sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Os Távoras, de Maria João Fialho Gouveia


 "Esta é a história da nobre família Távora, aqui contada na voz de Dona Mariana Bernarda e Dona Teresa Tomásia, duas senhoras desta ilustre Casa, que viveram em fausto e glória até o futuro marquês de Pombal tentar apagar a sua semente da face da Terra.

Apesar de unidas pelo sangue e pela vaidade da sua estirpe, as duas fidalgas não podiam ser mais diferentes uma da outra. A primeira era uma mulher religiosa e recta; já a segunda - sua tia e cunhada - entregava-se sem pruridos a uma vida de luxúria, vivendo um romance pecaminoso com El-rei de Portugal.

A altivez e o poder dos grandes Távoras muito incomodavam a Sebastião José de Carvalho e Melo, Secretário de Estado. Tanto que, quando D. José I é vítima de um intrigante atentado, Sebastião José, futuro marquês de Pombal, tratou de os inculpar, prendendo-os em masmorras e conventos, sem poupar mulheres nem crianças. O Tribunal da Inconfidência, a que presidiu, torturou os réus e condenou-os a mortes cruéis. Por fim, baniu-lhes o nome, picou-lhes as armas de família, julgou tê-los calado para sempre. Mas tê-lo-á conseguido?"


Já não é o primeiro livro que leio sobre os Távoras. O primeiro foi D. Teresa de Távora - A Amante do Rei, de Sara Rodi e que se centrava na história da própria Teresa. Eu adorei esse livro, e este não foi excepção. Este livro de Maria João Fialho Gouveia é mais abrangente, falando de toda a família Távora, iniciando a história quando os 3º Marqueses de Távora e os dois filhos foram para a Índia a mando do rei para serem vice-reis. Foi aí que o caso entre D. José I e D. Teresa se desenrolou. Apesar de ser abrangente, pois fala de toda a família, muitas vezes o livro os diálogos são entre D. Mariana Bernarda (filha dos 3º Marqueses de Távora) e D. Teresa (cunhada e tia de D. Mariana Bernarda). O livro segue todo o processo dos Távoras, as suas execuções e termina, uns anos mais tarde com uma conversa entre D. Mariana e D. Teresa a relembrar os velhos tempos.

Este é aquele facto histórico que me suscitou bastante curiosidade quando li o primeiro livro sobre D. Teresa de Távora e tive que ler este também. É um processo que tem tantas lacunas e em que houve torturas imensas aos acusados para que confessassem, que acredito que tudo não passou de uma história contada para acabar com aquela família, umas das mais importantes do reino. O que aconteceu ao certo, nunca saberemos, mas na minha opinião, acredito que eles não conspiraram contra D. José I. Acredito que poderão ter dito palavras não muito boas sobre o rei, uma vez que tornou uma Távora, casada com o 4º Marquês de Távora para amante. Mas daí a conspirarem para matar o rei e saberem como iriam acabar, vai uma distância muito grande. 

Assim, como por acaso, encontrei uma série portuguesa sobre os Távora, chamada "O Processo dos Távora". Já tem uns bons anos, mas acho que vale a pena ver (eu pelo menos vou ver). Quem quiser ver, aqui fica o link, estão lá os episódios todos: Link Série O Processo dos Távora.

By Lum




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segunda-feira, 21 de setembro de 2020

quarta-feira, 16 de setembro de 2020

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A Outra Rainha, de Philippa Gregory

 


"Um romance dramático de paixão, política e traição, da autora de "Duas Irmãs, Um Rei".Com a sua característica combinação de magnífica narrativa com um contexto histórico autêntico, Philippa Gregory dá vida a esta época de grandes mudanças, numa fascinante história de traição, lealdade, política e paixão. Maria Stuart, Rainha dos Escoceses, está em prisão domiciliária em casa de Bess de Hardwick, recém-casada com o Conde de Shrewsbury, mas continua a lutar para recuperar o seu reino."

