo dizer que Megan Follows faz uma representação fantástica como Catarina de Medicis. Eu gostei da série, apesar de toda a ficção, especialmente na 1ª e 2ª temporadas. Sei que os fãs de série adoraram aquele romance entre Mary e Francis, rei de França. Mas segundo a história, apesar de devoção entre os dois, o romance nunca se deu assim. Não gostei do facto de terem arranjado um amante para Mary, achei completamente fora do contexto. E devo dizer, o casamento deles mal durou 1 ano e a série conseguiu prolongar até à 3ª temporada. Não me levem a mal, mas já cansava, era encher chouriços com ficção.  Mas pior que isso, deixou temporada e meia para contar o resto da vida dela, que na minha opinião foi pouco. O seu cativeiro mal foi mostrado na série. Podiam muito bem ter cortado no primeiro casamento e contar a historia dela como devia de ser. Não me levem a mal, eu adorei a serie, mas já estava cansada de não ver a história desenvolver.


- Maria, Rainha dos Escoceses
Margot Robbie como rainha Elizabeth e Saoirse Ronan como Maria Stuart

Este filme centra-se no regresso de Mary Stuart à Escócia para assumir o seu trono. Acho que este filme está um pouco mais fiel à realidade que a série (embora também tenha muita ficção). Adorei o facto de se lembrarem que Mary cresceu na França e, portanto, falava melhor francês que inglês. O filme também tem muito em comum com o livro da Philippa Gregory. Recomendo o filme!

Estes são o filme e serie mais recentes sobre May Stuart, no entanto, ela aparece em filmes como Elizabeth - The Golden Age e Mary, Queen of Scots (filme de 2013)


Outros livros da serie The Plantagenet and Tudor Novels que já li:
- A Senhora dos Rios - Aqui
- A Rainha Vermelha - Aqui;
- A Rainha Branca - Aqui;
- A Filha do Conspirador - Aqui;
- A Princesa Branca - Aqui;
- Catarina de Aragão, a Princesa Determinada - Aqui;
- A Maldição do Rei - Aqui;
- Três Irmãs, Três Rainhas - Aqui
- Duas Irmãs, Um Rei - Aqui;
- A Herança Bolena - Aqui;
- A Rainha Subjugada - Aqui;
- A Espia da Rainha - Aqui;
- O Último Tudor - Aqui;
- O Amante da Rainha - Aqui

- A série The White Queen - Aqui;
- A série The White Princess - Aqui;
-A série The Spanish Princess - Aqui.


By Lum

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quinta-feira, 7 de maio de 2020

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The Spanish Princess - Série 2019

Olá,

Hoje venho falar-vos da série The Spanish Princess, que já tinha falado neste post.
Esta série é baseada nos livros Catarina de Aragão, a Princesa Determinada e A Maldição do Rei, de Philippa Gregory e sucede às séries The White Queen e The White Princess.



Esta série conta a história de Catarina de Aragão, infante de Espanha, e em segundo plano a história de Margaret Pole (ou Plantageneta). Quem gosta de séries históricas, esta é uma que não pode deixar de ver. No entanto, prepare-se para ver a série não ser fiel aos acontecimentos e nem mesmo ao livro (já li os dois e tem grandes diferenças relativamente aos dois). 

Charlotte Hope como Catarina de Aragão e Angus Imrie como Príncipe Arthur

Nestes 8 episódios, vemos Catarina a sair de Espanha em direcção a Inglaterra para casar com o herdeiro do trono, o príncipe Artur. O início é conturbado, mas logo se entendem e são felizes, até que Artur contrai a famosa Doença de Suor e acaba por morrer, deixando Catarina viúva. 

Charlotte Hope como Catarina de Aragão e a actriz espanhola Alicia Borrachero como Rainha Isabel, a Católica

A partir daqui, começa toda a trama... Catarina passa a viver na pobreza, sempre focada em chegar ao trono de Inglaterra, casando com o príncipe Harry, irmão de Artur. Muita coisa decorre, entre elas a morte da rainha Isabel de York e também da rainha Isabel, a Católica. Também o rei Henrique VII irá querer casar com Catarina, lançando um guerra entre ele e o seu filho Harry. 

Elliot Cowan como Rei Henrique VII, Harriet Walter como Margarida Beaufort e Ruairi O'Connor como príncipe Harry, futuro rei Henrique VIII


Ao mesmo tempo, é contada a história de Margaret Pole, uma herdeira Platangeneta, descendente da antiga família real. Casada com um homem abaixo da sua linhagem, Maggie tenta passar despercebida ao máximo na corte. No entanto, após a morte da sua prima, a rainha Isabel de York, e do seu marido, começa a passar provações, ficando na pobreza e sendo obrigada a refugiar-se num convento.

