domingo, 6 de maio de 2018

Aldeia Histórica de Marialva

Hello,

Na nossa tour pelas Aldeias Históricas de Portugal, paramos em Marialva.
Marialva fica a 7km da cidade de Mêda, no distrito da Guarda, situando-se na margem esquerda da ribeira de Marialva. É constituída por 3 zonas: a cidadela ou Vila no interior do Castelo que agora se encontra despovoada, o Arrabalde que fica fora da zona amuralhada, e a Devesa situada a sul da cidadela, estendendo-se até à ribeira.

Aldeia Histórica de Marialva - Arrabalde

Os origens de Marialva remontam ao tempo da antiga cidade de Aravor, fundada pelos Túrdulos no século VI a.C. Com a chegada dos romanos, o nome foi alterado para Civitas Aravorum. Os árabes também ocuparam esta zona, a que deram o nome de Malva. Esta foi novamente reconquistada por D. Fernando Magno de Leão em 1063, chamando-lhe de Marialva, nome que permanece até aos dias de hoje.

Marialva - Entrada na Cidadela (Castelo)

A aldeia ficou despovoada após a reconquista e D. Afonso Henriques mandou-a repovoar e concedeu-lhe o primeiro floral em 1179.  O seu filho, D. Sancho I, voltou a reconquista-la em 1200, e é nesta altura que o povoado passou para fora das muralhas, formando-se o Arrabalde. Esta zona apresenta uma malha urbana predominantemente medieval, com igrejas, capelas e casas quinhentistas e senhoriais.

Castelo de Marialva - dentro das muralhas

Esta estrutura medieval, situa-se na linha de fronteira anterior ao Tratado de Alcanices (1297) e manteve-se praticamente intacta. O castelo fica no alto de um penhasco, com as muralhas em configuração oval a circundar a vila. É o monumento mais importante de Marialva.

Castelo principal, dentro das muralhas

D. Dinis, criou a Feira em 1286 e D. Manuel concedeu-lhe novo Foral em 1512, na qual procedeu a obras no castelo, tornando Marialva numa das mais imponentes e fortes praças de guerra do reino.

Castelo de Marialva - dentro das muralhas

Devido à sua localização fronteiriça e à feira, realizada a 15 de cada mês e que concedia diversos privilégios aos moradores e feirantes, iniciou-se, no século XII a fixação dos judeus, tendo o número aumentado durante o reinado de D. Manuel, formando-se uma judiaria. 

Cidadela - interior das muralhas

D. Afonso V deu o título de Conde de Marialva a D. Vasco Coutinho em 1440, que se tinha destacado nas campanhas militares no norte de África. Mais tarde, D. Afonso VI, em 1675, passou a marquezado, sendo o primeiro Marquês de Marialva D. António Luís de Menezes, terceiro Conde de Cantanhede, pelo seu importante papel na Revolução de 1640.

Castelo, Igreja e Capela na Cidadela - interior das muralhas

Em 1885 o concelho de Marialva foi suprimido e passou a integrar o de Vila Nova de Foz Côa. Em 1872, Marialva passou a pertencer ao concelho de Mêda, onde se mantém até aos dias de hoje.

Câmara Municipal e Pelourinho na Cidadela - interior das muralhas

Cidadela - Interior das muralhas

Como Chegar:
Do Porto - A1 até Albergaria, apanhar a A25 até Celorico da Beira. Seguidamente o IP2 até Marialva;

De Lisboa - A1 até à ligação com a A23. Entre na A23 e siga na direção da Guarda. Uma vez chegado à Guarda entre na A25 e siga até Celorico da Beira. Seguidamente, apanhe o IP2 até Marialva.

Vale muito a pena a visita, é uma aldeia realmente mágica!

