sábado, 27 de julho de 2019

Lacuna Coil - Layers Of Time (OFFICIAL VIDEO)


Lacuna Coil vai lançar o seu novo álbum Black Anima no dia 11 de Outubro. Já é conhecida a capa e a tracklist:


01. "Anima Nera"
02. "Sword Of Anger"
03. "Reckless"
04. "Layers Of Time"
05. "Apocalypse"
06. "Now Or Never"
07. "Under The Surface"
08. "Veneficium"
09. "The End Is All I Can See"
10. "Save Me"
11. "Black Anima"
12. "Black Feathers" (deluxe edition only)
13. "Through The Flames" (deluxe edition only)
14. "Black Dried Up Heart" (deluxe edition only)

Entretanto, já lançaram o primeiro single Layers Of Time e só tenho a dizer: Well done, Lacuna, well done!



By Lum
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terça-feira, 23 de julho de 2019

A Rainha Branca, de Philippa Gregory


"A Rainha Branca é a história de uma plebeia de grande beleza, que ascende à realeza, servindo-se dos seus trunfos e que casa com o rei Eduardo IV. Embora de origens humildes, ela mostra estar à altura da sua elevada posição social e que luta tenazmente pelo êxito da sua família.
Uma mulher cujos filhos estarão no âmago de um mistério que há séculos intriga os historiadores: o misterioso desaparecimento dos dois príncipes encarcerados na Torre."


A Rainha Branca é um dos livros que inspirou e deu nome à serie The White Queen. Adorei o livro e adoro como a autora conta a história da plebeia que ascendeu a Rainha de Inglaterra. A verdade é que a sua vida, desde de que se tornou rainha não foi nada fácil: o pai e o irmão foram assassinados por Warwick; teve que se refugiar várias vezes em santuário pois ameaçaram várias vezes o reinado do seu marido, tendo inclusive dado à luz o seu primeiro príncipe em santuário. Após a morte do seu marido, o rei, viu os seus filhos príncipes (embora se diga que ela trocou o príncipe Ricardo por um Pajem) lhe serem retirados por o seu próprio cunhado e colocados na Torre para nunca mais os ver; viu a coroa do filho ser usurpada pelo seu cunhado que tinha sido nomeado Lorde Protector pelo irmão, o rei Eduardo; e ainda viu o seu irmão favorito Anthony e o seu filho mais velho (filho do primeiro casamento) serem assassinados pelo seu cunhado.

Dizem ter sido uma das rainhas mais odiadas de Inglaterra, no entanto, devo dizer que, apesar de ter elevado a sua família ao máximo na corte e no país por ser rainha, não teve uma vida fácil: perdeu vários membros da família, incluindo o filho mais velho do primeiro casamento, ás mãos de inimigos; perdeu os seus filhos na Torre e nunca soube o que lhes aconteceu. Teve apenas a simples alegria de ver a sua filha mais velha no trono. Acabo por admirar a sua inteligência e coragem para aguentar o que aguentou. 

Recomendo a leitura!

O livro e a série

Cartaz da Serie The White Queen

Já falei sobre esta serie em dois posts, um sobre o que achei da série (aqui), baseada nos 3 livros de Philippa Gregory - A Rainha Branca, A Rainha Vermelha e A Filha do Conspirador; e também quando falei sobre o livro A Filha do Conspirador (aqui).
Confesso que esta série se manteve bastante fiel, tanto ao livro A Filha do Conspirador como ao da Rainha Branca. 

Isabel Woodville, a Rainha Branca, e a sua mãe Jacquetta Rivers na série The White Queen

As principais diferenças que encontrei entre o livro e a série foram:
- Penso que esta é aquela diferença mais flagrante em relação ao livro e que influencia a própria história: na série eliminaram a personagem de William Hastings, uma grande amigo de do rei Eduardo. No livro ele está sempre presente nas mais diferentes situações e acontecimentos importantes;
- No livro, a mãe de Isabel Woodville, Jacquetta, diz que está a morrer quando estão ambas no jardim; na série estão no quarto e antes de uma festa na corte;
- No livro, Jacquetta morre juntamente com a neta recém nascida depois de já estar à uns dias de cama e Isabel não está com ela, sabendo da morte de ambas depois de ouvir o canto da deusa Melusina - na  série Isabel e o seu marido, rei Eduardo, estão no quarto quando ambas morrem - penso que aqui não há influência na história e serviu para dar mais drama à série;
-  No livro, Anthony, o seu irmão, é casado, ficando mais tarde viúvo. Na série é solteiro;
- Após a morte do rei Eduardo, Anthony e o filho de Isabel, Richard Grey são presos quando Ricardo, o Lorde Protector vai buscar o príncipe Eduardo; na série são presos mais tarde acusados de conspiração e traição;
- Elizabeth Shore, após a morte do rei, torna-se amante de William Hastings (a personagem retirada da série). Na série, ela torna-se amante de Anthony;
- O príncipe Ricardo, regressa no fim a casa da sua mãe, Isabel Woodville pela mão do afilhado do seu marido, o rei Eduardo (e fiel amigo); na série é o seu filho, Thomas Grey que o entrega à mãe.