Este livro de Philippa Gregory, mostra-nos o outro lado da história de Mary Stuart.
Normalmente, no que toca a filmes ou series, Mary Stuart ou é uma vitima ou é uma conspiradora. Neste livro é ambos, acho que a autora conseguiu captar essa essência, embora, claro, com alguns elementos ficcionais. 
O livro foca-se no cativeiro da rainha dos escoceses, ficando sob a guarda do Conde de Shrewsbury e da sua mulher, Bess. É em cativeiro que Mary Stuart conspira para ser libertada e regressar ao seu trono na Escócia, mas os seus planos não correm bem. A rainha Elizabeth, sua prima, apesar das conspirações e pressões de que ela conspira pelo trono de Inglaterra, tenta sempre evitar a sua execução, mas mantém-na sempre em cativeiro. Durante este tempo de cativeiro, é prometido a Mary que irá regressar ao trono na Escócia, o que tarda, sendo obrigada a conspirar novamente para conseguir a sua libertação. Já sabemos como a história acaba, mas durante o tempo de cativeiro de Mary, o casamento do Conde de Shrewsbury e Bess termina, devido à devoção do conde pela Mary Stuart.
Adorei o livro, recomendo vivamente!

Mary Stuart em Filmes e Séries

- Reign
Rachel Skarsten como rainha Elizabeth, Adelaide Kane como Mary Stuart e Megan Follows como rainha Catarina de Medicis

Esta série é das mais conhecidas sobre a vida de Mary Stuart. O elenco é bom, devo dizer que Megan Follows faz uma representação fantástica como Catarina de Medicis. Eu gostei da série, apesar de toda a ficção, especialmente na 1ª e 2ª temporadas. Sei que os fãs de série adoraram aquele romance entre Mary e Francis, rei de França. Mas segundo a história, apesar de devoção entre os dois, o romance nunca se deu assim. Não gostei do facto de terem arranjado um amante para Mary, achei completamente fora do contexto. E devo dizer, o casamento deles mal durou 1 ano e a série conseguiu prolongar até à 3ª temporada. Não me levem a mal, mas já cansava, era encher chouriços com ficção.  Mas pior que isso, deixou temporada e meia para contar o resto da vida dela, que na minha opinião foi pouco. O seu cativeiro mal foi mostrado na série. Podiam muito bem ter cortado no primeiro casamento e contar a historia dela como devia de ser. Não me levem a mal, eu adorei a serie, mas já estava cansada de não ver a história desenvolver.


- Maria, Rainha dos Escoceses
Margot Robbie como rainha Elizabeth e Saoirse Ronan como Maria Stuart

Este filme centra-se no regresso de Mary Stuart à Escócia para assumir o seu trono. Acho que este filme está um pouco mais fiel à realidade que a série (embora também tenha muita ficção). Adorei o facto de se lembrarem que Mary cresceu na França e, portanto, falava melhor francês que inglês. O filme também tem muito em comum com o livro da Philippa Gregory. Recomendo o filme!

Estes são o filme e serie mais recentes sobre May Stuart, no entanto, ela aparece em filmes como Elizabeth - The Golden Age e Mary, Queen of Scots (filme de 2013)


Outros livros da serie The Plantagenet and Tudor Novels que já li:
- A Senhora dos Rios - Aqui
- A Rainha Vermelha - Aqui;
- A Rainha Branca - Aqui;
- A Filha do Conspirador - Aqui;
- A Princesa Branca - Aqui;
- Catarina de Aragão, a Princesa Determinada - Aqui;
- A Maldição do Rei - Aqui;
- Três Irmãs, Três Rainhas - Aqui
- Duas Irmãs, Um Rei - Aqui;
- A Herança Bolena - Aqui;
- A Rainha Subjugada - Aqui;
- A Espia da Rainha - Aqui;
- O Último Tudor - Aqui;
- O Amante da Rainha - Aqui

- A série The White Queen - Aqui;
- A série The White Princess - Aqui;
-A série The Spanish Princess - Aqui.


By Lum

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sexta-feira, 11 de setembro de 2020

segunda-feira, 7 de setembro de 2020

Salvaterra do Minho - Eurocidade Monção - Salvaterra do Minho

 Olá,

Hoje, tal como prometido no post sobre Monção, dou-vos a conhecer Salvaterra do Minho, um município situado na Galiza a cerca de 2 km da cidade Portuguesa de Monção. Situa-se na margem direita do Rio Minho.

