sábado, 7 de abril de 2018

A Imperatriz que veio de Portugal, de Mercedes Balsemão


"Isabel concretizava o sonho porque esperara toda a sua vida. Na alegre e imponente cidade de Sevilha, a infanta portuguesa, filha de D. Manuel I, viu pela primeira vez o seu marido. Carlos V, rei da Hispânia e imperador do Sacro Império Romano-Germânico, o soberano mais poderoso de toda a Cristandade. O amor nasceu naquele mesmo instante e durou toda a sua vida, até a morte a arrebatar, sem piedade, com apenas 36 anos depois de mais um acesso de febre, consequência de um último parto mal sucedido. Carlos V não escondeu a dor da sua perda. Não voltaria a casar, abdicando da Coroa de Castela para seu filho. Aclamada por todos como a mulher mais bela da sua época, Isabel exerceu na perfeição a sua função de rainha, mulher e mãe. Foi regente de Castela durante as prolongadas ausências do marido pela Europa, mostrando inteligência e perspicácia na resolução das questões do reino. Culta, musa de poetas e pintores desenvolveu uma intensa atividade cultural na corte. Engravidou seis vezes, tendo apenas sobrevivido três dos seus filhos. O mais velho, único varão, assumiria o trono de Castela como Filipe II, Filipe I de Portugal. Na sua primeira incursão pela escrita de romances, e depois de uma exaustiva pesquisa, Mercedes Balsemão traça-nos o retrato desta magnífica infanta portuguesa, mulher do Renascimento. Na Europa do século XVI, palco de batalhas, guerra, alianças e traições, em plena reforma religiosa, D. Isabel tornou-se numa protagonista do seu tempo."

É um livro de leitura fácil! 
O livro é relatado na primeira pessoa, em que Isabel, às portas da morte, recorda toda a sua vida desde da infância. Isabel era filha do rei D. Manuel I de Portugal e de D. Maria de Castela e Aragão, filha dos reis católicos. Ficou sem mãe cedo, e sempre teve uma personalidade envolta em melancolia mas sempre com necessidade de tomar conta dos seus irmãos mais novos. Após muitas negociações, casou com o Imperador Carlos V: logo se apaixonaram mal se viram. No livro, é possível perceber o quanto lhe custou as ausências de Carlos, enquanto este estava na guerra. Foi regente do reino de Espanha, foi mãe e morreu muito cedo. Carlos amava-a tanto, que nunca voltou a casar.
Um livro de leitura obrigatória para quem gosta de romances históricas e queira saber mais sobre a imperatriz que veio de Portugal.

By Lum