By Lum
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terça-feira, 1 de maio de 2018

D. Maria II - Tudo por um Reino, de Isabel Stilwell


"Com apenas 7 anos, Maria da Glória torna-se rainha de Portugal. Um país do outro lado do oceano que nunca havia pisado. A sua infância foi vivida no Brasil, entre o calor e os papagaios coloridos que admirava na companhia dos seus irmãos e da sua adorada mãe, D. Leopoldina. A ensombrar esta felicidade apenas Domitília, a amante do seu pai, imperador do Brasil e D. Pedro IV de Portugal. Em 1828 parte rumo a Viena para ser educada na corte dos avós. Para trás deixa a mãe sepultada, os seus adorados irmãos e a marquesa de Aguiar, sua amiga e protetora. Traída pelo seu tio D. Miguel, que se declara rei de Portugal, e a quem estava prometida em casamento, D. Maria acaba por desembarcar em Londres onde conhece Vitória, a herdeira da coroa de Inglaterra a quem ficará para sempre ligada por uma estreita relação de amizade. Aos 15 anos, finda a guerra civil, D. Maria pisa pela primeira vez o solo do seu país. Seria uma boa rainha para aquela gente que a acolhia em festa e uma mulher feliz, mais feliz do que a sua querida mãe. Fracassada a sua união com o tio, agora exilado, casa-se com Augusto de Beauharnais que um ano depois morre de difteria. Maria era teimosa, não desistia assim tão facilmente da sua felicidade e encontra-a junto de D. Fernando de Saxo-Coburgo-Gotha, pai dos seus onze filhos, quatro deles mortos à nascença."

Isabel Stiwell não desilude! Mais um livro de grande qualidade, tal como nos tem habituado!
Maria da Glória nasceu no Brasil e presenciou coisas que nenhuma criança deveria presenciar. O seu pai tinha várias amantes, entre elas Domitília, que ensombra a família. Após a morte da mãe, D. Maria segue para a Europa para reclamar o trono de Portugal, na qual se tornou rainha aos 7 anos, no entanto, haveria de voltar ao Brasil sem ter entrado no nosso país. Durante a estadia na Europa, fez uma grande amizade com Vitória de Inglaterra. Pisaria pela primeira vez o nosso país com 15 anos. Casou com Augusto de Beauharnais, mas este morreu um ano depois. Volta a casar-se, desta vez com D. Fernando de Saxo-Coburgo-Gotha, homem que amou até morrer. Reinou numa altura em que o país esta endividado devido à guerra, divido e sempre à beira da guerra civil. Não tomou as melhores decisões enquanto rainha, nomeadamente com o seu ministro, e foi muitas vezes mal aconselhada. No entanto, acho que ela foi uma mulher de uma grande coragem e força. Morreu muito nova, aos 34 anos, no seu 11º parto, ou no cumprimento do seu dever como rainha, como costumava dizer. 
No livro, encontram-se trechos do diário e de algumas cartas da D. Leonor da Câmara, mestra de D. Maria II, e de Vitória de Inglaterra, que são fascinantes.

Vale muito a pena a leitura!

By Lum
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sexta-feira, 27 de abril de 2018

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Receita - Arroz de Frango na Panela

Olá,

Hoje trago-vos uma sugestão para o jantar. Saboroso, saudável e fácil de confeccionar: Arroz de Frango na Panela.



Vi esta receita na Revista Continente Magazine de Janeiro de 2018, e decidi fazê-la, mas alterei alguns ingredientes.


Ingredientes (4 pessoas):
3 Peitos de Frango
1 Colher de Chá de Mostarda Dijon
1 limão
Azeite q.b.
2 Cebolas médias
1 Dente de Alho
1 Colher de Sopa de Molho de Soja
1½ Chávenas de Arroz Selvagem
3 Chávenas de Água
1 Cabeça de Brócolos
Flor-de-Sal q.b.

Preparação:
1. Temperar o frango com a mostarda e o sumo de limão. Reservar;
2. Numa panela grande, refogar as cebolas picadas e o dente de alho picado finamente com um fio de azeite. Quando começarem a amolecer, adicionar o frango cortado em cubos pequenos. Regar com o molho de soja e cozinhar em lume alto durante 5 minutos, mexendo sempre;
3. Juntar o arroz à panela, e deixar fritar por cerca de 2 minutos. Juntar, de seguida, a água e os brócolos separados em floretes mais pequenos;
4. Rectificar os temperos adicionando uma pitada de flor-de-sal. Baixar o lume e deixar cozinhar até o arroz estar bem cozido.

E voilà, pronto a servir! :)

By Lum



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sábado, 14 de abril de 2018

Castelo de Longroiva

Olá,

Durante a nossa "tour" em Dezembro por algumas aldeias históricas de Portugal, ficamos a dormir em Longroiva.
A freguesia de Longroiva, pertence ao concelho de Mêda, distrito da Guarda. É uma povoação muito pequena, mas muito agradável e sossegada.