Harriet Walter como Margarida Beaufort, Alan McKenna como Richard Pole e Laura Carmichael como Margaret Pole

Esta temporada termina com a morte do rei Henrique VII e subida ao trono do príncipe Harry, agora Henrique VIII. E com esta subida, Catarina sai da pobreza, Harry casa com ela e ambos sobem ao trono. 
A série irá ter uma 2ª temporada, que contará o resto da história de Catarina, neste caso, já depois de se tornar rainha de Inglaterra. Deduzo que continuará também a contar a história de Margaret Pole.



Diferenças entre a série e o livro Catarina de Aragão, a Princesa Determinada


Como já disse, a série tem bastantes diferenças relativamente ao livro Catarina de Aragão, a Princesa Determinada, embora essencialmente conte a história dela. Simplesmente falha naqueles pormenores, e nem sei bem porque o fazem.


Stephanie Levi-John como Lina de Cardonnes, Charlotte Hope como Catarina de Aragão e Nadia Parkes como Rosa de Vargas

Aqui ficam as diferenças:
- A rainha Isabel, a Católica, apesar de ter estado por várias vezes junto do campo de batalha, nunca lutou em nenhuma batalha de espada em riste, como faz crer a série. Não aconteceu no livro, nem na vida real;
- Catarina de Aragão não falava muito bem inglês quando chegou a Inglaterra, falava francês e latim (ao contrário de na série);
- Para mim, é o erro mais flagrante embora entenda o porquê: a idade do príncipe Harry! Quando Catarina chegou a Inglaterra, ele tinha apenas 10 anos. Na série parece da idade do seu irmão mais velho. Entendo que a ideia é apressar mais a história, mas pronto.. not really ok;
- Catarina tinha uma boa relação com a rainha Isabel de York, ao contrário de na série;
- Catarina foi recebida pelo Duque de Buckingham quando chegou a Inglaterra, tal como na série. Mas também o príncipe Harry a recebeu juntamente com ele;
- Catarina só conheceu Margaret Pole mais tarde, já depois de estar no castelo de Ludlow com Artur. Na série, conhece-a de imediato, ainda antes de conhecer o rei e o príncipe Artur;
- Catarina já sabia da morte do irmão de Margaret Pole e que tinha sido uma condição para seguir para Inglaterra, ao contrário da série, que não sabe nada;
- Apesar de no início se sentir mal perto de Catarina, nunca houve uma palavra de ressentimento de Margaret para ela, aliás, deram-se logo bem. Na série, ao início não se dão, mas depois lá começam uma boa amizade;
- No livro, Catarina e Artur são preparados e deitados na noite de núpcias no seu quarto, na série isso não acontece;
- Na série, Catarina e Artur parece que estão casados durante uns dias ou algumas semanas, o que nem na realidade nem no livro é assim... estiveram casados mais ou menos meio ano;
- Outro erro grande: na série Isabel de York já aparece grávida na altura do casamento de Catarina e Artur. Na verdade, Isabel engravidou depois da morte do filho Artur - até penso que é isto que faz com que o casamento pareça só ter durado uns dias ou umas semanas;
- Não entendi os lamentos das aias de Catarina no casamento de Artur. Nunca ouvi falar de tal coisa como tradição medieval espanhola;
- Outra falha que não entendi, na série não aparece a principal dama de companhia de Catarina, Maria de Salinas;
- Como é óbvio, o rei Henrique VII não estava presente no parto da sua mulher. Penso que foi só mesmo para dar aquela emoção na série;
- Joana, a irmã de Catarina visita-a em Inglaterra, mas não é nada assim. Aliás, acho que a série retratou tão mal Joana, que até dá dó. Retrata-a como uma mulher mal educada, cheia de ressentimentos, que se dá muito mal com Catarina, odeia a mãe, enfim... Na realidade, elas pouco estiveram juntas durante a visita e sempre se deram bem e Joana adorava a mãe. Era uma mulher mal tratada pelo marido e morria de ciúmes dele, mas nada como aquilo... foi das partes que mais detestei na série;
- Outro erro grave e que detestei: obviamente, Joana nunca dormiu com Harry. Harry era uma criança quando ela esteve em Inglaterra, e Joana era apaixonada e obcecada pelo marido -  erro grave e idiotice chapada.

