sábado, 1 de fevereiro de 2020

Aldeia Histórica de Almeida - a Estrela do Interior

Olá,

Hoje dou-vos a conhecer a Estrela do Interior: a Aldeia Histórica de Almeida.

Aldeia Histórica de Almeida

Almeida é um vila junto à fronteira com Espanha, pertencente ao distrito da Guarda. A sua origem terá estado na migração dos habitantes de um castro lusitano, localizado a Norte do lugar do Enxido da Sarça.  Dado a sua localização num planalto, os árabes chamavam-na de Al-Mêda (a Mesa), Talmeyda ou Almeydan, tendo construído um pequeno castelo.

Aldeia Histórica de Almeida

Após o período da Reconquista Cristã, foi sucessivamente disputada com Leão e só passou a total domínio português, após o Tratado de Alcanizes em 1297. Recebeu foral de D. Dinis e posteriormente de D. Manuel I. Em 1810, foi desvastada pela explosão do Revelim do Paiol, motivada pelas Invasões Francesas. 

Muralha da Aldeia Histórica de Almeida

O que ver

1. Revelim da Cruz

Situa-se à entrada da Fortaleza e é constituída pelas Portas Duplas  de São Francisco ou Cruz.
Revelim da Cruz

2. Portas Duplas de São Francisco ou Cruz

Situam-se à entrada da fortaleza, junto ao Fosso e são duas portas. Cada uma delas são abertas em arco pleno. Lateralmente, é possível encontrar o Posto de Turismo.

 Portas Duplas de São Francisco ou Cruz


3. Antigo Convento de Nossa Senhora do Loreto/ Quartel e Hospital Militar
Este convento de freiras Terceiras Regulares de São Francisco data do início do século XVI. O que restou do antigo convento, mostra uma planta em L, que corresponde à Igreja Matriz, já com remodelações oitocentistas.

Antigo Convento de Nossa Senhora do Loreto

Junto ao arco triunfal, existe um portal, única coisa que resta da capela do Menino Jesus (mandada construir por Dantas da Cunha em 1699).

Igreja Matriz


4. CEAMA - Centro de Estudos de Arquitectura Militar de Almeida
O CEAMA localiza-se nas Casas da Guarda das Portas Exteriores do Revelim de Santo António. 

CEAMA visto de dentro da muralha

É constituído por dois espaços com a mesma missão: mostrar aos visitantes de forma instrutiva e cativante os elementos que constituem a Fortaleza de Almeida.

CEAMA

5. Revelim Doble - Hospital de Sangue
Este Revelim de influência Vaubaniana é assim designado por ser uma estrutura dupla. Do ponto de vista técnico é dos baluartes mais perfeitos por "tirar das faces dos baluartes que o flaqueia todo o fogo, cobrindo todos os flancos". Terá também servido de Paiol.

Revelim Doble

6. Picadeiro D'EL Rey
O actual Picadeiro de Almeida sofreu inúmeras adaptações funcionais ao longo do tempo. Originalmente serviu de Trem de Artilharia, onde existiam inúmeras forjas para a manufactura e reparação do equipamento de guerra.

Picadeiro D'EL Rey

Na segunda metade do século XIX caiu em ruína, e actualmente mantém as seguintes estruturas originais: o Portal coroado com as armas reais, o edifício das manjedouras, o muro circular e as paredes laterais com contrafortes.

Picadeiro D'EL Rey

7. Portas Duplas de Santo António
Situam-se junto às Casas da Guarda e são muito idênticas às Portas de São Francisco, embora mais monumentais. 
Portas Duplas de Santo António

8. Ruínas do Castelo de Almeida
O Castelo de Almeida encontra-se em ruínas desde da explosão do Revelim do Paiol, no entanto permite verificar que a sua planta seria quadrangular irregular. 
Ruínas do Castelo de Almeida

9. Torre do Relógio e Pelourinho 
Ficam situados perto do Castelo, sobressaindo entre a malha urbana. A Torre do Relógio fica localizada dentro do antigo cemitério da Vila.

