domingo, 14 de abril de 2019

Vila Viçosa, a Vila-Museu no Alentejo

Olá,

No ano passado fomos visitar terras mais a sul: Vila Viçosa!

Vila Viçosa - Paço Ducal

Vila Viçosa é uma vila localizada no distrito de Évora. O seu nome deve-se à fertilidade dos solos e aos seus encantos. É uma vila cheia de história, com um património riquíssimo criado ao longo de vários séculos. É também a terra de uma das mais ilustres poetisas Portuguesas, Florbela Espanca.

Casa onde nasceu e viveu Florbela Espanca - Vila Viçosa

Para além disto, Vila Viçosa é rica em mármore, é aqui que se situam as pedreiras de mármore, que são cerca de 160. Daí o nome de capital da mármore.

História

Nos primeiros séculos, Vila Viçosa foi ocupada por romanos e muçulmanos. Foi conquistada em 1217 por D. Afonso II e em 1270 recebeu o foral de D. Afonso III, que lhe atribuiu a categoria de vila.
No século XIV, o rei D. Dinis mandou construir o Castelo de Vila Viçosa.

Castelo de Vila Viçosa

No século XV, mais precisamente em 1461, a vila passou a fazer parte do Ducado de Bragança. Em 1500, D. Manuel convidou D. Jaime I a regressar à corte, restituindo-lhe os títulos anteriores.
Em 1502, a mando do Duque Jaime I de Bragança, deu-se início à construção do Paço Ducal de Vila Viçosa. A partir de então, a vila passou a ser a sede do Ducado de Bragança.

Paço Ducal visto das muralhas do Castelo de Vila Viçosa

Em 1640, D. João II, Duque de Bragança subiu ao trono de Portugal como D. João IV, finalizando a dinastia Filipina e dando início à dinastia de Bragança. Assim,  Vila Viçosa passou a ser a residência de férias da família real. 

Em 1640, D. João IV ofereceu a coroa de Portugal à Nossa Senhora da Conceição, em forma de agradecimento pela vitória na Guerra da Restauração. Assim, a Nossa Senhora da Conceição tornou-se Rainha e Padroeira de Portugal. Mais nenhum rei de Portugal usou coroa a partir desta data.

Ruas de Vila Viçosa

No século XVIII, a vila também sofreu com o Terramoto de 1755 e no início do século XIX a vila foi pilhada durante as Invasões Francesas.

Estátua de D. João IV - Paço Ducal

Com a proclamação da República, Vila Viçosa entrou em declínio, muito por culpa da vontade dos republicanos em fazer desaparecer todos os vestígios da Monarquia. No entanto e felizmente, na década de 1930, com a exploração dos mármores e da abertura do Paço Ducal aos turistas, por vontade expressa de D. Manuel II, Vila Viçosa ganhou uma nova vitalidade.


O que ver
Vila Viçosa é realmente uma vila museu, com ruas cheias de história. Há muito para ver e visitar...

Paço Ducal

Paço Ducal de Vila Viçosa e Estátua de D. João IV

O paço Ducal é um edifício verdadeiramente espectacular, um exemplar esplendoroso da nossa arquitectura. A visita a este Paço é obrigatória!
A sua fachada é totalmente revestida a mármore proveniente da região e tem cerca de 110 metros de comprimento.

Jardins do Paço Ducal

O Paço dispõe de mais de 50 salas abertas os público, e onde é possível aprender-se muito sobre a história local e nacional. A visita é realiza-se em grupos de cerca de 30 pessoas e são acompanhadas por um guia que nos vai contando a história de de cada sala. O guia que nos acompanhou na visita era impecável e fez-nos sentir como se fizéssemos parte da própria história. Claro que as fantásticas salas contribuíram e muito para isso.