Elliot Cowan como Rei Henrique VII e Alexandra Moen como Isabel de York

Como se vê, a série tem várias diferenças, embora não deixe de ser uma boa série. Não gostei do retrato grosseiro que fizeram de Joana, a Louca. Achei muito mau mesmo e acho que é o momento mais baixo e foleiro da série.

By Lum

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quarta-feira, 6 de março de 2019

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A Star is Born - Nasce uma Estrela




Desde que este filme saiu que só ouvia falar dele. Até o meu pai, que não costuma achar piada a este género de filmes, fartava-se de dizer para eu o ver, que era espectacular. Confesso também que tinha curiosidade em ver como é que a Lady Gaga se tinha saído como actriz. Portanto, fui vê-lo...

E o que achei...?
Eu gostei bastante de filme, apesar de ser um daqueles filmes de romance muito clichés: a empregada que sabe cantar e na qual o cantor famoso se apaixona por ela depois de a ouvir. Isto resume uma parte do filme.
No entanto, no decorrer do filme, a história fica mais interessante e teve um final que não estava à espera.

Acho que a Lady Gaga teve uma estreia em grande como actriz. Tem realmente talento! Apesar da música dela não fazer muito o meu género, tenho que dizer: a mulher é talentosa, excelente actriz e óptima cantora! Ela tem um vozeirão! Outro aparte, nada a ver, ela sem a maquilhagem e excentricidade que habitualmente tem, é uma mulher bonita. Mas entendo a excentricidade, é a imagem de marca dela. Os meus aplausos também para o Bradley Cooper, que mostrou que sabe cantar. Surpreendeu-me muito pela positiva!

Uma das coisas que gosto neste filme (por incrível que pareça) é a banda sonora. Não tanto as musicas que ela canta quando no filme grava um álbum a solo, mas as restantes... acho-as bonitas, ficam no ouvido e tem conteúdo. Um aplauso para a última música, que é muito bonita.

Resumindo e concluindo: é o típico filme cliché, mas que vale muito a pena ver!
Deixo-vos com duas das minhas músicas preferidas do filme:









By Lum
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sábado, 23 de fevereiro de 2019

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O Dia do Regicídio - Mini-serie 2008

Olá,

Hoje venho-vos falar de mais uma série portuguesa: O Dia do Regicídio.


Esta mini-série baseia-se em factos históricos passados entre 1906 e 1908 e entre Lisboa e Vila Viçosa, terminando no assassinato do Rei D. Carlos I e o principe herdeiro D. Luís Filipe. Contém apenas 6 episódios.


Ao longo da série são apresentados todos os republicanos que contribuíram para o regicídio e de como tudo se processou. Entre eles, temos Aquilino Ribeiro (Pedro Carmo), Manuel Buiça (Ricardo Aibéo) e Alfredo Costa (Manuel Wiborg), membros da Carbonária. Na serie, é mais centrada em Manuel Buíça, o actor dos disparos que mataram o rei e o príncipe herdeiro, mostrando o seu dia-a-dia como professor de música e com a sua família, esposa e filha. Mais tarde enviúva, uma vez que a mulher morre a dar à luz o segundo filho do casal.


Ao mesmo tempo, vemos a família real: um D. Carlos (Pedro Wallenstein)  mulherengo, "mandão", um D. Luís Filipe (Afonso Pimentel) focado, que, com todos os ataques ás famílias reais europeias, decide andar armado; uma rainha D. Amélia (Suzana Borges) sofredora e caridosa, um D. Manuel (Tiago Mateus) mais recatado e nada preparado para ser rei e, por fim, um duque do Porto, D. Afonso (irmão do rei) (Jorge Silva) muito atento e protector dos seus sobrinhos. 


Entendo que o rei não teve os seus melhores momentos em algumas decisões que tomou, inclusive a sua esposa que foi contra a algumas, e que as pessoas, com a pobreza, estavam a revoltar-se pela republica com a esperança de passar a viver melhor.. (o que me parece que não aconteceu!). E também sei que na altura, as revoluções se faziam à base de atentados e sangue, mas foi um dia demasiado sangrento para Portugal. D. Amélia deve ter vivido horrores, ao ver morrer o seu filho e marido mesmo ao seu lado. Ninguém merece... puufff.