Torre do Relógio e Pelourinho 

10. Casa Brasonada António Pereira Fontão Júnior
É designada de "casa grande", é uma construção extensa e a fachada é fabulosa pela sua riqueza decorativa. Pertenceu ao comerciante da Vila António Pereira Fontão Júnior.

Casa Brasonada António Pereira Fontão Júnior

11. Casa de João Dantas da Cunha
Foi edificada após o cerco de 1762 e apresenta uma arquitectura civil residencial. Pertenceu a João Dantas da Cunha.
Casa de João Dantas da Cunha

12. Terreiro Velho
Este espaço era localmente designado de Terreiro Velho e faz alusão aos antigos alpendres do mercado que se situava na Praça Velha.
Terreiro Velho

13. Corpo da Guarda Principal
A construção deste edifício iniciou-se em 1791. É o único edifício militar construído de raiz e um dos mais emblemáticos da Praça da Guerra. Actualmente serve de instalações à Câmara Municipal. 
Corpo da Guarda Principal

14. Vedoria Geral da Beira/ Casa dos Governadores
É um edifício de arquitectura militar administrativa e residencial. É actualmente o Palácio da Justiça.
Vedoria Geral da Beira/ Casa dos Governadores

15. Quartel das esquadras
É um edifício de dois pisos, e onde existem duas casetas destinadas aos soldados de infantaria. 
Quartel das esquadras

16. Igreja da Misericórdia
Esta igreja encontrava-se agregada ao antigo Hospital, actual Lar da Misericórdia. No seu interior encontram-se dois retábulos de talha dourada do século XIX.
 Igreja da Misericórdia


Como Chegar

Do Porto - Seguir pela A1 até à saída 16 para convergir com A25 em direcção a Viseu, seguir pela A24 até à saída 32 para N324 em direcção a Pinhel/Almeida/Sabugal; sair em direcção a Almeida.

De Lisboa - Seguir pela A1 até à saída para a A23 em direção a Abrantes/C.lo Branco/T.res Novas, seguir pela A25 até à saída 32 para N324 em direção a Pinhel/Almeida/Sabugal; sair em direcção a Almeida.

By Lum
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sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Delain - Ghost House Heart (Official Video)



Delain lançou hoje o seu mais recente single "Ghost House Heart", uma excelente balada. Delain não desilude!



Este novo single pertence ao novo álbum, "Apocalypse & Chill", que irá ser lançado a 7 de Fevereiro e que também inclui as fantásticas musicas "Masters of Destiny", "Burning Bridges" e "One Second".


 1. One Second
  2. We Had Everything
  3. Chemical Redemption
  4. Burning Bridges
  5. Vengeance
  6. To Live Is To Die
  7. Let's Dance
  8. Creatures
  9. Ghost House Heart
  10. Masters Of Destiny
  11. Legions Of The Lost
  12. The Greatest Escape
  13. Combustion

A capa é um pouco "fatela", não condiz muito com a banda, mas pronto... Quanto ao álbum, pufff, super ansiosa por ouvir, porque todas as músicas que ouvi até agora são top!!!!

By Lum




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segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

A Rainha Perfeitíssima, de Paula Veiga


"No século de ouro dos Descobrimentos, quando Lisboa era a capital das riquezas exóticas, viveu a mais rica, culta e fascinante princesa da Europa: Leonor de Lencastre. Esta é a sua história. Em 1458 nasceu uma formosa infanta a quem chamaram Leonor. Destinada a ser rainha, a jovem cresceu e transformou-se na mais notável monarca que reinou em Portugal. Mas se a sua vida é uma inspiração, também foi um rosário de tragédias. Casou com o primo, D. João II, mas o casamento não foi feliz. O Príncipe Perfeito passou o reinado em conflito com a nobreza que o tentou assassinar. A alegria por ver o marido sobreviver foi destroçada quando o seu próprio irmão é acusado de traição e morre às mãos do rei. Mas a maior tragédia da sua vida chega quando o filho morre de forma suspeita. Acidente ou atentado? Na terrível dor de uma mãe que perde o filho, Leonor nem teve o apoio que esperava do rei: D. João II estava mais preocupado em colocar no trono o filho bastardo que tivera com outra mulher."