Isabel Woodville, o Rei Eduardo e os seus filhos, na série The White Queen

Estas foram as diferenças que encontrei entre livro e série. Penso que simplesmente apagarem William Hastings da série veio influenciar um pouco a história (mesmo relativamente a Elizabeth Shore), as restantes pensam que são pequenas alterações que não alteraram a história.

Isabel Woodville e a sua filha, Princesa Cecília, na série The White Queen

By Lum
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domingo, 14 de julho de 2019

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Santa Maria da Feira - Terras de Santa Maria

Olá,


Já apresentei aqui no blog vários locais espectaculares para visitar, mas não falei sobre o que está mais perto de mim: Santa Maria da Feira.

Castelo de Santa Maria da Feira


Santa Maria da Feira é uma cidade do distrito de Aveiro, cheia de história e locais belos para se visitar. O seu Ex-Libris é o Castelo, considerado um dos mais bonitos do país.



História
A história da Terra de Santa Maria é muito antiga, tendo o seu povoamento iniciado em IV-V antes de de Cristo. Prova disso são os monumentos funerários já encontrados nesta zona, assim como os castros pré-romanos. Durante o império romano, várias vias foram construídas, por necessidades militares e comerciais, sendo comprovado pela existência de vias romanas que ligavam Lisboa a Braga (marco milenário encontrado em Ul) e o Porto a Viseu. Estas vias de comunicação continuaram a ser usadas durante a Idade Média, sendo ainda visivéis várias destas vias e pontes.

Castelo da Feira


Durante a Idade Média, várias construções de arquitectura militar foram construídas, sendo o Castelo da Feira o mais imponente. Este era um local de pagamento e de comércio de vários produtos, pelo que a população foi-se instalando em seu redor.

Castelo da Feira


Também foi na Idade Média que a arquitectura religiosa teve o seu auge: foram construídos conventos, igrejas e cruzeiros, do românico ao barroco.

Foi conhecida com Vila da Feira, até à sua elevação a cidade em 14 de Agosto de 1985.



O que visitar
No concelho da Feira existem vários locais a visitar....

1. Castelo

O Castelo é sem dúvida o Ex libris de Santa Maria da Feira, sendo um dos mais notáveis monumentos militares portugueses. 
O castelo apresenta uma planta oval irregular, em estilo gótico, tendo sido incorporado vários estilos ao longo dos séculos. Na porta é visível o brasão dos Pereira e no seu interior, é constituída por duas torres: a Torre da Casamata, local onde os soldados estavam alojados; e a Torre do Polo, que protegia uma nascente de água à qual se acede por uma escada em caracol.


Castelo da Feira

O Conde D. Henrique recebeu as terras do Condado Portucalense, onde estavam incluídos os castelos da Feira, Guimarães, Faria e Neiva. Após o seu falecimento, e com a ascensão de Fernão Peres de Trava sobre a viúva, D. Teresa de Leão, os senhores a sul do Rio Minho, insatisfeitos, organizaram-se em torno de D. Afonso Henriques.

Entrada do Castelo

Toda esta política terá tido lugar nas terras e Castelo de Santa Maria, sob o domínio do nobre Ermígio Moniz, culminando na batalha de S. Mamede, razão pela qual se afirma que ser este o monumento o verdadeiro berço da independência de Portugal. 

Exposição no Castelo da Feira

No testamento de D. Sancho I, redigido em 1188, este foi o principal dos cinco castelo eleitos para servir de refúgio da rainha, quando viúva.
Em 1282, D. Dinis incluiu-o entre os 12 castelos assegurados como arras da sua esposa, Rainha Santa Isabel. Mais tarde, foi tomado pelo infante D. Afonso, aquando da luta contra o seu pai. Quando foi celebrada a paz entre ambos, o domínio do castelo passou a ser de D. Afonso. Em 1357, o seu alcaide era o nobre Gonçalo Garcia de Figueiredo.

Sala no piso 2 do Castelo

D. Fernando I fez a doação das Terras de Santa Maria e seu castelo a D. João Telo de Menezes, conde de Barcelos, que instituiu como alcaide D. Martim Correia.