Um olhar sobre a povoação de Longroiva

Longroiva tem um pequeno castelo no seu ponto mais alto. Esta povoação foi conquistada na Época da reconquista cristã, estando relacionada com os domínios dados ao Mosteiro de Guimarães. Integrou o Condado Portucalense, recebeu a carta foral em 1126, por D. Egas Gosendes de Baião. 

Castelo de Longroiva

Longroiva foi doada, posteriormente, à Ordem dos Templários em 1145 por Fernão Mendes de Bragança, esposo da Infanta Sancha Henriques, irmã de D. Afonso Henriques. É sob a orientação do Mestre Gualdim Pais que o castelo assume o actual aspecto. 
Durante o reinado de D. Dinis, foi concedido foral à vila e, em 1304, iniciaram alguns reparos no castelo e, devido à extinção da Ordem, a povoação e o castelo foram doados à Ordem de Cristo. 
Através do reinado de D. Manuel, foi possível conhecer alguns detalhes do castelo, nomeadamente, a sua praça de armas foi tomada inteiramente pelo Paço do comendador da Ordem de Cristo; e a Torre de menagem, no centro da mesma praça, tinha uma janela do estilo manuelino que chegou à actualidade. 

Vista exterior da entrada do Castelo

Este Castelo perdeu importância para o Castelo de Trancoso a partir de 1517.

No século XIX, o castelo foi alvo de uma forte degradação devido ao seu abandono, pelo que as suas muralhas foram utilizadas para fornecimento de pedra para construção e o seu interior, a praça, foi transformado em cemitério, que ainda persiste nos dias de hoje.

É possível entrar nessa praça onde se encontra o cemitério. Neste caso, o castelo é só mesmo o que se vê no exterior, uma vez que no seu interior mal se consegue caminhar com tantas sepulturas. 

Igreja Matriz e Capela de Nossa Senhora do Torrão

Ao lado do castelo, encontramos a Capela da Nossa Senhora do Torrão, construída sobre um tempo românico. É nesta capela que se encontra a presença mais expressiva da passagem dos templários. 

Igreja Matriz e Capela de Nossa Senhora do Torrão

A Igreja Matriz, mesmo ao lado da Capela, também de origem românica, sofreu algumas alterações ao longo do tempo, principalmente no século XVIII. Infelizmente, a Igreja e Capela estavam fechadas e não pudemos entrar. 

Para além destes monumentos, também se pode visitar a Forca, a Fonte da Concelha, o Pelourinho Manuelino e a Ponte Romana.

Como disse, ficamos a dormir em Longroiva, no Longroiva Hotel Rural e Termal Spa. 


Adorei o Hotel! Os quartos são novos e espaçosos, tem imensas salas de convívio com bilhar e matrecos, sala com brinquedos para as crianças. Tem ainda sala com TV e um restaurante. Para além dos quartos, o hotel dispõe de bungalows, opção ideal para as famílias. Uma das coisas que mais me surpreendeu foi a piscina exterior de água quente, aberta à noite e onde estava imensa gente. Não experimentei a parte Termal Spa, mas pelos comentários que ouvi, deve ser muito bom. O pequeno  almoço era muito bom e variado (tinha alternativas sem lactose!).
Aconselho vivamente este hotel! :)


Como chegar:
Para chegar a Longroiva vindo, quer pela A1, quer pela A23, deverá seguir pela A25 até ao nó Trancoso/IP2, e dirigir-se pelo IP2, continuando por esta via até encontrar o nó de Longroiva.