Cozinha do Paço Ducal de Vila Viçosa

Em todas as salas existem colecções de pintura, escultura, mobiliário, tapeçaria, cerâmica e ourivesaria. Infelizmente não se pode tirar fotos no Paço. Numa visita, não é possível visitar todas as salas do Paço, no entanto, as salas a visitar vão sendo trocadas, para que sempre que o visitemos, não vejamos sempre as mesmas. 

Interior do Paço Ducal

Para além das salas, no interior dos muros do Paço, existem diferentes núcleos museológicos:
  • a Armaria, que estão as várias colecções de armas da Dinastia de Bragança;
  • o Tesouro, com várias peças de ourivesaria e exemplares  de pinturas e tapeçarias, bordados a ouro e peças de cerâmica;
  • a Porcelana Azul e Branca da China, a mais importante colecção particular de porcelana chinesa da Península Ibérica;
  • os Coches e Carruagens pertencentes à Família real, incluindo também viaturas de gala dos séculos XIX e XX;
  • a Tapada Real, transformada pelos sucessores do 4º Duque de Bragança no maior espaço natural amuralhado do país, com uma fauna e flora onde se realizavam as caça dos monarcas desta Dinastia.
Claustro no interior do Paço Ducal


De todos estes núcleos museológicos, apenas visitamos o dos coches, situado nas antigas cavalariças do Paço. Também aqui a visita é guiada e feita em pequenos grupos. Este é daqueles museus que não podemos perder. Os coches são incríveis e lindíssimos. Também é lá que se encontra o coche onde foram assassinados o rei D. Carlos e o príncipe real D. Luís Filipe. É possível ver os buracos das balas cravados no coche. 

Interior dos muros do Paço Ducal

É realmente uma pena não se poder tirar fotos. Digo, valeu a pena a visita, mesmo! Adorei!!!

As visitas podem ser efectuadas:
De Outubro a Maio - De quarta-feira a Domingo das 10h às 13h (ultima entrada às 12h) e das 14h às 17h (última entrada às 16h); encerrados às segundas e terças de manhã;
De Junho a Setembro - De quarta-feira a Domingo das 10h às 13h (ultima entrada às 12h) e das 14h às 18h (última entrada às 17h); encerrados às segundas e terças de manhã.

Todos os museus encontram-se encerrados nos feriados nacionais.

Jardins do Paço Ducal

Os preços das entradas são os seguintes:
Paço Ducal - visita de cerca de 1 hora - 7€;
Armaria - visita de cerca de 1 hora  - 3€;
Colecção de Porcelana Chinesa - visita de cerca de 30 minutos - 2.50€;
Museu de Carruagens - visita de cerca de 30 minutos - 3€;
Tesouro (Paço Ducal) - só dias úteis - visita de cerca de 30 minutos - 2.50€.

Igreja e Convento dos Agostinhos

Igreja e Convento dos Agostinhos

Situada em frente ao Paço Ducal, é aqui que estão sepultados os duques de Bragança em túmulos de mármore, chamado Panteão da Memória. 
Foi construída em 1267 por D. Afonso III em honra da Nossa Senhora da Graça. Foi entregue à Ordem dos Eremitas Calçados, sendo o primeiro convento a ser instituído em Vila Viçosa.
Quando se iniciou a construção do Paço, o convento foi reestruturado e a sua fachada ficou virada para o Terreiro do Paço.

Não foi possível visitar quando lá estivemos, pois encontrava-se encerrado.

Castelo de Vila Viçosa

Castelo de Vila Viçosa

É no castelo que se situa o museu da Caça e Arqueologia. 
No Museu da Caça é possível encontrar uma colecção que inclui espécies relativas à caça, tanto de origem europeia como asiática. Pode-se ver ainda, troféus de caça africanos e uma colecção de cerca de 200 armas. No Museu de Arqueologia é possível visitar peças arqueológicas de diferentes épocas. Destaca-se ainda o espólio de peças romanas encontradas na região e alguns artefactos pertencentes à colecção pessoal do rei D. Luís I.