Sala do Peso 3 do castelo

Com a crise de 1383-1385 em Portugal, o conde de Barcelos tomou o partido por Castelo, atitude também seguida pelo alcaide do castelo. Em 1385, o castelos e seus domínios foram conquistados pelo alcaide do Castelo de Penedono, Gonçalo Vasques Coutinho, para serem entregues a D. João I, que por sua vez o entregou a D. Álvaro Pereira (primo do Condestável D. Nuno Álvares Pereira. Posteriormente, o rei doou o castelo e seus domínios a João Rodrigues de Sá.

Poço do Castelo

No século XVII construiu-se dentro das muralhas do castelo, o Palacete dos Condes da Feira, tendo sido demolido em 1929, restando apenas algumas paredes, a escadaria e o fontanário.


Ruínas do Palacete dos Condes da Feira

Quando a representação dos condes da Feira foi extinta em 1700, o conjunto passou para o património da Casa do Infantado. Em 15 de Janeiro de 1722, um violento incêndio destruiu o palácio, deixando ao abandono e em ruínas durante um longo período.

Calabouços do Castelo

No século XIX iniciou-se um recuperação do monumento. Com o fim da Guerra Civil, o Palacete e as terras foram adquiridas em hasta pública pelo general Francisco Xavier da Silva Pereira. Durante esse período, vários membros da família real portuguesa visitaram o monumento. Também neste período, a câmara municipal limpou o antigo poço do castelo.

Interior do castelo

No início do século XX, o interesse pelo castelo voltou e uma campanha de subscrição pública angariou fundos para as suas obras de restauração, tendo as ruínas passado a ser vigiadas por um guarda. Neste período, foram descobertas por 3 inscrições epigráficas.

Terraços do Castelo


As obras de recuperação iniciaram-se em 1907 e foram visitadas por D. Manuel II no ano seguinte. O Castelo foi classificado como Monumento Nacional em 1910.



Terraços do Castelo

As visitas ao castelo funcionam no seguinte horário:

  • inverno (outubro a março) - de terça a domingo e feriados: 9h00 › 12h30 / 13h00 › 17h30
  • verão (abril a setembro) -  de terça a domingo e feriados: 10h00 › 12h30 / 13h30 › 18h30 
  • Encerrado: segundas-feiras

As visitas ao castelo tem um custo de 3€, no entanto, existem preços mais acessíveis para reformados, grupos e para famílias.
Por vezes existem eventos mais privados dentro do castelo (não se trata de feiras medievais, nem nada parecido). Não concordo muito, mas a câmara lá sabe... Não aconselho a visitar quando esses eventos vão acontecer: disturbam imenso a visita e condicionando-a.


2. Capela de Nossa Senhora da Encarnação

Interior da Capela

A Capela de Nossa Senhora da Encarnação, foi construída no século XVII, sobre outra mais antiga, por iniciativa de D. Joana Forjaz Pereira de Menezes e Silva, Condessa da Feira. Foi inaugurada em 1656.



Encontra-se ao lado do castelo e a sua visita está incluída no bilhete da visita ao castelo.



3. Museu Convento dos Lóios e Igreja Matriz do Espírito Santo

O Museu Convento dos Lóios apresenta uma exposição permanente de Arqueologia, História e Etnografia, onde explica a origem do Homem, a evolução e o desenvolvimento do território administrativo da outrora Terra de Santa Maria.

Museu Convento dos Lóios e Igreja Matriz do Espírito Santo
Fonte: Turismo de Portugal

Para além das exposições permanentes, o Museu tem o propósito de divulgar testemunhos e memórias  da herança histórica e cultural do concelho e da região, promovendo várias actividades. Foi inicialmente criado como biblioteca Museu em 1938, mas em 1992 a biblioteca é instalado noutro local.

As visitas ao museu funcionam no seguinte horário:
  • inverno (outubro/abril) - de terça a sexta: das 09h30 às 17h00;
  • verão (maio/setembro) - de terça a sexta: das 09h30 às 18h00; sábados e domingos: das 14h30 às 17h30;
  • encerrado: segundas-feiras e feriados

Existem várias modalidades de bilhetes, mas o preço do bilhete para visita é 1€ e vista + oficina são 2€.

A Igreja Matriz fica ao lado do Convento e é de visita livre.


4. Museu do Papel Terras de Santa Maria


O Museu do Papel é daqueles museus de visita obrigatória! Está instalado em duas fábricas antigas de papel do início do século XIX, e está dedicado à história do fabrico do papel, desde da sua fase manufatureira de produção "folha a folha", apresentada no espaço oitocentista do Engenho da Lourença, à produção de papel em contínuo.


Museu do Papel Terras de Santa Maria
Fonte: Site Oficial do Museu

A visita é guiada e todo o processo explicado de forma interessante. Para além disso, ainda é possível conhecer a colecção de marcas de água.