By Lum

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sábado, 7 de abril de 2018

A Imperatriz que veio de Portugal, de Mercedes Balsemão


"Isabel concretizava o sonho porque esperara toda a sua vida. Na alegre e imponente cidade de Sevilha, a infanta portuguesa, filha de D. Manuel I, viu pela primeira vez o seu marido. Carlos V, rei da Hispânia e imperador do Sacro Império Romano-Germânico, o soberano mais poderoso de toda a Cristandade. O amor nasceu naquele mesmo instante e durou toda a sua vida, até a morte a arrebatar, sem piedade, com apenas 36 anos depois de mais um acesso de febre, consequência de um último parto mal sucedido. Carlos V não escondeu a dor da sua perda. Não voltaria a casar, abdicando da Coroa de Castela para seu filho. Aclamada por todos como a mulher mais bela da sua época, Isabel exerceu na perfeição a sua função de rainha, mulher e mãe. Foi regente de Castela durante as prolongadas ausências do marido pela Europa, mostrando inteligência e perspicácia na resolução das questões do reino. Culta, musa de poetas e pintores desenvolveu uma intensa atividade cultural na corte. Engravidou seis vezes, tendo apenas sobrevivido três dos seus filhos. O mais velho, único varão, assumiria o trono de Castela como Filipe II, Filipe I de Portugal. Na sua primeira incursão pela escrita de romances, e depois de uma exaustiva pesquisa, Mercedes Balsemão traça-nos o retrato desta magnífica infanta portuguesa, mulher do Renascimento. Na Europa do século XVI, palco de batalhas, guerra, alianças e traições, em plena reforma religiosa, D. Isabel tornou-se numa protagonista do seu tempo."

É um livro de leitura fácil! 
O livro é relatado na primeira pessoa, em que Isabel, às portas da morte, recorda toda a sua vida desde da infância. Isabel era filha do rei D. Manuel I de Portugal e de D. Maria de Castela e Aragão, filha dos reis católicos. Ficou sem mãe cedo, e sempre teve uma personalidade envolta em melancolia mas sempre com necessidade de tomar conta dos seus irmãos mais novos. Após muitas negociações, casou com o Imperador Carlos V: logo se apaixonaram mal se viram. No livro, é possível perceber o quanto lhe custou as ausências de Carlos, enquanto este estava na guerra. Foi regente do reino de Espanha, foi mãe e morreu muito cedo. Carlos amava-a tanto, que nunca voltou a casar.
Um livro de leitura obrigatória para quem gosta de romances históricas e queira saber mais sobre a imperatriz que veio de Portugal.

By Lum

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terça-feira, 3 de abril de 2018

Noodles de Camarão e Caju - Receitas

E vamos a mais uma receitinha deliciosa :)

Encontrei na revista mensal de receitas do Continente e decidi experimentar, embora tenha alterado algumas coisas (por achar ser mais saudável).



Ingredientes (para 4 pessoas)
400 g de noodles
800 g de miolo de camarão
Flor de sal e pimenta q.b.
1 limão (sumo e raspa)
1½ c. sopa de molho de soja
1 dente de alho
azeite q.b.
1 cebola
1 c. sopa de óleo de côco
2 c. sopa de cajus picados
cebolinho fresco q.b

Preparação
1. Cozer os noodles de acordo com as instruções de embalagem. Escorrer e reservar;
2. Temperar o camarão com flor de sal e pimenta, com o sumo e raspa de limão, 1 colher de sopa de molho de soja e o dente de alho picado. Deixar marinar durante cerca de 10 minutos;
3. Saltear o camarão num wook com um fio de azeite até ficar dourado. Adicionar os noodles e envolver bem;
4. Numa frigideira, saltear a cebola picada com o óleo de côco até estar bem dourada e regar com o restante molho de soja e envolver bem;
5. Servir noodles com a cebola por cima e polvilhar com os cajus e cebolinho picado.

Uma delícia!!! :)

By Lum
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domingo, 1 de abril de 2018

quinta-feira, 29 de março de 2018

domingo, 25 de março de 2018

Torre do Relógio em Mêda

Hello,

No decorrer da "tour" pelas aldeias históricas em Dezembro, após as paragens em Celorico da Beira e Trancoso, paramos em Mêda.

Torre do Relógio (vista de longe)

Em Mêda, a atracção é a Torre do Relógio, que infelizmente não é possível visitar, mas podemos andar em redor.

Torre do Relógio vista da cidade

A Torre do Relógio situa-se no alto de um monte granítico a 760 metros de altura, na freguesia e concelho de Mêda. Neste local existe um miradouro sobre a cidade, onde é possível avistar terras espanholas/castelhanas.