Entrada na Fortaleza de Salvaterra do Minho

Salvaterra pertenceu ao Reino de Portugal até meados do século XVII. Actualmente, pertence à província de Pontevedra.  Portugal perdeu este município em 1643, no decurso das guerras da Restauração da Independência. Ainda voltou a ser recuperada pelo Conde de Castelo Melhor, mas foi por pouco tempo, tendo sido ocupada novamente pelas forças espanholas em 1659, onde também a vila de Monção esteve em risco.

Fortaleza de Salvaterra do Minho

Apesar de no Tratado de Alcanizes, assinado pelo rei D. Dinis de Portugal e o rei D. Fernando IV de Castela, estabelecer que Salvaterra pertencia a Portugal, esta nunca veio a ser restituída. 

Na zona mais elevada, junto ao Rio Minho, encontramos um conjunto de fortificações. No período da ocupação Portuguesa durante a guerra da Restauração, que durou 16 anos, esta fortificação foi modernizada. No interior da fortificação, encontra-se o Castelo de Salvaterra, também muitas vezes referido como Castelo de Dona Urraca, onde ocorreu muitos dos confrontos entre os reinos de Portugal e Galiza, Leão e Castela. Foi deste Castelo que D. Urraca I de Leão e Castela dirigiu, apoiada pelo Arcebispo de Santiago de Compostela, Diego Gelmírez, o ataque contra a sua meia irmã, D. Teresa de Leão, que se tinha proclamado rainha de Portugal.

Interior da Fortaleza de Salvaterra do Minho - Jardins do Castelo

Em 1383-1385, durante a crise de sucessão, Salvaterra foi conquistada por Portugal.

Durante o reinado de D. João I de Portugal, foi assinado o 2º Tratado de Monção, onde eram decretadas tréguas durante 3 anos com João I de Castela, onde Portugal cedia a Castela Salvaterra de Minho e Tuy, e recebia de Castela Mértola, Noudar e Olivença no Alentejo, e Castelo Melhor, Castelo Mendo e Castelo Rodrigo, no Ribacoa.

Como já mencionado, durante a Guerra da Restauração (1640-1668), Salvaterra foi ocupada novamente por Portugal entre 1643 e 1659, ficando como alcaide o português Gregório Lopes de Puja. Foi nas mãos portuguesas, que se deu a ampliação e modernização das defesas da praça, convertendo-a numa fortaleza abaluartada.

Fortaleza de Salvaterra do Minho, com vista para o Rio Minho

Como resposta, as forças espanholas tentaram ocupar Monção, contornado a fortaleza de Salvaterra, cercando-a com as fortificações de Santiago de Aitona, Fillaboa e Atalaia de San Pablo de Porto. A fortificação de Fillaboa foi arrasada pelas forças portuguesas, tendo sido reerguida de imediato pelos espanhóis. Todo o conjunto de fortificações tiveram um papel importante, uma vez que permitiu as investidas das forças espanhola. Após atravessarem o rio Minho na altura de Lapela, fizeram cerco a Monção, que se prolongou durante 4 meses, caindo em mãos espanholas. As tropas portuguesas cercadas em Salvaterra, cederam 10 dias depois.

Interior da Fortaleza de Salvaterra do Minho - Paço de D. Urraca

No fim do conflito, foi decidido que Salvaterra do Minho passaria a ser pertença dos espanhóis, enquanto a fortaleza de Monção passassem novamente para mãos portuguesas. Entretanto, foi decretado que as fortificações auxiliares constituíam um perigo, e portanto, a Junta de Guerra determinou a demolição dos fortes de Santiago de Aitona e Fillaboa, permanecendo apenas a Atalaia.

Interior da Fortaleza de Salvaterra do Minho

Actualmente, a fortaleza encontra-se em bom estado de conservação, estando aberta a visitas como espaço cultural. Existe ainda um Museu da Ciência do Vinho.

Interior da Fortaleza - Museu da Ciência do Vinho

Dentro da Fortaleza, ainda é possível visitar a Capela da Virgem da Oliva. Não se sabe exactamente quando foi construída.

Interior da Fortaleza - Capela da Virgem da Oliva

Infelizmente, no dia em que visitamos (antes da epidemia de Covid 19), havia uma festa no seu interior e tudo estava fechado. Não nos foi possível visitar, com muita pena nossa.