As visitas ao museu funcionam no seguinte horário:

  • De terça a sexta: das 09h30 às 17h00 - Visitas guiadas às 10h30 e às 15h30;
  • sábado e domingo: das 14h30 às 17h30 - Visita guiada às 15h30;
  • encerrado: segundas-feiras e feriados.

Os bilhetes custam 3€, mas existem vários descontos, como por exemplo, apresentando o cartão de estudante.


5. Museu de Santa Maria de Lamas


O Museu de Santa Maria de Lamas é popularmente conhecido como o Museu da Cortiça situa-se numa das freguesias de Santa Maria da Feira. Está centrado na figura de um coleccionador, Henrique Amorim, sendo como se fosse um museu privado. 


Museu de Santa Maria de Lamas


O Museu foi recuperado e reorganizado a partir de 2004, exibindo várias colecções de Arte Sacra (talha dourada, imaginária, pintura, mobiliário e objectos litúrgicos), Etnografia, Iconografia do Fundador, Mobiliário Civil, Estatuária Nacional e Internacional, Ciências naturais, Tapeçaria, Azulejaria, Estatuária em Cortiça/ Aglomerado de cortiça e Arqueologia industrial.

Interior do Museu


As visitas ao museu funcionam no seguinte horário:

  • inverno: das 09h30 às 12h30 e das 14h00 às 17h00;
  • verão: das 09h30 às 12h30 e das 14h00 às 17h30;
  • encerrado: domingo de páscoa, 1 de maio, 24 a 26 de dezembro, 31 de dezembro e 1 de janeiro.

O preço do Bilhete é de 3€, no entanto existem vários descontos ao valor, como por exemplo com cartão de estudante.

6. Castro de Romariz


O Castro de Romariz situa-se numa das freguesias de Santa Maria da Feira e é uma das estações arqueológicas mais expressivas da regias Entre Douro e Vouga. Foi um povoado fortificado datado do século V a.C., com níveis de ocupação até ao século I d. C..

Os trabalho arqueológicos já realizados permitiram identificar as diversas fases de ocupação proto-histórica e romana deste povoado.


Castro de Romariz


No seu espólio, pode-se encontrar numerosas espécies de de cerâmicas, vidros, metais, moedas e epigrafes, sendo a de maior destaque o conjunto de cerâmica indígena, punica, grega e romana e dois tesouros monetários.



Castro de Romariz


Para visitar o castro, é necessária marcação prévia de 48hrs de antecedência quando a visita é de segunda a sexta; e 8 dias de antecedência para visitar ao sábado e domingo.

É possível fazer visita guiada a partir dos seguintes locais:

  • Museu Convento dos Lóios - de terça a sexta, das 9h30 às 16h;
  • Voltado a Poente - Associação Cultural - Sábado, Domingo e segunda das 9h ás 12h e das 14h às 17h.


7. Zoo de Lourosa


O Zoo de Lourosa é um centro zoológico e particularidades singulares a nível nacional - é o único parque ornitológico do país. É dedicado exclusivamente a aves, com uma colecção de cerca de 500 exemplares de 150 espécies diferentes, distribuídas por 80 habitats de cativeiro. 




Zoo de Lourosa


Situado em Lourosa, cidade com grande dinâmica industrial no sector corticeiro, o Zoo de Lourosa está situado a cerca de 15 minutos da cidade do Porto, tendo ligações aos nós da A1, A29 e A41 e fica a poucos metros da EN1.


Zoo de Lourosa


As visitas ao zoo funcionam no seguinte horário:
  • De segunda a sexta: das 9h30 às 18h00 (última entrada dos visitantes até 1h antes do fecho);
  • Sábado, domingos e feriados - das 14h às 18h;
  • encerrado: dia de páscoa, natal e ano novo.


 O bilhetes para visita são 4€ para adultos, sendo mais barato para crianças entre os 5 e os 12 anos e idosos e gratuito para crianças até aos 5 anos.


8. Outros locais de interesse

Existem outros locais de interesse no concelho, como:

  • Termas de São Jorge - Situada na freguesia de Caldas de São Jorge, as termas estão especialmente vocacionadas para as afecções respiratórias, músculo-esqueléticas e da pele. É possível fazer tratamentos, sempre seguido por médicos;
  • Parque das Ribeiras do Rio Uíma - situada nas freguesias de Fiães e Lobão, combina vários sistemas de zonas húmidas, terrestres e ocupação humana, formando uma extensa várzea. É uma zona excelente para se fazer uma caminhada;
  • Porto Carvoeiro - situado no extremo norte do concelho, junto ao Rio Douro, o Porto carvoeiro é, pela sua envolvência de grande beleza natural, um local de lazer e descontração onde se praticam alguns desportos;
  • Jardins do Europarque - O Europarque é um complexo constituído pelo Centro de Negócios, Centro de Ciência, Centro de Congressos e um jardim magnífico onde é possível caminhar e aproveitar a Natureza;
  • Quinta do Castelo - esta quinta é o retrato de um certo gosto romântico que inclui um lago e grutas artificiais. Foi aqui que fiz a sessão do "Trash the Dress" qunado me casei e tenho fotos lindíssimas. 
  • Praia fluvial da Mâmoa - situada na freguesia de Milheirós de Poiares, esta praia fluvial é um grande atracção nos meses de Verão.

