quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

A Traição de D. Manuel I, de Jorge Sousa Correia


"Quando, em 1518, D. Leonor de Habsburgo veio na companhia do futuro imperador Carlos V, seu irmão, da Flandres para Espanha, no seu pensamento só uma promessa de casamento permanecia. Chegava depois a Portugal, onde tinha noivo seguro, o príncipe herdeiro, à sua espera para encerrar um capítulo há muito negociado por D. Manuel I e a família dos Habsburgo. Então por que razão se casou com o pai do noivo? E o que fez D. Manuel I desejar a noiva do filho e atraiçoar o acordo?"


Mais um livro deste autor que gostei muito. É um autor que segue a história sem divagar muito, o que me agrada bastante. Apesar desta ser a história de vida de D. Leonor de Habsburgo desde de que se casa com o rei D. Manuel I, o que o autor pretende é que imaginemos como seria a sua vida se tivesse casado com quem estava destinada, isto é com o filho mais velho de D. Manuel I. Teria sido ela mais feliz? Essa é a duvida que ficará sempre...
É um pouco triste que D. Leonor seja uma rainha esquecida, tanto de Portugal como de França. Foi rainha de Portugal por pouco tempo, pois o seu esposo faleceu poucos anos depois, mas deu dois herdeiros a Portugal (infelizmente Carlos morreu em bebé). Foi rainha de França e muito fez nos bastidores pela paz entre o rei de França seu marido e o Imperador, o seu irmão.
Uma história de vida sofrida, mas que não deixa de ser admirável!


Este é o segundo livro que leio sobre Leonor de Habsburgo (ver aqui). Eles diferem em alguns aspectos da história, nomeadamente logo após a morte de D. Manuel I. Neste livro, o autor mostra que havia interesse tanto de D. Leonor como de D. João III (filho de D. Manuel I e rei de Portugal) em casarem, no entanto não aconteceu muito por causa do imperador D. Carlos, irmão de D. Leonor. No livro de Yolanda Scheuber, mostra que D. leonor nunca quis casar com D. João III. Penso que este é o ponto e que diferem mais.

Recomendo!


By Lum

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sábado, 8 de fevereiro de 2020

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Arroz de Caril Fingido - Receita

Olá,

Hoje trago-vos uma receita saudável. A minha nutricionista deu-me a receita e eu fiz umas pequenas alterações.



Ingredientes (para 1 pessoa - Na foto a receita foi para 3 pessoas):
- Meia cabeça de bróculo pequena;
- 1 fio de azeite;
- 2 dentes de alho;
- 1 tomate médio; 
- Meia cebola;
- 6 cabeças de cogumelos;
- 6 colheres de sopa de miolo de camarão;
- Sumo de meio limão;
- 1 colher de café de caril;
- 1 colher de sopa de creme de coco (pode substituir por coco ralado);
- Meia chávena de arroz carolino.

Preparação:
1º Picar a cebola e os dentes de alho e colocar ao lume com um fio de azeite e deixar até a cebola ficar transparente. De seguida adicionar o tomate já sem pele;
2º Picar a cabeça de bróculo e adicionar ao tacho. Deixar cozinhar por 5 minutos;
3º Adicionar o miolo de camarão, o sumo de limão, o caril e o creme de coco e mexer muito bem;



4º Adicionar a água. Quando a água estiver a ferver, baixar o lume e adicionar o arroz e os cogumelos previamente cortados em 4. Deixar cozinhar até o arroz estar no ponto. Servir e bom apetite!!! =)






By Lum
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sábado, 1 de fevereiro de 2020

Aldeia Histórica de Almeida - a Estrela do Interior

Olá,

Hoje dou-vos a conhecer a Estrela do Interior: a Aldeia Histórica de Almeida.

Aldeia Histórica de Almeida

Almeida é um vila junto à fronteira com Espanha, pertencente ao distrito da Guarda. A sua origem terá estado na migração dos habitantes de um castro lusitano, localizado a Norte do lugar do Enxido da Sarça.  Dado a sua localização num planalto, os árabes chamavam-na de Al-Mêda (a Mesa), Talmeyda ou Almeydan, tendo construído um pequeno castelo.