Vista do Castelo sobre a Vila

A visita aos dois museus são de cerca de uma hora e o preço do bilhete é de 3€. O horário é o mesmo do Paço Ducal.

Santuário de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa

Capela da Nossa Senhora do Castelo

Dentro das muralhas do Castelo, encontra-se a antiga capela da Nossa Senhora do Castelo, onde está o Santuário da Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa com a sua imagem original.

Não é possível precisar a data em que foi construída, no entanto pensa-se que já existia na época medieval. O edifício actual resultou de uma reforma em 1569, durante o reinado de D. Sebastião. Na construção do seu interior foi utilizado predominantemente o mármore da região.

Interior da Capela da Nossa Senhora do Castelo

Uma curiosidade acerca da imagem da padroeira de Portugal é que desde de 1820 são as vestes das rainhas e outras damas da Casa Real que vestem a imagem da Nossa Senhora da Conceição.

Interior da Capela da Nossa Senhora do Castelo

A igreja é lindíssima no seu interior. 

Convento das Chagas de Cristo

Convento das Chagas de Cristo

Actualmente é a Pousada Dom João V, mas já foi um convento onde as duquesas tinham o seu próprio mausoléu.  Construído no século XVI, este convento situa-se mesmo ao lado do Paço Ducal. Sofreu remodelações durante o reinado de D. João V. Em 1905, o convento foi encerrado após a morte da última freira.

Apenas é possível visitar os jardins, uma vez que o hotel fica no edifício do convento.

Igreja de São Evangelista

Praça da Republica e Igreja São Evangelista

A Igreja de São Evangelista - também conhecida como Igreja de São Bartolomeu - foi construída no século XVII e situa-se na Praça da Republica. É uma igreja lindíssima.
Desta praça tem-se uma vista espectacular para o Castelo.

Vista para o Castelo - Praça da Republica


Para além destes locais de eleição, Vila Viçosa tem outros locais belíssimos para visitar, como:
  • Museu do Mármore
  • Igreja de São João Evangelista
  • Igreja da Lapa
  • Cruzeiro de Vila Viçosa
  • Igreja e Convento dos Capuchos
  • Casa Museu Bento de Jesus Caraça
  • Museu Agrícola e Etnográfico
  • Porta do Nó
  • Porta da Vila
  • Pelourinho
Ruas de Vila Viçosa


Como Chegar

Do Porto - A1 em direcção a Sul, seguir pela saída para A10 em direção a Benavente/Algarve, convergir com A13 em direção a A2/A6/A12/Algarve, seguir pela A6 em direção a Évora/V.das Novas e sair na saída 8 para N255 em direção a N4/Borba até Vila Viçosa

De Lisboa - A2 até bifurcação da IP7, seguir as direções para A6/A13/A15/A1/Espanha/Évora/Santarém, seguir pela A6 e sair na saída 8 para N255 em direção a N4/Borba até Vila Viçosa.

By Lum
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sábado, 6 de abril de 2019

O Dia dos Milagres, de Francisco Moita Flores


"O Dia dos Milagres é uma viagem apaixonante aos últimos dias do regime filipino que haveria de baquear no golpe de Estado que iniciaria a dinastia de Bragança.
O autor centra a acção em Vila Viçosa, onde viviam os Duques de Bragança, e conduz-nos pelos dias de ansiedade, dias terríveis, vividos entre crenças e superstições, marcado por revoltas e sofrimento, num Portugal pobre e cansado, traumatizado pela tragédia de Alcácer Quibir, de onde espera que chegue o Rei Sebastião.
O Dia 1 de Dezembro de 1640 foi um momento único da História de Portugal. Uma data que foi desprezada, até deixou de ser feriado, decisão que enxovalha a memória portuguesa. Um punhado de fidalgos, apoiado pelo Povo de Lisboa, enfrentou o mais poderoso Império do mundo. E devolveu a dignidade a Portugal. São os preparativos dessa saga extraordinária que percorrem as páginas deste romance apaixonante, terno, para que a memória colectiva não esqueça, aquilo que os novos servos do nosso tempo esqueceram, julgando Portugal do tamanho de um mero livro de contabilidade."