Os eventos

Durante o ano, existem vários eventos na zona histórica e que valem muito a pena:

Viagem Medieval 


É o ex libris de Santa Maria da Feira. Já falei sobre uma aqui no blog (ver post aqui).
Todos os anos tem um tema diferente - este ano é:

Os preços dos bilhetes são os seguintes:

Perlim
Todos os anos, na altura do Natal, abrem as portas do Maior Parque Temático de Natal de Portugal.


Castelo durante Perlim

Perlim decorre na Quinta do Castelo durante os dias 30/11 e a 5/01. Os preços variam entre os 6€ e os 7€.

Imaginarius
É um festival internacional de teatro de rua. Decorre sempre em Maio, havendo várias teatros de rua ao longo da zona histórica.


Este festival é gratuito, pelo que aconselho vivamente.


Como chegar

Castelo da Feira

Do Porto - A1 em direcção a Sul e sair na saída saída 18 em direção a Feira/Ovar;

De Lisboa - A1 em direcção a Norte e sair na saída saída 18 em direção a Feira/Ovar.

By Lum
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sábado, 6 de julho de 2019

sábado, 29 de junho de 2019

A Princesa Branca, de Philippa Gregory


"Quando Henrique Tudor conquista a coroa de Inglaterra após a batalha de Bosworth, sabe que tem de se casar com a princesa da casa inimiga, Isabel de York, para unificar um país dividido pela guerra há duas décadas.
Mas a noiva ainda está apaixonada pelo seu inimigo morto, Ricardo III. A mãe de Isabel e metade de Inglaterra sonham com o herdeiro ausente, que a Rainha Branca enviou para o desconhecido. Embora a nova monarquia tome o poder, não consegue ganhar o coração de uma Inglaterra que espera o regresso triunfante da Casa de York.
O maior receio de Henrique é que um príncipe esteja escondido à espreita para reclamar o trono. Quando um jovem que quer ser rei conduz o seu exército e invade Inglaterra, Isabel tem de escolher entre o novo marido, por quem se começa a apaixonar, e o rapaz que afirma ser o seu amado e perdido irmão: a Rosa de York volta para casa finalmente."

Estou na onda "Philippa Gregory" e portanto, lá fui eu ler mais outro livro dela (já é o 3º) e todos os que li deram filme e séries. 
Este foi um livro que li depois de ter visto a série a que deu origem e devo dizer: O livro é muito melhor!
O livro conta a vida de Elizabeth de York, desde a ascensão ao trono de Henrique Tudor até à morte de Perkin. Foi prometida a Henrique, mas antes do casamento teve que provar a sua fertilidade. Foi um pouco mal tratada e os Tudor sempre desconfiavam dela, apesar de ela nada saber. Após ser mãe, fez de tudo para proteger os seus filhos. O marido, Henrique Tudor, apesar de um marido apaixonado, sempre que se levantava um revolta contra o seu reinado, desconfiava da esposa. Um livro cativante!



O livro e a série

Cecily (irmã de Elizabeth de York), Margaret (filha de George, Duque de Clarence e Isabel Neville) e Elizabeth de York, na série The White Princess

Já tinha falado da série (ver aqui), e confesso que apesar de ter gostado, achei que Isabel Woodville foi pintada de má da fita, o que não foi a ideia que o livro deu. Devo dizer que a série é muito diferente do livro... alteraram acontecimentos, não mostraram os nascimentos dos filhos... enfim...