Aldeia Histórica de Almeida

Após o período da Reconquista Cristã, foi sucessivamente disputada com Leão e só passou a total domínio português, após o Tratado de Alcanizes em 1297. Recebeu foral de D. Dinis e posteriormente de D. Manuel I. Em 1810, foi desvastada pela explosão do Revelim do Paiol, motivada pelas Invasões Francesas. 

Muralha da Aldeia Histórica de Almeida

O que ver

1. Revelim da Cruz

Situa-se à entrada da Fortaleza e é constituída pelas Portas Duplas  de São Francisco ou Cruz.
Revelim da Cruz

2. Portas Duplas de São Francisco ou Cruz

Situam-se à entrada da fortaleza, junto ao Fosso e são duas portas. Cada uma delas são abertas em arco pleno. Lateralmente, é possível encontrar o Posto de Turismo.

 Portas Duplas de São Francisco ou Cruz


3. Antigo Convento de Nossa Senhora do Loreto/ Quartel e Hospital Militar
Este convento de freiras Terceiras Regulares de São Francisco data do início do século XVI. O que restou do antigo convento, mostra uma planta em L, que corresponde à Igreja Matriz, já com remodelações oitocentistas.

Antigo Convento de Nossa Senhora do Loreto

Junto ao arco triunfal, existe um portal, única coisa que resta da capela do Menino Jesus (mandada construir por Dantas da Cunha em 1699).

Igreja Matriz


4. CEAMA - Centro de Estudos de Arquitectura Militar de Almeida
O CEAMA localiza-se nas Casas da Guarda das Portas Exteriores do Revelim de Santo António. 

CEAMA visto de dentro da muralha

É constituído por dois espaços com a mesma missão: mostrar aos visitantes de forma instrutiva e cativante os elementos que constituem a Fortaleza de Almeida.

CEAMA

5. Revelim Doble - Hospital de Sangue
Este Revelim de influência Vaubaniana é assim designado por ser uma estrutura dupla. Do ponto de vista técnico é dos baluartes mais perfeitos por "tirar das faces dos baluartes que o flaqueia todo o fogo, cobrindo todos os flancos". Terá também servido de Paiol.

Revelim Doble

6. Picadeiro D'EL Rey
O actual Picadeiro de Almeida sofreu inúmeras adaptações funcionais ao longo do tempo. Originalmente serviu de Trem de Artilharia, onde existiam inúmeras forjas para a manufactura e reparação do equipamento de guerra.

Picadeiro D'EL Rey

Na segunda metade do século XIX caiu em ruína, e actualmente mantém as seguintes estruturas originais: o Portal coroado com as armas reais, o edifício das manjedouras, o muro circular e as paredes laterais com contrafortes.

Picadeiro D'EL Rey

7. Portas Duplas de Santo António
Situam-se junto às Casas da Guarda e são muito idênticas às Portas de São Francisco, embora mais monumentais. 
Portas Duplas de Santo António

8. Ruínas do Castelo de Almeida
O Castelo de Almeida encontra-se em ruínas desde da explosão do Revelim do Paiol, no entanto permite verificar que a sua planta seria quadrangular irregular. 
Ruínas do Castelo de Almeida

9. Torre do Relógio e Pelourinho 
Ficam situados perto do Castelo, sobressaindo entre a malha urbana. A Torre do Relógio fica localizada dentro do antigo cemitério da Vila.

Torre do Relógio e Pelourinho 

10. Casa Brasonada António Pereira Fontão Júnior
É designada de "casa grande", é uma construção extensa e a fachada é fabulosa pela sua riqueza decorativa. Pertenceu ao comerciante da Vila António Pereira Fontão Júnior.

Casa Brasonada António Pereira Fontão Júnior

11. Casa de João Dantas da Cunha
Foi edificada após o cerco de 1762 e apresenta uma arquitectura civil residencial. Pertenceu a João Dantas da Cunha.
Casa de João Dantas da Cunha

12. Terreiro Velho
Este espaço era localmente designado de Terreiro Velho e faz alusão aos antigos alpendres do mercado que se situava na Praça Velha.
Terreiro Velho

13. Corpo da Guarda Principal
A construção deste edifício iniciou-se em 1791. É o único edifício militar construído de raiz e um dos mais emblemáticos da Praça da Guerra. Actualmente serve de instalações à Câmara Municipal. 
Corpo da Guarda Principal

14. Vedoria Geral da Beira/ Casa dos Governadores
É um edifício de arquitectura militar administrativa e residencial. É actualmente o Palácio da Justiça.
Vedoria Geral da Beira/ Casa dos Governadores