É o primeiro livro que leio da autora e gostei. Este é o livro que fala sobre a vida de D. Leonor, rainha de Portugal através do casamento com D. João II. No fundo, uma parte do livro é a mesma história que o livro anterior que li, As Sombras de D. João II, prolongando-se muito mais no tempo, uma vez que D. Leonor viveu muito para além de D. João II. Aliás, morreu depois da morte do seu irmão mais novo, o rei D. Manuel II.
No fundo, até à morte de D. João II, como já disse, as histórias são coincidentes em ambos os livros, mas neste, é através da perspectiva de D. Leonor. E descreve tão bem a dor dela quando o seu único filho morre. Neste livro, lutou para que o filho bastardo do seu marido não subisse ao trono. Conta igualmente a sua relação com as cunhadas, rainha D. Isabel, 1ª esposa de D. Manuel II; a rainha D. Maria, a 2ª esposa e por último, D. Leonor, de quem sentia grande carinho por ser tão nova. Conta também, como D. Leonor dedicou todo o seu amor aos sobrinhos e ás obras de caridade. 
Foi sem dúvida, uma mulher fascinante que, infelizmente, é muitas vezes esquecida na história de Portugal!


By Lum
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quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Ovos escalfados com tomate e feijão - Receita

Olá,

Hoje trago-vos uma receita. Vi-a no livro de receitas do Pingo Doce e alterei umas coisitas e voilá.


Ingredientes (para 4 pessoas):
2 cebolas;
3 dentes de alho;
Azeite q.b.;
250g de abóbora;
150g de curgete;
540g de feijão cozido (usei manteiga, mas podem utilizar encarnado);
500g de tomate maduro;
1 batata doce;
100g de cogumelos;
50g de couve-de-bruxelas,
sal q.b.;
oregãos q.b.;
Açafrão-das-índias q.b.;
4 Ovos

Preparação:
1. Cortar as cebolas e os alhos em rodelas finas e levar ao lume num tacho com azeite até começarem a alourar;
2. Descascar a abóbora e a batata doce, e lavar a curgete, cortando-as em cubos pequenos. Adicionar o tomate no tacho, deixar refogar um pouco. Em seguida adicionar a abóbora, a batata doce e a curgete e deixar cozinhar durante 15 minutos;
3. Adicionar a couve-de-bruxelas, o feijão e os cogumelos. Temperar com um pouco de sal, oregãos e açafrão-das-índias. Deixar 30 minutos a cozinhar lentamente, mexendo de vez em quando;
4. Pré-aquecer o forno a 200ºC. Colocar o refogado em pratos de ir ao forno, abrindo uma cavidade no meio e partir um ovo para cada uma. Levar ao forno até os ovos coagularem. Servir com salada.

Bom apetite! :) 

By Lum
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domingo, 12 de janeiro de 2020

Foz Côa - o local das pinturas rupestres

Olá,

Vila Nova de Foz Côa é uma cidade portuguesa pertencente ao Distrito de Bragança. Esteve na ribalta em todos os noticiários por causa das famosas pinturas rupestres.


Pelourinho em Foz Côa

Vila Nova de Foz Côa recebeu o seu primeiro foral em 1299, concedido pelo rei D. Dinis, tendo sido renovado pelo mesmo rei em 1314. Em 1514 recebeu um novo foral, dado por D. Manuel I. 
No concelho de Foz Côa destacam-se vários monumentos, entre os quais: o Pelourinho e a Igreja Matriz. 


Igreja Matriz


As raízes de Foz Côa remonta ao Paleolítico, onde foram descobertos diversos artefactos e pinturas gravadas em xisto, fazendo desta zona o maior museu de arte rupestre ao ar livre. É hoje património da Humanidade.