Fonte: http://fortalezas.org/index.php?ct=fortaleza&id_fortaleza=1277


Como Chegar

Fortaleza de Salvaterra do Minho - Exterior

Do Porto - Seguir pela A3 até à A-55, seguir na saída 22 em direcção a As Gándaras/A Granxa, seguir pela PO-510 para a PO-403 em direcção a Salvaterra de Miño;

De Lisboa - Seguir pela A1,  até à saída para a A3, seguir pela A3 até à A-55, seguir na saída 22 em direcção a As Gándaras/A Granxa, seguir pela PO-510 para a PO-403 em direcção a Salvaterra de Miño.


By Lum




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segunda-feira, 31 de agosto de 2020

O Amante da Rainha, de Philippa Gregory

 


"Numa época em que a segurança de um país não era um dado adquirido e em que a Europa vivia em clima de guerra quase permanente, Isabel sucede ao trono da Inglaterra sob ameaça de inimigos internos e externos. A situação agrava-se quando se apaixona pelo ambicioso Robert Dudley, um dos homens mais odiados do país. Ambos não parecem dispostos a abdicar da sua paixão, mas a segurança da Inglaterra torna-se precária.
Numa fase conturbada da história da Inglaterra, em pleno século XVI, com a Europa mergulhada em sangrentas guerras entre católicos e protestantes, Isabel, a princesa protestante, sucede à sua irmã Maria, a católica. Para conquistar o equilíbrio do poder, Isabel terá de se haver com os inimigos externos, nomeadamente a Escócia e a França.
No entanto, Isabel é uma rainha ainda jovem e com sede de atenção e de amor. Robert Dudley, saído do cativeiro da torre de Londres sabe disso e a precariedade da prisão não lhe impediu uma ambição sem limites. A antiga amizade com a causa de Isabel transformar-se-á numa tórrida paixão, contudo cheia de obstáculos, a começar pelo casamento de Robert com Amy, sua jovem mulher. Amy, por sua vez, o que mais deseja é uma vida tranquila, fora do bulício da corte, em conjunto com o seu amado esposo. Porém, este tem outros objectivos de vida."


Este livro de Philippa Gregory centra-se no triangulo amoroso Robert Dudley, Amy Dudley e rainha Isabel. Confesso que os filmes e séries elevam Isabel a uma rainha emancipada, que não é influenciada por nada. Sabendo do que vou lendo sobre ela, que não era bem assim, neste livro a autora põe toda essa imagem abaixo. Isabel, no início do seu reinado foi completamente influenciada pelo amor que tinha por Robert Dudley. E acaba por fazer algumas opções menos boas. Vale o seu fiel secretário, Cecil, que a vai tentando colocar no lugar. No meio deste jogo todo, longe da corte, temos Amy Dudley: uma mulher completamente apaixonada e devota ao seu marido, mas que foi completamente abandonada por ele. Confesso que é uma personagem que não posso deixar de sentir alguma pena pela forma como foi tratada e de como foi tão mal compreendida. Apesar de na história real, não haver certezas da forma de como morreu, achei que a autora acabou por explorar bem essa parte para a ficção. Na história real, também não há certezas se Robert Dudley foi efectivamente amante de Isabel, mas a autora depreendeu que sim no seu livro. E, sinceramente, também acho que o foi. 
Um livro bastante interessante, que vale a pena ler!

Outros livros da serie The Plantagenet and Tudor Novels que já li:
- A Senhora dos Rios - Aqui
- A Rainha Vermelha - Aqui;
- A Rainha Branca - Aqui;
- A Filha do Conspirador - Aqui;
- A Princesa Branca - Aqui;
- Catarina de Aragão, a Princesa Determinada - Aqui;
- A Maldição do Rei - Aqui;
- Três Irmãs, Três Rainhas - Aqui
- Duas Irmãs, Um Rei - Aqui;
- A Herança Bolena - Aqui;
- A Rainha Subjugada - Aqui;
- A Espia da Rainha - Aqui
- O Último Tudor - Aqui

- A série The White Queen - Aqui;
- A série The White Princess - Aqui;
-A série The Spanish Princess - Aqui.