15. Quartel das esquadras
É um edifício de dois pisos, e onde existem duas casetas destinadas aos soldados de infantaria. 
Quartel das esquadras

16. Igreja da Misericórdia
Esta igreja encontrava-se agregada ao antigo Hospital, actual Lar da Misericórdia. No seu interior encontram-se dois retábulos de talha dourada do século XIX.
 Igreja da Misericórdia


Como Chegar

Do Porto - Seguir pela A1 até à saída 16 para convergir com A25 em direcção a Viseu, seguir pela A24 até à saída 32 para N324 em direcção a Pinhel/Almeida/Sabugal; sair em direcção a Almeida.

De Lisboa - Seguir pela A1 até à saída para a A23 em direção a Abrantes/C.lo Branco/T.res Novas, seguir pela A25 até à saída 32 para N324 em direção a Pinhel/Almeida/Sabugal; sair em direcção a Almeida.

By Lum
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sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Delain - Ghost House Heart (Official Video)



Delain lançou hoje o seu mais recente single "Ghost House Heart", uma excelente balada. Delain não desilude!



Este novo single pertence ao novo álbum, "Apocalypse & Chill", que irá ser lançado a 7 de Fevereiro e que também inclui as fantásticas musicas "Masters of Destiny", "Burning Bridges" e "One Second".


 1. One Second
  2. We Had Everything
  3. Chemical Redemption
  4. Burning Bridges
  5. Vengeance
  6. To Live Is To Die
  7. Let's Dance
  8. Creatures
  9. Ghost House Heart
  10. Masters Of Destiny
  11. Legions Of The Lost
  12. The Greatest Escape
  13. Combustion

A capa é um pouco "fatela", não condiz muito com a banda, mas pronto... Quanto ao álbum, pufff, super ansiosa por ouvir, porque todas as músicas que ouvi até agora são top!!!!

By Lum




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segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

A Rainha Perfeitíssima, de Paula Veiga


"No século de ouro dos Descobrimentos, quando Lisboa era a capital das riquezas exóticas, viveu a mais rica, culta e fascinante princesa da Europa: Leonor de Lencastre. Esta é a sua história. Em 1458 nasceu uma formosa infanta a quem chamaram Leonor. Destinada a ser rainha, a jovem cresceu e transformou-se na mais notável monarca que reinou em Portugal. Mas se a sua vida é uma inspiração, também foi um rosário de tragédias. Casou com o primo, D. João II, mas o casamento não foi feliz. O Príncipe Perfeito passou o reinado em conflito com a nobreza que o tentou assassinar. A alegria por ver o marido sobreviver foi destroçada quando o seu próprio irmão é acusado de traição e morre às mãos do rei. Mas a maior tragédia da sua vida chega quando o filho morre de forma suspeita. Acidente ou atentado? Na terrível dor de uma mãe que perde o filho, Leonor nem teve o apoio que esperava do rei: D. João II estava mais preocupado em colocar no trono o filho bastardo que tivera com outra mulher."


É o primeiro livro que leio da autora e gostei. Este é o livro que fala sobre a vida de D. Leonor, rainha de Portugal através do casamento com D. João II. No fundo, uma parte do livro é a mesma história que o livro anterior que li, As Sombras de D. João II, prolongando-se muito mais no tempo, uma vez que D. Leonor viveu muito para além de D. João II. Aliás, morreu depois da morte do seu irmão mais novo, o rei D. Manuel II.
No fundo, até à morte de D. João II, como já disse, as histórias são coincidentes em ambos os livros, mas neste, é através da perspectiva de D. Leonor. E descreve tão bem a dor dela quando o seu único filho morre. Neste livro, lutou para que o filho bastardo do seu marido não subisse ao trono. Conta igualmente a sua relação com as cunhadas, rainha D. Isabel, 1ª esposa de D. Manuel II; a rainha D. Maria, a 2ª esposa e por último, D. Leonor, de quem sentia grande carinho por ser tão nova. Conta também, como D. Leonor dedicou todo o seu amor aos sobrinhos e ás obras de caridade. 
Foi sem dúvida, uma mulher fascinante que, infelizmente, é muitas vezes esquecida na história de Portugal!