Cá está um livro que gostei de ler pela história e simplicidade com que o autor a conta. É um romance puro sobre o renascer de Portugal como País.
A acção do livro é curta, uns meses, em que conta toda a preparação da "conspiração" que acabou com a dinastia filipina e iniciou a de Bragança. Adorei todos os detalhes que o autor usou em toda a narrativa, das personagens, mesmo as fictícias e a forma como as enquadrou com as personagens reais.
Achei que o autor iniciou o livro da melhor forma, começando a acção quando D. Sebastião era rei, contando a batalha sangrenta onde se perdeu o rei e tantos outros portugueses, mesmo os que sobreviveram e que nunca mais foram os mesmos. Foi o enquadramento ideal para explicar as raízes de D. João IV. Depois deste episódio, vamos directos para Vila Viçosa, ao Paço dos Duques de Bragança, onde D. João IV e os conjurados planearam o golpe de estado que iria derrubar o regime filipino.

Um livro obrigatório para os amantes de romances históricos!

By Lum
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quarta-feira, 3 de abril de 2019

domingo, 31 de março de 2019

Eu e a saga do pé...

Olá,

Lembram-se das dores que tinha no pé e a saga toda em torno do que tinha? E que supostamente estava resolvido, tal como falei neste post?

Não...!


À cerca de 3 semanas, a dor no pé voltou. Lá fui eu à fisioterapia, que me disse que o ideal era repetir a ressonância magnética, pois a outra não lhe parecia muito bem feita. Disse que a injeção de cortisona tira as dores, mas que os seus efeitos podiam ir até 2-3anos... durou ano e meio.


E pronto, lá fui eu, de volta ao ortopedista... E ele lá me mandou fazer a ressonância novamente. Como é óbvio, não fui ao mesmo sítio fazer... 4 dias, e saíu o resultado.. e...



.. Ora, estiramento de ligamentos, lesão do deltóide com derrame, tendinose e um esporão no calcanhar! Basicamente, tenho o pé esquerdo todo f#*$#!!

E a outra ressonância tinha um pé perfeito, enquanto a ecografia acusava uma "major" inflamação... Não sei que diga, mas fiquei chateada.....


Voltei ao ortopedista para saber o veredicto! Parece que o que eu tenho é nada mais nada menos que uma entorse (apesar de nunca a ter notado que a fiz) e que levou também a uma tendinose por ter forçado demasiado o pé. Bah!!

Agora, o que se segue? Repouso (not in my work, folks!), fisioterapia, tomar suplemento para fortalecer as cartilagens e.... infiltrações de ácido hialurónico.


E pronto, que os tratamentos comecem e resolvam esta porcaria de vez!!!!!
Wish me luck!

By Lum
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quarta-feira, 27 de março de 2019

O Mosteiro da Batalha

Olá,

Quando visitei Leiria, fiz uma paragem para voltar a visitar o Mosteiro da Batalha (sim, já o tinha visitado várias vezes, mas só fiz a visita paga dentro quando era muito pequena e já não me recordava).


Mosteiro da Batalha


A História

O Mosteiro da Batalha, ou Mosteiro de Santa Maria da Vitória, situa-se na vila de Batalha. Foi mandado construir por D. João I em agradecimento à Virgem Maria pela vitória na Batalha de Aljubarrota. A sua construção prolongou-se por mais de 150 anos. Foi doado por D. João I à ordem de São Domingos, pelo que em 1388 já lá viviam os primeiros frades dominicanos. 

Mosteiro da Batalha - Capelas Imperfeitas

D. Filipa de Lencastre, esposa de D. João I e rainha de Portugal, envolveu-se bastante nos projectos de construção. Foi aqui que D. João I e D. Filipa, os primeiros reis da nova dinastia, a de Avis, decidiram fundar o seu próprio panteão, dando uma nova dimensão ao mosteiro. 