By Lum
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quinta-feira, 27 de agosto de 2020

domingo, 23 de agosto de 2020

O Último Tudor, de Philippa Gregory

 


"Três irmãs. Três vidas. Três formas de poder.
A história de Joana Grey e suas irmãs que ousaram desafiar as suas rainhas.

Joana
O pai de Joana Grey e os seus conspiradores convencem o rei Eduardo VI a nomear Joana, sua prima, para o trono, em vez da sua meia-irmã Maria. Joana é acalmada rainha e reina durante nove dias. Maria rapidamente reuniu um exército e reivindicou a coroa encarcerando a prima na Torre. Quando Joana se recusa a trair a fé protestante, Maria manda executá-la.

Katherine
"Aprende a morrer" são as palavras que Joana escreve numa carta para a irmã. Katherine só tem intenção de desfrutar da sua beleza e juventude e encontrar o amor. Mas a linhagem torna-a uma ameaça para a insegura e infértil rainha Maria e, quando esta morre, para a irmã, a rainha Isabel, que nunca permitirá que Katherine se case e produza um potencial herdeiro real antes dela. Quando o casamento secreto de Katherine é revelado pela sua gravidez, também ele vai pra a Torre.

Mary
"Adeus minha irmã", escreve Katherine para a irmã mais nova. Mary está consciente da posição perigosa como possível herdeira do trono, mas está determinada a comandar o seu destino, enfrentando a desconfiança e a crueldade da sua prima Isabel."


Finalmente um livro sobre as irmãs Grey. Sempre tive curiosidade. E claro está, foi Philippa Gregory que nos trouxe o livro. 
O livro divide-se em 3 partes, começando com a história de Joana Grey. Nunca quis ser rainha, mas quando o dever chamou, ela aceitou e reinou apenas por 9 dias. É destronada por Maria Tudor, a herdeira legítima do trono, que a prende na Torre. Por várias vezes pensa que vai ser solta, mas quando sabe que a condição é converter-se a religião católica, não o faz. Mantém-se fiel à sua fé e por essa razão é executada. 
A segunda parte conta a história de Katherine, irmã de Joana. Encontra-se na corte quando a rainha Maria morre e sobe ao trono Isabel. Katherine apaixona-se por Seymour (primo do rei Eduardo VI), e decidem casar em segredo, sem o consentimento da rainha. Rapidamente engravida, mas o seu marido é obrigado a seguir em missão, deixando Katherine sozinha, sem ninguém para a apoiar. Não sabe que fazer e quando não pode esconder a gravidez, conta e a rainha Isabel manda-a, tal como à sua irmã Joana, para a Torre, assim como manda Seymour. Apesar de estar encarcerada, dá à luz o seu filho e quando Seymour é preso na Torre, eles encontram-se facilmente, acabando ela por engravidar novamente. A partir daí, a rainha coloca-os em prisão domiciliária, longe um do outro, nunca reconhecendo o casamento deles. Katherine torna-se uma mulher amargurada e triste, deixa de comer e assim, acaba por morrer.
Na terceira e última parte, temos a história de Mary, a mais nova das irmãs Grey. Mary sempre esteve na corte, como dama de companhia da rainha Isabel, mas devido à sua estatura pequena, sempre soube manter-se fora de vista. Torna-se uma mulher bastante revoltada, devido a toda tragédia que se abate em cada membro da sua família, mas penso que foi a mais corajosa de todas. Não foi a mais inteligente, pois, tal como Katherine, decidiu casar em segredo. Mas este casamento não era ameaçador, uma vez que Mary casou por amor com um homem com um estatuto muito inferior ao dela. No entanto, também ela e o marido foram presos. A diferença, foi que Mary nunca se deixou ir abaixo durante o cativeiro. Acabou por ser solta uns anos mais tarde, mas infelizmente já não voltou a ver o seu marido que tinha morrido uns tempos antes. Acabou por tomar conta dos filhos do seu marido. Na minha opinião, a mais corajosa.

Recomendo o livro, principalmente porque ninguém fala destas irmãs que tem uma história fantástica de coragem e ao mesmo tempo trágica.