O rei Henrique VII e a sua mãe, Margaret Beaufort na série The White Princess

As diferenças são:
- Desde logo, o início da série, em que Isabel Woodville esconde o seu filho Richard, quando as tropas do rei vem buscar a ela e as suas filhas - no livro não menciona nada sobre Isabel esconder o filho;
- Tal como o livro, Henrique quer que Elizabeth engravide antes de se casar com ela, no entanto, não foi tão imediato como na série;
- Na série, no nascimento de Artur, Elizabeth tem muito medo de ter o filho por causa da maldição lançada por ela e pela mãe, no entanto no livro não fala disto;
- Tal como já tinha dito, a série "pinta" Isabel Woodville como uma mulher que não nutre qualquer sentimento pelos netos, chegando mesmo a humilhar a filha e os netos publicamente - no livro Isabel conspirou sim, mas sempre longe da filha, tentando prejudica-la o mínimo possível, adorava os netos, embora não tenha convivido muito com eles;
- No livro, Isabel Woodville foi para a Abadia de Bermondsey onde ficou até morrer - na série, ela mantém-se na corte por mais tempo a conspirar;
- Na série, para tentar parar as tentativas da Duquesa de Borgonha colocar um York no trono, Jasper Tudor vai à corte de Bolonha onde se encontra com a Duquesa e com a Duquesa Cecília (avó de Elizabeth) para negociar. É aqui que ocorre o acidente que leva á morte Maria de Borgonha -  na série nunca falou da corte de Bolonha e Jasper Tudor nunca lá foi;
- Na série, Elizabeth chega a tempo de ver a sua mãe morrer na Abadia -  no livro Elizabeth está a dar à luz a sua filha Isabel, que morre pouco tempo depois (na série não vemos Elizabeth ter mais nenhum filho, para além de Artur, Henry e Margaret);
- Na série, Maggie vai à corte de Bolonha a mando de Henrique VII para ver se reconhece o rapaz que diz ser Richard, irmão de Elizabeth -  No livro ela nunca sai de Inglaterra;
- No livro, o rapaz que diz ser Richard, mantém-se muito tempo na corte com a sua mulher, enquanto Henrique VII a tenta seduzir, para desgosto de Elizabeth - na série não se vê Henrique a seduzi-la;
- Na série, num determinado tempo, Henrique retira os aposentos da rainha à mãe para os dar a Elizabeth - no livro isto nunca aconteceu;
- Esta foi das cenas que mais me chocou, porque achei demasiado estranho isto ser verdade: na série, Margaret Beaufort (mãe do rei) mata Jasper Tudor -  no livro, como é óbvio isto nunca aconteceu. Jasper morre de causas naturais. Não entendi o porquê de fazerem isto na série, pois não acrescentou nada;
- Na série, Elizabeth e Henrique VII vão à corte espanhola convencer os reis católicos que Catarina de Aragão deve casar com Artur. Este episódio nunca aconteceu no livro nem na realidade;
- As execuções de Teddy e Warbeck, na série, acontecem no mesmo dia por decapitação - no livro, primeiro morre Warbeck por enforcamento e alguns dias depois Teddy é decapitado.

Elizabeth de York com os seus 3 filhos: Artur, Margaret e Henry na série The White Princess

Como se pode ver, a série até tem a história essencial de Elizabeth, mas com alterações que veio estragar a história toda.
Não vou dizer que não gostei, porque gostei. Mas quem vai ver à espera que seja fiel ao livro, não se engane... tem muitas diferenças.

By Lum
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domingo, 23 de junho de 2019

Elvas, a Cidade Quartel

Olá,

Hoje dou-vos a conhecer a cidade de Elvas, que adorei visitar.

Cidades de Elvas

Elvas é uma cidade alentejana do distrito de Portalegre. É a cidade mais fortificada da Europa e reconhecida pela UNESCO como Património da Humanidade em 2012 como uma cidade-quartel de fronteira.
Visitando esta cidade é como se recuasse séculos: o castelo, os fortes, as igrejas e o aqueduto, tudo estruturas de enormes dimensões e beleza incalculáveis.


História

A história de Elvas é antiga, começando os celtas, os primeiros povoadores do território. Os romanos foram os povoadores seguintes, mas só após grande resistência se conseguiram estabelecer. Foram os romanos, o primeiro povo a deixar os primeiros vestígios e foi nesta altura que Elvas passou a ter um papel importante na patrulha das rotas comerciais.

Cidade de Elvas

Após o declínio do império romano, os visigodos ocuparam e Elvas e por lá se mantiveram por 200 anos, até que no século VIII, os mouros ocuparam esta zona, reconhecendo a sua importância estratégica. Foi durante a sua ocupação que a cidade começou a ter as primeiras fortificações. 
Em 1230, D. Sancho II ocupa Elvas, passando a ser território português.
Em 1513, Elvas foi elevada a cidade, tendo o progresso sido contínuo, induzido pela sua importante situação estratégica - na principal entrada/ fronteira natural com o país vizinho - que o Tratado de Alcanizes (1297) potenciou.

Cidade de Elvas

Elvas também era muito próspera na agricultura, sendo a azeitona factor de sustentabilidade económica. Na segunda metade do século XIV, foi construída a fortificação, ainda hoje visível: construíram 11 portas e 22 torres.
Foi por Elvas, que o Duque de Alba entrou com o seu exército em 1580, facto que não foi esquecido na restauração da independência em 1640, quando se contruiu a maior fortificação abaluartada do país.

Cidade de Elvas



O que visitar

Toda a cidade de Elvas é como um museu, com imensa coisa para se visitar...