Panteão da dinastia de Avis - na 1ª foto os túmulos de D. João I e D. Filipa de Lencastre; na 2ª e 3ª fotos estão os túmulos dos seus filhos, com excepção de D. Isabel de Borgonha, e dos retantes reis da dinastia de Avis; na 4º foto o túmulo do Soldado Desconhecido.

Todos os reis portugueses até D. João III, com excepção de D. João II, fizeram várias obras no mosteiro, concluíram o sistema hidráulico do Panteão e encerraram os vãos com vitrais. Durante o reinado de D. Afonso V, fez-se a primeira ampliação do convento, com a construção de um claustro de dois andares, em que o piso térreo albergava dependências destinadas ao armazenamento de provisões e o piso superior destinava-se à cela dos frades.

Mosteiro da Batalha - Claustro Real

A partir do ano de 1551, o mosteiro sofreu uma profunda alteração, devido à reforma da Igreja Católica e ao aumento dos estudos teológicos, pelo que foi construído mais dois novos claustros. Os frades passaram a estar em clausura rigorosa. No entanto, os claustro quinhentistas e os seus anexos foram demolidos durante as obras de restauro no século XIX.

Mosteiro da Batalha - Claustro

A história do mosteiro torna-se menos conhecida desde do século XVI até 1834, data em que foi extinto o convento.
Após a extinção, os edifícios ficaram na posse do estado e foram posteriormente vendidos a um particular. Em 1840, o mosteiro voltou a receber atenção do Governo, muito por causa do rei consorte D. Fernando II, que conferiu um orçamento anual para restauro.

Mosteiro da Batalha - Capelas Imperfeitas e Capela do Fundador

O interesse do rei D. Carlos I levou a que os túmulos de D. Afonso V, D. João II e do príncipe D. Afonso fossem renovados. No entanto, a função memorial do mosteiro foi ampliada, pois foi escolhido para receber, a partir de 1921, a homenagem a todos os portugueses que perderam a vida na I Grande Guerra Mundial - o túmulo do Soldado Desconhecido.

Mosteiro da Batalha - Espaço destinado à loja e a um pequeno museu sobre o exército militar Português

Pontos de interesse no Mosteiro 

O Mosteiro é de facto um edifício imponente, tendo vários pontos que merece uma atenção especial. Alguns dos pontos já se encontram nas fotos acima, no entanto, fica aqui em mais pormenor.
  • Capela do Fundador ou Panteão de Avis - No Mosteiro da Batalha estão sepultados D. João I, D. Filipa de Lencastre, o infante D. Henrique, o infante D. João, D. Isabel, D. Fernando, D. Afonso V, D. João I e D. Duarte .
Capela do Fundador
  • Igreja da Santa Maria da Vitória - Nave Central 
Nave Central da Igreja da Santa Maria da Vitória
  • Casa do Capítulo - Onde se encontra o Túmulo do Soldado Desconhecido. As Abóbadas e a porta são bem trabalhadas, chegando a ser inacreditáveis. 
Casa do Capítulo

  • Claustro Real
Claustro Real

  • Vitrais - Os Vitrais são magníficos, o da foto é o mais simples
Vitral
  • Capelas Imperfeitas
Capelas Imperfeitas

Video filmado por Lum&Nightmare


Horários das Visitas

Os mosteiro pode ser visitado:
  • 16 de Outubro a 31 de Março - Das 09h00 às 18h00 (última entrada 17h30)
  • 1 de Abril a 15 de Outubro - Das 09h00 às 18h30 (última entrada 18h00)

O Mosteiro encontra-me encerrado: 1º de janeiro, domingo de Páscoa, 1 de maio e 25 de dezembro.