Subida à Torre do Relógio

Miradouro - Vista sobre a cidade

É muitas vezes chamado de Castelo de Mêda, no entanto, não terá ultrapassado a categoria de torre de vigia, que terá durado da Idade Média até à actualidade. 
No século XVII foi construída uma capela à Senhora da Assunção e no século XIX foi construída a Torre de Relógio.

Torre do Relógio - É possível ver a Estátua da Senhora da Assunção ao lado

Torre do Relógio

Para lá chegar, temos que seguir por ruas bem apertadas e com subida a pique, mas é possível lá chegar de carro. Fomos lá antes de jantar, já estava de noite (horário de Inverno, bah!), mas tinha o seu encanto, uma vez que estava toda iluminada com luzes de Natal. A vista sobre a cidade é fantástica!


Como Chegar:
Do Porto - A1 até Albergaria, tome a A25 até Celorico da Beira. Seguidamente o IP2 até Marialva e depois a EN 324 até à Mêda.

De Lisboa -  A1 até à ligação com a A23. Entre na A23 e siga na direção da Guarda. Uma vez chegado à Guarda entre na A25 e siga até Celorico da Beira. Seguidamente, apanhe o IP2 até Marialva e a partir daí a EN 324 até à Mêda.


By Lum
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quarta-feira, 21 de março de 2018

domingo, 18 de março de 2018

Joana, a Louca de Linda Carlino


"Joana, a Louca é o primeiro romance da autora Linda Carlino. Um romance histórico, onde Carlino ficciona a biografia de uma das personalidades mais intrigantes da história do século XVI europeu. A obra tem início em 1946, quando a jovem filha dos Reis Católicos, com apenas 16 anos, embarca para a Flandres para desposar Filipe, o Belo, e acompanha toda a sua vida até ao final dos seus dias, encarcerada em Tordesilhas pelo próprio filho, Carlos V, imperador do Sacro Império Romano-Germânico. Um romance com uma nítida descrição da personalidade de Joana, uma mulher de inteligência arguta e sentimentos nobres, de espírito inquebrável que a fez resistir à traição por parte daqueles que lhe eram mais próximos e que lhe valeu o injusto epíteto de Louca."

Este foi um daqueles livros que gostei bastante de ler. A autora consegue descrever a personalidade de D. Joana na perfeição. Uma princesa muito melancólica e com as emoções à flor da pele e que se apaixonou perdidamente pelo marido, Filipe o Belo. Filipe tratava mal Joana, mas sempre conseguia o que queria dela, pois aproveitava-se do amor e devoção que Joana lhe tinha. No entanto, quando se tornou rainha de Castela, manteve-se firme, pois era ela rainha e ele simplesmente consorte. Mais uma vez, sofreu a injustiça na pele, quando foi aprisionada pelo próprio pai e pelo marido, assumindo a regência de Castela. Sofreu com a morte prematura do seu marido, que morreu quando estava grávida da sua ultima filha, Catarina. Nunca lhe deram a oportunidade de ser rainha. Até o filho a aprisionou, para que pudesse reinar. Passou por provações horríveis, maus tratos e condições desumanas em que foi cativa.

Na minha modesta opinião, acho que Joana foi vitima da maldade dos outros. Sim, ela tinha uma personalidade diferente, mas foram os maus tratos e traições do marido que tanto amava, maus tratos da corte de Flandres que tanto a odiavam que a fizeram ficar desconfiada e paranóica. No entanto, nos seus momentos de clareza, mostrava-se uma mulher inteligente e perspicaz.  Foi encarcerada em Tordesilhas pelo filho, foi muito muito mal tratada. A filha Catarina sempre viveu com ela, acabando também ela por estar encarcerada. Não me admira que tenha ficado paranóica e meia louca. Não posso deixar de achar que foi uma mulher de coragem e mal compreendida!

Vale a pena ler o livro, só para conhecerem a história de Joana de Castela.

By Lum

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quarta-feira, 14 de março de 2018

Muffins de curgete - Receita

Olá,

Hoje deixo-vos uma receita docinha para quando a fomeca no trabalho aperta e precisamos de um snack. A receita está no site do Chef Continente, eu apenas fiz algumas alterações nos ingredientes... Ora vamos lá!