Outros livros da serie The Plantagenet and Tudor Novels que já li:
- A Senhora dos Rios - Aqui
- A Rainha Vermelha - Aqui;
- A Rainha Branca - Aqui;
- A Filha do Conspirador - Aqui;
- A Princesa Branca - Aqui;
- Catarina de Aragão, a Princesa Determinada - Aqui;
- A Maldição do Rei - Aqui;
- Três Irmãs, Três Rainhas - Aqui
- Duas Irmãs, Um Rei - Aqui;
- A Herança Bolena - Aqui;
- A Rainha Subjugada - Aqui;
- A Espia da Rainha - Aqui

- A série The White Queen - Aqui;
- A série The White Princess - Aqui;
-A série The Spanish Princess - Aqui.

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segunda-feira, 17 de agosto de 2020

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

A Espia da Rainha, de Philippa Gregory

 


"No Inverno de 1553, a jovem Hannah, uma judia de 14 anos, e o pai fogem para Londres perseguidos pela Inquisição Espanhola. Fixam-se nesta cidade e abrem uma livraria onde Hannah conhece o Lord Robert Dudley, um aristocrata influente. Dudley apercebe-se de que Hannah tem o dom de ver o futuro e leva-a para a corte para ser o bobo e espiar as irmãs, rivais e pretendentes ao trono, Mary Tudor e Elizabeth. Contratada como bobo, mas a trabalhar como espia, prometida em casamento a um judeu, mas apaixonada por Lord Robert Dudley, ameaçada pelas leis contra a heresia, traição e feitiçaria, Hannah tem que escolher entre a vida segura e tranquila de uma pessoa comum, ou a vida no centro das perigosas intrigas da família real."


Este livro de Philippa Gregory é diferente dos outros todos desta série. E porquê? Porque a personagem principal, Hannah, é uma personagem fictícia. A autora cruza a história de Hannah com Mary Tudor, Elizabeth e Robert Dudley. Tudo começa quando Robert Dudley encontra Hannah e se apercebe que ela consegue ver o futuro. Este talento, faz com que ele a leva para a corte para se tornar bobo, mas servir de espia para ele. Torna-se bobo da rainha Mary e chega a viver com Elizabeth. Ganha afeição pelas duas. Acaba por casar com o seu prometido e amá-lo, mas as coisas acabam por não correr bem em Calais. Após a perda de Calais para os Francesas, Hannah regressa a Inglaterra.
Por acaso, gostei desta forma diferente de escrever da autora. A verdade é que a história ficou bastante cativante. Li o livro em muito pouco tempo, porque realmente me manteve cativada.
Recomendo!


Outros livros da serie The Plantagenet and Tudor Novels que já li:
- A Senhora dos Rios - Aqui
- A Rainha Vermelha - Aqui;
- A Rainha Branca - Aqui;
- A Filha do Conspirador - Aqui;
- A Princesa Branca - Aqui;
- Catarina de Aragão, a Princesa Determinada - Aqui;
- A Maldição do Rei - Aqui;
- Três Irmãs, Três Rainhas - Aqui
- Duas Irmãs, Um Rei - Aqui;
- A Herança Bolena - Aqui;
- A Rainha Subjugada - Aqui

- A série The White Queen - Aqui;
- A série The White Princess - Aqui;
-A série The Spanish Princess - Aqui.




By Lum





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terça-feira, 4 de agosto de 2020

Kamelot - Phantom Divine (Shadow Empire) ft. Lauren Hart (Official Live Video)



Kamelot lançou mais um video do seu novo álbum/DVD "Am The Empire - Live From The 013", que sai no próximo dia 14 de Agosto. Confesso que este video só veio aguçar mais a minha vontade de comprar este novo CD/DVD.



By Lum
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sexta-feira, 31 de julho de 2020

A Rainha Subjugada, de Philippa Gregory


"Intriga, ambição, poder, amor e história, com uma pesquisa rigorosa e contada de forma soberba sobre Catarina Parr.

A última e sexta mulher sobrevivente de Henrique VIII. Uma mulher forte, intelectual, culta e de uma beleza cativadora.

Novo livro da série Os Tudor, de Philippa Gregory, a escritora consagrada e mais lida do romance histórico em todo o mundo."