Existem 2 modalidades de bilhetes: o bilhete individual com o preço de 6€ e o bilhete conjunto Rota do Património (Alcobaça, Batalha, Convento de Cristo): 15 €.

Existem depois bilhetes especiais para pessoas com mais de 65 anos, para quem tem cartão jovem ou é estudante e o bilhete família.

Mosteiro da Batalha - Detalhes da sua arquitectura

Pode ainda aproveitar para visitar o Planalto de São Mamede, as Grutas da Moeda em São Mamede, a Ponte da Boutaca, Pia de Urso, o Museu da Comunidade Concelhia da Batalha e o Museu Etnográfico Casa da Madalena.

Como Chegar

Do Porto - Pela A1, sair na saída Fátima/Batalha;  ou IC2 e sair na Saída Batalha

De Lisboa - A1 em direcção a Norte, saída em direção a Fátima/ Batalha; ou A8 saída Leiria; ou IC2 e sair na saída Batalha.


 By Lum
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sexta-feira, 22 de março de 2019

D. Sancho I, O Herdeiro do Reino, de Maria Antonieta Costa

"Nos primeiros tempos como reino independente, Portugal precisa de afastar os inimigos, formar alianças, povoar a terra. Só um rei com qualidades excecionais o poderia fazer. Intrépido, arguto, inabalável, amante de artes e com um extraordinário talento para governar, D. Sancho é o herdeiro perfeito para dar continuidade à bravura do fundador.
Quem foi na verdade D. Sancho I? O que recebeu de herança do pai, D. Afonso Henriques? Como defendeu e governou o seu reinado? Que força têm os poderes visionários de uma mulher na personalidade de um rei? Treinado para a conquista e defesa da terra, como controlou o monarca o território do amor?"

Este foi um daqueles livros que me senti um pouco "enganada" com o seu título e com a descrição dele. É que o livro leva-nos a crer que se centra em D. Sancho I, mas a verdade é que não passa de uma personagem meramente secundária. Este livro é pura e simplesmente sobre a sua amante, Maria Pais da Ribeira! Não estou com isto a dizer que o livro é mau, porque não o é. O livro é bom, um romance que gostei muito de ler. 
Maria Pais da Ribeira, que sem se dar conta, levou a que todos pensassem que ela era pitonisa, tendo sido levada para a corte por causa disso mesmo. E foi aí que conheceu o rei D. Sancho e se apaixonaram. A partir daqui, o livro leva-nos para o seu universo. 
A autora inventou algumas personagens, sendo uma dela o irmão gémeo de D. Sancho. Entendo a ideia da autora explorar esta vertente, no entanto deixa de ser fiel à história real. Apesar disto, a autora guiou os factos e interligou tudo com a ficção. É interessante a forma como a autora faz isso.
O livro não responde às perguntas do prefácio, como "quem foi na verdade D. Sancho I" ou "como defendeu e governou o seu reinado". Como digo, o livro segue a vida de Maria Pais da Ribeira, até à sua morte. 

Apesar do título do livro ter-me induzido em erro, gostei de o ler! Um romance histórico diferente!

By Lum

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domingo, 17 de março de 2019

Alergias - a descoberta

Olá,

Como sabem, em Novembro do ano passado fiquei doente com papeira, mas o médico que inicialmente fui, pensou que se tratava de uma amigdalite e pôs-me a antibiótico. Claro que me questionou se eu era alérgica a algum composto, pelo que respondi que não. Quando era criança, tive várias crises de amigdalite, tomei muito antibiótico e algumas injecções de penicilina. Nunca fiz alergia a nada.

No entanto, parei de tomar o antibiótico quando o médico da empresa onde trabalho me disse que tinha papeira e que aquilo não estava a fazer rigorosamente nada. Passadas 24 horas, começou a aparecer a urticária, passado umas horas tinha o corpo todo cheio de pintinhas (quando digo todo, é mesmo todo... rosto, pés, mãos, couro cabeludo, tudo). A médica disse que seria alergia ao antibiótico (ver post aqui).
Em nenhum post que fiz à data, mostrei como fiquei. Pensei se haveria de postar foto ou não, mas decidi fazê-lo. A foto é do meu braço e dá para ter a ideia de como estive. Todo o meu corpo estava igual ao meu braço.