Ingredientes:
100g de Farinha de Amêndoa
1/2 colher de chá de fermento sem glutén
1/2 colher de chá de canela
1 pitada de Noz Moscada
1 Ovo
40g de óleo de coco derretido
1 iogurte de soja (ou natural)
40g de açúcar de coco
1/4 de vagem de Baunilha
75g de curgete ralada (com a casca)
60g de mirtilos

Preparação:

  1. Pré-aquecer o forno a 180 graus;
  2. Misturar numa taça a farinha, o fermento, a baunilha e as especiarias; 
  3. Numa taça à parte bater o ovo, o óleo de coco, o iogurte e o açúcar;
  4. Adicionar a mistura de farinhas, a curgete ralada e os mirtilos e envolver com cuidado; 
  5. Verter o preparado em formas de muffin untadas com óleo de coco e polvilhadas com farinha;
  6. Levar ao forno durante cerca de 20 a 25 minutos. Fazer o teste do palito para garantir que os muffins estão cozidos. Deixar arrefecer completamente numa grelha.

By Lum

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sexta-feira, 9 de março de 2018

Castelo de Trancoso

Hello,

No passado mês de Dezembro, fiz uma espécie de "tour" por algumas aldeias históricas. Já vos falei da paragem em Celorico da Beira, agora venho-vos falar da paragem em Trancoso.

Castelo de Trancoso

Infelizmente, o dia não proporcionou as melhores fotos, mas fez-se o possível.
O Castelo de Trancoso situa-se na freguesia de Santa Maria, em Trancoso, erguendo-se sobre um planalto. 

Na época da reconquista cristã, apenas existia uma torre, sendo que a primeira referência ao Castelo acontece em meados do século X, quando Mumadona Dias doa em testamento este e outros castelos ao Mosteiro de Guimarães.

Entrada no Castelo de Trancoso

Após a formação do Condado Portucalense, que, dado como dote de casamento a D. Teresa, Trancoso com o seu castelo, faziam parte dele.
Após D. Afonso Henriques assumir o trono de Portugal, o castelo foi alvo de ameaças por parte dos muçulmanos, mas rapidamente foram repelidas pelo rei. A partir daí, as defesas do castelo foram reforçadas. Em 1173, um floral foi concedido ao castelo, sendo doado à Ordem do Templo. Nessa altura foi construída uma muralha defensiva e a torre transformada em torre de menagem.

Torre de Menagem

Foi no Castelo de Trancoso que D. Dinis casou com a Rainha Santa Isabel a 24 de Junho de 1282.

Torre de Menagem

Em 1297, D. Dinis, e de acordo com o que foi assinado no Tratado de Alcanines, foi responsável pela ampliação da cerca da vila e pela construção da Porta de El-Rei e Porta do Prado.

Porta do Castelo vista da Torre de Menagem

No final do século XIV, Trancoso foi saqueada pelas tropas Castelhanas, mas estas foram travadas pelos alcaides de Trancoso, Linhares e Celorico, travando-se assim a Batalha de Trancoso.
Por esta razão, D. João I decide reforçar as defesas do castelo, acabando por ser decisivo na vitória portuguesa perante as invasões castelhanas.

No interior do castelo

O Castelo de Trancoso foi submetido a algumas obras de restauro e recuperação, mantendo-se em bom estado.
Dentro do Castelo é possível andar em volta das muralhas e subir ao topo da Torre de Menagem, onde se tem uma vista sobre a cidade de Trancoso. Infelizmente, não tivemos esse privilégio, uma vez que estava um nevoeiro cerradíssimo. Bem, tentamos e subimos, mas não se via nada.

O Castelo é muito bonito, e está em bom estado. A entrada é gratuita!

Povoação no interior das muralhas

Como Chegar:
Do Porto - Seguir pela auto-estrada A1 direcção Lisboa, sair para a A25 (saída 7) direcção Vilar Formoso e em Celorico da Beira (saída 24) apanhar a E.N. 102/IP2 com destino a Trancoso.

De Lisboa - Seguir pela Auto-estrada A1 em direcção ao Porto. Após 90 Km saia para a A23 (Abrantes/Torres Novas) e siga até à Guarda, onde deverá apanhar a A25 (direcção Aveiro) até Celorico da Beira. Aqui deverá sair para a E.N. 102/IP2 (saída 25) e seguir até Trancoso.


Vale a pena a Visita! Havemos de lá voltar, mas desta vez com sol, para que possamos ver tudo!