Paisagem em Vila Nova de Foz Côa



Do museu tem-se uma paisagem magnifica. Infelizmente não conseguimos visitar o museu, pois este estava a encerrar à hora que lá chegamos.


Interior da Igreja Matriz


Também pertencente a Foz Côa, O Cais fluvial do Pocinho é um sitio de visita obrigatória, assim como a famosa ferrovia. 


Estátua do rei D. Dinis


Como Chegar

Do Porto - Seguir em direcção à A4, sair na saída em direcção à IC5 (Saída para Parque Natural do Vale do Tua), sair para a IP2 em direção a Miranda do Douro. Depois seguir pela N102 em direcção a Foz Côa.

De Lisboa - Seguir pela A1 até à saída para a A23 em direção a Abrantes/C.lo Branco/T.res Novas, seguir pela A25 em direcção Aveiro/Guarda Norte até à saída para o IP2 e de seguida seguir para N102 em direção a Foz Côa.
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domingo, 5 de janeiro de 2020

As Sombras de D. João II, de Jorge Sousa Correia



"D. João II, o Príncipe Perfeito, ascendeu ao trono em 1481 e continuou a sua ação na direção dos Descobrimentos da expansão marítima portuguesa iniciada pelo tio-avô Infante D. Henrique. Esta ligação à gesta marítima ficaria marcada pela assinatura do Tratado de Tordesilhas, mas também por outros feitos reveladores da época de ouro de Portugal.
O rei era uma espécie de Apolo do final do século XV, mas a história da sua vida revela uma outra face. Consciente de que era odiado por uma parte da nobreza portuguesa, espiava noite e dia, tendo criado uma verdadeira "polícia política".
A História de Portugal fala de um rei generoso, as cronologias acertam nos acontecimentos, as intenções mostram-no intrépido, organizado, normativo. Mas no meio de tudo isto, há um homem de lágrima fácil e íntimo cruel, um verdadeiro manancial de sentimentos por decifrar."



É o 3º livro que leio deste autor e mais uma vez não desiludiu. O livro descreve a vida de D. João II, um homem brilhante do seu tempo. Confesso que D. João II é dos poucos reis que não me lembro de falar nas aulas de história, embora conhecesse algumas coisas, muito associado ao que vou lendo na net e também da série espanhola Isabel.
Este livro deixa-nos a imagem de rei com uma mente brilhante e um negociador nato. Casou com a sua prima e após ascender ao trono, decidiu retirar alguns privilégios à nobreza, ganhando o ódio deles. Foi  com ele que os reis católicos negociaram e assinaram o famoso tratado de Tordesilhas. Foi vitima de vários atentados e por eles pagaram vários nobres, incluindo o Duque de Bragança, o grande nobre do reino, o primeiro a ser decapitado por traição ao rei. Foi vitima de conspirações pela nobreza, protagonizado pelo cunhado, irmão da rainha. D. João II apunhalou-o pela traição. Sofreu com a morte do seu único filho, D. Afonso. Um livro que vale a pena ler, mesmo!!!



O livro e a série espanhola Isabel


Vi a série espanhola Isabel e devo dizer que há coisas que fogem bastante ao livro e aos factos reais.


Álvaro Monje como D. João II na série "Isabel"