By Lum
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quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Ovos escalfados com tomate e feijão - Receita

Olá,

Hoje trago-vos uma receita. Vi-a no livro de receitas do Pingo Doce e alterei umas coisitas e voilá.


Ingredientes (para 4 pessoas):
2 cebolas;
3 dentes de alho;
Azeite q.b.;
250g de abóbora;
150g de curgete;
540g de feijão cozido (usei manteiga, mas podem utilizar encarnado);
500g de tomate maduro;
1 batata doce;
100g de cogumelos;
50g de couve-de-bruxelas,
sal q.b.;
oregãos q.b.;
Açafrão-das-índias q.b.;
4 Ovos

Preparação:
1. Cortar as cebolas e os alhos em rodelas finas e levar ao lume num tacho com azeite até começarem a alourar;
2. Descascar a abóbora e a batata doce, e lavar a curgete, cortando-as em cubos pequenos. Adicionar o tomate no tacho, deixar refogar um pouco. Em seguida adicionar a abóbora, a batata doce e a curgete e deixar cozinhar durante 15 minutos;
3. Adicionar a couve-de-bruxelas, o feijão e os cogumelos. Temperar com um pouco de sal, oregãos e açafrão-das-índias. Deixar 30 minutos a cozinhar lentamente, mexendo de vez em quando;
4. Pré-aquecer o forno a 200ºC. Colocar o refogado em pratos de ir ao forno, abrindo uma cavidade no meio e partir um ovo para cada uma. Levar ao forno até os ovos coagularem. Servir com salada.

Bom apetite! :) 

By Lum
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domingo, 12 de janeiro de 2020

Foz Côa - o local das pinturas rupestres

Olá,

Vila Nova de Foz Côa é uma cidade portuguesa pertencente ao Distrito de Bragança. Esteve na ribalta em todos os noticiários por causa das famosas pinturas rupestres.


Pelourinho em Foz Côa

Vila Nova de Foz Côa recebeu o seu primeiro foral em 1299, concedido pelo rei D. Dinis, tendo sido renovado pelo mesmo rei em 1314. Em 1514 recebeu um novo foral, dado por D. Manuel I. 
No concelho de Foz Côa destacam-se vários monumentos, entre os quais: o Pelourinho e a Igreja Matriz. 


Igreja Matriz


As raízes de Foz Côa remonta ao Paleolítico, onde foram descobertos diversos artefactos e pinturas gravadas em xisto, fazendo desta zona o maior museu de arte rupestre ao ar livre. É hoje património da Humanidade.


Paisagem em Vila Nova de Foz Côa



Do museu tem-se uma paisagem magnifica. Infelizmente não conseguimos visitar o museu, pois este estava a encerrar à hora que lá chegamos.


Interior da Igreja Matriz


Também pertencente a Foz Côa, O Cais fluvial do Pocinho é um sitio de visita obrigatória, assim como a famosa ferrovia. 


Estátua do rei D. Dinis


Como Chegar

Do Porto - Seguir em direcção à A4, sair na saída em direcção à IC5 (Saída para Parque Natural do Vale do Tua), sair para a IP2 em direção a Miranda do Douro. Depois seguir pela N102 em direcção a Foz Côa.

De Lisboa - Seguir pela A1 até à saída para a A23 em direção a Abrantes/C.lo Branco/T.res Novas, seguir pela A25 em direcção Aveiro/Guarda Norte até à saída para o IP2 e de seguida seguir para N102 em direção a Foz Côa.
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domingo, 5 de janeiro de 2020

As Sombras de D. João II, de Jorge Sousa Correia



"D. João II, o Príncipe Perfeito, ascendeu ao trono em 1481 e continuou a sua ação na direção dos Descobrimentos da expansão marítima portuguesa iniciada pelo tio-avô Infante D. Henrique. Esta ligação à gesta marítima ficaria marcada pela assinatura do Tratado de Tordesilhas, mas também por outros feitos reveladores da época de ouro de Portugal.
O rei era uma espécie de Apolo do final do século XV, mas a história da sua vida revela uma outra face. Consciente de que era odiado por uma parte da nobreza portuguesa, espiava noite e dia, tendo criado uma verdadeira "polícia política".
A História de Portugal fala de um rei generoso, as cronologias acertam nos acontecimentos, as intenções mostram-no intrépido, organizado, normativo. Mas no meio de tudo isto, há um homem de lágrima fácil e íntimo cruel, um verdadeiro manancial de sentimentos por decifrar."