1. Muralhas de Elvas

As muralhas, como já disse, são as maiores fortificações abaluartadas do mundo. Possuem uma área de 300 hectares e um perímetro que vai dos 8 aos 10 km.
Fortificações da Muralha de Elvas

Estas fortificações foram projectadas  pelo jesuíta holandês padre João Piscásio Cosmander e representam o melhor exemplo de fortificações militares da escola holandesa que sobreviveram até aos dias de hoje. O Aqueduto da Amoreira, tinha como objectivo de permitir à fortificação resistir a cercos prolongados.


2. Aqueduto da Amoreira

O Aqueduto da Amoreira estende-se ao longo de 8 km e transporta a água até à fonte de mármore do Largo da Misericórdia. Foi classificado como Monumento Nacional desde 1910 e demorou mais de 120 anos a ser construído, entre 1530 e 1622. Os contrafortes cilíndricos  e arcos em vários andares chegam aos 30 metros de altura em alguns pontos.

Aqueduto da Amoreira

Foi construído para garantir o abastecimento de água à cidade. Tem 1367 metros de galerias subterrâneas e mais de 5 km e meio à superfície. É realmente um monumento espectacular e grandioso para se contemplar.

Aqueduto da Amoreira


3. Castelo

Castelo de Elvas

O Castelo ergue-se no alto de um monte em posição dominante sobre a povoação e o rio Guadiana.
Durante a reconquista cristã da Península, o castelo foi inicialmente  tomado por forças cristãs sob o comando de Geraldo Sem Pavor. Foi retomada pelos mouros, mas voltou a mãos portugueses em 1220 para novamente cair na posse dos mouros. Só em 1226, voltou definitivamente para mãos portuguesas, durante o reinado de D. Sancho II, que lhe deu o foral e determinou a reconstrução e reforço das defesas. Mas os conflitos pela sua posse duraram vários reinados: D. Dinis deu a Carta Foral à Vila e ampliou as defesas; D. Fernando construiu uma terceira cintura de muralhas reforçada por torres; D. João II ordenou a reconstrução da Tore de Menagem; e D. Manuel I elevou a vila a cidade.

Castelo de Elvas

O preço da entrada no castelo é de 1,5€ e o horário é das 9h30 às 13h00 e das 14h30 às 17h30.


4. Igreja do Convento de São Domingos

O Convento de São Domingos foi fundado em 1267 e construído durante o último terço do século XIII, onde anteriormente se encontrava  a Ermida de Nossa Senhora dos Mártires. Foi pertença dos Dominicanos. A sua estrutura sofreu várias modificações nos séculos XVI, XVII e XVIII - a fachada no estilo barroco foi construído durante o século XVII, mas no seu interior gótico com colunas de mármore.

Igreja do Convento de São Domingos - Elvas


5. Casa da Cultura de Elvas

A Casa da Cultura de Elvas fica situada na Praça da República, no centro da cidade, num edifício de 1538 que outrora serviu de Paços do Concelho. Foi construído encostado à segunda cerca islâmica, mas foi muito alterado na segunda metade do século XVIII.


Praça da República e Casa da Cultura em Elvas

Aqui pode também encontrar o Posto de Turismo, que indicará a melhor forma para começar a visitar a cidade e onde se encontram os pontos mais interessantes para visita. Aqui também podem solicitar um mapa da cidade para que a visita seja mais fácil.


6. Igreja da Nossa Senhora da Assunção

Igreja de Nossa Senhora da Assunção

A Igreja de Nossa Senhora da Assunção é uma igreja maciça e fortificada, construída entre 1517 e 1537 pelo arquitecto régio Francisco de Arruda, o mesmo arquitecto que projectou o Aqueduto da Amoreira. Funcionou como Catedral até Elvas perder a sua classificação episcopal em 1882.

Igreja da Nossa Senhora da Assunção

O edifício tem ar de semi-fortaleza por causa das suas muralhas e contrafortes e, também, da torre do do sino. As capelas laterais são do século XVIII, duas de talha dourada e as restantes em mármore. Por cima da entrada, existe um órgão de talha dourada, construído entre 1760 e 1777. A partir da catedral acede-se ao Museu de Arte Sacra.

Igreja da Nossa Senhora da Assunção - Interior e órgão


7. Largo de Santa Clara

O Largo de Santa Clara é um dos lugares mais típicos de Elvas. É uma praça triangular pavimentada, rodeada por casarões senhoriais com brasão e com barras de ferro, e está situada junto à porta árabe (século X). No centro da praça está um Pelourinho do século XVI, feito em mármore.

Porta Árabe


8. As 11 Portas da Fortificação

Portas da Esquina

A malha urbana ganhou racionalidade militar com a construção de 11 portas medievais que deram origem a três, duplas e desenfiadas: Esquina, a O; São Vicente, a E; a Olivença, a S.
As Portas da Esquina servia directamente a zona militar. Nas outras têm início as ruas mais importantes da cidade.