O actor até faz um excelente papel, mas os factos acabam bastante distorcidos. Mas vamos começar:
- Na série, na ausência de seu pai, D. Afonso V, D. João declara-se rei de Portugal. Tanto no livro como na realidade, isso não aconteceu. D. Afonso V nomeou o filho como regente do reino na sua ausência. A única cena verdadeira e que coincide é aquela em que D. João entrega novamente a regência do reino ao pai, embora alguns nobres não concordem;
- Na série, D. João II dá ordem de execução para D. Fernando e D. Diogo (sogro e cunhado respectivamente). Na realidade, D. Fernando morreu de doença anos antes;
- Na série, D. Beatriz (sogra de D. João II) vai para Castela queixar-se à rainha D. Isabel que D. João é um tirano e que lhe matou o marido e o filho. Na realidade, D. Fernando morreu de doença e D. Diogo foi realmente morto por D. João II, mas por traição - pretendia tomar o trono para si, matando o rei. Além do mais, D. Beatriz só se encontrou com D. Isabel quando foi para negociar o Tratado de Tercerias;
- No livro, D. Beatriz e D. Manuel são chamados aos aposentos de D. João II quando este está doente, para lhes informar que o herdeiro da coroa é D. Manuel. Também pede para irem buscar a sua esposa D. Leonor para que possa morrer paz. Apesar da revolta que D. Beatriz tinha, nunca foi indelicada ou rude com o rei. D. Manuel e D. Leonor não seguem para Alvor, onde se encontra o rei, acabando este por morrer apenas junto dos homens da sua confiança. Na série, D. Beatriz e D. Manuel estão com D. João II quando este morre, sendo extremamente rude com o rei.

Cena da série Isabel em D. João II morre

By Lum
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terça-feira, 31 de dezembro de 2019

sábado, 28 de dezembro de 2019

terça-feira, 24 de dezembro de 2019

domingo, 22 de dezembro de 2019

O Mistério do Infante Santo, de Jorge Sousa Correia


"O Mistério do Infante Santo decorre num período notável da História de Portugal: a expansão marítima portuguesa. Os filhos de D. João I e de D. Filipa de Lencastre, a família de Avis, a cujos infantes Camões deu o epíteto de Ínclita Geração, são os protagonistas de uma história gloriosa mas que esconde intrigas e mistérios. Depois da morte do rei D. João I, o seu sucessor D. Duarte é confrontado com um país de escassos recursos financeiros e com as ambições e as motivações dos seus irmãos e conselheiros nas vésperas de um dos episódios mais sangrentos da História de Portugal: o desastre da Tomada de Tânger, em 1437, que marcou o destino de D. Fernando, o infante mártir.

Quais serão os pecados desta família ilustre? Quem foram os responsáveis pelo martírio de D. Fernando em Fez? Quem, de entre os filhos de D. joão, foi o mais clarividente e o menos racional? Quem personificava o elo da concórdia? Quem destruiu a harmonia?

Uma história que desmistifica os caminhos de uma família considerada perfeita e nos revela as sombras de um império."

É o segundo livro que leio deste autor e mais uma vez surpreendeu pela positiva.
Este não é um romance histórico com histórias de amor, mas sim sobre a ínclita geração e os erros cometidos e que terminaram no cativeiro de D. Fernando em Fez. 
Tudo começa com uma "obcessão" do Infante D. Henrique em querer conquistar a praça de Tanger, fazendo de tudo para convencer o rei D. Duarte a atacá-la. Contou igualmente com a ajuda da rainha para convencer o rei. Esta ambição desmedida, acaba muito mal, quando os ataques a Tanger resultam numa derrota enorme para o portugueses e culminam no cativeiro de D. Fernando. E o Infante D. Henrique, responsável pelo o ataque desastroso, sempre se recusou a entregar a praça de Ceuta em troca da libertação do seu irmão do cativeiro dos mouros. 
O autor consegue descrever de uma forma tão precisa as provações pelo que D. Fernando passou. Há alturas que até dá vontade de chorar enquanto se lê todas a torturas a que foi sujeito.

É um livro que realmente nos dá que pensar! Nas aulas de história, sempre aprendi que o Infante D. Henrique foi um homem genial no seu tempo, o infante navegador. Não duvido que o tenha sido, mas o que aconteceu com D. Fernando foi algo terrível e que me deixou com uma imagem diferente do que a que tinha. Pelo descrito, após a morte do irmão em cativeiro, D. Henrique ficou amargurado. Acredito que sim!

Obrigatória a leitura!