Mais um livro da serie Tudor lido. Devo dizer que este foi o livro, de todos os livros da série, que não me cativou tanto. Catarina Parr foi uma mulher inteligente e teve que lutar para se manter viva enquanto 6ª mulher de Henrique VIII. Apesar de autora dizer que esta é a rainha mais interessante de todas, eu confesso que não achei. Não estou com isto a dizer que não gostei do livro, por gostei imenso. Só achei que não teve aquele impacto dos outros. Achei a história dela um pouco aborrecida, se calhar por o livro só se centrar na história dela enquanto rainha e esposa de Henrique VIII, penso que havia mais sobre ela, tanto antes como depois do casamento, que teria sido interessante o livro abordar.
No entanto, não posso deixar de recomendar o livro!


O livro e a série The Tudors

Joely Richardson como Catarina Parr na série Tudors, no dia do casamento - com a coroa de Ana Bolena que ela no livro diz ser horrível


Na série Tudors, Catarina Parr esteve em 5 episódios da última temporada (tantos quanto Jane Seymor). Na série, para além da cena do casamento com a coroa da Ana Bolena, que é igual à do livro, existe outra que achei bastante fiel: a da possibilidade de prisão de Catarina por heresia, em que ela chora e o rei acaba por a "perdoar", mas não sem antes fazer a cena em que o secretário vem para a prender e o rei Henrique faz uma alta cena para ele se ir embora (tudo orquestrado por ele, claro... pelo que parece ele adorava este tipo de cenas). Até achei a série e o livro muito parecidos.


Outros livros da serie The Plantagenet and Tudor Novels que já li:
- A Senhora dos Rios - Aqui
- A Rainha Vermelha - Aqui;
- A Rainha Branca - Aqui;
- A Filha do Conspirador - Aqui;
- A Princesa Branca - Aqui;
- Catarina de Aragão, a Princesa Determinada - Aqui;
- A Maldição do Rei - Aqui;
- Três Irmãs, Três Rainhas - Aqui
- Duas Irmãs, Um Rei - Aqui;
- A Herança Bolena - Aqui;

- A série The White Queen - Aqui;
- A série The White Princess - Aqui;
-A série The Spanish Princess - Aqui.


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segunda-feira, 22 de junho de 2020

BEYOND THE BLACK - Human (Official Video)


Beyond the Black lançaram o seu novo álbum, Horizons. Com o álbum, lá lançaram mais um single, Human. Até achei a música engraçada, embora não me tenha deixado com aquela vontade de a estar sempre a ouvir. O álbum, para mim, é o piorzinho da banda: demasiado electrónico e mais rock pop que simphonic metal.
Mas deixo-vos com o single:



By Lum
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quarta-feira, 17 de junho de 2020

A Herança Bolena, de Philippa Gregory



"1539, a corte de Henrique VIII teme cada vez mais as constantes mudanças de humor do rei envelhecido e doente. Apenas com um bebé, como herdeiro, o rei tem de encontrar outra esposa e o perigoso prémio da coroa de Inglaterra é ganho por Ana de Cléves. Apesar de se mudar para um país onde os costumes e a língua são estranhos, Ana tem as suas razões para aceitar o casamento com um homem com idade para ser seu pai."