É o 3º livro que leio deste autor e mais uma vez não desiludiu. O livro descreve a vida de D. João II, um homem brilhante do seu tempo. Confesso que D. João II é dos poucos reis que não me lembro de falar nas aulas de história, embora conhecesse algumas coisas, muito associado ao que vou lendo na net e também da série espanhola Isabel.
Este livro deixa-nos a imagem de rei com uma mente brilhante e um negociador nato. Casou com a sua prima e após ascender ao trono, decidiu retirar alguns privilégios à nobreza, ganhando o ódio deles. Foi  com ele que os reis católicos negociaram e assinaram o famoso tratado de Tordesilhas. Foi vitima de vários atentados e por eles pagaram vários nobres, incluindo o Duque de Bragança, o grande nobre do reino, o primeiro a ser decapitado por traição ao rei. Foi vitima de conspirações pela nobreza, protagonizado pelo cunhado, irmão da rainha. D. João II apunhalou-o pela traição. Sofreu com a morte do seu único filho, D. Afonso. Um livro que vale a pena ler, mesmo!!!



O livro e a série espanhola Isabel


Vi a série espanhola Isabel e devo dizer que há coisas que fogem bastante ao livro e aos factos reais.


Álvaro Monje como D. João II na série "Isabel"


O actor até faz um excelente papel, mas os factos acabam bastante distorcidos. Mas vamos começar:
- Na série, na ausência de seu pai, D. Afonso V, D. João declara-se rei de Portugal. Tanto no livro como na realidade, isso não aconteceu. D. Afonso V nomeou o filho como regente do reino na sua ausência. A única cena verdadeira e que coincide é aquela em que D. João entrega novamente a regência do reino ao pai, embora alguns nobres não concordem;
- Na série, D. João II dá ordem de execução para D. Fernando e D. Diogo (sogro e cunhado respectivamente). Na realidade, D. Fernando morreu de doença anos antes;
- Na série, D. Beatriz (sogra de D. João II) vai para Castela queixar-se à rainha D. Isabel que D. João é um tirano e que lhe matou o marido e o filho. Na realidade, D. Fernando morreu de doença e D. Diogo foi realmente morto por D. João II, mas por traição - pretendia tomar o trono para si, matando o rei. Além do mais, D. Beatriz só se encontrou com D. Isabel quando foi para negociar o Tratado de Tercerias;
- No livro, D. Beatriz e D. Manuel são chamados aos aposentos de D. João II quando este está doente, para lhes informar que o herdeiro da coroa é D. Manuel. Também pede para irem buscar a sua esposa D. Leonor para que possa morrer paz. Apesar da revolta que D. Beatriz tinha, nunca foi indelicada ou rude com o rei. D. Manuel e D. Leonor não seguem para Alvor, onde se encontra o rei, acabando este por morrer apenas junto dos homens da sua confiança. Na série, D. Beatriz e D. Manuel estão com D. João II quando este morre, sendo extremamente rude com o rei.

Cena da série Isabel em D. João II morre

By Lum
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terça-feira, 31 de dezembro de 2019

sábado, 28 de dezembro de 2019

terça-feira, 24 de dezembro de 2019

domingo, 22 de dezembro de 2019

O Mistério do Infante Santo, de Jorge Sousa Correia


"O Mistério do Infante Santo decorre num período notável da História de Portugal: a expansão marítima portuguesa. Os filhos de D. João I e de D. Filipa de Lencastre, a família de Avis, a cujos infantes Camões deu o epíteto de Ínclita Geração, são os protagonistas de uma história gloriosa mas que esconde intrigas e mistérios. Depois da morte do rei D. João I, o seu sucessor D. Duarte é confrontado com um país de escassos recursos financeiros e com as ambições e as motivações dos seus irmãos e conselheiros nas vésperas de um dos episódios mais sangrentos da História de Portugal: o desastre da Tomada de Tânger, em 1437, que marcou o destino de D. Fernando, o infante mártir.

Quais serão os pecados desta família ilustre? Quem foram os responsáveis pelo martírio de D. Fernando em Fez? Quem, de entre os filhos de D. joão, foi o mais clarividente e o menos racional? Quem personificava o elo da concórdia? Quem destruiu a harmonia?

Uma história que desmistifica os caminhos de uma família considerada perfeita e nos revela as sombras de um império."