By Lum
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quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

Stream of Passion - Out of the real world (live)


No final da semana passada, a Marcela (vocalista dos ex-Stream of Passion) contou que estava lutar contra um cancro. Cheguei a conhece-la numa das vezes que veio a Portugal e assisti ao seu concerto, e foi simplesmente espectacular e muito simpática! 
Não podia deixar de lhe enviar os meus pensamentos positivos e muita força para que vença esta etapa o mais rapidamente possível!!



By Lum
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domingo, 15 de dezembro de 2019

Barca D'Alva

Hello,

Hoje dou-vos a conhecer Barca D'Alva, um lugar pertencente à freguesia de Escalhão, no concelho de Figueira de Castelo Rodrigo. Está inserido no Parque Natural do Douro Internacional, portanto, significa paisagens magníficas.

Mapa em Barca D'Alva

Em 1887, Barca D'Alva foi o palco da conclusão da Linda do Douro, que na Ponte de Agueda atinge o quilometro 200º, o quilometro final. A partir daqui, entra-se em Espanha, sendo que a Linha do Douro tem ligação à Estação de Boadilla. Por esta razão, a Linha do Douro tornou-se a ligação mais directa entre o Porto e o resto da Europa.

Ponte de ligação a Espanha

Infelizmente, em 1985, o troço de Boadilla foi encerrado. Com isto, Barca d'Alva e o Douro perdiam a sua ligação internacional. Em 1988 foi a última vez que um comboio apitou Barca d'Alva, uma vez que o troço Pocinho - Barca d'Alva foi encerrado. Actualmente, a estação está abandonada. Uma pena!

Ponte da Linha do Douro de acesso a Espanha

Barca d'Alva tem um cais fluvial, que assinala o limite de navegação do Douro, que inicia na foz no Porto. 

Daqui, fomos em direcção à barragem de Pocinho. As paisagens são lindíssimas!

Barragem de Pocinho

Daqui seguimos até Foz Côa, sempre que possível, junto ao Rio Douro e as paisagens que vimos são de cortar a respiração.

Rio Douro - Parque Natural do Douro Internacional

Esta estrada é belíssima de se percorrer, no entanto não aconselho a quem enjoa: tem imensas curvas e contracurvas.

Parque Natural do Douro Internacional


Como Chegar

Do Porto - Seguir em direcção à A4, sair na saída em direcção à IC5 (Saída para Miranda do Douro), sair para a IP2 em direção a Miranda do Douro. Depois seguir pela N325 em direcção a Barca d'Alva.

De Lisboa - Seguir pela A1 até à saída para a A23 em direção a Abrantes/C.lo Branco/T.res Novas, seguir pela A25 até à saída 32 para N324 em direção a Pinhel/Almeida/Sabugal. Daqui seguir até Barca d'Alva.

By Lum
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quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

domingo, 24 de novembro de 2019

Loucuras e Bizarrias de Reis, Rainhas e Fidalgos Infames


"Reis, rainhas, fidalgos – coroas, tiaras, títulos? Não! Mortes, roubos, loucuras e muito mais.

Se alguém cruel não tiver poder, pode passar a vida sem fazer mal a ninguém. Mas se por um acaso do destino se tornar poderoso, muitas vidas acabarão destruídas. Ao longo da história, inúmeros exemplos nos surgem de gente mal-intencionada que se dedicou a infernizar as vidas dos outros. Entre a Antiguidade e os nossos tempos, viaje do Império Romano até Lisboa e conheça a face da infâmia e da loucura. Descubra que, por trás destes grandes nomes da história, estão pormenores incríveis e alguns até impensáveis.

Descubra as vidas de:

- Leonor Teles, cuja infidelidade por pouco não destruía a independência de Portugal;
- Afonso VI, deposto por impotência sexual pelo irmão, D. Pedro II, que depois casaria com a cunhada;
- Isabel Bathóry, condessa húngara, a maior assassina em série da história;
- Henrique VIII, o rei que casou seis vezes e matou duas das mulheres;
- Dipendra, o príncipe nepalês que matou a família real;
- E muitas outras histórias de reis, rainhas e fidalgos – todas loucas ou bizarras."