Algo muito positivo nesta mini série é a caracterização dos actores. Naquela altura já haviam as fotos as cores e a verdade é que conseguiram caracterizar os actores de forma a ficarem idênticos aos "originais". D. Carlos está super parecido, assim como Manuel Buiça, D. Amélia e os infantes. Nota muito positiva mesmo.

Uma mini séria obrigatória para os amantes da história de Portugal!

By Lum


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quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

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The White Princess - Serie (2017)

Olá,

Venho-vos falar de mais uma serie que gostei muito.
The White Princess centra-se no conturbado do início de reinado de Henry Tudor e no seu casamento com Elizabeth of York.


Esta serie é baseada na obra de Philippa Gregory, e é a continuação da serie The White Queen. Não li os livros, mas pretendo ler para que possa comparar com a serie.

O casamento entre Henry e Elizabeth é celebrado contra a vontade de ambos, que inicialmente se odeiam. No entanto, quando nasce Arthur, o primeiro filho de ambos, começam a desenvolver uma relação que os torna fortes como casal. Ambos encontram-se rodeados por uma corte muito ambiciosa, em que as mães de ambos tentam influenciar por forma a conseguir mais poder.


Nesta serie, podemos ainda ver a corte de Borgonha e a corte espanhola.

Na minha opinião, acho que as mães são mesmo implacáveis. Na serie The White Queen, já se via que a mãe de Henry Tudor, Margaret, era muito ambiciosa, portanto não fiquei admirada de nesta serie continuar igual. No entanto, a mãe de Lizzie, Elizabeth Woodville, achei-a demasiado mazinha com a filha que obrigou a casar e, depois de ter um filho, a quer obrigar a abdicar de tudo, para colocar o pseudo-irmão (sim, porque nem sequer se sabe se é o irmão dela ou um impostor) no trono. Não me parece que ela tenha sido assim, e pelo que já li, ela nunca soube da existência desse rapaz, porque morreu antes de ele aparecer. Na serie, ele aparece enquanto ela ainda é viva.


Mesmo assim, adorei a serie! Acho que está bem conseguida!
Entretanto, já estão a gravar a continuação desta serie, será a The Spanish Queen e contará a história de Catarina de Aragão.

By Lum


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quinta-feira, 15 de novembro de 2018

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Pedro e Inês (Serie - 2005)

Olá,

Neste meu tempo de "reclusão", aproveitei para por series e leituras em dia.  Uma das series que à muito queria ver era "Pedro e Inês", uma serie portuguesa realizada em 2005.


Esta serie conta a história de amor entre D. Pedro e D. Inês de Castro desde de que se conheceram até à vingança que D. Pedro leva a cabo contra os assassinos de Inês.

Já li dois livros sobre este Romance, "Constança" e "Inês", portanto serviu também para comparar histórias eheheh

Neste serie, temos nos principais papéis Pedro Laginha como D. Pedro, Ana Moreira como D. Inês de Castro, Nicolau Breyner como D. Afonso IV, Ana Bustorff como D. Beatriz de Castela e Leonor Seixas como D. Constança Manuel.

A serie é bastante romanceada, como não poderia deixar de ser... e apesar de um ou outro errozito, manteve-se bastante fiel à história original.
É possível ver a série completa no youtube.



Comparando com os livros que li:
Achei a serie mais semelhante ao livro "Inês" de Maria João Fialho Gouveia. No livro "Constança" de Isabel Machado temos uma D. Constança a sofrer com o amor entre D. Pedro e Inês, enquanto em "Inês" temos uma D. Constança mais serena.
Tal como no livro, na serie, D. Constança sabe do amor que une D. Pedro e Inês, e apesar de não ser feliz, aceita-o, pois sabe que o seu casamento foi imposto. D. Inês é exilada pelo rei D. Afonso IV para Albuquerque, voltando apenas a pedido de Constança para a assistir no parto. Após a morte de D. Constança, Inês é exilada o Convento de Santa Clara em Coimbra. No entanto, no livro, ela passa por mais locais fugida com D. Pedro, onde nascem filhos, mas a serie não aborda esse tempo, centrando-se em Santa Clara. 

Em nenhum dos livros foi mencionado D. Teresa Lourenço, mãe de D. João, Mestre de Avis e futuro D. João I de Portugal, no entanto, na serie, ela aparece como aia de Inês de Castro.