By Lum


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sábado, 3 de março de 2018

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Esparguette de courgete - receita

Hello,

Hoje deixo-vos com mais uma receita.. e até que é bastante saudável. Quem não gosta de esparguette?

E que tal substituir o esparguette habitual/normal por esparguette de courgette?
Eu experimentei e gostei... aqui fica a receita:


Ingredientes (para 2 pessoas):
300g de esparguette de courgete
2 cenouras médias
180g de peito de peru cortado aos pedaços
180g de cogumelos frescos laminados
2 colheres de sopa de Polpa de tomate
1 cebola picada
1 dente de alho
Vinho branco a gosto
Sal, Pimentão doce q.b.
Queijo ralado q.b.

Preparação:
Para um tacho, picar a cebola e o dente de alho, adicionar um fio de azeite e deixar cozinhar até a cebola ficar transparente. Adicionar a polpa de tomate e vinho e deixar cozinhar por cerca de 5 minutos. Adicionar o peito de peru aos pedaços e a cenoura cortada e temperar com sal e pimentão doce a gosto. Deixar cozinhar até a carne estar dourada. Entretanto, num tacho com água a ferver e com uma pitada de sal, cozer o esparguette de courgete.
Após a carne estar douradinha, adicionar os cogumelos frescos laminados e deixar cozinhar por mais uns minutos.
Servir a esparguette de courgete com a carne e molho por cima. Polvilhar com queijo ralado a gosto.

By Lum



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domingo, 25 de fevereiro de 2018

O Juramento da Rainha, de C. W. Gortner

"Isabel é apenas uma adolescente quando a forçam a tornar-se uma peã numa conspiração para destronar o seu meio-irmão, o rei Henrique. Acusada de traição e posta cativa, aos dezassete anos vê-se subitamente coroada rainha de Castela, o maior reino de Espanha.
Mergulhada num conflito mortal para manter o trono, está determinada a casar-se com o único homem que ama, mas que lhe é proibido: Fernando, príncipe de Aragão. Quando decidem unir os reinos de ambos sob o lema «uma só coroa, um só país, uma só fé», Isabel e Fernando deparam-se com uma Espanha empobrecida e cercada por inimigos.
Com um grande interesse pela descoberta do desconhecido, deixa-se apaixonar pela visão de um enigmático navegador chamado Colombo.
Mas quando os mouros do reino de Granada declaram guerra, tem lugar uma violenta e terrível batalha contra um antigo adversário, que irá testar toda a determinação, a coragem e a crença tenaz que Isabel tem no seu destino."

Já tinha ouvido falar do autor (acho até que tenho mais um ou dois livros deles à espera para ler), mas ainda não tinha lido nada dele. Este foi o primeiro e abriu portas para os restantes. Gostei da escrita, e da forma como o autor conseguiu mostrar os mais íntimos pensamentos de Isabel. 
Já conhecia algumas coisas da vida desta rainha, mas não conhecia a sua vida antes de o ser. É realmente uma historia fascinante de uma mulher forte e corajosa. 
Nem sempre fez as escolhas mais acertadas, tal como o autor diz no final do livro, nomeadamente ao instaurar a inquisição em Espanha e em expulsar os judeus do reino. Mas penso que foram decisões na qual ela se viu pressionada, a igreja católica tinha imenso poder, e ela simplesmente se deixou ir, achando que era a atitude certa. De notar também a conspiração em que ela fica presa, quando tentam destronar o meio irmão do trono. No entanto, sempre manteve na sua ideia que ele era o rei e lhe devia respeito e obediência e só após a sua morte assumiria o trono. Casou com quem quis, num tempo em que os casamentos eram impostos às mulheres. 
É realmente um exemplo de força e coragem. Uma vida inspiradora!

Vi, à uns 3 anos, os últimos episódios da serie espanhola Isabel, que conta a vida desta rainha e detectei algumas pequenas diferenças relativamente ao livro. No entanto, uma vez que não vi o início, vou rever a serie desde do começo para analisar as diferenças :P

Aconselho a leitura do livro! :)

By Lum
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sábado, 17 de fevereiro de 2018

Castelo de Celorico da Beira

Hello,
No passado mês de Dezembro, fomos visitar o Castelo de Celorico da Beira!