Li este livro por pura curiosidade. Há factos que não nos ensinam nas aulas de história..
O livro está dividido em duas partes: uma com histórias dos Reis e fidalgos portugueses e outra com os estrangeiros.
Confesso que do que já sei e li da história de Portugal, o livro não me trouxe nada de novo ou escandaloso que já não se saiba. Desde de D. Afonso Henriques que lutou contra a sua mãe, D. Teresa; a rainha D. Leonor Teles, a aleivosa; D. Pedro II que destronou o irmão do trono e casou com a cunhada e D. João V que adorava as freiras do convento de Odivelas. Nada de novo para quem conhece minimamente a história de Portugal. 
Para mim, o mais interessante foi ler as histórias dos estrangeiros, embora algumas já não sejam assim tão desconhecidas, como a história de Henrique VIII e de Mary, rainha da Escócia. Mas histórias como as do império romano e de Isabel Bathóry, etc.. essas sim, eram-me mais desconhecidas e adorei saber mais.
Dá para reflectir em como a crueldade e a falta de escrúpulos esteve sempre presente ao longo dos tempos. 

Um livro muito fácil de ler, dividido por nomes, e com muita informação!

By Lum
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quarta-feira, 20 de novembro de 2019

domingo, 17 de novembro de 2019

São Bento da Porta Aberta e Terras de Bouro - Maravilhas no Gerês

Olá,

Hoje venho mostrar-vos duas maravilhas no Gerês! Passamos uns dias em Terras de Bouro, e descansamos imenso. Um sitio altamente recomendado para relaxar!

Vista sob o Gerês


  • Terras do Bouro
Terras do Bouro é uma vila pertencente ao distrito de Braga. Ficamos alojados cá, numa quinta de turismo rural muito agradável. O sítio é super calmo, ideal para relaxar. 

Vista sob o Gerês


Apesar de termos aproveitado para descansar e não tanto para conhecer, acabamos por visitar algumas coisas. 

Mosteiro de Santa Maria do Bouro

Não se conhece a origem do Mosteiro de Santa Maria de Bouro, mas hoje é aceite que teve início num mosteiro habitado por eremitas, já antes da nacionalidade, em homenagem a São Miguel. Só nos finais do século XII, é que os cistercienses instalaram-se no local, e alteraram da invocação a Santa Maria do Bouro.

Interior da Igreja do Mosteiro de Santa Maria do Bouro

No mosteiro, está localizado uma igreja de arquitectura religiosa, maneirista e barroca e está decorada no estilo barroco joanino.

Mosteiro de Santa Maria do Bouro

Não é possível visitar o mosteiro, apenas a igreja e os jardins. O Mosteiro é agora hotel.


  • Santuário de São Bento da Porta Aberta
Enquanto lá estivemos, fomos visitar o santuário de São Bento da Porta Aberta, situado em Terras de Bouro. 

Santuário de São Bento da Porta Aberta

O actual santuário é do final do século XIX. A sua reconstrução iniciou-se em 1880 e foram concluídas em 1895. A designação deve-se ao facto da ermida ter sempre as suas portas abertas, com objectivo de servir de abrigo aos viajantes.

Interior do Santuário

É o segundo santuário mais visitado em Portugal, depois de Fátima, recebendo 2,5 milhões de peregrinos por ano. 
O santuário é lindíssimo, tem uma vista fantástica sob o Gerês e a Caniçada.

Vista sob a Caniçada


Infelizmente, não conseguimos visitar a Caniçada, pois estava repleta de gente. Passamos de carro, no meio de um trânsito infernal. 

Adorei visitar o santuário, é um sítio muito calmo com uma vista maravilhosa. Um local de visita obrigatória! :)

Caniçada


By Lum


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segunda-feira, 11 de novembro de 2019

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Refeição rápida - Receitas

Hello,

Já vai algum tempo que não posto uma receita no blog, portanto, hoje é dia de receita :)

E hoje é um receita para um almoço ou jantar rápido. Quem nunca teve que fazer algo à pressa para o jantar? Pois...