Alguns erros:
- As vestes das clarissas do Convento de Santa Clara em Coimbra eram diferentes do apresentado na serie;
- D. Pedro e D. Inês tiveram 4 filhos, uma deles morto à nascença: 3 meninos e uma menina. Na serie só tiveram 3 filhos, um deles nascido morto;
- Os irmãos de Inês entraram na guerra com D. Pedro contra o seu pai, o rei D. Afonso IV, após a morte de Inês. Na serie os irmãos dela não entram;
- Na execução dos assassinos de Inês, os corações de ambos foram retirados, a um deles pelo peito e ao outro pelas costas. Na serie foi o próprio D. Pedro que lhes arrancou o coração, mas pelo peito.

Em geral, a serie está bastante coerente com a história e está muito bem conseguida. Uma serie para quem gosta de romance e histórias de amor.

By Lum
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domingo, 12 de março de 2017

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The White Queen - Serie (2013)

Isabel Woodville, Ana Neville e Margaret Beaufort

"Na Inglaterra de 1464, antes da Dinastia Tudor assumir o poder, a luta pelo trono era travada entre dois lados da mesma família: os York e os Lancaster. Dos York, o jovem e belo Eduardo IV é coroado rei, com a ajuda do manipulador Lorde Warwick (James Frain). Mas quando ele se apaixona por Elizabeth Woodville (Rebecca Ferguson), do clã Lancaster, todo o plano de Warwick pode ir por água abaixo. Uma história de amor, sedução, assassinato e traição de uma das eras mais turbulentas da Inglaterra, contada pela visão de três mulheres tão belas quanto fortes: Elizabeth Woodville, Margaret Beaufort (Amanda Hale) e Anne Neville (Faye Marsay). "


Já vi esta serie à algum tempo, e gostei muito! Baseada nos livros A Rainha Branca, A Filha do Conspirador e A Rainha Vermelha, da autora Phillippa Gregory, e centra-se no período da Guerra das Rosas, onde a família York e Lancaster lutam pelo trono de Inglaterra. 

Os livros que inspiraram a série: A Rainha Branca (sobre Isabel Woodville), A Rainha Vermelha (Sobre Margaret Beaufort) e A Filha do Conspirador (sobre Ana Neville)

O rei Edward IV, da família York,  é coroado com a ajuda do seu primo Lord Warwick. No entanto, o rei apaixona-se por Elizabeth Woodville, da família Lancaster: uma víuva, mãe de dois filhos, acabando por casar com ela e torna-la rainha de Inglaterra. É aqui que começa uma nova guerra pelo trono, uma vez que Lorde Warwick não aceita este casamento, conspirando contra o rei. 

O rei Eduardo IV e Isabel Woodville, na série The White Queen

Em segundo plano, começamos também por conhecer a história de Margaret Beaufort  e Ana Neville. Margaret Beaufort casou um um Tudor, de quem teve um filho chamado Henrique. Não pôde criar o filho, uma vez que este foi entregue ao seu tio. Margaret profetiza que o seu filho, Henrique Tudor será rei. Ana Neville, filha do Conde Warwick, obrigada a casar por capricho do pai, com o filho da rainha má, da linhagem dos Lancaster. Fica viúva e sem pai, enquanto a mãe se coloca em refúgio sagrado, fica sob alçada da irmã e do cunhado, o Duque de Clarence. Torna-se depois Rainha de Inglaterra.
A serie é constituída por apenas uma temporada e conta pormenorizadamente esta época, desde o encontro de Eduardo com Isabel Woodville, até ao final da Guerra das Rosas e início da dinastia Tudor.

Uma história cheia de enredo, amor, e traição. Aconselho vivamente!!

By Lum
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domingo, 25 de setembro de 2011

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Awkward


Normalmente não costumo ser fã de series sobre adolescentes, nem das series da MTV, mas realmente esta é muito engraçada. Apesar de já ter passado a minha adolescência á uns anitos, não posso deixar de lhe achar piada..  As séries da MTV são, normalmente.. muito estúpidas e muitas delas nem piada tem, mas esta realmente foge á regra!


Sinopse:
A série começa após Jenny ter sofrido um acidente. Esta tem que lidar com os danos físicos que sofreu, bem como com os dramas habituais que uma adolescente tem de enfrentar.
A relação secreta com um rapaz popular, uma rapariga que está sempre a infernizar-lhe a vida e os pais que simplesmente não a percebem, vão, eventualmente, servir de catalisadores para uma mudança drástica na sua vida.
Pelo caminho Jenny irá certamente dar alguns tropeções e terá de enfrentar vários contratempos. Tudo isto é Awkward!!

Aqui fica o trailler:


A não perder, todos os domingos, às 21h25, na MTV Portugal.

By Lum
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