Como já tinha dito, estou a aproveitar estes dias mais calmos para ler toda esta série de livros da Philippa Gregory. E cá está o 10º da saga: A Herança Bolena.
Este livro é bastante diferente os anteriores, uma vez que se centra em 3 personagens: Ana de Cléves, Joana Bolena e Catarina Howard. A história do livro inicia-se quando Ana de Cléves é escolhida para ser a 4ª esposa de Henrique VIII e termina na morte da 5ª esposa, Catarina Howard. O último capitulo do livro conta com Ana de Cléves, 5 anos depois, a contar que Henrique VIII morreu e que ela conseguiu sobreviver. 
O livro é narrado na primeira pessoa pelas 3 personagens, pelo que no início de cada capítulo está a informação de quem o está a narrar. O que achei particularmente interessante neste livro, é que a autora abordou todos estes acontecimentos pelo ponto de vista de cada uma delas. É nos mostrada uma Ana de Cléves que nunca conseguiu ser ela própria, devido à educação restritiva da corte de Cléves, que morria de medo de Henrique VIII, mas acabou por ser uma das duas esposas sobreviventes. Temos uma Joana Bolena, considerada na história como uma das mulheres mais más do seu tempo, que acha no seu entender que fez de tudo para salvar o amor da sua vida, Jorge Bolena (irmão de Ana Bolena e que foi executado com ela), apesar de ter testemunhado contra eles em tribunal, denunciando o incesto. Na mente dela, achava que isto iria levar ao perdão de Jorge... Termina, também ela, no cadafalso onde o marido foi executado anos antes. 
Temos uma Catarina Howard, uma menina de 16 anos, imatura, que não teve uma educação adequada a ela, que se deslumbra facilmente com bens materiais, como vestidos e jóias. Cativa a atenção do rei, mais velho que ela mais de 30 anos, com quem acaba por casar, mas que se apaixona perdidamente por Thomas Culpeper, um jovem quase da mesma idade que ela. São ambos executados, acusados de traição. A verdade é que a autora dá entender que Catarina era uma rapariga fútil, e a verdade é que acredito que seria, pois era tão nova e imatura, sem ninguém que a tivesse aconselhado durante o seu crescimento. Penso que ela foi mais vitima, do que culpada. Era uma miúda e seria normal que se apaixonasse por alguém da sua idade, e sem o devido aconselhamento, era uma final previsível para ela.

Um livro mesmo interessante, que recomendo a leitura!


O livro e a série The Tudors


Joss Stone como Ana de Cléves em The Tudors
- Ana de Cléves
Começando com Ana de Cléves, a série The Tudors inicia com uma personagem tal como descrita no livro, muito comedida devido a educação restrita. Mas a série acaba por diferir bastante do livro após o divórcio com Henrique VIII. Enquanto que no livro, Ana de Cléves, apesar de feliz por ser livre para viver da forma que quer, vive também com muito medo que Henrique se lembre de a acusar de algo e manda-la executar. Inclusive, é alvo de inquérito por parte dos seus secretários por causa de um rumor de que ela engravidou e diz que é do rei. Na série, nada disto aconteceu! Henrique VIII tem uma óptima relação com Ana, sendo visita frequente em sua casa. Aliás, a sua filha Elizabeth (filha de Ana Bolena), na série, é criada e educada por Ana.

- Joana Bolena, Lady Rochford


Joanne King como Joana Bolena, Lady Rochford


No livro, Joana Bolena, apesar de todas as conspirações em que se é envolvida, acaba por ser uma mulher integra, que faz o que lhe é ordenado pelo tio, o Duque de Norforlk. É a principal aia e conselheira tanto de Ana de Cléves, como de Catarina Howard. No entanto, na série, apesar de aparecer como aia, só ganha importância de conselheira com Catarina Howard. Outra grande diferença, é que na série, também ela está envolvida com Thomas Culpeper e demonstra ser uma mulher muito invejosa. No livro, não é assim e manteve o seu amor (ainda que um estranho amor) pelo seu marido, Jorge. No livro, ela teve um filho com Jorge, na série nunca o mostrou.

- Catarina Howard


Tamzin Merchant como Catarina Howard e Torrance Coombs como Thomas Culpeper


Por acaso acho que a série e o livro estão muito idênticos. Ambos mostram uma Catarina jovem, "sem juízo", que adora presentes e ambos seguem a ideia que Catarina e Culpeper se envolveram fisicamente. A única diferença, e quase insignificante, é que a relação dela com a enteada, a filha mais velha de Henrique VIII, Mary, na série era péssima, chegando mesmo a trocar palavras desagradáveis, terminando com Catarina a tirar aias a Mary. No livro, simplesmente não havia qualquer relação com ela, não se falavam... toleravam-se.


Outros livros da serie The Plantagenet and Tudor Novels que já li:
- A Senhora dos Rios - Aqui
- A Rainha Vermelha - Aqui;
- A Rainha Branca - Aqui;
- A Filha do Conspirador - Aqui;
- A Princesa Branca - Aqui;
- Catarina de Aragão, a Princesa Determinada - Aqui;
- A Maldição do Rei - Aqui;
- Três Irmãs, Três Rainhas - Aqui
- Duas Irmãs, Um Rei - Aqui;

- A série The White Queen - Aqui;
- A série The White Princess - Aqui;
-A série The Spanish Princess - Aqui.


By Lum
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