A alergia foi o piorio! 
A comichão era tanta.... não consegui dormir ou descansar! O quente fazia-me aflição, mas estava frio e também não queria estar gelada. Foi muito mau! Ao fim de mais de uma semana, as manchas desapareceram, mas a alergia não foi embora com elas. A comichão continuou, a minha pele começou a esfolar e a escamar (incluindo rosto e couro cabeludo). Tinha que literalmente me empastar de hidratante, parecendo que andava cheia de óleo (ver post aqui).


Imunoalergologia 
- O processo
Em Dezembro, consultei uma imonualergologista para conseguir perceber a que composto do antibiótico fiz alergia. 
Primeiro, comecei por contar tudo, com datas e horas exactas, mostrei fotos, etc. Foi tudo anotado, para que pudesse ser traçado o historial.
Com isto feito, a médica mandou fazer análises ao sangue para perceber se dava positivo para alergia a 3 compostos: Penicilina, Amoxicilina e Ácido Clavulânico. Este era o ponto de partida.

Em cerca de uma semana, recebi os resultados e enviei-os à doutora. Os resultados tinham sido inconclusivos. Assim, teríamos que ir para a próxima etapa que seria fazer os testes cutâneos.

E assim foi... No dia de Carnaval fui fazer os testes cutâneos. 

- Os Testes Cutâneos
Devo dizer que este processo foi extremamente doloroso.
Mais uma vez, foram testados os 3 componentes. E como foi?
Primeiro levei duas picaditas, que eram o controlo positivo e negativo. Levei também uma picadita de cada um dos componentes. Esta parte foi a única que não foi dolorosa. Após 30 minutos, começou o pior. Fui injetada, entre a pele, com uma forma diluída de cada um deles nos braços. Foi muito doloroso! Quem já tomou injecções de penicilina sabe do que falo.
Após cerca de 40-45 minutos, foi efectuada injecção de cada um deles, mas desta vez um pouco mais concentrada. Após mais 40-45 minutos, fiz as últimas 3 injecções cutâneas e estas foram as mais dolorosas. No fim, fiquei assim.


Esperei mais cerca de 30 minutos para ver se fazia alergia, e nada. Não fiz alergia nenhuma.

A Confirmação da Alergia
Assim, vim para casa, mas a médica disse para eu estar vigilante e atenta a alguma alteração durante os próximos dias. Mas não foi preciso esperar muito tempo. Passadas umas horas, no mesmo dia à noite, duas das picadas da amoxicilina começaram a ficar avermelhadas e a dar alguma comichão.


No dia seguinte, todas as picadas estavam avermelhadas e a dar bastante comichão. Contactei a médica, que me disse para esperar pelo dia seguinte e ver como estavam as picadas. Continuavam super vermelhas.


 

Ao fim de 48 horas, a médica confirmou a alergia tardia à amoxicilina. Não a poderei tomar mais, e por isso terei que indicar esta alergia sempre que for ao médico.

O processo foi doloroso, mas tirou todas as dúvidas. Assim, não terei que passar por uma alergia horrível como a que tive. 

Espero que com este testemunho possa ajudar outras pessoas que passem por algo idêntico!

By Lum






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segunda-feira, 11 de março de 2019

quarta-feira, 6 de março de 2019

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A Star is Born - Nasce uma Estrela




Desde que este filme saiu que só ouvia falar dele. Até o meu pai, que não costuma achar piada a este género de filmes, fartava-se de dizer para eu o ver, que era espectacular. Confesso também que tinha curiosidade em ver como é que a Lady Gaga se tinha saído como actriz. Portanto, fui vê-lo...