9. Museu Militar de Elvas

Quartéis do Casarão - Museu Militar de Elvas

O Museu Militar de Elvas surgiu após a reorganização do Exército Português no ano de 2006 e ocupa as instalações do antigo Regimento de Infantaria Nº8, designado por "Quartéis do Casarão".

Museu Militar de Elvas

É um caso único a nível de museus nacionais, uma vez que as suas infraestruturas são três monumentos Nacionais, classificados como Património da Humanidade pela UNESCO: Convento de S. Domingos, século XIII, Muralha Fernandina, século XIV e parte da Muralha Seiscentista, século XVII.

Museu Militar de Elvas

O museu foi oficialmente inaugurado em Outubro de 2009 e constitui a maior área de museu implantada em Portugal: tem cerca de 150 mil m2 de área total. Alberga várias colecções militares do Exército: Arreios, Serviço de Saúde, Transmissões, Viaturas Militares do Exército, Hipomóvel, Peças de Artilharia, etc.

Museu Militar de Elvas

O preço de entrada no Museu custa 3€, mas existem bilhetes familiares e bilhetes mais baratos para jovens entre os 7 e os 17 anos (mais informações no local ou no site oficial do museu).
O horário é:

Museu Militar de Elvas



10. Forte de Santa Luzia

Esta fortificação foi construída num outeiro a algumas centenas de metros da muralha, tendo em conta a Guerra da Restauração entre Portugal e Espanha, sendo um dos melhores e mais genuínos exemplos da arte  de fortificar europeia. 

Forte de Santa Luzia

Em 1641, o general Maria de Albuquerque, primeiro e último Conde de Alegrete, desenhou o projecto inicial do Forte. Pouco depois, o projecto foi redesenhado por Sebastião Frias, que lhe dá o formato de polígono estrelado.

 Porta Principal do Forte

O Forte é constituído por 4 baluartes - estrutura angular projectada para fora da cortina de uma fortificação; um fosso - uma escavação profunda e regular, com ou sem água, funcionando como primeira linha de defesa; Cova de Lobo - uma armadilha que consiste numa cova em forma de cone invertido, pelo que no fundo da cova é cravada uma estaca afiada; Cortina - Parede situada entre dois baluartes nas fortificações, muitas vezes protegidas por um revelim; Revelim - obra exterior de formato triangular, com a função de proteger uma cortina.

Interior do Forte de Santa Luzia

Entre 1658 e 1659, o exército espanhol, comandado por D. Luís de Haro, primeiro-ministro de Filipe IV de Espanha, montou um cerco em Elvas. A 14 de Janeiro de 1659, a Batalha das Linhas de Elvas dá vitória a Portugal. O Forte resistiu heroicamente, tal como viria a acontecer em 1801, na Guerra das Laranjas contra os Espanhóis, e durante as Guerras Peninsulares, entre 1807 e 1811, com as Invasões Francesas.

Interior do Forte de Santa Luzia

O preço de entrada para visitar o Forte é de 2€. O horário é: De Quarta a Domingo: 11:00H às 18:00H
 e ás Terças-feiras: 14:00H às 18:00H. Encerra às segundas-feiras e terças-feiras de manhã.


11. Forte da Graça

Forte da Graça

Outra fortificação espectacular construída numa grande elevação a Norte da cidade. É um exemplo notável da arquitectura militar do século XVIII, sendo considerada por muitos historiadores como uma das mais poderosas fortalezas abaluartadas do mundo. A construção iniciou-se em 1763 a mando do rei D. José I. Tinha uma potência inigualável de 144 bocas de fogo e subsistiu a vários ataques inimigos durante os anos seguintes.

O preço de entrada é: preço Geral: 5€ e visita guiada: 8€. Existem bilhetes familiares, que saem mais barato. O horário é: Maio a Setembro - Das 10 às 18 horas; Outubro a Abril - Das 10 às 17 horas; Encerra às Segundas-Feiras.

Fonte do texto: Retirado da informação do Posto de Turismo


Como Chegar

Elvas

Do Porto - A1 em direcção a Sul, seguir pela saída 11 em direcção a N342/Lousã/Soure/Condeixa; seguir pela A13 em direcção a Lousã/Tomar; seguir pela saída 15 para IP2 em direcção a Portalegre/N359/Nisa; seguir pela IP2 em direcção a Évora/N246/Elvas.

De Lisboa - Seguir pela A2 até à IP7 e seguir as direções para A6/A13/A15/A1/Espanha/Évora/Santarém; seguir pela A6 até à saída 9 para N4 em direção a Elvas Oeste.


By Lum

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