Ingredientes (para 2 pessoas):
Massa de conchas (usei conchas grandes);
150g de espinafres
100g de cogumelos frescos (ou podem usar em lata (1 lata));
Meia cebola picada
1 dente de alho
2 tomates maduros
Azeite q.b.
2 Ovos escalfados
Pimentão doce q.b.
Sal q.b.
Pimenta preta q.b.

Preparação:
1. Cozer a massa de acordo com as instruções de embalagem e reservar;
2. Num tacho, colocar a cebola picada, o dente de alho picado e azeite e deixar alourar. Quando a cebola ficar transparente, adicionar os tomates cortado em cubos e temperar com pimentão doce e sal e deixar apurar;
3. Adicionar os espinafres e os cogumelos e deixar cozinhar - rectificar os temperos, se necessário;
4. Assim que os espinafres estiverem cozinhados, desligar o lume e adicionar a massa cozinha. Envolver bem;
5. Servir com o ovo escalfados por cima e temperar com pimenta preta a gosto.

Enjoy!

By Lum
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sábado, 2 de novembro de 2019

D. Maria I, de Isabel Stilwell


"Num tempo extraordinário, este romance, feito de personagens apaixonantes, leva-nos a um cenário de conspiração e intriga na Lisboa do século XVIII. Assistimos pelos olhos de D. Maria ao terramoto que abalou a capital, ao fim do poder do Marquês de Pombal que tanto a perturbava, aos conflitos com Espanha, ao longo processo dos Távora que marcou o seu reinado. Uma época onde lá fora despertava a Revolução Francesa e a independência dos Estados Unidos.

A sua querida Rosa, sempre a saltitar à sua volta cheia de colares e pulseiras, bem tentou protegê-la de tanta dor, mas aos poucos D. Maria deixa-se dominar pela agitação que sempre tentou ocultar, por uma melancolia profunda num longo processo de depressão que culminou na loucura. Um medo que acalentou em silêncio."



Mais um romance histórico de Isabel Stilwell, desta vez sobre D. Maria I. Confesso que ainda não tinha lido nada sobre a primeira rainha reinante de Portugal, e o que sabia era mais pelo que aprendi nas aulas de História. Portanto, foi um absorver de informação enquanto lia este livro. O livro inicia quando D. Maria I sobe ao trono, após a morte do seu pai, o rei D. José I. 
Sempre se conheceu esta rainha como sendo louca, mas a verdade é que as coisas não seriam assim tão lineares. Adorei a forma como a autora abordou os medos e as angústias de D. Maria, permitindo compreender um pouco mais da sua "loucura". A verdade é que era uma mulher aterrorizada e devota, que não tinha os melhores conselheiros em seu redor. Tudo isto lhe fazia muito mal.
Não esquecer todas as personagens do livro, em especial D. Rosa de Jesus, a anã negra e a dama preferida de D. Maria. Uma mulher directa, mas muito engraçada e com um espírito alegre, que trazia sempre imensa alegria e consolação a D. Maria.
Após a morte do seu tio e marido, D. Pedro, as coisas complicaram. Mas na minha opinião, o pior de tudo foi a morte, no mesmo ano, do seu filho mais velho, D. José e da sua filha, D. Mariana. Após a morte de Rosa, e sem o seu amparo, as coisas complicaram e a rainha acabou por cair na loucura.
Adorei a forma como a autora também explorou a personagem de D. Carlota Joaquina e a sua rebeldia. As cenas caricatas envolvendo D. Carlota e Rosa são hilariantes.
Fiquei bastante surpreendida  com a história por detrás desta mulher e Isabel Stilwell soube explora-la muito bem.
Um romance de leitura obrigatória, tal como já nos habituou Isabel Stilwell!

By Lum
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