E o que achei...?
Eu gostei bastante de filme, apesar de ser um daqueles filmes de romance muito clichés: a empregada que sabe cantar e na qual o cantor famoso se apaixona por ela depois de a ouvir. Isto resume uma parte do filme.
No entanto, no decorrer do filme, a história fica mais interessante e teve um final que não estava à espera.

Acho que a Lady Gaga teve uma estreia em grande como actriz. Tem realmente talento! Apesar da música dela não fazer muito o meu género, tenho que dizer: a mulher é talentosa, excelente actriz e óptima cantora! Ela tem um vozeirão! Outro aparte, nada a ver, ela sem a maquilhagem e excentricidade que habitualmente tem, é uma mulher bonita. Mas entendo a excentricidade, é a imagem de marca dela. Os meus aplausos também para o Bradley Cooper, que mostrou que sabe cantar. Surpreendeu-me muito pela positiva!

Uma das coisas que gosto neste filme (por incrível que pareça) é a banda sonora. Não tanto as musicas que ela canta quando no filme grava um álbum a solo, mas as restantes... acho-as bonitas, ficam no ouvido e tem conteúdo. Um aplauso para a última música, que é muito bonita.

Resumindo e concluindo: é o típico filme cliché, mas que vale muito a pena ver!
Deixo-vos com duas das minhas músicas preferidas do filme:









By Lum
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sábado, 2 de março de 2019

A minha história com Bob, de James Bowen


"Quando James Bowen encontra um gato alaranjado no prédio onde vive, não faz ideia do quanto a sua vida irá mudar. Lutando por sobreviver como músico de rua na cidade de Londres, a última coisa de que precisa é um animal de estimação. No entanto, incapaz de resistir ao animal doente, acolhe-o em sua casa. Quando Bob recupera a saúde, James deixa-o à porta do prédio, imaginando que nunca mais o voltará a ver. Todavia, Bob tinha outros planos. Dentro de pouco tempo, os dois tornam-se inseparáveis e as muitas aventuras que irão viver transformarão para sempre as suas vidas, curando lentamente as cicatrizes do passado atribulado de ambos. 

Esta é a história de uma amizade improvável e de como um gato vadio irá ajudar um homem a recuperar a sua autoestima e dar-lhe uma nova esperança quando o resto do mundo lhe parecia ter fechado as portas."

Este é um daqueles livros que lemos com uma facilidade... puuufff! É uma história tão cativante! Então para quem gosta de animais nem se fala... 
Tudo começa quando James, um toxicodependente em recuperação, encontra Bob, uma gato alaranjado. A partir daqui, inicia-se uma história de companheirismo espectacular. Bob dá uma nova alegria e força à vida de James. Tanto, que este começa a endireitar a sua vida até deixar definitivamente a droga. Durante todo este processo, acontecem tantas peripécias... A sério, vale a pena ler. Um livro que nos transmite uma mensagem bonita e nos mostra o quanto os animais podem ajudar-nos.

Este livro deu origem a um filme, em que Bob é protagonista: "A Street Cat Named Bob", assim se chama.
Existem algumas diferenças do filme para o livro, mas a mensagem e a essência da história estão lá. Nomeadamente, existe alguma diferença relativamente às personagens. O início do filme, em que James aparece ainda como sem abrigo, a consumir droga até este conseguir uma casa, não aparece no início do livro. Isto vem durante o livro, quando James recorda algumas das situações por que passou quando estava viciado. Aliás, durante o livro ficamos com uma ideia de como foi toda a sua história de vida. Obviamente, o filme não podia ter isto tudo. Mas lá está, a essência e todos os acontecimentos estão lá. O início do filme tinha que ser dessa forma, para que pudéssemos entender toda a história.

Deixo-vos com o trailer do filme:


Aconselho a ver o filme e aconselho vivamente a leitura deste livro! Uma lição de vida!

By Lum
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