Situado em Celorico da Beira, distrito da Guarda, o castelo encontra-se num monte granítico da Serra.

Interior do Castelo de Celorico da Beira

O castelo foi ocupado por muçulmanos até à reconquista cristã durante o reinado de D. Afonso Henriques. Após a conquista e para incentivar o povoamento e defesa, o rei atribuiu o castelo à Ordem dos Templários.

Monte granítico no interior do Castelo

No reinado de D. Sancho II as defesas do castelo foram ampliadas. Na época, o alcaide era Fernão Rodrigues Pacheco, que jurou lealdade ao rei. Quando D. Sancho II foi deposto e fugiu para Castela, o reino ficou entregue ao seu irmão infante D. Afonso. Fiel a D. Sancho II, Fernão Rodrigues Pacheco recusou-se a entregar o castelo ao regente, suportando um cerco muito longo.
Foi durante este cerco que surgiu a lenda: quando a fome começou a fazer sentir-se, o alcaide pediu aos Céus uma solução que não fosse render-se e cair em desonra. Foi nesse momento, que surgiu uma águia a voar no céu e deixou cair uma truta apanhada no rio Mondego. O alcaide, decidiu então, em vez de matar a fome, mandar fazer pão com a última farinha e cozinhar a truta, e enviou de presente ao príncipe regente, juntamente com uma mensagem que se pensavam em tomar-los pela fome, que não iria ter sucesso, uma vez que o castelo estava bem abastecido. O príncipe ficou impressionado e levantou o longo cerco, tendo o castelo mantido a sua lealdade até D. Sancho II morrer.

Torre de Menagem

Durante o século XIV, o castelo sofreu obras para reforço, durante os reinados de D. Dinis e D. Fernando e, no século XV durante o reinado de D. Manuel I.

Vista do Castelo de Celorico da Beira

Em 1712, este castelo foi doado a D. Diogo da Silva, 1º Conde de Portalegre, mantendo-se na família até o falecimento do marquês de Gouveia, D. João da Silva, retornando à posse da coroa.

Interior do Castelo de Celorico da Beira

O castelo tem entrada gratuita, e, actualmente, só possuiu as muralhas e a Torre de Menagem, que ainda não é possível visitar. É possível passear dentro das muralhas e contemplar a vista fantástica. Pelo castelo é possível ler-se toda esta informação escrita acima.

Como Chegar:
Do Porto - A1 até Albergaria, apanhar a A25 até Celorico da Beira.

De Lisboa - A1 até à ligação com a A23. Entre na A23 e siga na direção da Guarda. Uma vez chegado à Guarda entre na A25 e siga até Celorico da Beira. 

By Lum



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domingo, 11 de fevereiro de 2018

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Fusilli vegetariana

Halo!!

Como prometido, hoje vou deixar-vos com uma receita nossa. É muito simples e rápida de fazer.
Chamei-lhe fusilli vegetariana, porque apenas leva vegetais e as natas são de soja. 

Durante a semana nunca há grande tempo para refeições elaboradas, e por vezes até nos esquecemos de tirar alguma coisa do congelador, portanto, nada melhor como podermos fazer uma refeição rápida e saudável.

Aqui fica a receita:

Ingredientes (para 2 pessoas):

  • 200g de fusilli 
  • 150g de brócolos, previamente cozidos
  • 100g de feijão verde*
  • 100g de couve de Bruxelas*
  • Natas de Arroz (usei da marca Alpro)
  • 1 cebola média
  • 1 dente de alho
  • Azeite
  • Sal
  • Sementes de girassol q.b
Preparação:
Numa panela, cozer a massa de acordo com as instruções de embalagem e reservar. 
Num wook, picar a cebola e o dente de alho, adicionar um fio de azeite e deixar cozinhar até a cebola ficar transparente. Adicionar os brócolos, feijão verde e a couve de Bruxelas e deixar cozinhar por 5-8 minutos. Adicionar as natas, temperar com uma pitada de sal, envolver muito bem e deixar cozinhar mais 5 minutos. Por fim, juntar a massa já cozida e escorrida ao preparado anterior e envolver bem. Servir com sementes de girassol a gosto.

*para esta receita, utilizei feijão verde e couve de Bruxelas congeladas.

By Lum
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