É o segundo livro que leio deste autor e mais uma vez surpreendeu pela positiva.
Este não é um romance histórico com histórias de amor, mas sim sobre a ínclita geração e os erros cometidos e que terminaram no cativeiro de D. Fernando em Fez. 
Tudo começa com uma "obcessão" do Infante D. Henrique em querer conquistar a praça de Tanger, fazendo de tudo para convencer o rei D. Duarte a atacá-la. Contou igualmente com a ajuda da rainha para convencer o rei. Esta ambição desmedida, acaba muito mal, quando os ataques a Tanger resultam numa derrota enorme para o portugueses e culminam no cativeiro de D. Fernando. E o Infante D. Henrique, responsável pelo o ataque desastroso, sempre se recusou a entregar a praça de Ceuta em troca da libertação do seu irmão do cativeiro dos mouros. 
O autor consegue descrever de uma forma tão precisa as provações pelo que D. Fernando passou. Há alturas que até dá vontade de chorar enquanto se lê todas a torturas a que foi sujeito.

É um livro que realmente nos dá que pensar! Nas aulas de história, sempre aprendi que o Infante D. Henrique foi um homem genial no seu tempo, o infante navegador. Não duvido que o tenha sido, mas o que aconteceu com D. Fernando foi algo terrível e que me deixou com uma imagem diferente do que a que tinha. Pelo descrito, após a morte do irmão em cativeiro, D. Henrique ficou amargurado. Acredito que sim!

Obrigatória a leitura!

By Lum
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quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

Stream of Passion - Out of the real world (live)


No final da semana passada, a Marcela (vocalista dos ex-Stream of Passion) contou que estava lutar contra um cancro. Cheguei a conhece-la numa das vezes que veio a Portugal e assisti ao seu concerto, e foi simplesmente espectacular e muito simpática! 
Não podia deixar de lhe enviar os meus pensamentos positivos e muita força para que vença esta etapa o mais rapidamente possível!!



By Lum
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domingo, 15 de dezembro de 2019

Barca D'Alva

Hello,

Hoje dou-vos a conhecer Barca D'Alva, um lugar pertencente à freguesia de Escalhão, no concelho de Figueira de Castelo Rodrigo. Está inserido no Parque Natural do Douro Internacional, portanto, significa paisagens magníficas.

Mapa em Barca D'Alva

Em 1887, Barca D'Alva foi o palco da conclusão da Linda do Douro, que na Ponte de Agueda atinge o quilometro 200º, o quilometro final. A partir daqui, entra-se em Espanha, sendo que a Linha do Douro tem ligação à Estação de Boadilla. Por esta razão, a Linha do Douro tornou-se a ligação mais directa entre o Porto e o resto da Europa.

Ponte de ligação a Espanha

Infelizmente, em 1985, o troço de Boadilla foi encerrado. Com isto, Barca d'Alva e o Douro perdiam a sua ligação internacional. Em 1988 foi a última vez que um comboio apitou Barca d'Alva, uma vez que o troço Pocinho - Barca d'Alva foi encerrado. Actualmente, a estação está abandonada. Uma pena!

Ponte da Linha do Douro de acesso a Espanha

Barca d'Alva tem um cais fluvial, que assinala o limite de navegação do Douro, que inicia na foz no Porto. 

Daqui, fomos em direcção à barragem de Pocinho. As paisagens são lindíssimas!

Barragem de Pocinho

Daqui seguimos até Foz Côa, sempre que possível, junto ao Rio Douro e as paisagens que vimos são de cortar a respiração.

Rio Douro - Parque Natural do Douro Internacional

Esta estrada é belíssima de se percorrer, no entanto não aconselho a quem enjoa: tem imensas curvas e contracurvas.

Parque Natural do Douro Internacional


Como Chegar

Do Porto - Seguir em direcção à A4, sair na saída em direcção à IC5 (Saída para Miranda do Douro), sair para a IP2 em direção a Miranda do Douro. Depois seguir pela N325 em direcção a Barca d'Alva.

De Lisboa - Seguir pela A1 até à saída para a A23 em direção a Abrantes/C.lo Branco/T.res Novas, seguir pela A25 até à saída 32 para N324 em direção a Pinhel/Almeida/Sabugal. Daqui seguir até Barca d'Alva.

By Lum
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quarta-feira, 11 de dezembro de 2019